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Reviews

Elementary – The Red Team

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Série: Elementary
Episódio: The Red Team
Número do Episódio: 01×13
Exibição nos EUA: 31/01/2013
100
5
2

No décimo segundo episódio de Elementary, logo depois de sermos apresentados – ainda que só pelo nome – à figura de Moriarty, a série entrou em um hiato de duas semanas e nos deixou ansiosos em relação ao que estaria por vir na história, agora que o inimigo de Holmes mais famoso da literatura também existia… em Nova Iorque.

Pois é. Mas para desespero geral da nação – ou, pelo menos, da nação ligada à CBS -, Sherlock (Jonny Lee Miller) mal tocou no nome de seu rival no episódio da semana passada. E, ao contrário de um capítulo cheio de revelações, confrontos e segredos, fomos apresentados a um enredo morno, bem abaixo daquele eletrizante apresentado no episódio anterior.

Não achei que The Red Team tenha sido ruim. Elementary mantém um padrão de bons episódios. É que o anterior, M., tinha sido incrível, de tirar o fôlego. E esse último foi apenas decente.

Logo nos primeiros minutos da história, nos mostraram que o enredo se trataria de conspirações. E vamos combinar que não existe nada mais legal do que teorizar sobre fatos envolvendo o governo americano! Citaram até aquela famosa conspiração de que o homem nunca pisou na lua, que eu simplesmente a-do-ro. Poderia fazer uma review inteira só sobre ela. Mas prossigamos. O episódio, que tinha um potencial incrível, não engrenou. O caso de polícia não teve profundidade, a história ficou rasa, mal contada, simplista diante de um assunto tão complexo e… Poderia ter sido bem melhor.

O episódio só não foi ruim porque, na quinta-feira passada, Sherlock estava, como a gente diz por aí, “atacado”.

Família

Uma coisa que eu acho bem bacana na série é que o Holmes e a Watson (Lucy Liu) sempre se encontram na cozinha, conversam enquanto tomam chá, o que dá uma atmosfera bem familiar à história. Eles não dividem apenas a casa, são amigos. O que dá uma sensação de aconchego, carinho pelo enredo mesmo, que, muitas vezes, é o sentimento que nos leva adiante, nos faz persistir no seriado.

Falando na relação deles, enquanto a Watson estava na terapeuta, a psicóloga deu a entender que a ex-cirurgiã estava gastando suas economias com alguém que nem era mais seu cliente. Essa frase quase me passou despercebida, mas entendi o impacto dela na história. Holmes é de suma importante para a Watson. Ninguém gasta as economias com qualquer um. Tem que ser com alguém especial. E a frase da terapeuta mostrava que os roteiristas faziam questão de enfatizar essa condição aos espectadores. Sinto que coisas interessantes estão por vir no relacionamento dos dois personagens.

Saco vazio não para em pé… Né?

Maas… Quem diria! Nesse episódio descobrimos que Holmes, além de ser um fofo, inteligente, bem humorado e até bonitinho, ainda cozinha (aliás, alguém reparou no TAMANHO da frigideira que ele usou? Cozinha MUITO!). Um partidão a solta em Nova Iorque, Watson que não fique esperta! Achei o máximo descobrir isso sobre o detetive, porque era a última coisa que pensei que ele faria no universo. Sempre achei que o Holmes fosse daqueles que passasse dias em jejum caso a Watson tivesse que fazer uma viagem de emergência, por exemplo, e o deixasse sem comida. Um Sherlock cada vez mais próximo de um ser humano comum. E o que poderia tornar o personagem (conhecido pela excentricidade) entediante, se torna, na verdade, um atrativo.

Sei que muita gente que assiste Sherlock, da BBC, não consegue se afeiçoar ao Holmes de Elementary, porque o que a CBS fez foi tentar “massificar” a história clássica. (Quem estudou Comunicação sabe – e quem não estudou deveria ler – “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, de Walter Benjamin e “Apocalípticos e Integrados”, do Umberto Ecco).

O personagem de Lee Miller não é tão distante, nem tão inteligente, nem nos deixa na defensiva como o de Benedict Cumberbatch. Minha irmã estava me dizendo que assistiu ao primeiro episódio de Elementary essa semana e achou o Holmes completamente diferente daquilo que ela imaginava que ele seria. De fato, ele é diferente. Mas, ainda assim, ele tem a aura do Holmes, bem no fundinho. Com todo aquele charme e ironia, que é tudo que o personagem precisa.

E o Emmy vai para…

Clyde, a tartaruga. Sério, acho que esse réptil deveria ser promovido a personagem regular! Foram incontáveis as diversões que a tartaruga rendeu ao episódio.

Primeiro porque o Holmes disse que ela daria uma ótima sopa – mostrando seus conhecimentos de culinária mais uma vez. Depois, no maior estilo João e Maria, alimentou o bichinho para que ele engordasse e, assim, pudesse cozinhá-lo. Quando você achava que já tinha visto tudo, eis que ele encontra uma nova função para a tartaruga: a de peso de papel. Só no final do episódio, é que Holmes fez questão de dizer que era tudo brincadeira e que as tartarugas são seres magníficos. Claro, a CBS não quer problemas com o PETA ou qualquer outra organização, não é? Esse Holmes é, antes de qualquer coisa, politicamente correto – e isso é um pouco chato, mas okay.

Outros momentos engraçados

– Sherlock Holmes usando um sapato como martelo para destruir uma escuta implantada na casa da vítima;

– Passou a se apresentar como “Consultor de polícia temporariamente suspenso”, sendo que “essa aqui é a Watson, ela me impede de usar heroína”;

– O mural de investigação na sala da casa do Holmes está cada dia mais bagunçado e cheio de caras e nomes novos. Quando você acha que Moriarty era a maior emoção que aquele painel iria ver, eis que surge a foto de Napoleão Bonaparte. Fiquei ansiosa para saber o motivo. Assim como a Watson, que ouviu um “em uma das minhas cinco noites sem dormir, posso ter delirado”. Eu é que fui ao delírio com as façanhas do Holmes nesse episódio, que, com certeza, foi o que o capítulo teve de ponto mais alto.

Hoje, tem mais!

Lembrando que, logo mais à noite, um novo episódio de Elementary irá ao ar, depois do Super Bowl. Segundo a CBS, Sherlock vai enfrentar seu pior inimigo… Não é Moriarty (ainda), mas já estou me corroendo de curiosidade. Por isso, a gente se encontra de novo, numa nova review, mais cedo do que o esperado. Até breve, meus caros leitores! :-)

P.S.: A Watson continua a arrasar nos figurinos! Quero o guarda-roupas dela para mim! Simples, feminina e jovem s2

Séries citadas:

É jornalista formada pela Unesp e pós-graduanda em Gestão Cultural. No TeleSéries, escreve mensalmente a coluna Estilo. Aficionada pelas histórias de terror, sobrenaturais e de mistério, também não dispensa aquela comediazinha romântica... Pushing Daisies, Jeannie é um Gênio, A Feiticeira, Riget, Lost in Austen, Wonderfalls, Samantha Who?, Copper, Harper's Island e Hannibal estão entre suas séries preferidas de todos os tempos! :)

3 Comments

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  3. isa

    Eu amei seus comentarios sobre o sherlock
    eu amo sherlock e gostei do seu site

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