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Falling Skies – Death March

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Série: Falling Skies
Episódio: Death March
Número do episódio: 2×08
Exibição nos EUA: 05/08/2012

Na estrada. Assim se passa o episódio oito da segunda temporada de Falling Skies. Sem cenas de ação, Death March se baseia principalmente no diálogo e na condução do mistério sobre a história de alguns personagens. Quem ganhou a vez foi Tector que aparece como um dos personagens principais desse episódio junto com Weaver.

As cenas do batedor e do capitão da 2nd Mass envolvem um bom trabalho de diálogo. De novo o sentimentalismo de Weaver fica muito evidente. Ele se importa cada vez mais com cada membro da 2nd Mass e sabe lidar com cada pessoa de uma forma diferente. O modo que ele consegue fazer Tector se abrir pende para o engraçado se tratando de Weaver, mas funciona.

A divulgação desse episódio anunciava que os espectadores conheceriam um segredo do batedor. Acabei achando que a história dele funciona e impacta (principalmente nos Estados Unidos), mas achei meio batida. Esperava uma história mais criativa para o Tector. No entanto, vale ressaltar novamente que a história de veterano do exército traumatizado no Afeganistão tem uma apelação sentimental muito forte.

Outra história que esperei que fosse mais impactante foi a de Maggie. Quase achei que ela tinha feito mudança de sexo de tanto que o Pope assustou a guria dizendo que Hal iria descobrir quem ela era e o quê ela era. Pelo menos o menino Mason não ficou apavorado com o passado de Maggie, isso sim seria um exagerado em plena guerra com alienígenas. Deu pra rir de Pope perguntando se Maggie iria fazer uns “masonzinhos” quando eles chegassem em “Chucktown”

Enquanto Charleston não chega Falling Skies está gostando de matar alguém a cada episódio. Dessa vez foi um dos pacientes do ônibus-hospital de Anne. Tudo acaba afetando a coitadinha da Lourdes, tomara que Charleston traga algo de bom para essa menina. Ela ainda sente falta de Jamil e agora se apegou até nas ferramentas dele. É de dar dó. A esperança está tão grande na 2nd Mass que Matt, com apenas nove anos, até já fez um testamento. Fiquei na curiosidade de saber o que ele tinha pra deixar de testamento. Tive que rir do pequeno Mason.

Realmente a realidade do mundo de Falling Skies não é inspiradora para uma criança. Matt sente falta de amigos e se empolga quando Weaver e Tector atropelam uma menina. Mas a criança tinha um arreio nas costas, já estava bem transformada, com características semelhantes aos skitters, as unhas pontudas e não respondendo mais como humana. A coisa querida do Matt ainda foi tentar ficar amigo dela depois de ter feito o próprio testamento. Outro que recaiu no sentimentalismo foi o “Weaver Coração Mole” que só sentiu a menininha apertando a mão dele e já concordou que ela viajasse com o comboio.

Já o Mason pai ficou meio escanteado neste episódio, participando mais das cenas junto a Anne dentro do ônibus. A hora era de Weaver e Tector. O episódio girou tanto em torno deles que espero que a história do batedor seja melhor desenrolada nos dois últimos episódios da série. Tector provavelmente deve virar uma das vozes fortes de comando, junto com Weaver e Tom.

De qualquer forma as conversas de Tector e do capitão da 2nd Mass já funcionaram no final do episódio. Foi Tector que fez Weaver se manifestar ao resto do comboio após terem encontrado Charleston destruída. O capitão não decepcionou, puxou um otimismo sei lá eu da onde, deu tiro pra cima e fez discurso de “vamos em frente”. E foi esse tiro que chamou a atenção da patrulha do coronel Jim Porter, do Primeiro Exército Continental da nova capital dos Estados Unidos: Charleston, Carolina do Sul.

A cidade enganou direitinho, a visão de destruição por todos os lados não permitiu mais a esperança de se encontrar vida humana. O episódio poderia terminar por ali e deixar todo mundo se perguntando o que a 2nd Mass faria a partir daquele momento. Mas o desenrolar de Tector e Weaver foi fundamental para dar uma razão a tanta conversa durante o episódio. A ideia também é boa, Charleston ficou camuflada pela destruição e assim se esconde mais facilmente dos alienígenas.

Ficamos na curiosidade de conhecer como é a nova capital dos Estados Unidos, onde até temos plantações de morango. Estou quase começando a acreditar nos clubes de strip-tease e parques temáticos que Pope satirizou que encontrariam em Charleston. Tom, por outro lado, virou o moço da publicidade. Porter já afirmou que a fama dele chegou antes na nova capital. Sim, todo skitter quer um pedacinho de um Mason.

Death March foi um dos episódios mais devagares de Falling Skies até agora. Apesar de finalmente chegarem a Charleston, a cidade ainda não foi apresentada, não tivemos nenhuma cena de ação e o enredo se baseou na força das histórias pessoais um tanto fracas de alguns personagens. Acredito que Tector e Maggie podiam render histórias bem mais criativas e instigantes sobre o passado de cada um. Assim, essa parte emocional de Falling Skies ainda não consegue segurar o barco da série sozinha, talvez possam fazer mais sentido nos dois episódios finais. Por outro lado, esteticamente achei um dos episódios mais bem trabalhados até agora em Falling Skies. Os diálogos de Weaver e Tector foram bons, mas que faltou um skitter sendo explodido com um tiro na cabeça, isso faltou.

Séries citadas:

é Jornalista, Publicitária, Gaúcha, Capricorniana de 84. Além de escrever no TeleSéries, trabalha como coordenadora de imprensa na Prefeitura de Taquari e assessora de imprensa no Campeonato Gaúcho de Rally 4x4. Fã de cinema, esportes, literatura, música e séries de televisão. Começou a assistir seriados com E.R. e Arquivo. X. Gostaria de ter estudado em Hogwarts, jogado quadribol e tomado cerveja amanteigada, mas se contenta com um gol do Grêmio e uma Heineken. Nunca ganhou um prêmio importante, mas já levou pra casa um Kikito de chocolate de Gramado/RS.

Website: http://www.alineben.blogspot.com

7 Comments

  1. biancavani

    Hahahahha, Maggie teria feito operação de mudança de sexo… Mas será que ela contou tudo mesmo para Hal? fiquei achando que ela disse só meia verdade. “Tipo”, era ela, na verdade, a boss daquele grupo, e Pope seu lugar-tenente…

    É, aquele papo Weaver Tector foi puro Spilberg. O ator que faz o Tector fez uma ponta em Battlestar Galactica (morre logo no começo da série), um papel destacado em Sanctuary e outro em Stargate Atlantis. Legalzinho.

    Eu adorei o final do epi, porque me enganou. Sempre desconfiei que Charleston era uma canoa furada, daí pareceu que era mesmo, e daí NÃO ERA!
    Mas agora, pensando de uma nova perspectiva, que condições teria aquele exército esfarrapado sem os reforços que vão advir de Charleston? Como conseguiriam vencer os invasores superpoderosos?

    Também gostei de eles estarem pensando com mais realismo nos problemas futuros. Caso vençam, como fariam com aqueles sem-número de crianças arreadas? Bom, em ficção científica sempre se encontra uma saída

  2. Denys Nunes

    Achei esse episódio tosquissimo ! (se existe essa palavra kkkk).
    Mas deixou na curiosidade de ver como é Charleston …

  3. Aline Ben

    Eu adoro o ator que faz o Tector, Ryan Robbins, então sou suspeita pra falar… hehe. Mesmo assim não entendi porque botaram ele, que é bem baixinho, pra ser um sargento do exército super entendido matador de skitters… hehehe. Mas eu esperava muito mais da história do Tector e da Maggie. Espero que tu estejas certa e realmente ela tenha escondido alguma coisa mais emocionante. O resumo do próximo episódio diz que Tector vai assumir seu lado exército e meter o pavor. Espero que sim, alguma coisa precisa dar sentido a tanta conversa nesse episódio… hehehe. Eu acho que tinha que ter rolado uma emoção com aquela menina com arreio que os “irmãos” dela buscaram no meio do caminho. Sei lá, alguma coisa explodindo, skitters aparecendo, naves, o diabo… hehehe.  

  4. Aline Ben

    Pois é Denys, acho que eles ganharam pontos com o final, não mostrando Charleston. A estética desse episódio também achei melhor que os outros, mas eles basearam tudo em diálogo e os diálogos não conseguiram manter o episódio consiste. Espero que as coisas tomem mais sentido nos dois últimos episódios.

  5. Paulo Serpa Antunes

    Aline, nossa, achei justamente o contrário.

    Eu achei os efeitos visuais tosquíssimos. A cidade destruída parecia uma pintura sem profundidade. E as cenas dentro dos carros – nitidamente eles estavam em estúdio, com uma tela verde no fundo. Os carros não pareciam em estar em movimento.

    Já o fato do episódio ser mais focado no estado psicológico dos personagens eu achei bom. A cena do Mason chorando dentro do ônibus/hospital eu achei realmente genuína, talvez a grande cena do Noah Wyle na temporada.

    Tu vê, o contrário do que você achou!

  6. biancavani

    Aquele momento em que Charleston pareceu ser uma ilusão perdida me lembrou aquele momento em que os sobreviventes de Battlestar Galactica chegaram ao 13o. planeta, a Terra, e ela estava toda destruída, estéril. Foi a mesma desolação… Como disse o Paulo, o Noah foi magistral em sua interpretação. E o Weaver, encontrando forças – sem ter – para liderar aquele grupo sem futuro… foi fantástico.

    Obs.: não quero, com isso, dizer que FS está copiando BSG, e sim que são situações semelhantes. Depois de tantas séries, filmes, obras literárias, talvez seja impossível inventar histórias totalmente originais, que não lembrem, de alum modo, algo que já foi feito. O inédito fica por conta da forma como é contada, pela interpretação do ator, pela estrutura da narrativa – e não exatamente pelo conteúdo…

  7. Aline Ben

    Hahaha. Pois é. Mas na realidade eu não queria me referir aos efeitos especiais, que não estão bons mesmo, em vários episódios inclusive. A estética que eu gostei foram os enquadramentos que eles usaram, gravar dentro de carro é difícil e eu achei bom o resultado deles. Deveria ter especificado melhor. Também fizeram alguns enquadramentos diferentes, o que eu achei um avanço em comparação aos outros episódios. As cenas dentro dos carros, principalmente aquele que o Tector abre o coraçãozinho, que já é de dia, eu achei bem feita. Inclusive eu apostaria que eles não gravaram em estúdio, pelo que sei também eles gravaram quase tudo em externas. Já as cenas gravadas à noite dentro dos carros, essas sim devem ter sido em estúdio mesmo.
    A cena da cidade destruída não convenceu, mas como esses efeitos de Falling Skies não estão bons durante toda a temporada, eu nem tinha expectativa que esse estaria… hehehe. É que eu falei que a “cidade destruída enganou direitinho”… hehehe, mas eu me referia não a estética dela, mas como enganou a 2nd Mass de que não existia mais ninguém em Charleston. Na realidade gostei dessa parte psicológica na série, acho bonita, diferente e necessária pra conhecermos os personagens, mas acho que eles deviam ter ditado um ritmo melhor no episódio e eu esperava histórias mais surpreendentes. 

  8. Aline Ben

    Bianca, sabe que eu acho super legal essas referências que a gente pode fazer de uma série para outra? Até rende uma pauta boa para o TeleSéries. Quando não é cópia e é uma referência bem feita eu acho muito interessante. No entanto te confesso que ainda não assisti Battlestar Galactica, falha minha, mas essa tá na minhas lista de séries a assistir. 

    O Noah realmente tá muito bem, mesmo quando ele não é o centro das atenções ele chama a atenção com uma cena simples e bem feita. 

  9. Aline Ben

    Aliás, gente! Obrigada pela participação e os comentários de vocês, me ajudam a fazer melhor as próximas reviews. :)

  10. biancavani

    Você é que ajuda a gente – pelo menos a mim – a ver melhor a série.

    Aline, é imperdoável você não ter assistido a Battlestar Galactica. Para tudo e comece a ver já! Você vai ser tão feliz com isso…

  11. Aline Ben

    Obrigada Bianca!
    Pior que eu também acho imperdoável eu não ter assistido Battlestar Galactica. Juro que vou começar a resolver isso logo… hehehe.

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