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Elementary – The Leviathan

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Série: Elementary
Episódio: The Leviathan
Número do Episódio: 01×10 Exibição nos EUA: 13/12/2012
96
4.8
2

De todos os episódios de Elementary até agora, o de quinta-feira passada foi o que mais chegou próximo às histórias tradicionais de Sherlock Holmes. Pelo menos, no que diz respeito aos casos de polícia.

Um cofre de banco (“O Leviatã”) que tinha seis fases de segurança foi arrombado e cabia ao detetive – quem Watson ironizou, por duas vezes, dizendo ser o mais inteligente do mundo – descobrir como os quatro assaltantes haviam o feito. Para chegar à solução, muitos números foram jogados para nós, espectadores, que precisávamos ser rápidos e assimilar todos eles para que, enfim, entendêssemos a conclusão da história – que terminou com um quadro valioso devolvido por Holmes ao governo através do… Correio. Amo-de-paixão essa praticidade do Holmes, que não se limita apenas às sms’s abreviadas, que a Watson odeia e a gente adora!

O caso foi bastante enigmático e inteligente, um dos que mais me envolveram até agora. Não pelo crime, pela comoção que uma tragédia causa no espectador, como aconteceu nos episódios anteriores. Não foi o caso dessa vez. Mas porque o cérebro estava trabalhando, fazendo contas, analisando números. E eles sempre exigem que a gente fique “ligado”. Claro que uma comoçãozinha sempre faz bem, mas gostei da variação.

O lado fofinho de Holmes

Vontade de colocar o Holmes no colo; que atire a primeira pedra quem nunca sentiu isso assistindo à Elementary. As carinhas que ele faz, a voz mansa com quem pede as coisas… Não tem como a Watson – e nem ninguém – recusar qualquer pedido.

Nesse episódio, a família da ex-cirurgiã apareceu na história e era evidente que ela tinha alguns problemas com eles. Sherlock não só fez questão de conhecê-los, como também liderou o jantar “em família”, arrancando gargalhadas dos parentes da Watson e fazendo com que todos entendessem e valorizassem a nova profissão da “acompanhante de sobriedade”.

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Além disso, em outro momento, quando Holmes tentou explicar novas descobertas de suas investigações ao Capitão da NYPD, ele disse “eu e a senhorita Watson encontramos…”. Explodi de amores quando ouvi isso, é tão lindo que ele inclua a Watson na vida dele dessa maneira, porque está escancarado que ele desenvolveu laços com ela.

Em outra cena, ele liga para ela e diz que um dos suspeitos “aceitou conversar com a gente“. Como se o caso também fosse dela. Coisa mais linda!

Antes de qualquer coisa, os dois são muito amigos e fieis um ao outro, inclusive quando Watson acorda e se depara, não como uma, mas com duas meninas de calcinha na sala…

O lado não muito fofinho de Holmes

Holmes dormiu com duas loironas lindas e isso deixou a Watson um tanto incomodada; inclusive, acho que ela sentiu algum ciúme diante daquela cena, sim. Mas o grande show ficou por conta de Holmes, que jurou que tudo não passava de investigações científicas de sua parte. Então, tá.

A fala mansa e o olhar de “cachorrinho na chuva”, quase permanentes em Holmes, também desaparecem na cena em que o detetive estava no banco tentando desvendar como os assaltantes descobriram a senha do cofre. De supetão, ele decide destruir o marcador digital do objeto. Watson olha assustada e repreende. O detetive não se deixa intimidar e diz prontamente, “Antes que você diga alguma coisa, quero lembrá-la que estou segurando um machado”. Violento, mas touché!

Outro diálogo que achei engraçadíssimo foi quando Holmes encontrou, pela primeira vez, o homem que desenvolveu o cofre, cujo próprio criador definiu como “impossível de arrombar”. Holmes não pensa duas vezes e usa todo seu conhecimento cinéfilo para responder algo como “Não aprendeu nada com Titanic [o navio “inaufragável”]? Muita arrogância da sua parte”. O detetive chamar alguém de arrogante é tipo o auge da vida de qualquer fã de Sherlock Holmes.

Gosto disso. Porque, ainda que mostrem um Sherlock mais humano, sensível, que se comove com as pessoas, se solidariza, ela não perde a ironia e, até mesmo, certa arrogância. Porque essa é a aura do detetive de Arthur Conan Doyle e é incrível como a série da CBS ainda nos propicia a assistí-lo dessa forma, mas de uma maneira ainda mais cativante e, até mesmo, prazerosa.

Ponto alto

O que mais gostei no episódio foi quando fizeram testes de DNA a partir de uma coleta de sangue encontrada na cena de um crime e os resultados levaram a NYPD para a casa de uma senhora “do bem”. Depois, eles perceberam que ela era uma doadora de medula óssea e, portanto, o paciente que recebeu a doação desenvolveu o mesmo DNA que a senhora – sendo ele o verdadeiro assassino. Nada óbvio e, ainda por cima, educativo. Algo não tão regular na série. Ponto para os roteiristas.

Elementar, meu caro Holmes

A Watson, a cada episódio, se revela uma detetive ainda melhor e, dessa vez, Holmes e a mãe dela até plantaram uma “sementinha” da ideia na cabeça dela. Será que veremos algo maior quanto a isso, sei lá, na segunda temporada? Porque a Watson sempre diz que seu tempo com Holmes está acabando e, provavelmente, esse dilema nos será colocado em algum momento – lá para a season finale. Eis que senhorita Watson pode se ver obrigada a tomar uma grande decisão, que mudará os rumos da história! Tomara. Ela é a força feminina inteligente da série!

Conheço minha platéia, simplesmente digo o que querem escutar

Essa foi a frase mais impactante do episódio, que Holmes disse à Watson depois de levantar a autoestima da moça diante da família dela. Posso dizer? O mesmo se aplica à toda equipe de Elementary, que nos agrada cada vez mais! Vida longa ao Sherlcok Holmes e sua encantadora Watson, que fazem tudo do jeitinho que a gente gosta! :)

P.S.: Elementary entra em um breve hiato e volta a ser exibida no dia 3 de janeiro de 2013, na TV americana.

Séries citadas:

É jornalista formada pela Unesp e pós-graduanda em Gestão Cultural. No TeleSéries, escreve mensalmente a coluna Estilo. Aficionada pelas histórias de terror, sobrenaturais e de mistério, também não dispensa aquela comediazinha romântica... Pushing Daisies, Jeannie é um Gênio, A Feiticeira, Riget, Lost in Austen, Wonderfalls, Samantha Who?, Copper, Harper's Island e Hannibal estão entre suas séries preferidas de todos os tempos! :)

3 Comments

  1. Kika

    Mais um episódio ótimo, mas senti falta de um cliffhanger. Já que teremos um hiato acho que seria mais interessante, mas enfim…
    Duas coisas que achei fofas: o que foi o Sherlock levando café na cama pra Watson?!!! E ele observando ela dormir na frente do cofre e “sacudindo” a Watson daquela maneira meiga.

  2. Gabriela Pagano

    sim, sim… ainda mais por ser o último episódio do ano, podia ter tido um cliffhanger de deixar a gente contando os dias, né?? mas gosto de como a série é linear, mantém a qualidade – e o Sherlock sempre surpreendendo a gente com a delicadeza (às vezes, literalmente, às vezes, nem tanto)! haha

  3. Pingback: Destaques na TV – Quinta, 14/2

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