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Especiais Opinião

Eu quero uma indicação ao Golden Globe para Parks and Recreation

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Parks and Recreation

Tudo começou com rumores sobre um spin-off de The Office, e tudo levava a crer que isso realmente aconteceria. Os nomes dos realizadores de The Office apareciam sempre que esses rumores eram noticiados, e a informação era de que Rashida Jones estaria confirmada no elenco, ou seja, seria uma série sobre uma filial da Dunder-Muflin, até que nomes como Lauren Graham começaram a aparecer e por fim foi fechado com Amy Poehler. Mas a questão continuava: seria ou não um spin-off de The Office?

Hoje na metade da segunda temporada de Parks and Recreation eu diria que não. Apenas o formato de mockumentary foi mantido, mas a série conseguiu criar uma essência própria, saindo totalmente da sombra de sua “série mãe”.

Sim, Parks and Recreation teve um período negro em sua pequena existência. Sua primeira temporada, de apenas seis episódios (assim como a primeira de The Office), seguia muito o tom da série de Michael Scott, e essa semelhança não ficava apenas no modo como o roteiro tratava a vida em um local de trabalho, mas também nos personagens e no modo como eram desenvolvidos, visto que Leslie, personagem de Amy Poehler era constantemente chamada de Michael Scott de saias.

Porém, tudo isso mudou neste segundo ano. A série melhorou muito em suas abordagens e principalmente na caracterização de seus personagens. Leslie não é alguém sem habilidades sociais, totalmente sem noção, como Michael Scott, ela sabe o que faz, porém acredita muito no sistema e no certo, tornando-a mais ingênua do que sem noção.

Os coadjuvantes ganharam um status incrível de importância nesses poucos episódios exibidos dessa temporada, transformando a série em um trabalho de elenco e não sendo destacada apenas pela atriz principal.

Dentre esses coadjuvantes, Ron Swanson (Nick Offerman) foi o que mais teve um desenvolvimento sobre seu passado, trazendo até a sensacional Megan Mullally (esposa de Offerman na vida real) de Will & Grace, como sua ex-esposa, no melhor episódio da série até agora.

Ann, personagem de Rashida Jones, no começo ficou muito deslocada de tudo o que acontecia, já que é uma enfermeira e não fazia sentido ela sempre estar no departamento de parques, porém os roteiristas conseguiram inseri-la nesses últimos episódios de uma forma totalmente coerente, mesmo sendo clichê, ou seja usaram uma abordagem padrão: um romance, mas totalmente crível se levarmos em conta a personagem e seu núcleo.

Tom (Aziz Ansari), April (Aubrey Plaza) e Andy (Chris Pratt) fazem o trio mais desajustado da TV, sua interação com o resto do elenco é sensacional, assim como sua interação com o público.

E, com uma chance maior para desenvolver suas histórias, Greg Daniel e Michael Schur deram uma chance para dois personagens que era praticamente figurantes na primeira temporada. E esta que foi a melhor escolha que fizeram. Jerry e Donna têm uma química incrível com o resto do grupo e realmente mereciam estar no centro das atenções, e claro tudo isso só foi possível graças a dupla talentosa e desconhecida de atores: Jim O’Heir e Retta (que nem sobrenome tem no IMDB).

Além dos personagens, é necessário falar dos roteiros, um dos maiores aprimoramentos dessa temporada.

Rachel Axler escreveu dois dos melhores episódios da série (The Stakeout e The Camel) e pode se tornar uma grande favorita ao EMMY se continuar assim, desbancando quem sabe uma das únicas mulheres a ser indicada ao prêmio de roteiro comédia: Tina Fey.

Porém, o que conta aqui é o Globo de Ouro, e sim, Parks and Recreation merece e muito uma indicação a melhor série cômica por essa temporada. E não apenas uma indicação para a série, mas para o conjunto todo, com maiores chances para Amy Poehler em Atriz Cômica (o mais provável) e Nick Offerman em Ator Coadjuvante.

Então seja falando sobre um casamento entre dois pinguins gays ou discutindo uma relação entre divorciados, Parks and Recreation é a melhor comédia dessa temporada e merece ser indicada e ganhar esse prêmio, que para muitos não significa nada, mas com certeza seria divertido e muito merecido.

Séries citadas:

9 Comments

  1. Tina

    Quinta-feira voltou a ser o paraíso das comédias.E o único dia que vale a pena assistir NBC. Community, Parks and Recreation, 30 Rock, The Office (que nem está tão legal, mas já virou hábito assistir), e a melhor de todas, a mais subestimada pelas premiações (Kaitlin Olson é a mulher mais engraçada da tv nesse últimos anos) mas que ainda bem tem seus fãs fiéis: It’s Always Sunny In Philadelphia.

  2. anderson

    Nunca vi, mas tenho curiosidade, algum canal vai passar no Brasil?

    Resposta do Paulo: Anderson, nada ainda. Se a série fosse mais hypada possivelmente entraria no line up do FX, mas não aconteceu ainda. Outra possibilidade é entrar neste novo canal do Universal, antigo Hallmark.

  3. Thiago Sampaio

    Acho que a Warner Channel fez muita besteira em ignorar por tanto tempo o bloco de comédias da NBC… Tenho muita, mas muita certeza mesmo que na Warner The Office seria um hit.

    E eu, que nunca passei do piloto de Parks terei que dar uma chance à série. Apesar da audiência, tem muita gente elogiando…

  4. Claudemir A. Zamproni

    Eu já havia escrito, eu uma mensagem anterior: “PARKS AND RECREATION” é diversão criativa, muito pra cima, alegre, sem clichê. Merece todos os prêmios.

  5. Thomaz Jr.

    Thiago Sampaio,

    A Warner pode exibir de The Office? O grupo Fox não têm preferência por ser produzida pela Fox? Ou essa de preferência de compra é lenda?

  6. Thiago Sampaio

    Não, não. Foi só uma reclamação sem embasamento nenhum. É que o FX não tem muita audiência e isso atrapalhou muito a popularidade de The Office no Brasil.

    Quanto ao estúdio, eu não entendo muito a lógica no Brasil… mas The Office não é da Fox, e sim do Universal Studios. Se tivesse uma lógica, seria no Universal Channel… Enfim, eu só queria The Office num canal de mais alcance aqui no Brasil

  7. Olegas

    Corretíssimo, Parks & Recreation é, sem dúvidas, a melhor sitcom da tv! Tá certo que Big Bang Theory é engraçadona, mas convenhamos: é muito mais fácil rir de piadas quando tem umas risadas ao fundo te induzindo a fazer o mesmo.

    P&R é pura atuação. Às vezes a graça não está piada, mas em um simples gesto de um ator. E a Amy Poehler totalmente merece ganhar todos os prêmios possíveis. Gosto muito da Tina Fey, mas a Amy conseguiu coloca-la no chinelo.

    Em menos de 20 episódios a série conseguiu entregar momentos antológicos, como a Leslie bêbada cantando Poker Face num bar gay. Sério, já assisti esse episódio umas 15 vezes e ainda não perdeu a graça.

    Só espero que mais pessoas descubram o show nos EUA, para que ele possa garantir uma 3ª temporada!

  8. Thomaz Jr.

    Então, se é da Universal, poderia passar no Sony. Geralmente as comédias da Universal passam lá. Mas não acho que elas teriam mto impacto. Tirando Community, as outras 3 fogem mto ao padrão, e isso pode levar ao estranhamento.

    P&R tá mto boa. Há semanas que ela consegue ser a melhor das 4 comédias do bloco. Alias, o bloco não ficava tão bom faz anos.

  9. Mayara

    Concordo com tudo o que você escreveu. Parks é minha série favorita nesse momento, e merece todos os prêmios.

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