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Especiais Opinião

Eu quero uma indicação ao Emmy para CSI

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Cenas de CSI

CSI pode ser considerado uns dos seriados mais inovadores da televisão americana, com a diferença de manter sua qualidade e renovação consistentes desde sua estréia, até completar sete temporadas.

O seriado, hoje consolidado como o drama de maior audiência em cinco temporadas consecutivas, chegou em 2002 inovando em sua premissa: ao invés de investigadores, peritos forenses; em seu grupo de personagens principais, um especialista em insetos e uma ex-stripper não são padrões de heróis para ninguém; no uso de termos extremamente técnicos, algo até então restrito aos seriados médicos; no uso de imagens violentas, sangue e vísceras nunca foram economizados; e, complementando tudo isso, uma boa trilha sonora.

O impacto de sua estréia causou reações das mais disparatadas, alguns amaram, outros procuravam motivos para criticar. Acabou sendo julgado preconceituoso por grupos de gays nos Estados Unidos, enquanto era escolhido como pior programa para a família pelo Parents Television Council. Outros criticavam o show dizendo que este ajudaria a criminosos em potencial a realizarem e esconderem seus crimes, já que demonstrava como os crimes são elucidados. Além disso, influenciaria o comportamento de pessoas escolhidas como júris.

As discussões acabaram percorrendo caminhos dos mais estranhos, incluindo uma indicação a melhor serie de ficção cientifica no Saturn Award no ano de 2004. Nos Estados Unidos sua campanha publicitária ainda o chama de “programa número um da TV”, sendo que ele não fica em primeiro lugar desde 2004, irritando os fãs de outros seriados de sucesso.

Discussões a parte, o seriado, indicado ao Emmy de melhor série drama nos anos de 2002, 2003 e 2004, e só ganhando em categorias técnicas, chegou a sua sétima temporada se reinventando, mas mantendo a mesma base. Se deu ao luxo, inclusive, de ficar sem seu personagem principal por alguns episódios sem perder a qualidade ou a audiência.

E, eu acredito, a saída de William Petersen, o Gilbert “Gil” Grissom é um fantasma que assombra diariamente os produtores do seriado pois, mesmo com a audiência obtida durante sua ausência para estrelar uma peça de teatro, boa parte do sucesso do seriado é creditado a seu personagem e sua atuação.

A reinvenção de CSI veio na forma de colocar seus personagens principais na linha de tiro, recurso já utilizado na season finale da quinta temporada, dirigida por Quentin Tarantino e onde Nick acabava enterrado vivo. Desde lá vemos cada mais do lado pessoal de cada personagem, mais integração, casos ainda mais pesados, menos efeitos especiais e mais drama.

O investimento no drama acabou rendendo os ótimos episódios com a participação de Liev Schreiber como Michael Keppler. O personagem, convocado para cobrir a ausência de Grissom enquanto ele tirava o seu sabático, roubou a cena, marcando sua influência não só nos demais personagens da série como em seus telespectadores.

A qualidade do roteiro e a complexidade do personagem renderam fãs diversos, que chegaram a pedir que o personagem ficasse em definitivo. Desejo frustrado pelos roteiristas com a morte do personagem no último episódio de sua participação.

O personagem Keppler também permitiu o crescimento, em grande escala, da personagem de Catherine. Sempre dividindo os holofotes com Grissom, a segunda no comando da equipe sempre teve sua vida marcada por acontecimentos dramáticos (a morte do ex-marido, o acidente com a filha, a morte do pai mafioso), mas a cumplicidade que criou com Keppler em tão pouco tempo, sem conhecimento prévio, lhe permitiu crescer como pessoa e também como líder, ao assumir, pela primeira vez, uma posição que poderia não ser tão popular entre o pessoal da equipe (episódio Redrum).

A saída temporária de Grissom também permitiu vermos o funcionamento da equipe sem seu líder, idolatrado por alguns, como por Greg, e adorado por outros, como Nick e Warrick.

Além do peso maior de cada um dos personagens, com uma divisão mais igualitária da importância de todos, a sétima temporada trouxe o caso do assassino das miniaturas, permeando vários episódios e nos apresentando a um grande vilão, digno de disputar com Grissom.

Nada em CSI ficou faltando nessa temporada, na realidade teve sobra: sobra de talento de seus protagonistas, sobra de talento de seus roteiristas, sobra de qualidade em imagem e som. A indicação ao Emmy por este sétimo ano significaria o reconhecimento do trabalho realizado por todos para manter a qualidade de um seriado que fez história na televisão americana.

Séries citadas:

21 Comments

  1. Silvia

    SIIIIMMMM! O nerd mais querido da tv merece um prêmio à horas! Arquivo X está pros anos 90, assim como CSI está pros anos 2000.E olha que a gente achava que nada superaria Fox Mulder/ Scully. Mas aí vem um cara certinho, rato de laboratório, anti-social, maduro (velho prá criançada!) com uma colega bonitona, mas que também não mais uma guriazinha, que só se utiliza do seu charme quando “deve”, mais um time de outros profissionais, todos acima dos trinta (pois esse negócio de adolescente prodígio não dá prá agüentar),lidando com crimes refinados e cruéis, esclarecendo até onde a estupidez humana é capaz de ir. Além, é claro, de uma ótima fotografia e uma audaciosa computação gráfica
    mostrando detalhes inimagináveis. “Tudo” vem depois de CSI – até as crias (Miami,NY). Tá mais que na hora de receber uma bela premiação – porque prá nós fãs da série, já ficou prá história.

  2. Henrique Martins

    Arquivo X está pros anos 90, assim como CSI está pros anos 2000 [2]

  3. Cristiano (Highlander_Master)

    Liev Schreiber merece o emmy de melhor participação especial.

    William Petterson merece o emmy de melhor ator principal.

    A série merece o prêmio de melhor série da atualidade, na minha humilde opinião do lado dela só tem 3 do mesmo nivel atualmente, The Shield, Roma e Prison Break.

  4. Dani

    Arquivo X está pros anos 90, assim como CSI está pros anos 2000.
    (3)
    Concordo plenamente!

  5. Paulo Fontes

    Arquivo X está pros anos 90, assim como CSI está pros anos 2000.
    (4)
    Eu também!

  6. Cesar

    Uma série capaz de utilizar todos os elementos aplicáveis – drama, investigação, comédia, suspense, um certo ar “freak show” – merece mais que a maio audiência; merece respeito da crítica. Merece prêmios.

  7. Pingback: Prêmio Emmy « Só Seriados de TV

  8. almir garcia

    Arquivo X está pros anos 90, assim como CSI está pros anos 2000. (6)

    Assino embaixo.

  9. Ana Maria

    Concordo, mas não só da necessidade de indicação, mas do prêmio mesmo!!!
    Parece que a crítica americana detesta premiar séries com grande audiência e inovadora. O caso de CSI me fez lembrar do fenômeno Miami Vice que era inovadora, falando sobre drogas, uma dinâmica moderna de apresentar os episódios e, claro, primeiro lugar na audiência por 5 anos e o máximo que conseguiu foi um premio de ator coadjuvante para Edward James Olmos – Tenente Castilho – que era o responsável pela Vice.

  10. Ricardo

    Simplesmente maravilhoso o texto, valorizou uma série tão querida pelo público porém esquecida pelas grandes premiações. Simplesmente ótimo!

  11. Giselle Bauer Sutherland

    Muito bom o seu texto viu? E concordo o Liev Schreiber esteve ótimo.

  12. Babi

    Discordo TOTALMENTE em comparar Arquivo X com CSI.
    É comparar o incomparável.
    Arquivo revolucionou a tv em por pela primeira vez na tv,o governo como “vilão”, por exemplo. E estabelecer uma paranóia em relação a suas atitudes. Sem Arquivo x, hoje não teríamos 24 horas e outras séries…
    Na minha humilde opinião, CSI é uma boa série, mas não revolucionou em nada o padrão televisivo…

  13. milton

    concordo plenamente com o post acima!!!

    Arquivo X era cultuado não só como programa de Tv – influenciou a forma de todos os outros seriados que vieram a seguir e estabeleceu um novo padrão de qualidade. Arquivo X mudou a forma como vemos tv.

    CSI é um bom seriado, é verdade. Mas não o melhor. Apenas se destaca em relação aos outros 800 seriados policiais da atualidade.

    O que eu percebo é que ultimamente CSI tem explorado melhor os seus personagens, algo q durante esses anos fez a conta-gotas. E como cada capítulo é praticamente independente do outro, há pouco envolvimento do público com os personagens. Estes motivos contribuem para a sua grande audiência – uma audiência rotativa, que pode assistir ao capítulo de hoje e só assistir a outro meses depois e ainda assim estar por dentro da história.

    Audiência rotativa. Esta é a diferença entre CSI e AX.

  14. Silvia

    CSI Miami,CSI NY, Bones, Crossing Jordan, NCIS, e deve ter mais outros por aí. TODOS vieram no rastro do CSI Las Vegas. Até esse lance de levarem tantas temporadas SEM explorar o lado íntimo dos personagens é INOVADOR. A pressão deve ter sido imensa prá que a tão comum TENSÃO SEXUAL entre os colegas acontecesse (Grissom/Sara) – acho muito mais interessante o clima com a Lady Heather – uma personagem liberada seduzindo (inteligentemente) o recatado Grissom.
    Certamente CSI bebeu na fonte do Arquivo X, mas tem o mérito de ter ido além : personagens e casos bizarros dentro de uma realidade.

  15. milton

    sei não…

    para mim, e com todo o respeito, personagens e casos bizarros dentro de uma realidade são sinônimos de “monstro da semana” – tema tão bem abordado durante os nove anos de Arquivo X.

  16. Danielle

    Com certeza CSI merece muito, uma temporada impecável, na qual elenco e produtores se esforçaram ao máximo pra mostrar tudo o q CSI realmente é, estão de parabéns!!!

    Mais uma coisa de diferente nesta temporada foi o relacionamento de Grissom e Sara q esteve sempre como pano de fundo ñ interferindo com o propósito da série e provando para quem duvidava q sim era possível introduzir algo pessoal entre os personagens sem machucar o seriado.

    CSI é minha série favorita, q eu amo de paixão, e poder vê-la chegar em sua 7ª temporada maravilhosa desse jeito é um imenso prazer!
    Tenho orgulho de ser fã de CSI!!!

  17. Lucas Barreto Gomes Leal

    é fato que CSI inovou muito, mas não como The X-Files, este revolucionou N coisas e resgatou outras tantas que estavam esquecidas, mas por base de comparação The X-Files foi a que mais revolucionou nos anos 90 talvez CSI tenha sido mesmo aque mais revolucionou nos anos 2000, mas não que tenha feito tanto como The X-Files
    mas discordo que CSI tenha ido além de The X-Files como disse a Silvia a premissa da série e diferente o que da a chance de CSI discutir alguns temas a mais, mas isto não é mérito nenhum é apenas uma outra abordagem, como série The X-Files era muito superior a CSI a meu ver

    sobre o texto Simone sou fã de CSI e acho que a série deve ser lembrada sempre mesmo, mas não vi a temporada atual então minha opinião deve ser encarada mais com uma ‘opinião de fã’ do que qualquer outra coisa!

  18. Gabriella

    Concordo! William Petterson e sua Turma…merecem não só um Emmy e sim vários…pelo Conjunto da Obra a Série é Excelente..cada episódio uma coisa nova,que não tem em nenhuma outra Série do Gênero!

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