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Reviews

Elementary – Risk Management

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Série: Elementary
Episódio: Risk Management
Número do Episódio: 01×22
Exibição nos EUA: 09/05/2013
99.25
4.9
4

O episódio Risk Management está no Top 5 entre os melhores capítulos de Elementary, com certeza. Tudo nesse episódio foi bem feito, bem bolado: desde a influência psicológica do Moriarty sobre o Sherlock, até o desenvolvimento, a trama policial, que o detetive tinha que investigar essa semana – sob encomenda do Moriarty, é claro.

Logo na primeira cena, o Holmes atendeu o telefone, que, desde o capítulo anterior, sabíamos se tratar do Professor Moriarty. O personagem, conhecido somente pela voz até o momento, fez um pedido inusitado, para que Sherlock investigasse um caso de homicídio já fechado pela polícia. Em troca, o inimigo misterioso diria ao detetive o que aconteceu, de fato, com sua amada Irene.

Sem questionar, Sherlock imediatamente inciou seus trabalhos, o que deixou a Watson bastante perplexa – como o detetive poderia fechar acordo com uma pessoa que sequer conhece? Segundo ele, porque Moriarty não queria matá-lo, pois já teria o feito, se assim quisesse. Isso só deixava evidente o quanto Holmes precisava saber o que aconteceu com sua ex-namorada, para que, assim, finalmente, pudesse ter paz.

Assistindo ao episódio, imagino que o Jonny Lee Miller tenha se divertido bastante durante as filmagens, pois, mais do que nunca, ele pôde extrapolar as loucuras do Sherlock, explorar a instabilidade do personagem (que incluía até atirar seu mural para longe!). O detetive foi da extrema fúria ao afeto mais lindo de se ver. Por exemplo: quando ele explicou para a Watson como era a personalidade da Irene, ele, primeiro, deu características superficiais (era inteligente, acreditava na humanidade, bla bla blá), mas, em seguida, um olhar sem direção revelava a importância da moça na vida dele. E achei isso interessante, pois parecia que, em se tratando de sentimentos, Holmes é um homem de poucas palavras – mas de muita sensibilidade, sim, obrigada. Depois, ele se empolgou tanto que quis até dar detalhes sobre o sexo com Irene. Que a Watson dispensou, obviamente. Nessa passagem, diante de todas características que o detetive atribuiu à amada, ficou evidente uma coisa: Irene era uma artista! (Informação que seria bastante útil no final do episódio).

Considerando o caso de polícia, a trama foi bem “amarrada”, como a gente diz. Sherlock precisava encontrar o autor do assassinato de Wallace Rourke, que, segundo a NYPD, havia sido estrangulado. Rapidamente, ele e a Watson foram conversar com a esposa da vítima e descobriram que o celular do homem havia sido rastreado. Assim, ele chegou a uma empresa de segurança e imediatamente identificou o casal de diretores como os prováveis autores do crime. Embora o homem negasse que tivesse matado Wallace, Sherlock, desde o princípio, acreditou que ele era, de fato, o culpado. E estava certo. Daren Sutter, o dono da empresa, perdeu a irmã há 20 anos. Ela havia sido assassinada e ele acreditava que Wallace havia cometido o crime – porque a atual mulher dele – com quem já mantinha um caso extraconjugal na época – viu o rosto do bandido e o identificou como sendo Wallace. Não era. Quando Sherlock contou sobre o erro ao Darren, o detetive prometeu que descobriria o verdadeiro culpado, para fazer justiça, e o homem lhe respondeu: se eu não puder estrangulá-lo com minhas próprias mãos, então, não será justiça para mim.

Essa sacada foi genial, porque, explicitamente, remetia ao próprio sentimento do Sherlock, que, certa vez, acreditando estar frente a frente com Moriarty, começou a torturar um dos capangas do professor. Esse episódio, aliás, transmitia muito isso: o reconhecimento de sentimentos que sabemos pertencer a Sherlock em terceiros. Outro exemplo… Voltando ao desenrolar do caso, quando Sherlock concluiu que Daren matou Wallace por vingança à irmã, Moriarty ligou novamente dizendo que o caso não estava encerrado, que Daren havia matado a pessoa errada. O Sherlock, em conversa com a Watson, dizia que não acreditava nisso, que Daren não teria se enganado com o assassino da própria irmã. A moça diz que é uma possibilidade, já que o crime aconteceu há 20 anos e ele pode ter se confundido. Sherlock insiste, diz que você não esquece o rosto da pessoa que matou alguém que você ama. Nesse momento, até pensei que Sherlock havia visto o rosto de quem matou a Irene (Moriaty?), mas a cena final me provaria estar errada.

Com o caso resolvido, Moriarty cumpriu o combinado e iria responder o que aconteceu à Irene. Ele, então, enviou um endereço por SMS ao detetive, que chegou a um casarão afastado – e a Watson apareceu de surpresa, porque clonou o celular dele, diva! Esse acontecimento foi importante, porque, aí, o Capitão Gregson já havia dado um ultimato na ex-companhia de sobriedade, a aconselhando deixar Holmes, pois colocava a vida em risco com o trabalho dele.

Um adento para “o” diálogo do episódio:

Gregson:

– I’ve been a cop for 30 years, I carry a gun. 

Watson:

– And a penis

O Sherlock, cheio de sentimentalismo, havia prometido que não deixaria nada acontecer a ela. Mas fato era que ele tentou impedir que Watson fosse ao casarão. Quando Holmes disse que aquilo não era mais um caso de polícia, em que ela era companheira de trabalho dele, mas sim algo pessoal (por isso, ela não devia estar ali), a Watson respondeu “Isso também é pessoal para mim”. E se a frase, cheia de impacto, comoveu até o calejado detetive, quem dirá os espectadores, não é?

No interior da casa, enquanto os dois amigos tentavam explorar o local e descobrir o que Moriarty pretendia, a gente começou a ouvir uma música instrumental. Holmes seguiu o som e chegou a um ateliê, cheio de quadros. Nesse momento, não percebi a relação com aquela cena do início do episódio, em que ele descrevia a Irene. Pois bem. Andando pelo ambiente artístico, ele viu uma mulher de costas e ficou instável, com os olhos marejados, perturbado – e feliz. Quando ela se virou, ele disse: Irene! Um super cliffhanger!

Na próxima quinta-feira, será a season finale de Elementary, com um episódio duplo! Altas emoções estão por vir. Será que Moriarty fez de Irene cativeira todos esses anos? Será que ela trabalha em parceria com o professor? Nada é tão simples como parece. Também estou ansiosa para saber se o Moriarty irá, finalmente, aparecer, em carne e osso. Certeza mesmo é que, independente de como essa história vá terminar na semana que vem, o próximo capítulo, lá no segundo semestre, vai começar é em Londres. Todos estão convidados para o chá!

Séries citadas:

É jornalista formada pela Unesp e pós-graduanda em Gestão Cultural. No TeleSéries, escreve mensalmente a coluna Estilo. Aficionada pelas histórias de terror, sobrenaturais e de mistério, também não dispensa aquela comediazinha romântica... Pushing Daisies, Jeannie é um Gênio, A Feiticeira, Riget, Lost in Austen, Wonderfalls, Samantha Who?, Copper, Harper's Island e Hannibal estão entre suas séries preferidas de todos os tempos! :)

1 Comment

  1. eloisa

    Olá!!

    A surpresa desse episodio foi a atriz que faz a Irene, Natalie Dorme.

    Meu!!! Com quem ela dormiu pra estar em 2 séries ao mesmo tempo????

    Não tem mais atrizes disponíveis pra série? Tem q repetir a mesma figurinha.
    Não gostei da escolha dela para o papel.

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