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Famke Janssen, Madeline Brewer e Eli Roth promovem ‘Hemlock Grove’ em São Paulo

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Como Wolverine em X-Men: The Last Stand. É impossível não se sentir de tal forma quando Famke Janssen adentra a sala. Sua presença impressiona, e não só pelo mais de um metro e oitenta de altura (aumentado pelo salto alto): Miss Janseen é, inegavelmente, uma figura imponente. E nos poucos mais de 30 minutos que conversamos a atriz holandesa, ficou claro que essa imponência toda encaminhou sua carreira.

Olivia, a matriarca da poderosa família Godfrey que é “a cara” de Hemlock Grove, está longe de ser a primeira mulher forte e poderosa interpretada por Janssen. A carreira da morena já começou emblematicamente, com a vilã Xenia Onatopp de GoldenEye, e ficou marcada pela multipoderosa Jean Grey, a Phoenix da saga X-Men. Discreta ao falar de sua vida pessoa (ela não tem nenhuma rede social, para “não alimentar o lado narcisista”), Janssen não poupou palavras, no entanto, ao falar sobre suas personagens e sobre a carreira.

A atriz enfatizou a alegria em interpretar tantas mulheres fortes (especialmente em uma época de fortes pressões sobre as mulheres, segundo ela), mas confessou que gosta também de trabalhar com tipos mais “sensíveis”, que mostram outro tipo de força. Para ela, essa é uma das grandes razões para atuar em filmes independentes (além do ativismo, já que a atriz é uma grande incentivadora de novos produtores), e é, também, uma das principais razões para ela gostar tanto de interpretar Olivia, especialmente na segunda temporada de Hemlock Grove: “Pudemos conhecer os sentimentos dela. Questionamos se ela é tão maquiavélica e fria como pareceu ser na primeira temporada. Foi como interpretar um novo personagem”.

Outro motivo para Janssen acreditar tanto no projeto de Hemlock Grove é a liberdade criativa oferecida pela Netflix. Segundo Famke, como atriz, ela se sente dona da personagem, e espera poder imprimir seu tom na mesma. E foi consenso entre os entrevistados que a empresa de TV por internet é o lugar certo para se trabalhar quando tal liberdade é uma das prioridades.

Eli Roth foi além e disse que trabalhar com o formato proposto pela Netflix é como produzir 1o ou 13 filmes, e que a falta de ausência imediata de feedback da audiência é um ponto positivo, ao contrário do que muitos possam pensar: “para a Netflix, se trata do crescimento de uma plataforma. As pessoas continuam assinando o serviço, e é isso que importa para eles”. Roth frisou, inclusive, que a forma que a Netflix trabalha que possibilitou sua jornada na televisão, já que ele quer tocar projetos com a sua cara, e não de acordo com as preferências dos donos das emissoras. Para ele, é isso que possibilita as cenas icônicas de Hemlock Grove: o poder de trazer tudo que está na sua mente para a tela.

Perguntado sobre a fraca recepção dos críticos ao seriado, especialmente à primeira temporada do mesmo, Roth foi bem direto na resposta: “o trabalhos dos críticos é criticar”. Para ele, o que vai determinar o sucesso de uma produção é a capacidade dela ser lembrada em 10, 15 anos. E é isso que lhe move: “eu faço projetos para o público. Para quem tem disposição de assistir. Se você quer comer uma pizza da Domino’s, você não vai apreciar qualquer pizza. Mas se você apenas está com fome e quer se divertir com os amigos, você vai achar qualquer pizza deliciosa. É para essas pessoas que eu produzo”. E, aparentemente, a fórmula de Roth está dando certo: a segunda temporada do seriado ganhou tons mais sombrios e uma trama mais envolvente (segundo ele, fruto de um trabalho de pesquisa e de uma retrospectiva comandada pela equipe de produção, para ver o que havia funcionado na primeira temporada e o que deveria ser descartado). Mais pessoas assistiram e, como que em um efeito colateral, a crítica começou a avaliar a produção de forma mais favorável. Mirando na diversão da audiência, Eli acertou na crítica. Nada mal, Roth.

Mais favorável do que isso, apenas a nossa impressão sobre a presença da novata Madeline Brewer na sala de roundtables. A loirinha, que trabalhou na televisão pela primeira vez em Orange is The New Black, tem o frescor e a animação de alguém que acabou de começar, e ainda vê tudo de forma colorida. E é impossível deixar de se contagiar pela personalidade de Maddie.

Adicionada ao elenco da série na segunda temporada para interpretar a enigmática e sensual Miranda Cates, Brewer confessou que ainda não abandonou completamente Tricia – de quem sente falta como de uma amiga querida (nós também, Maddie. Nós também!) -, mas disse que já vestiu completamente a “roupa” de Miranda, e que entende o seu papel no show: “nos conectamos com a série e passamos a achar tudo que acontece normal – inclusive as criaturas míticas e assassinas. Mas isso não é normal. E um dos papéis de Miranda na trama é relembrar ao telespectador que é ele deve ficar assustado”.

Mas se Cates está constantemente assustada pelo que acontece ao seu redor, Brewer trata a fama repentina e recente de forma muito tranquila – apesar de confessar que ainda não sabe lidar com alguns tipos de assédio. A atriz contou para os veículos de comunicação presentes que não tem problemas com cenas de nudez (ela inclusive brincou que suporta a “Free the TaTa Campaign”, sua versão para a “Free the Nipple Campaign”) e que está cada vez mais inserida no mundo da televisão. Como ela sabe disso? Se antes fazer audições era aterrorizante, agora a bela de 22 anos adora passar a semana em busca de novos papeis. Mas confessou: estar presente na cerimônia do Emmy ainda é algo “anti-natural” para ela, assim como receber centenas de tweets diários.

Fã de dramas no estilo The Walking Dead (uma fã saudosa de Breaking Bad e uma leitora orgulhosa de Game of Thrones), a atriz respondeu aos comentários de que deveria investir em comédias com um modesto “não tenho o timming”. Mas as 6 pessoas que dividiram a roundtable comigo discordaram, e tenho certeza que ficaram com a mesma impressão que eu: não demora muito e Brewer brilhará, também, fazendo rir.

Para finalizar as entrevistas, tentamos descobrir se a 3ª temporada de Hemlock Grove é uma possibilidade quase concreta, mas as atrizes e o produtor foram evasivos em suas respostas. Famke limitou-se a responder que ela gostaria de voltar às gravações, e questionou se nós gostaríamos de ver uma continuação para a história, enquanto que Maddie brincou sobre seu desejo de ter um personagem “de mais de uma temporada”. Eli Roth foi o mais direto na resposta, e passou a bola para os fãs da série: “vai depender de vocês. Assinem a Netflix, assistam. Tudo depende disso”.

Aparentemente, o poder está do lado de cá da telinha. Resta saber se seremos sábios ao utilizá-lo.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

3 Comments

  1. veruska

    Eu amo a série e gostaria muito de ver as atrizes e o produtos, onde posso encontrá-los?

  2. Pingback: ‘Hemlock Grove’ é renovada para a temporada final pela Netflix » TeleSéries

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