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Reviews

Fringe – An Origin Story e Through the Looking Glass and What Walter Found There

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Série: Fringe
Episódios: An Origin Story e Through the Looking Glass and What Walter Found There
Número dos Episódios: 5x05 e 5x06
Exibição nos EUA: 2/11 e 9/11/2012
98.666666666667
4.9
3

Dois ótimos episódios e uma reviewer atrasada. Uma combinação NADA legal. Hoje vai ao ar mais um episódio, e eu cogitei incluir alguns poucos comentários sobre An Origin Story e Through the Looking Glass and What Walter Found There na próxima review. Mas Fringe não merece isso. Então, aqui está a review mais atrasada da história. E digo, não é descaso. É que cada vez que sento pra escrever sobre Fringe meu coração dói um pouquinho. Em dois meses, tudo terá terminado. E eu não estou lidando bem com isso.

Mas não sou a única sem habilidade pra lidar com as situações. Peter também não sabe como lidar com a partida de Etta. E nesses dois episódios nós acompanhamos a jornada de Peter rumo ao obscuro, ao inimaginável.

Em An Origin Story, vimos as primeiras reações à partida de Etta. Muito já foi dito sobre como Peter e Olivia sentem as coisas de uma forma diferente. Foi assim no desaparecimento de Henrietta, e foi assim agora. O legal é que Olivia conseguiu demonstrar sentimento, o que anteriormente ela não fez. Ela abriu a guarda, falou pra Peter o que ela pensa, o que a incomoda e o que ela espera. E a ajudinha de Walter foi fundamental para isso.

Já Peter canalizou todo o seu sentimento para a raiva, para a vingança. E partiu em um caminho sem volta. Eu compreendo a vontade dele de destruir os carecas responsáveis pela ruina do mundo e, principalmente, da sua família. O problema é que na ânsia de que isso aconteça, Peter acabou escolhendo seguir a mesma jornada que Walter seguiu um dia. Cego pela dor, Peter mexe com coisas que elenão compreende na totalidade, e pode acabar se perdendo no caminho, assim como seu pai se perdeu. Se o caminho de um foi a insanidade, o do outro seria passar para o lado negro da força?

Peter implantou no pescoço o dispositivo que tirou do Observer capturado. Aliás, que cenas as dos diálogos entre Peter e o Observador! A tensão pela montagem do “cubo” que poderia destruir tudo com sua potente energia, Peter tentando ler as reações dele, a falha no plano e a loucura de Bishop! Genial. E deu pra extrair da conversa que não importa o que Peter acha que saiba, ele nem sabe o que ele deixa de saber. Ou seja, por mais que pensemos que não, os Observers estão no controle, e o lance da mosca indica bem isso. As vezes, interpretamos algo por um lado totalmente desvinculado da realidade.

E depois desse episódio, as teorias de que Peter seria o primeiro Observador começaram a pipocar por todos os lados. Alguns dizem, inclusive, que Peter seria September. Eu não acredito na história. E depois de Through the Looking Glass and What Walter Found There, acredito menos ainda.

Eu acredito que Peter não virará um Observador. Não convencionalmente falando. Acho que assim como Walter encontrou sua salvação pra voltar do lado negro da força (o próprio Peter, a convivência com ele, segundo palavras do próprio cientista), Peter também encontrará. E vai ser muito clichê, porque mais uma vez a resposta pras coisas será o amor. No caso, o de Olivia. Ela está bem comprometida com Peter, dessa vez (embora bem apagadinha na série, o que me deixa desolada). E fará de tudo pra descobrir o que está acontecendo, porque ela já está notando várias mudanças no ex(TODAS CHORA)marido.

Agora, se eu estiver errada, e Peter completar a transição – o que não deve estar muito longe, visto as habilidades que ele já desenvolveu -, acho que isso será mais prejudicial do que benéfico para os planos da Divisão Fringe. WindMark observou com certa alegria Peter dando mostras do seu potencial. E ele não ficaria tão satisfeito à toa. Quem sabe Peter virar um branquelo careca não é parte do plano maquiavélico dos Observadores? Eu não duvidaria.

Mas uma vantagem é certo que as habilidades de Peter pode trazer. Isso porque o “Observer Kid” que estava guardado no Universo de Bolso está sumido. E se são as habilidades do menino são vitais pro desfecho do plano de salvar o mundo, Peter deve conseguir suprir a ausência. Só precisamos que ele se mantenha mentalmente são até a hora de assumir seu papel no plano. E se as coisas continuarem assim, ele não conseguirá.

Preciso dizer que a ideia do Pocket Universe é genial. Houve um certo jogo de cores nele que evidenciou que ele é uma espécie de união entre o Lado Azul e o Lado Vermelho – e isso mantém minhas esperanças de vermos o lado B antes do final da série pelo menos uma vezinha. Os símbolos “Fringe” na porta me deixaram encantada, e muito curiosa pra saber o que estaria atrás delas. Infelizmente, acho que não teremos a chance de explorar esse universo na completude. É aquela velha história. Fringe teria sete temporadas, e a trama será encerrada com 4 temporadas “e meia”. Uma pena, ou não. É preferível encerrar bem do que protelar coisas medianas.

Daqui a pouco vai ao ar, nos Estados Unidos, Five-Twenty-Ten. E os problemas, que já são enormes, só devem se intensificar ainda mais, já que Peter está a cada dia mais “descontrolado” e furioso. É esperar pra ver o que acontecerá. Ah, lembrando que são só mais seis episódios. Mais cinco sextas-feiras. Em 18 de janeiro de 2013, tudo acabará. Já pode começar a chorar?

P.S.1: o código de An Origin Story foi Fight, ou luta. Clara referência à luta de Peter contra os carecas odiosos e, para mim, a sua luta contra si mesmo (a porção Observer), que se iniciou nesse episódio. Em Through the Looking Glass and What Walter Found There o code foi Split. Significa separar, fenda, cisão. Pode se relacionar ao próprio Universo de Bolso, que seria uma espécie de fenda – muito bem vinda – no Universo. Mas também poderia indicar a separação que Peter está sofrendo da humanidade, ao iniciar o processo que o transformará (se não foi interrompido a tempo) no primeiro Observer.

P.S.2: Está rolando uma das listas do “item cego” do Ausiello por aí. E  Olivia é uma das candidatas a receber uma visita da cegonha. Você compram a ideia?

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

1 Comment

  1. Jaqueline

    “Mais cinco sextas-feiras. Em 18 de janeiro de 2013, tudo acabará. Já pode começar a chorar?”
    Já tô chorando faz tempo… :(

    Excelente review!!

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