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Entrevista: Matthew Rhys, o Kevin Walker de Brothers & Sisters

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Matthew Rhys. Foto: Ismar Ingber

Foi em um dos imponentes salões do luxuoso Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, no final de março, que Matthew Rhys recebeu a equipe do TeleSéries para uma entrevista exclusiva. Mas poderia ter sido ali em frente, no calçadão, ou numa sala de estar, em qualquer lugar, porque não há muita cerimônia e, que Kevin Walker me perdoe, nenhuma frescura na forma como Rhys trata a imprensa.

O ator, 34 anos, nascido no País de Gales e há três temporadas nos Estados Unidos no elenco do drama Brothers & Sisters, sabe que vive um grande momento profissional e parece estar curtindo cada minuto – e aqui, isto significa abrir mão de um dia de suas férias (ele ficou no Brasil apenas uma semana, entre as gravações de Brothers & Sisters e as filmagens do filme Patagonia, na Argentina) para conversar com uma dezena de jornalistas, posar centenas de vezes para fotos e gravar entrevistas para o Universal Channel, sem perder o humor e a paciência.

Na entrevista, Rhys falou comigo e com a Tati Leite sobre a terceira temporada de Brothers & Sisters, que estreia nesta quarta-feira (15 de abril, às 23h) no Universal Channel, e um pouco sobre os bastidores da indústria de entretenimento nos Estados Unidos. Veja como foi.

Paulo – A primeira coisa que chama a atenção em você é o teu sotaque. É muito difícil você escondê-lo para atuar na série?

Sim, eu acho muito difícil. No início demorou um bom tempo para eu pegar o sotaque americano e ainda é algo que eu preciso ficar observando.

Tati – Aqui no Brasil, o casal Kevin e Scotty é o favorito de muita gente, não apenas da comunidade gay. Todos adoram os dois. Havia a intenção dos produtores da série, ao criar o Kevin, de fugir de qualquer tipo de estereótipo?

O criador da série, Jon Robin Baitz, veio com uma forte idéia para Kevin, e ele queria sim evitar qualquer tipo de estereótipo e de clichê. E ele não queria que o fato do personagem ser gay fosse sua característica predominante. Ele queria que o personagem fosse uma pessoa comum, que acontece de ser gay.

Paulo – E você sente alguma pressão da sociedade americana em torno deste personagem? Você sente que ele é observado com mais atenção que os demais?

Acho que um pouco, no início. Porque nós fomos muitos cuidadosos. E o roteiro era muito bom, muito forte e nós tivemos muita cobertura da imprensa em decorrência disto. E nós simplesmente tentamos fazer isto do forma mais verdadeira possível.

Paulo – O que a gente pode esperar deste terceiro ano da série?

Como sempre acontece em Brothers & Sisters, teremos muito drama! Kevin passará por uma grande mudança em sua carreira e isto irá resultar diversos problemas pessoais. Robert e Kitty terão muitos problemas e Tommy e Julia também terão grandes problemas. As histórias dos dois casais ganharão muito destaque, e todos os demais tentarão ajudá-los.

Tati – Eu queria fazer uma pergunta de fã. Como é a dinâmica das gravações dos jantares dos Walkers, que sempre geram cenas muito divertidas.

É a cena que, quando recebemos um novo script, todos odeiam, sem exceção. Ninguém gosta de gravar os jantares, porque você sabe que a gravação irá durar o dia todo! E você terá que comer a mesma comida por 12 horas ou pelo menos fazer de conta que come. E você fica recebendo ordens do diretor – “faça de conta que está comendo”. E é preciso repetir tudo por 12 horas, porque a câmera precisa se mover e gravar cada pessoa na mesa. Ela grava com você sozinho no quadro, com duas pessoas no quadro… e não termina nunca. E nós, os rapazes, temos aquele péssimo comportamento, ficamos cutucando um ao outro, puxando cabelo, até que eventualmente a Sally Field grita: CALEM A BOCA! E você sabe, ela é a mãe. E quando ela diz isto é o ponto máximo de um longo dia de trabalho.

Paulo – Este tipo de cena é natural pra você? Você vem de uma família com muitos filhos?

Não. Eu não. Mas eu venho de uma família extensa, com muitos tios e primos e então, duas ou três vezes ao ano nós nos reunimos e então nós nos tornamos como os Walker – gritamos desesperadamente por atenção e bebemos muito!

Matthew Rhys. Foto: Ismar Ingber

Paulo – Como é morar em Los Angeles?

No início foi meio estranho porque é uma cidade esquisita, mas assim que você consegue juntar um bom grupo de amigos não há mais problema. O clima é ótimo, as praias são ótimas, como as do Rio, e eu posso surfar. E a Califórnia é um Estado fantástico, porque você tem tudo o que quiser: deserto, montanhas, oceano. Então eu adoro a Califórnia.

Paulo – Você vive lá nove meses ao ano? Ou vive indo e voltando para a Inglaterra?

Eu geralmente fico por nove meses e nos três meses seguintes, quando eu dou sorte, como agora, eu gravo um filme. E este que estou fazendo é ótimo, porque gravamos na Argentina. E então eu vou para casa na segunda metade das férias, para o Reino Unido, para Gales. E depois eu volto em julho e começa tudo de novo.

Paulo – Como é o filme que você está gravando?

Existe uma colônia no sul da Argentina, na Patagônia. Os galeses foram para lá 1869 e eles falam galês até hoje. Galês e espanhol. E é basicamente sobre eles.

Paulo – Eu tenho escrito diariamente para o site sobre os índices de audiência. E queria saber se vocês também se preocupam com os índices de audiência, em saber como foi a série naquele domingo?

Sim. Toda segunda-feira, um dos produtores aparece com os números da noite anterior e então diz “nós caímos ta-ta-ta” ou “nós subimos de tanto para tanto no 18-34”. A televisão na América é muito brutal. Se você perde a audiência, você está fora. Então toda a segunda-feira nós olhamos para aquele papel e pensamos… Mas até o momento nós estamos ok.

Paulo – Nós temos reparado que há uma invasão britânica na TV americana e você faz parte deste grupo…

Eu sei, eu sei. Os atores americanos querem matar os atores britânicos. E todos estão se perguntando “o que está acontecendo?”

Tati – E tem os australianos.

E os australianos! E é desagradável, porque não existe trabalho no Reino Unido neste momento. E não existe trabalho na Austrália. Então todos nós viemos para a América para procurar trabalho e eles: “caiam fora”. E eu não sei porque isto acontece porque custa mais caro contratar um ator estrangeiro. Tem o visto, as aulas de dialeto e felizmente eles não tem se preocupado com este custo até o momento. E eu sou grato porque eu tenho um emprego.

Paulo – Você foi pra Los Angeles pela primeira vez só para fazer este teste para Brothers & Sisters? Ou você estava lá e aconteceu de ser chamado?

O que acontece é que todo ano, entre janeiro e março, acontece a temporada de pilotos e todas as emissoras e estúdios fazem os pilotos para então decidir os que se tornarão seriados. E todos os anos, neste período, todos os atores britânicos, todos os atores australianos, vem para Los Angeles para tentar roubar um trabalho (ele ri). E eu estava em Los Angeles tentando roubar um trabalho!

Tati – Você estava na série desde o primeiro piloto de Brothers & Sisters? Porque sei que o primeiro episódio foi gravado duas vezes.

Não, eu não estava. Havia um outro Kevin e uma outra Nora no piloto original. E isto prova o quão brutal a televisão americana pode ser. Eles fazem o piloto e então observam o que está errado, o que está certo, e ajustam. E algumas vezes eles fazem um recast. E a Sally Field e eu entramos em uma segunda seleção de elenco.

Paulo – Eu tenho mais uma pergunta, que pode ser um pouco indiscreta.

Oh.

Paulo – Gostaria que você comentasse para nós estas fofocas que rolaram nos bastidores da série e sobre a possível saída do Balthazar Getty do elenco do seriado.

É, as coisas foram exageradas. A imprensa americana pegou uma coisa pequena e a aumentou. Por uma série de motivos, no final da terceira temporada você verá algumas coisas acontecendo com o personagem do Tommy. E serão acontecimentos extremos, ele ganhará uma grande trama. E a imprensa pegou e transformou esta mudança numa coisa pessoal, buscando razões profissionais para essas coisas estarem acontecendo na série. E eles apimentaram a notícia. Mas tudo está bem, nós todos somos amigos e Tommy deverá estar de volta na quarta temporada. Foram apenas rumores.

Paulo – A quarta temporada está confirmada? Vocês já estão com contrato assinado e tudo acertado para voltarem?

Nós temos contrato assinado por alguns anos. Agora se a série continuará ou não é uma outra questão.

Matthew Rhys. Foto: Ismar Ingber

Colaborou: Tati Leite. Crédito das fotos: Ismar Ingber
Paulo Serpa Antunes entrevistou Matthew Rhys a convite do Universal Channel

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

34 Comments

  1. Maurício

    Muito boa a entrevista!

    E eu ainda acho que o Balthazar Getty sai. Adoro quando os atores tentam abafar esse tipo de boato…

  2. anderson

    Adorei a entrevista, principalmente a descrição dos jantares auhauhau, me imagino na minha família quando se reúnem, a mesma coisa.

    Esse ator esta de parabéns, pq ele conseguiu retratar um personagem forte, cheio de dilemas e que tem o detalhe de ser gay, o fato de ser gay não é aborrdado como a sua caracteristica principal e isso ele soube desempenhar muito bem.
    Além de ser o ‘irmão” que ganhou mais destaque durante a série, simplesmente roubando a cena, até pq calista e rachel ja tinham um destaque natural decorrente de seus passados na tv.
    Enfim, está de parabéns e continue nos brindando com atuações excelentes.

  3. Andrea

    Que legal vcs terem conseguido essa entrevista! Tomara que haja outras oportunidades, parabéns.

  4. marília

    AMEI TANTO ESSA ENTREVISTA QUE VOU TER UM TROÇO!

    adorei o whats on com ele!!!!

    ADOURO KEVIN WALKER. MUITO!!!

    PARABÉNS Paulo e Tati!!! por isso que o teleséries é o melhor disparado!!!

    e cadê as fotos da tietagem, meu povo?

  5. Marco

    Acho engraçado dizerem que o personagem não é estereotipado. Como assim? Não só ele como o par dele , uma caricatura ambulante – para ser gentil.
    Além de tudo, o personagem é promíscuo, histérico etc.
    São muito raros os gays retratados sem clichês na tevê…

  6. Roosevelt Barros

    Então aproveitando a deixa do Marco: Quem são os raros personagens gays retratados sem clichês na tv que vocês conhecem?

  7. anderson

    Nao concordo com o marco, mas um personagem gay sem clichês era o do Al Pacino em angels in america.
    (ta é o al pacino né, sem comparações)

  8. Chelsea

    Eu nao assisto Brothers & Sisters, mas esse cara me pareceu bem gente fina, nao? Adoro quando o cara se dispoe a dar entrevistas assim. Parabéns ao TS por esse trabalho maravilhoso.

  9. Mauro

    Péssimo comentário Marco. O que vc acha que é um gay não estereotipado? E dizer que ele é promíscuo foi o cúmulo do retrocesso.

    Um gay retratado sem clichês na tevê seria um hétero? Um gay “macho” que finge que não gosta de homem? Um gay comedido, que não dá escândalo, que é discreto, religioso, acredita na moral e nos bons costumes e blá, blá blá…? KaKaKaKaKa. Nã sei o que não seria clichê porque tudo isso é de certa forma um estereótipo. Eu “obviamente” devo ser um clichê ambulante.!!!
    E só lembrando, todo gay dá pinta. Não adianda disfarçar. Nós quase sempre percebemos. Então é ridículo pensar que um Gay não estereotipado é aquele que ninguém percebe que ele é. Porque isso não é real. E quando existe é a exceção e não a regra.

    E Anderson, o Al Pacino em “angels in america” era o estereótipo do gay não assumido e preconceituoso. Faz tudo por baixo dos panos o que é diferente de discrição. Esse personagem chegava quase a ter nojo de si mesmo. E dizia que só gostava de fazer sexo com homens mas não tinha nenhum enteresse em ter um relacionamento afetivo com eles. Isso é um gay sem clichê? Acho que não!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. Alessandra

    Adorei a entrevista. Perguntas legais e interessantes. E o ator parece ser tão legal quanto o personagem.

  11. anderson

    sim mauro, me referi ao cliches que o marco estava falando, pq concordo 100% com seus comentários.
    al pacino representou um gay clichê, porém sem o esteriótipos que o marco (erroneamente) apontou.
    eram outros, brilhantemente representados.

  12. CAT

    AMEIIIII!!!!
    Sou fã apaixonada por B&S…Sally field, rachell griffits!!!), qtas vezes chorei e ri mto com a nora…e a sara…e o kevin…e o justin…com a família toda…E todas as fofocas impossíveis de serem espalhadas!!!!
    O kevin nem de longe é um gay esteriotipado, ´concordo com o Mauro (a realidade toda gay dá pinta, só q não descaradamente…)…o kevin é uma pessoa com qualidades e defeitos, com um senso de humor ácido…ele é até careta (alguém disse q ele é o mais duro dos irmãos). Destaco até uma cena dessa temporada onde ele critica o saul pq ele, assim como o pai do kevin, destratou ele qd se assumiu e logo depois ele acolhe o saul. AH! e suas cenas finais com o scott de uma delicadeza!!!!

    Sobre as invasões estrangeiras: adoro os britânicos q disfarçam os sotaques…Hugh Laurie e Matthew Rhys, perfeitos!!!!!

  13. Mauro

    Ah sim Anderson agora entendi o que vc quis dizer. E realmente o Al Pacino sempre arrasa.

  14. Bernardo

    Galera, me desculpem, mas para mim o comentário do Mauro está equivocado. Entrando na discussão sobre a homossexualidade, deixando o personagem Kevin Walker um pouco de lado, quero relatar aqui que existe todo tipo de gays e lésbicas. Essa história de que “todo gay da alguma pinta, só q não descaradamente” é um infeliz comentário.

    O ser humano é complexo. Não dá pra generalizar. Um cara pode ser másculo e sentir atração por homens, assim como uma mulher pode ser feminina e gostar de mulheres.

    Não precisa ser homossexual para confirmar as coisas que falei aqui. Acho que depende apenas da experiência de vida de cada um e também da presença ou não de algum preconceito.

    Galera, acordem! Estamos no século XXI. Sei que a internet é democrática, mas não é certo falar dessa forma do que vcs não entendem.

  15. Morgana

    Entrevista simplismente maravilhosa!!
    o Matthew parace ser uma pessoa adoravel…
    valeu teleseries.

    =)

  16. Mica

    Cá entre nós, confesso que adorei a entrevista também. Fui lendo tão absorvida na coisa toda que quando acabou fiquei com cara de quero mais.
    Adoro isso de estrangeiros disfarçarem sotaques, mas para ser bem sincera, adoro mais ainda quando podem usar o sotaque original (se bem que esses dias eu vi a Lucy Lawless falando e juro que não entendi nada. Que sotaque estranho!!!)

    O Jamie Bamber também disfarçava o sotaque em BSG.

    E eu só fui saber que o Matthew Rhys era galês na entrevista o.O.

  17. Mauro

    Tá Bernardo e a fada madrinha existe!!!!!!

    Vc disse: “Um cara pode ser másculo e sentir atração por homens, assim como uma mulher pode ser feminina e gostar de mulheres.”

    E está certíssimo. Mas isso não quer dizer que não é possivel perceber por meio de detalhes. Eu como gay falo isso com toda a experiência que a vida me proporcionou.

    Agora, o que vc esquece é que se esse gay másculo estiver com outros gays másculos e essas lésbicas femininas estiverem junto com outras lésbicas femininas vc vai perceber que eles não são tão másculos assim e elas não são tão femininas quanto pensa.

    Uma coisa é como a pessoa se comporta em público, em um ambiente profissional, por exemplo. E outra é como ela se comporta quando está à vontade com amigos, namorados e familiares. E é exatamente disso que estou falando em relação ao Kevin. Quando ele está com a família e está à vontade ele dá os escândalos dele, as pintas dele e tudo bem. Já quando ele está em um escritório, por exemplo, ele é um profissional.

  18. Lena

    Bernardo, concordo com tudo que você disse! Não dá pra tratar um tema com este de forma simplista.

    Marco, você foi completamente equivocado em seu comentário. Kevin não é um gay estereotipado, não passa nem perto disso… como o próprio Rhys falou ele é “uma pessoa comum, que acontece de ser gay” – e nunca vi isso mais bem representado como nessa série. Chamar o Scoty de caricatura apenas pelo fato dele ter “jeito de gay” é um absurdo! Como se só o fato do cara dar ou não pinta de gay fosse fator que torna um personagem uma caricatura. A FORMA como isso é feito é que importa.

    Agora, chamar o Kevin de promíscuo??? Se ele fosse hetero e ficasse com o mesmo número de pessoas, vc tb o chamaria de promíscuo??? E quanto ao “histérico” você deve estar se referindo ao temperamento por vezes esquentadinho dele – isso tb é exclusividade dos gays? Marco, você precisa rever seus conceitos!

    Paulo e Tati, parabéns pela entrevista, foi excelente! Matthew Rhys é uma simpatia! E repito o que já perguntaram… cadê as fotos/detalhes da tietagem??? :)

  19. Douglas

    Muito boa. Adoro o ator e o personagem.

    Continuem buscando entrevistas assim, é o diferencial do blog!

  20. Antonio Carlos

    Muito perfeita a entrevista ! A Lena e o Bernardo, já falaram tudo e muito bem, sobre o assunto levantado pelo Marco.
    Só costumo comentar aqui, quando é sobre Brothers & Sisters, por ser a única série que tenho acompanhado. E lembro que em uma matéria passada, o Marco fez um comentário semelhante, quando se falou sobre o Matthew. Não preciso nem vou entrar em discussão sobre estereótipo ou não estereótipo, pois é pra falar sobre o ator e a série né? E não sobre algo que existe, sempre existiu e sempre existirá no mundo, que é a Diversidade.
    E gostaria também de ver as fotos da tietagem ! rs.

  21. Bernardo SA

    Putz, surgiu outro Bernardo, então agora vou usar SA (iniciais do meu sobrenome) p/ diferenciar.

    A entrevista do Teleséries foi melhor que a do Universal ;-)

  22. CAT

    olha essa estoria rendeu…desculpe se me expressei mal qto ao fato dele ser gay. Concordo plenamente q ser humano é mto complexo e não quero tratar de forma simplista o assunto não, mto pelo contrário. ADORO o Kevin, é meu personagem favorito exatamente por toda sua personalidade complexa.
    Eu poderia postar um texto enorme sobre o assunto, mas axo desnecessário entrar nessa questão, porque lgumas pessoas entendem mal e já aki mesmo no site umas confusões e ofensas que espero nunca mais aconteça pq não foi bacana…

  23. Claire

    Adoro os Walker e a conversa foi ótima,ficou aquele gostinho de quero mais…parabéns ao Teleséries..espero que vcs possam fazer mais entrevistas assim.

  24. Marco

    Mauro,
    Se você crê e defende caricaturas o problema é seu. Acho que ser gay vai além disto!

    “E só lembrando, todo gay dá pinta. Não adianda disfarçar. Nós quase sempre percebemos.”… Você está falando de gente ou de algum programa obscuro do Animal Planet?

    De resto , seus comentários são tão repletos de clichês e preconceitos ( irônico, não? )que nem vou perder meu tempo argumentando.

    Lena,

    Qualquer pessoa que assiste B & S sabe que o cara é promíscuo, aliás falam sobre isso o tempo todo na série. Sobre o que perguntou, promiscuidade independe de orientação sexual.

  25. Bernardo

    Não quero ficar aqui debatendo temas que não sejam centrados no universo da série. Só postei o comentário anterior por realmente discordar do ponto de vista do Mauro. Respeito, mas não concordo. Acho saudável o debate, desde que não se perca o respeito.

    Assim como ele eu também sou gay, e no ambiente em que vivo conheço várias pessoas, assim como eu, com essa orientação sexual que tem o mesmo comportamento másculo (no caso de homens) ou feminino (no caso de mulheres) seja no trabalho, no meio familiar ou quando estão reunidos com outros gays. Não existe melhor ou pior, apenas cada um é de um jeito e não tem como generalizar.

    Aliás, foi este enfoque dado ao Kevin, longe de estereótipos, e sobretudo o seu destaque na trama, que me chamou a atenção para a série, pois em outros shows, principalmente no Brasil, geralmente retratam os gays de modo caricato. Para mim não é isso que deveria caracterizar o personagem. Parafraseando um colega acima: O Kevin é “um personagem forte, cheio de dilemas e que tem o detalhe de ser gay; o fato de ser gay não é abordado como a sua caracteristica principal”.

    Quanto à promiscuidade do Kevin, acho que ele até pode ser considerado como tal no contexto da ambientação da série, pois a maioria dos personagens são casados e um tanto conservadores. Por outro lado, A Kitty, a Nora e o Justin já tiveram mais de um parceiro nas duas primeiras temporadas, sem mencionar o caso do Tommy com sua secretária. O Kevin, salvo engano, além do Scotty deve dois namorados, o ator e o pastor. Mas enfim… este é um rótulo que sempre recai sobre os gays, então neste ponto acho que a série é fiel à realidade.

  26. Fatima Coelho

    Tbm adorei a entrevista. Amo o Mathews e o Kevin. Adoro qdo ele e o Scotty aparecem em cena. E ando sentindo muita falta da atuação romantica deles em cena. E gostaria de ver as fotos. E com relação a discussão de estereótipo ou não, acho que o importante é a pessoa se assumir e pronto. Eu particulamente gosto mais do estilo comedido. Olhamos sabemos que são gays mas sem exibicionismo. Com relação a promiscuidade em Queer as Folk sim tinha promiscuidade.

  27. Maria Luiza Antunes Moreira

    Paulo e Tati ! Bela entrevista,as perguntas me surpreenderam,diretas e concisas,além de bem pessoal.O ator entrevistado foi bem acessível,colocando vocês bem a vontade para qualquer tipo de pergunta. Parabéns ! Acompanho com grande interesse “teleseries”

  28. Pingback: Twitter Trackbacks for Entrevista: Matthew Rhys, o Kevin Walker de Brothers & Sisters » TeleSéries [uol.com.br] on Topsy.com

  29. Monalisa

    Céus! Essa entrevista foi realizada antes da quarta temporada, e agora infelizmente a série foi cancelada ao final da quinta. Matthew Rhys como Kevin Walker era o personagem que eu mais gostava (juntamente com o Scotty Wandell, de Luke Macfarlane). Eles conseguiram mostrar que personagens gays não precisam ser estereotipados, que tem uma vida comum, com alegrias e tristezas que independem de sua opção sexual.
    Sucesso ele a aos demais atores que integraram brilhantemente o elenco de Brothers and Sisters. Deixarão saudades!

  30. INGRID MEDEIROS

    REALMENTE ESTA É A SERIE DE QUE MAIS GOSTEI NESTES ULTIMOS 5 ANOS, A FAMILIA WALKER É SIMPLESMENTE FABULOSA, TODOS ELES TRABALHAM BRILHANTEMENTE.
    I LOVE KEVIN WALKER.

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