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Reviews

Fringe – Alone in the World

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Série: Fringe
Episódio: Alone in the World
Temporada:
Número do Episódio: 4×03
Data de Exibição nos EUA: 7/10/2011

Alone in the World não me conquistou. Li muitas opiniões a respeito do episódio, várias bastante elogiosas, afirmando que esse foi o melhor episódio dessa temporada. Mas ouso discordar. Achei que Alone in the World foi, de certa forma, um desperdício de tempo – com exceção dos minutos finais. E explico o porquê: o caso do menino que vivia em simbiose com o “monstro do túnel” até que foi interessante. Mas pouco, ou nenhum, desenvolvimento trouxe ao plot da temporada. E sim, eu entendi que o caso do menino Aaron foi permeado de referências ao relacionamento de Walter com o pequeno Peter. Também entendi que o cientista pode, finalmente, experimentar o êxito de salvar um garoto, já que havia fracassado nas duas oportunidades anteriores.  E que o próprio fungo “Gus” poderia representar Peter, já que este guarda uma relação “simbiótica” com Walter e Olivia. Mas, ainda assim, achei que o episódio ficou em um patamar abaixo dos anteriores, até porque achei as referências mais óbvias. Prefiro quando elas estão mais subentendidas. E no final de tudo, ainda não temos nenhuma pista concreta de onde está Peter Bishop. Contudo, não posso negar que os roteiristas estão costurando muito bem a trama dessa quarta temporada.

Em Alone in the World, Olivia e seu novo parceiro, o agente Lee, investigaram as mortes incomuns de dois adolescentes, cujos corpos se decompuseram mais rápido que o normal, devido à atuação de um fungo. Eles localizam Aaron, um garotinho que estava no mesmo túnel, mas não foi infectado. O garoto é submetido a alguns testes, no laboratório de Walter, que acaba se apegando ao garoto, e permite que ele fique, já que ele é ”sozinho no mundo”. Através de pesquisas, Walter descobre que a luz ultravioleta e as altas temperaturas podem matar o “organismo Gus”, mas quando a equipe Fringe tenta mata-lo, descobre que os efeitos são sentidos pelo garoto.

Walter quer salvar o menino, já que não conseguiu salvar nenhum dos dois Peters (um morreu em virtude da doença, outro afogado quando o gelo se rompeu – está explicada a guerra entre os universos, já que o Peter B foi sequestrado). Mas, como a rede de “tentáculos” de Gus se alastrava de forma rápida, causando novas mortes, Broyles resolve agir imediatamente (com material fornecido pela Massive Dynamic).

Bem a tempo, Astrid e Walter descobrem que a ligação de Aaron com o organismo é emocional, pois o garoto temia ficar sozinho se a ligação com Gus se rompesse. Quando Walter convence o garoto de que ele não ficará solitário, a ligação se dissipa, e o organismo acaba morrendo sem afetar Aaron.

Quem acaba sozinho no mundo, e ainda mais perturbado, é Walter, que resolve realizar uma lobotomia como forma de parar de ter visões de Peter. Sorte que Olivia chega antes que o procedimento se complete. Walter, enfim, confessa para Liv sobre as visões e do medo de voltar ao sanatório. E ela mostra a ele um esboço, que confirma o que nós já imaginávamos: de alguma forma, o “apagado” Peter habita suas memórias. Olivia afirma que não faz ideia de quem seja o homem do desenho (e milhões de teorias pipocam no sentido da semelhança com o “assassino” de Olivia, em Lysergic Acid Diethylamide), e que todas as buscas que ela fez não trouxeram resultados concretos acerca de sua identidade. E então Walter diz que, já que o homem não é fruto de seus delírios, eles precisam encontrá-lo.

Pra mim, o episódio valeu em virtude desse último parágrafo. Essa conversa foi bastante importante, já que demonstra que as duas pessoas mais ligadas a Peter estão “cientes” da sua existência (e Peter, pelas frases do episódio, está “observando” tudo que acontece com ambos). Agora, Walter deve voltar para sua “normalidade”, afastado o temor de retornar à instituição psiquiátrica. E Liv certamente irá se empenhar na busca pelo homem misterioso que habita seus sonhos. Ou seja, essa conversa pode ser a porta de entrada para Peter retornar à Fringe.

O que mais me incomodou foi o fato desse episódio ter sido morno, meio parado. E, principalmente, praticamente sem dados acerca da nova realidade. Os episódios anteriores, especialmente One Night In October, foram cheios de referências ao mundo sem a existência de Peter. Esse episódio também teve várias referências, mas todas muito óbvias. O forte de Fringe sempre foi construir as tramas de forma subentendida. E depois, como se por milagre, tudo acabava se conectando. Então, não fiquei muito a vontade com a história me “jogando na cara” as ligações que eu devia fazer.

Finalizando, preciso dizer que sei que o plot é “Onde está Peter Bishop”. E que essa pergunta não poderia ser respondida muito diretamente. Mas temo que se a trama não andar, ainda que pouco, em breve, as pessoas perderão a paciência e não esperarão pela revelação. E, na situação atual, qualquer telespectador conta. Por isso minha preocupação.

Agora, é esperar pelo próximo episódio. Estou torcendo para que, enfim, Peter retorne, fisicamente, à trama.

P.S.1: o código dessa semana foi reborn (renascido). Espero que seja uma dica do iminente renascimento de Peter.

P.S.2: John Noble é, sem dúvida alguma, o destaque de Fringe. Suas atuações são sempre perfeitas, tanto pendendo pro drama quanto pra um lado mais cômico. Mas creio que todo mundo já tem certeza de que Walter está sofrendo com a “ausência” de Peter e que as visões o atormentam. Então, na minha opinião, é hora de mover-se adiante na história. Porque ficar explorando o sofrimento e a insanidade de Walter, pra sempre, não dá. Então, preferiria que, a partir de agora, Walter passasse a encarnar o cientista determinado e excêntrico de outrora.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

5 Comments

  1. Bruno

    Que estória é essa de “código da semana”? Alguém conseguiu achar o observador nesse episódio?

  2. Mariela Assmann

    Os Glyphs code aparecem quando a série vai para o comercial. São os ‘desenhos’ (tipo o sapo, a mão), e cada um equivale a uma letra. A sequência de letras forma a palavra, que essa semana foi reborn. O observador apareceu fora de Harvard, no minuto 10:40, mais ou menos.

  3. Raquel

    Tb achei super fraco esse ep., a única coisa boa foi ele ter mostrado pra gente que Peter existiu e morreu duas vezes, foi o que tinha pensado quando assisti ao premiere piloto do dia 23, quando Walter diz: As pessoas morrem, às vezes até duas vezes…
    Agora fechou minha teoria de que Walter estava sim, tentando reviver Peter de algum jeito, tirei essa ideia maluca daquela cena dele tentando reviver a pombinha, lembram?!
    Minha teoria mais maluca está de volta, hehehe!

  4. Bruno

    Assiste as 4 temporadas de Fringe e ainda não tinha caido a ficha dos desenhos na entrada dos comerciais. É, teleseries também é cultura ;)

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