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Faking It – Lust in Translation

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Série: Faking It
Episódio: Lust in Translation
Número do Episódio: 2×03
Exibição nos EUA: 07/10/2014
Nota do episódio: 6

Sempre que eu ouço que brasileiros vão aparecer em um determinado seriado eu já começo a suar frio. E Lust in Translation conseguiu apresentar TODOS os clichês possíveis em um mesmo episódio. Nem mesmo o sotaque TERRÍVEL dos “brasileiros” faltou.

Possivelmente esse show de horrores influenciou na minha opinião sobre o episódio. Mas não foi só isso: Liam está ganhando muito destaque. E essa decisão pode estar determinando o futuro do seriado.

É ingenuidade achar que a maior torcida é para que Karma e Liam fiquem juntos. Ok, admito, tem muita gente que torce pelo sucesso do casal. Mas a audiência se interessa por 2 aspectos, primordialmente: a relação entre Amy e Karma e a vida de Amy.

Pouco importa se Karma e Amy ficarão juntas como um casal. Há muita torcida para que isso aconteça, sim. Mas o que prende a atenção é a forma que as duas encontrarão para superar todos os problemas da sua amizade. O fato de Karma não estar bem certa do que quer (e muitos são os detalhes nesse sentido que são jogados nas nossas caras) é só a cereja no topo do delicioso bolo que é Karmy.

Quando não estamos vendo Karmy na telinha, queremos ver mais da incrível (e um pouco confusa) jornada de Amy. Queremos saber como ela vai “desamar” a Karma, quem será sua próxima crush,se a amizade dela com Karma vai sobreviver à bomba que vem por aí.

Queremos ver Shane e Lauren. Até Theo queremos ver. Mas não queremos ver Liam. Não queremos acompanhar sua jornada de redenção. Não. Simplesmente não. Nada no personagem me cativa. E como já falei antes, nem é pelo fato dele ser a ameaça ao meu ship. É porque o personagem é ruim mesmo. Ouso dizer que ele beira a canalhice. E não quero acompanhar a jornada dele.

O fato é que a segunda temporada de Faking It ficou comprometida por uma decisão criativa equivocada – talvez o único erro da primeira temporada: a noite de “sexo de desilusão” compartilhada por Amy e Liam. Muitos poderão dizer aqui “ah, a Amy pode ser bissexual. Aliás, os indícios são nesse sentido”. Eu sei, meus caros. A sexualidade é um espectro e a Amy está tentando entender seu lugar dentro dele. Não vejo nenhum problema nesse sentido. O problema está em ter utilizado esse artifício como um cliffhanger barato. A atitude foi totalmente “não-Amy”. Não combinou com a pessoa que foi ao fundo do poço em função ao amor pela melhor amiga. E a segunda temporada precisa trabalhar com isso. Não há como fugir dessa herança maldita.

Talvez a honestidade tivesse sido o melhor caminho. Se Amy tivesse se aberto para Karma lá na premiere, a segunda temporada se dedicaria a mostrar a reconstrução do relacionamento das duas. Poderiam vocês questionar “mas não é sobre isso que a segunda temporada tem sido?”. Sim. Mas a reconstrução é precária e tem seus dias contados. Não temos Karmy agora e nem teremos em um futuro próximo, já que o que está esquisito só tende a piorar. E isso chateia, especialmente por que eu estou chorando sobre o leite que já entornou há muito tempo.

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Mas deixando meus filosofamentos de lado, e tentando com todas as minhas forças não falar sobre os pobres brasileiros refugiados-famintos-vindosdaselva, confesso que Lust in Translation funcionou para mim em alguns aspectos.

Primeiro porque reafirmou a minha convicção de que a Karma tá ainda mais confusa do que a Amy. Ela se esforçou MUITO (até demais) pra arrumar um(a) namorado(a) para a melhor amiga, e quando deu certo e ela viu Amy e Fabiana se beijando, ela fez aquela cara que nos lembrou na hora do “woah” do threesome. KARMA, PARA QUE TÁ FICANDO FEIO.

Segundo porque Lauren foi diva/rainha novamente, e porque ela tem química com Theo. Ele consegue dela o que poucos conseguem: humanidade e fragilidade. E é bom ver uma versão Lauren “felizinha” pra variar um pouco.

Terceiro, porque Shane tentou de todas as formas entender o porquê da fixação de Liam e Amy por Karma. E foi super engraçado ver ele beijando a quase-ruiva só para soltar um “não, ainda não entendo” na sequência.

E, por fim, por motivos de Amy. Rita Volk é demais, e as falas dela são sempre um deleite. Não tem como achar ruim um episódio no qual a garota está presente. #momentofangirl

Hoje de noite vai ao ar Stupid Drama Queens, que contará com a presença da nova Suprema, Laverne Cox. E podemos esperar DRAMA de todos os lados. Mal posso conter a ansiedade.

P.S.1: a audiência da série atingiu, nos últimos dois episódios, a mais baixa de todos os tempos (750 e 730 mil espectadores, respectivamente). Os números são preocupantes, e se a história não voltar a empolgar os espectadores, talvez tenhamos que nos despedir dessa belezinha prematuramente.

P.S.2: juntem Karma e Liam de uma vez, roteiristas. Tá todo mundo percebendo o quanto vocês querem isso.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

1 Comment

  1. Visitante

    Acho que a produção nao quer juntar Karma e Liam… prova maior foi a expressao de Karma durante o beijo Amy x Fabiana. Creio que a real da serie é fazer desenrolar relacoes amorosas das duas, mas que mostre , que de fato, Karma sente sim algo por Amy , e amy vai conseguir o que tanto almeja.
    Ps: Adoro seus textos sobre faking it, leio todos e pensamos igual! Em quase tudo, rs

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