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Especial Dia Mundial do Rock

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Rock e TV, sempre uma ótima combinação. Comemora o Dia Mundial do Rock com a gente.

Não se sabe ao certo quando o rock surgiu, alguns datam com o lançamento de Rockt 88, gravado por Jackie Brenston e outros com Shake, Ratlle and Roll gravado por Big Joe Turner e Bill Halley. Mas é importante que se diga que o gênero transcendeu gerações, misturando influências, ritmos, instrumentos e transmitindo uma forma irreverente de música. É por isso que hoje há tantas vertentes do rock como o grunge, por exemplo, com Nirvana, Pearl Jam; trash (Metallica); college rock (R.E.M); o rock alternativo; rock progresivo e o que se chama hoje de – novo rock. Emergiram na última década bandas de garagem sem nenhuma pretensão de redefinir o gênero, mas simplesmente artistas apresentando o bom e velho rock de cara nova, com todas as suas idiossincrasias, mostrando atitude e fazendo história – apesar da música viver um momento conflitante com a internet e os Justins Biebers da vida.

A data 13 de Julho ficou conhecida como o Dia Mundial do Rock quando Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos pelo fim da fome na Etiópia. Neste evento vários artistas participaram, entre eles The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Queen, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath.

Para homenagear esta data a equipe do TeleSéries preparou uma lista de dez artistas que fizeram participações em seriados e descobrimos que não foram poucos os que já apareceram seja pra cantar ou atuar.

Artista: Fall Out Boy
Série: One Tree Hill
Episódio: An Attempt To Tip The Scales (3×04)

Já passaram por One Tree Hill vários artistas, Jack’s Mannequin, Nada Surf, The Honorary Title, Jimmy Eat World, entre outros. Quem é fã sabe que a música é quase um personagem na série, sendo muitas vezes mais importante que o próprio texto e, em outros, completando o mesmo. Naquela época, claro, em que a série não usava a trilha sonora pra esconder a falta de história. Mas uma banda que marcou foi Fall Out Boy. Os rapazes de Chicago ganharam sucesso em 2005, na mesma época que aparecem pela primeira vez cantando o hit Dance Dance pra embalar os dramas que só One Tree Hill tem. O show deles significou para os personagens da série um escape para os problemas – Peyton tentava lidar com Ellie; Haley desesperadamente queria corrigir seu erro com Nathan e Brooke se fazia de difícil pra Lucas com medo de ter o coração partido novamente – a escolha da música foi, portanto, apurada. A participação deu tão certo que eles voltaram depois em outros episódios, em um deles, o baixista Pete Wentz vive um breve romance com Peyton. (Lara Lima)

Artista: Roger Daltrey (The Who)
Série: CSI
Episódio: Living Legend (7×15)

Apesar de minha inegável preferência por Baba O’Riley, música tema de CSI New York, nem mesmo eu posso negar que Who Are You é muito mais adequada a temática da investigação de CSI que qualquer música, temos ainda Won‘t Get Folled Again em CSI Miami, todas da banda inglesa The Who, escolha acertada de Willian Pettersen, não é mesmo? Então, nada mais adequado que Roger Daltrey participar do seriado original, certo?

Daltrey interpretou Mickey Dunn, um mafioso que se tornou lenda por nunca ter sido capturado, desaparecendo na areia. E o papel também foi adequado ao artista: mesmo sendo um aluno exemplar, Daltrey nunca foi chegado a obedecer a regras, se auto-proclamando um rebelde de escola. Da mesma forma que seu personagem Dunn desaparece de Las Vegas sem deixar pistas, Daltrey desapareceria da escola, ressurgindo como fundador da banda que seria referência no rock inglês, aonde exercia a liderança de forma nem sempre pacífica. (Simone Miletic)

Artista: George Michael
Série: Eli Stone
Episódio: I Want Your Sex (1×09)

O personagem-título da série Eli Stone é advogado num grande escritório, ocupado em vencer causas lucrativas até que um dia passa a sofrer de alucinações. Ao longo da primeira temporada ele busca respostas para o que acontece em sua vida e passa a atuar em casos mais voltados aos direitos civis ou que provoquem impacto na vida das pessoas, sob orientação das músicas de George Michael, que estourou em 1984 com a balada Careless Whisper na banda WHAM! George Michael participava dos episódios de Eli Stone em forma de ilusão, mas nesse episódio o próprio músico contrata os serviços do advogado em favor de uma estudante expulsa da escola por protestar contra a política de educação sexual adotada.

George Michael tem experiência com a Justiça norte-americana: ele foi preso por “ato obsceno” em Los Angeles e depois processado pelo policial que o prendeu. Além disso, assim como Eli Stone sofria de um aneurisma cerebral que poderia matá-lo a qualquer momento, o parceiro de George (que conheceu no Rock in Rio 1991) faleceu de hemorragia cerebral em 1993. (Luciana Naomi)

Artista: Elvis Costello, Sheryl Crow e grande elenco
Série: 30 Rock
Episódio: Kidney Now! (3×22)

“Músicos já se reuniram para resolver todo tipo de problema. Fome mundial, o colapso da agricultura, aquecimento global. E vocês são só três. O que acham de um problema para resolver? Uma música, um homem, um rim”.

A frase, do fictício executivo da NBC Jack Donaghy define bem que a música pop pode promover mudanças no mundo – quem não se lembra do Live Aid de Bob Geldof ou do USA for Africa comandado por Michael Jackson e companhia? Pois a sacada leva a um episódio antológico de 30 Rock, Kidney Now!, que reúne o maior número de artistas já vistos antes numa breve ponta pra satirizar o clássico We Are the World. Jack reúne o roqueiro alternativo Elvis Costello (ou seria Declan MacManus, ladrão internacional de obras de artes?), o ‘american idol’ Clay Aiken (primo de Kenneth) e a cantora Mary J. Blidge (cuja fundação celebra 10 anos de busca pelo Monstro do Lago Ness) pra gravar uma canção incentivando a doação de rins para salvar o pai de Jack (interpretado pelo lendário Alan Alda).

Os minutos finais do episódio são hilários, colocando em cena, lado a lado, uma mercenária Sheryl Crow, um bêbada Cyndi Lauper, os Beastie Boys, Adam Levine do Maroon 5 e outros nomes da música pop, do rap e do country. O episódio (e a temporada) acabam e os versos “just give a kidney to a father or a dad” colam na cabeça. A série que tem rock no nome surpreendeu mais uma vez. (Paulo Serpa Antunes)


Artista: Remy Zero
Série: Smallville
Episódio: Tempest (1×21)

A banda de rock alternativo Remy Zero surgiu em 1989, mas só foi descoberta alguns anos depois quando sua fita demo foi parar nas mãos de outra banda, o Radiohead, que gostou do som dos rapazes de Alabama e os convidou para participar de sua turnê na época. Depois disso, eles se mudaram para Los Angeles e gravaram seu 1º álbum. Mas foi o 3º álbum que fez a banda entrar no mundo das séries porque ali estava a música Save Me, tema de abertura da série Smallville. A banda fez uma participação na season finale da 1ª temporada durante o baile da primavera. Assim que terminaram essa música emendaram “Perfect Memory”, revelada como a favorita de Chloe e que tinha sido pedida por Clark. Embalados por essa canção, Chloe e Clark quase se beijaram, mas um tornado acabou com o show e com o relacionamento em potencial. A banda se separou em 2003, mas três anos depois se reuniram para prestar tributo ao falecido baterista, Gregory Slay, e permaneceram juntos desde então. Uma curiosidade é que a banda surgiu no mesmo ano em que, na série, caiu a 1ª chuva de meteoros. Coincidências da vida. (Eddie Tertuliano)

Artista: The Bangles
Série: Gilmore Girls
Episódio: Concert Interruptus (1×13)

Se você nunca cantarolou Eternal Flame, com certeza não sabe o que é pop rock de verdade. Uma das músicas mais conhecidas da banda The Bangles, faz parte do coro de milhares desde os anos de 1980. Como ícones da cultura pop da ‘década perdida’, a banda não poderia ficar de fora das referências enigmáticos das garotas Gilmore. Desde os primeiros episódios da série, deu para perceber que para entender metade do que as garotas falavam era preciso ter um repertório vasto de bandas, filmes, e outros ícones ‘cults’, americanos ou não. The Bangles fez uma participação mais do que especial na primeira temporada de Gilmore Girls, as garotas – Susanna Hoffs, Vicki Peterson e Debbi Peterson – da banda californiana formada em 1981, serviram de trilha sonora para o episódio Concert Interruptus, onde Rory  precisava se conectar de alguma forma com as novas ‘amigas’ do colégio Chilton, Paris, Madeline e Louise (Teal Redmann). As meninas – que não faziam ideia de quem era a banda – aceitaram o convite de Rory para ir ao concerto, ao lado da mãe Lorelai e de Sookie. Na época, The Bangles tinha acabado de se reunir, depois de uma pausa mais de uma década. No episódio, além de Eternal Flame, elas tocaram um trecho de Hero Takes a Fall. Nada como as ‘Gilmore Girls’ para mostrar que garotas também detonam! (Maria Clara Lima)

Artista: Steven Tyler (Aerosmith)
Série: Two and a Half Men
Episódio: Who’s Vod Kanockers? (4X02)

Neste episódio de Two and a Half Men, Charlie está tentando superar o fim de seu relacionamento com Mia. Claro que está tentando esquecer sua ex noiva com bebedeiras, festas, mulheres e apostas. Mas Alan tenta fazer com que seu irmão abandone o comportamento autodestrutivo e encare seus sentimentos. Enquanto isso, Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, se muda para casa ao lado e seus ensaios acabam irritando Charlie que quer apenas beber e descansar em seu deque. Charlie acaba arrumando uma briga com o rockstar e vai parar no hospital. Inicialmente Tyler não aparece no episódio, apenas conversa com o vizinho pela sacada, mas na cena final, vai até a casa de Charlie Harper para se desculpar e buscar uma reconciliação com o vizinho. (Juliana Baptista)


Artista: Florence and The Machine
Série: Gossip Girl
Episódio: Panic Roommate (4×14)

“Eu quero que minha música soe como se jogar de uma árvore, ou um edifício alto, ou como se você estivesse sendo sugado para dentro do oceano e não conseguisse respirar.”

Escolhi o quote de Florence Welch, a estilosa vocalista do Florence and the Machine, porquê acho que não há definição melhor para a estranheza e intensidade da música feita por Flo, que diz preferir escrever bêbada ou de ressaca. É difícil me lembrar de quando primeiro entrei em contato com a música de Florence, provavelmente foi uma dessas sugestões obscuras do Last.fm, que evoluiu para total obsessão, e então para minha surpresa o hit Dog Days Are Over marcou presença no seriado Gossip Girl e no trailer de Eat, Pray, Love, e todo o mundo passou a estar obcecado com o som da ruiva também. Foi a mesma Gossip Girl, que apesar de seus defeitos como série nunca deixou de ser referência para tudo o que é cool, que trouxe Florence para uma participação. Em uma das sempre presentes festas, Florence e um tocador de harpa envolveram a todos com uma versão acústica, mas não menos poderosa da balada Cosmic Love. Provavelmente teria sido mais legal simplesmente assistir a performance da excêntrica Flo e absorver a melodia maravilhosa da música do que tê-la como plano de fundo para um monte de términos de relacionamento melosos, mas mesmo assim ver Florence de menos é sempre maravilhoso. (Thais Afonso)

Artista: The Killers
Série: The OC
Episódio: The New Era (2×04)

A banda de rock alternativo formada em 2002 sem dúvida ganhou notoriedade depois que apareceu em Orange County. A segunda temporada, infinitamente melhor que a primeira, contou com a participação deles no quarto episódio em um show na boate Bait Shop. Seth planejou um encontro duplo com Lindsey, Alex e Ryan, mas as coisas saíram um desastre ao som das músicas Smile Like You Mean It e Mr. Brightside que viraram hit e hoje é difícil não associá-las a The OC. Quem diria que ao final deste episódio as coisas estariam diametralmente opostas ao plano de Seth? Começava o romance entre Lindsey e Ryan, Alex e Seth ficam juntos (creio eu mais porque estavam ali sozinhos do que porque qualquer outro motivo) e Marissa, bom, quem se importa? Eu serei grata a Josh Schwartz eternamente por ter conhecido a música apaixonante de The Killers. (Lara Lima)


Artista: Mötley Crüe
Série: Bones
Episódio: The End in the Beginning (4×26)

“Nada acontece antes de um sonho”. Frase bastante conhecida entre os fãs de Bones, por causa da conexão de toda a história da quinta temporada com o sonho do agente Booth sobre uma vida alternativa ao lado de sua parceira e dos “squints”. Para quem assiste a série, a frase de Carl Sandburg significa que tudo pode ser possível, e nesse contexto de possibilidades, trazer a lendária banda de heavy metal para a plataforma do laboratório do Jeffersonian foi meramente ilustrativo, porém, inesquecível .

Para os fãs de rock, o último episódio da quarta temporada foi realmente um sonho, Mötley Crüe na série? E tocando Dr. Feelgood? Não me importa a falta de coerência em ter uma banda de metal tocando em uma boate, afinal, a bateria do Tommy Lee combina com qualquer ambiente. Dr. Feelgood é uma música do álbum de mesmo nome, lançado em 1989, no auge da carreira da banda. Famosos por causa das confusões envolvendo consumo excessivo de drogas, violência contra mulheres, entre outras coisas, os ‘rapazes’ da Califórnia fazem sucesso mesmo pelo rock pesado do tipo melódico que conquista desde de barbudos as meninas mais delicadas – dá para resistir à Glitter, Home Sweet Home ou Kickstart My Heart? O Crüe apareceu na série com sua formação atual (e original), contando com Tommy na bateria, Vince Neil nos vocais, Nikki Sixx no baixo e Mick Mars na guitarra. A banda foi bastante ativa nos anos de 1980, marcando um sucesso meteórico. O Crüe lançou mais quatro álbuns desde 1990, o último Saints of Los Angeles foi tido como o reencontro (ou tentativa) da banda com o estilo mais sujo do início da carreira. Um sonho, certo? (Maria Clara Lima)

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

14 Comments

  1. Cler Oliveira

    Como blogueira de música curti muito esse post. Lembrei que o Nuno Bettencourt (Extreme) participa de How I met your mother numa paródia ótima do clipe More Than Words, como Marshall cantando algo bem a cara dele. Sebastian Bach, Skid Row, em Gilmore Girls e o percursor Jon Bon Jovi em Ally McBeal. Rock rocks, baby! 

  2. Anônimo

    ver o roger daltrey em csi foi um dos pontos altos da série, pra mim. :)

  3. Paulo Fiaes

    excelente texto, agora uma coisa, quando se referiram ao trash colocando entre parenteses (kill ‘em all) na verdade esse é o nome do primeiro cd do Metallica, que é o pai do trash. sabe como é, fã é fã, rsrsrs.

  4. Lara Lima

    Oi Fiaes, eu sei que o kill ‘em all é o primeiro CD do Metallica, e o coloquei entre parênteses justamente porque a banda foi um dos criadores do estilo e o CD é um dos melhores álbuns de trash. Só não coloquei o nome da banda entre parênteses porque eles deixaram de ser trash, o som está bem mais hard rock, não sei se você vai concordar comigo, mas enfim. 

  5. Maria Clara Lima

    Acho que sou a única pessoa que acha que o Metallica é melhor fazendo Hard Rock. Enfim, meu coração por hair metal ainda bate acelerado. 

    VIVA O PAI DO ROCK JOHNNY CASH!

  6. Pingback: Feliz Dia do Rock! « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

  7. Paulo Fiaes

    o Metallica voltou a tocar rápido agora, n digo que seja trash, mas lembra mais os primeiros cds do que os últimos (palavras deles quando estiveram aqui em casa (na tv),rsrs).. e Clara, gosto de todas as fases do Metallica, acho que é uma banda que soube se reinventar várias vezes e principalmente sempre tentou fugir do mais do mesmo, o que por si só e pelo tamanho deles, já acho louvável.

  8. Maria Clara Lima

    Então você é dos meus! Adoro Master of Puppets, mas aprendi a ouvir Metallica com Load. E tem mais, a versão de Whisky in The Jar do Thin Lizzy é a melhor homenagem  que uma banda poderia fazer. Meu amor por meus hair metals só não é maior que o grassroot. Acho que rock que é rock nasceu do passo ritmado do country, por isso que minha banda preferida é o Mumford and Sons. Aí… que dia lindo! Viva! Viva!!!!

  9. TatiLie

    E o ponto baixo foi quando ver o Justin Bieber em dois episódios, né?

  10. Lara Lima

    Rá, super editor é você, Boss! =)  Mas a galera é nota dez, não tinha como dar errado.

    Obrigada pessoal, ficou show mesmo!

  11. Pingback: Hora do último post coletivo: nossos series finales inesquecíveis – parte 1 » TeleSéries

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