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Fringe – And Those We’ve Left Behind

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Série: Fringe
Episódio: And Those We’ve Left Behind
Temporada:
Número do Episódio: 4×06
Data de Exibição nos EUA: 11/11/2011

O dia em que Fringe voltou a ser Fringe. And Those We’ve Left Behind foi um ótimo episódio. Confirmou muitas teorias que vagavam por aí. E mais, lançou uma nova safra de dúvidas loucas para serem respondidas.

Muita gente, desde a premiere, defendia que estávamos vendo um lado C em Fringe. E afirmavam isso com base na nova cor da abertura, nas mudanças que eram jogadas na nossa cara. Confesso que relutei em embarcar nessa idéia genial. E, assim como muitos outros, procurei explicações para as mudanças no lado A na inexistência de Peter. Justifiquei os detalhes e as grandes modificações no fato do observador September ter apagado Peter da linha do tempo.

E agora, quando Peter se deu conta de que está no lugar errado, a teoria do lado C se confirmou. A serenidade de Peter, que eu tanto critiquei, foi determinante para que ele pudesse observar tudo e chegar à conclusão de que não voltou para o local certo. Ou seja: todas as diferenças que apontamos no lado A não são detalhes que mudaram em virtude de Peter nunca ter existido. As diferenças são fruto de estarmos vendo um mundo completamente diferente. E, apesar dos sinais terem sido bem evidentes, muita gente nem suspeitou.

Pronto, uma das grandes indagações da temporada foi respondida. Vemos o lado C, e isso é fato. Mas, como todo mundo sabe – e o que torna Fringe ainda mais excepcional – é que cada certeza construída gera milhares de incertezas. Então, agora, entro no terreno das especulações. Se o que vemos desde a premiere é o lado C, o que está acontecendo no A? Walter e Liv lembram de Peter, e estão atordoados com o seu sumiço, tentando encontrá-lo? E aquele “sonho” do início do episódio, é só um sonho, ou é uma espécie de visão do lado A? De um futuro no lado A? Como se fosse Olivia mostrando para Peter o que eles deveriam estar vivendo, e não estão por que Peter está perdido por aí? Agora que sei que o que vemos não é a realidade que estávamos acostumados a observar, me dei conta que sinto saudade de Liv, Walter e Astrid. E quero vê-los, em breve.

Mais especulações. O lado B, que apareceu em Neither Here Nor There e One Night in October, é o lado B mesmo? Eu, pessoalmente, acho que os vislumbres do lado B que vimos nesses dois episódios são visões de um lado D, na verdade. Reconheço que existem muitas similaridades de história com o lado B, como o fato do hot Lee ser apaixonado pela Olivia de lá. E da aparência das pessoas ser a mesma. Mas também lá vimos alterações importantes, como o fato de Broyles estar vivo. E, principalmente, acredito na tese do D por “Bolivia” não ter deixado transparecer, em nenhum momento, quando em contato com os habitantes do C, que estranhava alguma alteração. E mais, sabemos que ela passou algum tempo no C, pelos relatos do Walter. Então, creio que alguma dica teríamos. Enfim, se tivemos essa dica, eu deixei passar.

Agora, a pergunta que não quer calar: como Peter vai retornar para o seu lugar nesse mundo de universos infinitos? Creio que tem relação com a capacidade, ainda não explicada, que ele tem de alterar as linhas temporais. E é aí que entramos no magnífico caso do episódio.

A chegada de Peter tornou possível que Raymond Green, baseado nas equações da mulher, fizesse uma espécie de câmara temporal funcionar. A tentativa de Green era voltar quatro anos no tempo, de forma definitiva, e, assim, viver feliz ao lado de Kate, que havia sido acometida por Alzheimer. Só que esses retornos no tempo causaram danos, já que fizeram com que passado e presente se misturassem de forma perigosa. Passado e presente, coexistindo. Passado interferindo no presente. E colocando as pessoas do presente em risco.

Kate conseguiu chegar à equação que permitiria a volta no tempo. Mas “apagou” a mesma, para impedir que o marido a usasse. Isso por que, segundo a mesma, existem coisas que devem permanecer na teoria. E Walter – a versão de qualquer dos universos – sabe disso muito bem.

Pelo destaque que essa questão temporal tem recebido na temporada, creio que ela é a chave para o retorno de Peter. Mas ainda não sabemos como ele causa – ou se relaciona – com esses saltos temporais, ou altera as linhas do tempo. E, nesse ponto, surge mais um questionamento: quando Peter retornar para o A – porque é fato que ele retornara, nem que seja no último episódio da temporada – ele voltará após uma certa passagem de tempo, ou retornará no exato momento em que desapareceu, em The Day We Died, graças a sua habilidade de dobrar as linhas temporais? Perguntas e mais perguntas, e uma mais descabida que a outra.

O glyph code da semana foi LIVING. E, sozinho, ele suscitou mais discussão do que uma temporada inteira de Lost (eu estou exagerando, é claro. Mas nem tanto). Para alguns, o code deve ser adicionado ao da semana passada, aí teríamos Still Living. Um sinal que, embora perdido, Peter “ainda vive”. Outros levantaram a bandeira de que isso significaria que Bell ainda vive no mundo C, mas confesso que não consegui seguir esse raciocínio. Para outros, living deve ser visto isoladamente. E faço parte dessa corrente. Assim, living teria relação com a recente descoberta de Peter, que deve partir em busca de sua vida, do seu mundo.

E, assim como C-Olivia, espero que ele volte para os seus, em breve.

Semana que vem vai ao ar Wallflower. Quem quiser spoilers, clique aqui. Depois, episódio inédito só em 13 de janeiro. ____ (insira aqui o nome da emissora americana que exibe Fringe), eu odeio você.

P.S.1: Stephen Root e Romy Rosemont estiveram ótimos como Raymond e Kate. A título de curiosidade: os dois são casados.

P.S.2: campanha Save Fringe urgente. 3,03 milhões de espectadores? Podemos começar as despedidas, infelizmente.

P.S.3: gostei da interação de Peter e Olivia. Agora que Peter sabe que ela não é a sua Olivia, e que não foi esquecido por ela, as coisas estão mais leves entre os dois. Creio que a parceria pode render bons momentos.

P.S.4: Walter é genial. Só tenho a dizer: Espiral de Fibonacci e Arreio Faraday de Walter Bishop. Sem mais.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

9 Comments

  1. Bruno

    Esse episódio foi uma revisitação daquele com Peter Weller (Robocop), White Tulip. Como será que D-Walternativo vai reagir ao saber que tem um Peter também alternativo no “lado C”?

    A volta de Peter pra casa foi tratada com muita sensibilidade. Para alguém sozinho em 2 universos (ou 3, ou 4), sem as pessoas que ama (Walter e Olivia), pelo menos um local que parece sua casa foi um bom presente. As sacadas dele, ganhando o respeito do Walter (depois de ganhar de Broyles), também.Onde esta o link dos spoilers? a palavra AQUI nao esta clicavel.Ah, malditos hiatos! Por que nao gravam o ano inteiro de uma vez e vao passando toda semana, em sequencia?!

  2. Raquel

    Tá aí, eu já apostava em um 3º mundo desde a premiere piloto!.
    Já pararam pra pensar que o lado A pode ter morrido em “The Day We Died”? Pois é, eu parei. É mais uma toria maluca.
    E aquele anel do Peter no sonho (ou um pulo no futuro?)? É de noivado? usheushuese Pq não lembro dele usar anel em nenhum dos mundos. Alguém?
    Essa teoria do glyph já foi levantada antes, nos “MULTI” do 321 e “NO MORE” do 322 mas tb acabou não dando em nada.
    Uma coisa interessante (ou não, rs), prestaram atenção na música que Walter ouvia enquanto Peter e Olívia tentavam resolver o caso sozinhos?
    O nome dela é: Too much time on my Hands do Styx. :)

    Em todas as minhas teorias malucas o único personagem que tem me atrapalhado até agora é Broyles, o fato de ele estar vivo no lado B me intriga… e me atrapalha, né? =p

    Que o episódio da semana que vem seja tão genial quanto “And Those We’ve Left Behind”!
    Parabés pela review, Mariela.

    Vida longa e Próspera às Teorias!
     

  3. Mariela Assmann

    Bruno, arrumei o link! Agora você consegue acessar os spoilers! Obrigada pelo aviso! =)

  4. Ricardo Santana ?

    Se Peter está no lado C, porque Olivia sonhava com ele? Já que pra ela Peter nunca existiu? E Walter, porque ele ficava vendo o “fantasma” do Peter?

  5. Nelio Jr

    Multiuiversos:  se o Broyles esta vivo no universo B,  é sinal que este na verdade é o universo D! 

  6. Karen Jobim

    Gente! Adorei o epi e adorei a review! Parabens, Mari!

    Ao assistir esse epi me lembrei das minhas aulas de Eletromagnetismo na Facul hahahaha…

    Sim, para o universo D e como alguém pode pensar em cancelar uma série dessas? #SaveFringe

  7. Bianca Mafra

    ainda acredito na quebra do tempo. pois ja no final da temporada, as duas olivias pareciam não se dar conta da ausencia de Peter. nunca pensei em um terceiro e quarto mundo. mas acho que vou esperar mais um pouco para ter certeza de alguma coisa. pois assim eh fringe, se não passarmos a semana pensando no que aconteceu, não tem graça

  8. BRIGA

    Para mim é uma ótima série, perdeu um pouca do desempenho das temporadas anteriores, mas continua a nos cativar com histórias extraordinarias, até mesmo impensaveis, fazendo nos refletir sobre as possibilidades da ficção cientifica, tais como, viagem no tempo, universo paralélo, e por ai vai, afinal, quem nunca viajou na maionese com esses temas tão polemicos e absurdos, pelo menos nos dias atuais.

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