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Reviews

Falling Skies – Grace e Silent Kill

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Série: Falling Skies
Episódios: Grace e Silent Kill
Temporada:
Número dos Episódios: 1×04 e 1×05
Data de Exibição nos EUA: 03/07/2011 e 10/07/2011

Chegamos à metade da temporada e a série continua do mesmo jeito que começou, ou seja, sem empolgar. Não é horrível, mas sequer é boa. Na verdade acho que este é o maior problema, não desperta grandes emoções. Você não sente aquela ânsia de debates acalorados criticando e tampouco se importa o suficiente para elogiar. A esta altura, surpreendo-me por ter sido renovada, mas não fico surpresa do povo – eu inclusa – continuar assistindo. É quase como ir para o trabalho todos os dias: você se acostuma e está sempre lá, mas não quer dizer que necessariamente goste.

O quarto episódio, Grace, foi, talvez, o mais interessante da série até agora. Não a missão, porque essas missões são sempre iguais e não me atraem nem um pouco, mas a interação com o skitter. Não há sombra de dúvidas de que os alienígenas despertam a minha simpatia muito mais do que o grupo humano. Isso não quer dizer que eles são excelentes personagens, porque até agora também não mostraram a quê vieram, mas como não sei nada deles, posso me dar ao luxo de simpatizar com os olhares de coitados que eles dão toda vez que aparecem.

O clímax foi o momento que Ricky se reconecta ao arreio e tenta ajudar o skitter a fugir e é impedido pelo pai. A cena de Mike arrancando o arreio do filho sem qualquer tipo de aviso me deixou chocada, porque eu estava certa que o garoto tinha morrido. Vê-lo são e salvo no episódio cinco foi até sem graça.

Para a tristeza geral o quinto episódio, Silent Kill, foi ainda mais morno que o anterior. Já no início da série eu disse que essa história de cena bonitinha no final de cada episódio não era uma coisa bem vinda, pois não nos deixava ansiosos para a continuação. E ao meu comentário alguém complementou que Falling Skies tinha ares de ser um procedural: objetivo é apresentado, um grupo sai em missão, Tom e Hal têm alguma conversa que termina em alguma lição de vida, cena feliz no acampamento ao final. E infelizmente as projeções se confirmaram. Não há novidades nesta série, nada escapa ao engessamento do roteiro.

Eu quase torcia para que Ben não fosse resgatado, ou que se mostrasse a favor dos inimigos, mas não, Hal conseguiu buscar o irmão e tudo deu certo na cirurgia de libertação. Aparentemente mais certo do que na de Ricky, já que Ben acordou e já reconheceu o pai.

O que eu achei legal foi ver os ‘skitters’ cuidando de seus pimpolhos humanos (se descontarmos é claro, o fato deles mataram o restante do grupo quando um é resgatado). Mas a babá-alienígena não ter percebido que Hal não estava conectado na rede foi imperdoável. Que conexão mais mequetrefe! Mesmo assim, a cena me fez perguntar mais uma vez o que realmente querem esses invasores em nosso planeta. Eu espero que tenha algum plano bem elaborado por trás de tudo para que algum dia eu sinta que cada hora que eu gastei por semana com a série valeu a pena.

Quanto ao ‘skitter’ prisioneiro, fiquei penalizada pela execução do coitado. Acho que esta foi a primeira atitude da Anne com a qual eu não concordei (embora tenha sido a responsável por Hal ter se salvado e junto com ele mais cinco crianças) e que me incomodou. Além do que, confesso, não gostei da historinha triste dela. Por algum motivo eu gostava dessa leveza da personagem, uma aceitação de que o passado já se foi, que as pessoas que perdeu não voltarão mais e que tinha que fazer o melhor pelo presente e o futuro. Embora a explosão – tanto matando o skitter quanto na parede com as fotografias – seja compreensível, maculou um pouco a personagem para mim. O que eu mais gostava na Anne era o seu jeito plácido, compenetrado e racional. Ela era a voz da razão naquele acampamento. Não exatamente com palavras, mas com seus sorrisos e sua atitude tranqüila. A personagem perdeu um pouco a graça (e a função principal) nesse episódio.

Outra que começou com todo um potencial e que tem me irritado profundamente é Margareth. Acho que não engoli até agora a forma como se comporta, como fala de Pope e seu grupo – principalmente porque inicialmente ela parecia bem a vontade com eles – e principalmente esta amargura da garota. A personagem não está funcionando.

Quem tem melhorado consideravelmente é Hal. Eu tinha milhares de pés atrás com ele nos primeiros episódios, mas até que o garoto tem se desenvolvido bem, amadurecendo e mostrando consistência de personalidade. Toda a missão do último episódio, com ele fingindo estar conectado aos arreios foi absurda, mas mesmo assim acho que foi uma das missões mais empolgantes até agora.

O final do episódio foi o de praxe. Tudo está bem quando acaba bem. Pelo menos é o que dizem. Eu, particularmente, quero ver um pouco mais de situações inesperadas prendendo-me à série. Ninguém merece ter que assistir um chá de bebê com uma figurante aleatória, com discurso meloso e insignificante. Eu quero ação, eu quero desenvolvimento real de personagens para que eu possa me importar com eles, eu quero saber o que são os skitters, quais os seus planos e por que escolheram a nossa Terrinha amada. Mas principalmente, eu quero que a série deixe de ser um procedural capenga e vire uma série alienígena pós-apocalíptica de qualidade. Ainda restam cinco episódios. Não custa sonhar, não é?

Séries citadas:

Michele Reis Martins, a Mica, é advogada e mantém o blog Esperando o Esperado. Fã de Arquivo X, Highlander, Buffy, Doctor Who e sci fi em geral.

4 Comments

  1. Paulo Fiaes

    Mica,

    eu acho que os aliens são escravos… de aliens, deu pra entender

    no ep 04, o alien que está preso pede pra ser morto… e no ep 05 a forma como eles cuidaram dos humanos e como vc disse a falta de inteligência por nao ter percebido que tinha um a mais ali, enfim, isso tudo me pareceu que há outro grupo de aliens (ou humanos, nunca podemos duvidar de nós mesmos) comandando tudo por trás. 

    agora a série é lenta, e o quinto ep me fez pensar em parar… como vc falou, até agora não deu pra se importar com ninguém, mas ao mesmo tempo, esse tema (alienigenas) é bom… vou assistir mais um pouco e vê no que dar

  2. Lara Lima

    Eu detesto a Anne com todas as minhas forças. O alienígena mata o médico (e tipo hã? Apareceu com um drama todo por causa da esposa de Tom e morre daquele jeito?) na frente dela e a primeira coisa que ela fala é que precisamos estudar o inimigo pra conhecê-lo. Qualquer ser humano normal estaria com medo de ficar naquele acampamento e, eu pelo menos, estaria mais preocupada em descobrir formas de matá-lo do que me preocupar em estudá-lo. Toda as vezes que ela abre a boca pra dizer alguma coisa assim, que por mais certo que seja em teoria  é incomum sentirmos, eu passo o vídeo. Mas ela tem seus momentos claro, gosto da cumplicidade dela com Tom.

    Concordo sobre a Margareth, acho essa armagura muito fácil considerando que ela ficou com Pope tanto tempo, teve oportunidade pra sair e ãinda assim ficou. Mas gostei da história do câncer, estava esperando outra coisa.

    E tá bem morno, aliás, tá chato, lento. Mas espero que melhore.

  3. Maria Clara Lima

    Paulinho! Finalmente alguém que pensa como eu. Aliás, a Mica também! Já estava perdendo a paciência com Falling Skies, além de MORRER DE MEDO dos ets, não via um propósito na série… eis que vejo que estou totalmente enganada.. FS não é sobre uma batalha entre humanos e aliens no estilo Independence Day… tem algo a mais ali… teorias, teorias! O que não gosto são os draminhas paralelos…

    Digo, mais conspiração, menos enrolação!

  4. Missmodern6

    É bizarro o que acontece com Falling Skies. Pra não seguir o modelo de novela, que os produtores sabem que o mercado americano não curte muito, com exceção de Lost, talvez, e apostaram num meio termo. Resolveram criar uma série sci fi com estrutura de procedural. O problema é: esse formato não tá funcionando!

    Também tava crente que o Rick tinha morrido. Achei isso um furo do roteiro. Outra coisa que me incomodou é que, se o garoto estava vivo, nem procuraram desenvolver um pouco mais a relação dele com o pai. Aliás, o pai nem apareceu nesse episódio perto do filho.

    Ainda não engoli o Hal e achei o papo dele com a Margareth tão… clichê. Fora que está rolando um clima esquisito entre ela e o Hal e o garoto é tipo uns dez anos mais novo que ela. Outra coisa: não sei como uma mulher forte daquelas, uma sobrevivente, não matou todo o bando de Pope enquanto eles estavam dormindo! 

    FS é a maior decepção da Summer Season. Pensando seriamente em abandonar.

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