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Reviews

Fringe – A better Human Being

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Série: Fringe
Episódio:  A better Human Being
Temporada:
Número do Episódio: 4×13
Data de Exibição nos EUA: 17/02/2012

Respostas. É essa a promessa da Fox para os fãs de Fringe (veja aqui o excelente vídeo promocional no qual elas são alardeadas). E isso é uma coisa boa, não? Afinal de contas, depois de 4 anos com muito mais perguntas que respostas, começaremos a desvendar alguns mistérios bem guardados desde a 1ª temporada. Mas, o que mais isso pode significar, além do fato de ficarmos mais “espertos”? O fim de Fringe. Não é de hoje que o seriado está na bolha do cancelamento. A renovação para a 4ª temporada se deu após um período de desespero e de campanhas de salvamento. E, agora, com índices de audiência ainda menor, os produtores nos oferecem respostas. Eu ainda acredito numa 5ª temporada, em outra emissora e com menos episódios. Mas acho que isso é apenas o sonho de uma fã que não quer ficar sem Fringe e suas teorias. Então, vamos ver o que o futuro nos reserva.

Mas, deixando um pouco de lado o que vem pela frente, vamos falar de A better Human Being, outro ótimo episódio pra conta de Fringe.

Na review de Making Angels eu aceitei que minha teoria sobre os universos C e D – que eu relutara em aceitar – estava equivocada, e que o que víamos era o universo A alterado pela ausência de Peter. Na semana seguinte, Welcome to Westfield mostrou Olivia recordando, o que, de certa forma, confirmou a teoria anterior. Mas, em se tratando de Fringe, A Better Human Being poderia desconstruir todo esse raciocínio e ir por uma linha completamente diferente.

Contudo, o que vimos foi mais um episódio que nos convenceu de que estamos vendo, sim, o universo A alterado. Olivia recordou de tudo, e Walter descobriu o porquê das lembranças – as altas doses de cortephixan ministradas à loira (pelo menos isso eu acertei). Mas Walter acreditou, boa parte do episódio, que Olivia estava apenas, através de sua empatia, assimilando lembranças de Peter. E isso deixou Peter confuso, com um pé atrás. A propósito, a forma que Olivia foi lembrando de tudo, dentro do hospital psiquiátrico, foi bem interessante. E a cena foi bem construída, com o uso de flashbacks.

Foi interessante ver o conflito de Peter. Ele, claramente, não sabia como agir. Afinal de contas Olivia estava na sua frente, relatando lembranças, e olhando ele com aquela carinha apaixonada, e ele temia dar um passo à frente. E foi apenas com a menção de Liv à investigação do caso John Scott e ao Semtex que Peter aceitou que aquela era a “sua” Olivia, pois ela tinha lembranças que não eram dele. E Olivia, do alto de sua fofura, diz que, apesar de não compreender como está acontecendo, não está com medo, e que gosta da sensação. Cena linda e fofa, assim como a seguinte, no carro. É claro que Peter tem medo de cometer o mesmo erro novamente, de trair Olivia com sua versão C. Mas creio que não seja o caso, não dessa vez. E dá pra ver nos olhos de Olivia, mesmo, que ela é a “pessoa certa”, apesar de todas as risadinhas atípicas – estou creditando isso na conta do reencontro da paixão.

E, quando as coisas estão se encaminhando para um “final” feliz, eis que Olivia desaparece. E reaparece em um galpão, sob os olhares apavorados de mamãe Nina Sharp.

Então, que estava com Lee e Walter na Massive Dynamic? Nina shapshifter? Acho que me equivoquei e que, afinal de contas, Nina não é uma má pessoa. A senhorinha evil nada mais é que um metamorfo, que está agora em maus lençóis, já que a troca de cortexiphan foi descoberta por Walter e Lee. Mas será que foi assim desde o princípio? A expressão de Nina, olhando para a Olivia cativa, misturava preocupação e arrependimento. Será que ela auxiliou Jones até uma certa etapa de seu plano e se arrependeu, ou simplesmente foi ingenuamente usada por ele? Essas perguntas devem ser respondidas em breve.

Agora, com Olivia sumida, Peter vai tentar achá-la. E talvez seu empenho em encontrar a “sua Olivia” seja a prova que falte para Walter acreditar que Peter está no lugar certo. O que significa que é o seu filho – o filho de walternate “sequestrado” – que não morreu no lago Reiden. É claro que pra Walter, que não tem a sensibilidade mental de Olivia, não seria tão fácil aceitar essa realidade, já que ele não lembra de nada. Mas, se é que estamos mesmo trabalhando com o A modificado, a aceitação deve vir em breve.

Semana que vem será exibido The End of All Things, o episódio bombástico que antecede o hiatus de um mês. E nosso Observador favorito, September, estará de volta para ajudar Peter na tarefa de localizar Olivia. Mal posso esperar. E vocês?

P.S.1: confesso que não prestei muita atenção ao caso. My bad. Só sei que Astrid lidou muito bem com Sean, o jovem que escutava vozes, e que mesmo assim não era esquizofrênico. No final das contas, depois que a Colônia de seres humanos vinculados a um grupo estava protegida, e dos “falantes” terem sido parados por Olivia e Peter, Sean parou de ouvir as vozes. A cena entre ele e Astrid, no final do episódio, ficou bem bacana.

P.S.2: o glyph code – mind blowing – da semana foi Henry. Morreremos todos até a próxima sexta, imaginando à quem o código se refere, afinal. Ao taxista boa praça que ajudou Olivia e Bolívia, ou ao rebento da ruiva com Peter? Creio que a referência é ao “bebê”, mesmo. Mas não faço ideia do porque e do como. Terei que aguardar as cenas dos próximos episódios para descobrir mais dados.

P.S.3: o Observador aparece na janela da loja de conveniência, em 41:45.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

7 Comments

  1. Mariana

    Nossa! Que episódio tenso foi esse???

    Adorei ver Polivia, apesar de ter durado tão pouquinho antes da Olivia (novamente) ser sequestrada. É meio que um sequestro a cada temporada, né? Coitada!

    Ainda não acredito na inocência da Nina. Como você perguntou aí, será que a Nina é shapeshifter? Ou ela é um shapeshifter. Ou ela está se fazendo passar pro vítima para que ninguém desconfie nela. E se ela for, o Broyles alternativo também deve ser, já que Brandon era.

    Tô confusa. Muito! MESMO!

    Vamos todos surtar até a próxima temporada.

    PS: Cadê Rachel e Ella. Tô com saudade.

  2. Bruno

    A Nina deste universo não teve o braço biônico (as duas mãos podem ser vistas quando vai abrir a porta biométrica).

    Gostei do método de Walter de testar o cortexipan. Simplesmente tomou o frasco!!!

    Parece mesmo que a série será cancelada, mas pelo menos haverá um desfecho. Ao contrário do final mediocre de BSG, da ausência de final em Jericoh e sem contar a droga que foi o fim de LOST

  3. Ricardo Santana ?

    Nessa temporada deu pra perceber que aparece vários objetos com as cores vermelha, azul e amarela, esse episódio foi recheado disso. Também estou curioso pra saber sobre o bebê Henry, será que a aparição dele diz que tudo voltou ao normal? Lado A e B como conhecemos? É esperar pra ver esse episódio pré-hiatus. Uma grande sacada de Fringe, quando você sabe uma resposta, vem à cabeça mais mil perguntas.

  4. MicaRM

    Eu não fiquei nem um pouquinho feliz com o beijo no carro. Não consigo engolir que esta seja a Olívia…e se for ela de verdade, eu só conseguirei aceitar quando todo o universo voltar a ser o que era antes. Assim do jeito que está me parece enganação.
    Eu estou mais para empatia desta Olivia com as lembranças da OlíviaA que ela capta de alguma forma.
    Não é que eu queira que exista um universo C, mas é que para mim, a partir do momento que uma nova linha de tempo é criada, ela é nova, não é mais a antiga. Não importa que seja a A modificada, não é a A e pronto. Esta nova linha do tempo passou a existir e simplesmente voltar ao A original sem aceitar esta nova versão paralela, é matar uma linha temporal inteira, onde coisas diferentes aconteceram, pessoas diferentes nasceram, morreram etc e tal. O mundo não é feito apenas de Olivia, Walter e Astrid. 

  5. Mariela Assmann

    Eu acho que não voltaremos ao A original. Quem morreu, permanecerá morto. As relações serão diferentes, a história das pessoas também. Será um universo alterado. Só creio que Peter não está no local errado, não há para onde ele voltar, pois aquele A não existe mais. Se tudo voltar a ser como antes, vou achar meio bizarro e sem explicação.

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