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Reviews

Elementary – M.

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Série: Elementary
Episódio: M.
Número do Episódio: 01×12
Exibição nos EUA: 10/01/2013
94.6
4.7
10

Foi numa tarde de sábado fria e chuvosa que eu comecei a assistir o décimo segundo episódio de Elementary, M. Eu nem sabia, mas o clima estava perfeito para acompanhar essa nova história de Sherlock Holmes, que seria especialmente obscura.

M., ao contrário do que vinha sendo de praxe até agora, não apresentou nenhuma cena engraçada ou “fofinha” do detetive de Jonny Lee Miller. Sherlock estava sombrio como nunca antes, um tanto psicótico e obcecado. Algo que fazia com que nós, espectadores, o encarássemos com estranheza e desconfiança – não mais aquela vontade de colocá-lo no colo. Parecia perigoso! Melhor não.

Tenho um pouco de receio de dar nota 5 para um episódio, ainda mais quando chegamos apenas à metade da atual temporada da série. Talvez sejamos apresentados a uma história ainda melhor que essa e eu já terei atingido o limite de estrelas. Mas, mesmo assim, vou me arriscar e dizer que esse merece todas as estrelas à disposição, porque acredito que o capítulo marcou um divisor de águas para Elementary.

Ao que parace – e assim espero – a série vai ficar mais pesada daqui em diante. Agora, conheceremos a outra face do Sherlock; uma face sombria, desequilibrada e que foi o real motivo de Watson ter sido contratada para cuidar do detetive. Adoro o jeito carismático e hilário desse Holmes “moderno” da CBS, mas conhecer o lado mais escuro de um personagem como o famoso detetive me instiga de uma maneira deliciosa! Mal posso esperar pelo que está por vir.

Quando o episódio começou, com um homem durão assistindo a um jogo de futuebol (futebol mesmo, “soccer”) – e não basquete ou futebol americano -, na hora pensei “Como assim? Será um ‘caso inglês’?” Touché.

Logo que entrou na cena do crime, que tinha apenas uma enorme poça de sangue no chão, Sherlock deduziu com precisão tudo o que havia acontecido ali – e nós tínhamos certeza quanto a isso, já que a cena nos havia sido apresentada anteriormente. Mas, antes mesmo que eu tivesse tempo de pensar “Ah, por favor, isso já ultrapassa os limites da genialidade…”, Holmes interrompeu meu pensamento e explicou que já conhecia o assassino. Aí, outra ideia me veio perturbar, “Mais um caso antigo? De novo?! Oh, God”.

Detesto essa coisa de recapitular “crimes antigos”, ocorridos há muitos anos e não resolvidos, que Elementary tem. Acho pouquíssimo criativo. Dessa vez, no entanto, o caso era mais “pessoal”. O assassino queria afetar diretamente Holmes e tinha atravessado o Oceano Atlântico, deixado a charmosa Londres para trás, só para encontrar o detetive na Big Apple.

De todos os casos até agora, esse foi o que mais me envolveu. E imagino que a todo mundo. Nada é mais interessante do que a vida pessoal de Holmes, sempre mantida em segredo pelo discreto personagem. Essa obsessão do assassino por ele se tornou como um prato de sopa bem quente num dia frio. Tudo o que eu precisava!

Mas Holmes não queria apenas capturar o serial killer, que ele tentou pegar outras 37 vezes e havia falhado. Ele queria torturá-lo e matá-lo. E nem era uma questão de vaidade, pelo número inadmissível de vezes que o criminoso havia lhe passado a perna. O assassino M. – de “monster” – havia matado Irene, a amada de Holmes. Isso mesmo: quando tudo já estava muito interessante, tornou-se ainda melhor com o nome de “Irene” inserido – e melhoraria ainda mais!

Depois, quando o detetive ficou cara a cara com o assassino – com a atuação maravilhosa do Vinnie Jones, devo ressaltar -, ele descobriu que ele era apenas um assassino de aluguel e estava na cadeia quando Irene foi morta, sendo impossível ter cometido o crime. Seu contratante, o verdadeiro obcecado por Holmes, havia cuidado do caso pessoalmente: MORIARTY.

Quando ouvi esse nome, saltei de alegria! Outra figura conhecida da história clássica de Sherlock Holmes. “Irene e Moriarty”, muita alegria para um episódio só. Quando o “assassino de fachada” disse que o verdadeiro culpado era alguém obcecado por Sherlock, não percebi que só poderia se tratar do Professor Moriarty, como os livros ensinaram. Tive que ouvir o nome, mesmo, para “cair a ficha”.

Mais tarde, com o episódio já finalizado, reli o título dele na página do IMDB e, só então, percebi que M. não se tratava de “monster”, mas sim de “Moriarty”. Uma dica que os roteiristas deram para a gente. E sinceramente? Estou adorando esse jogo de palavras!

No final das contas, Holmes entregou o assassino de aluguel para a polícia e fixou um novo nome na parede de sua sala.. O de Moriarty, claro. Por isso, acredito que o episódio tenha sido um divisor de águas. Penso que, daqui para frente, a história estará mais próxima do Sherlock Holmes que conhecemos dos livros, porque, até então, era apenas o personagem dos livros em um ambiente completamente reformado.

Mal posso esperar para conhecer Moriarty, a mesma ansiedade que Sherlock deve sentir. Não sei se ele vai ser tão genial como Andrew Scott executou o personagem na série britânica Sherlock, ele foi simplesmente brilhante, o único ator no mundo que poderia roubar a cena do talentoso protagonista Benedict Cumberbatch. Se esse Moriarty irá roubá-la, agora, de Lee Miller, em NY, eu não sei… Mas é um preço que vou pagar para ver.

Sr. Holmes não paga… Mas Watson fica

Que Lucy Liu não iria deixar a série, não tinha nenhum mistério nisso. Mas sempre achei que Sherlock simularia uma recaída para fazer com que a Watson ficasse. Longe disso. O episódio anunciou dias difícies para cabeça genial do detetive; de fato. Watson decidiu ficar – mesmo sem o cheque do pai dele, que não quer prolongar os serviços da moça. Situação inesperada e outro aspecto para lá de incitante. Vou ficar aqui, roendo as unhas… Falta muito para chegar quinta-feira?

P.S.¹: amo os figurinos da Watson. Sempre a meia-calça preta, sobreposta a uma saia rodada e botas. Jovem, elegante e moderna! :)

P.S.²: nunca achei Nova Iorque uma boa cidade para contar uma história de suspense. Londres sempre me pareceu mais apropriada. NY era, definitivamente, a cidade de todo o glamour de Gossip Girl. Mas o episódio de quinta-feira me mostrou que estava errada. Elementary é uma boa história de suspense, com uma fotografia linda, ainda por cima – além de um figurino encantador, como tinha que ser. É NY, meu caros.

Séries citadas:

É jornalista formada pela Unesp e pós-graduanda em Gestão Cultural. No TeleSéries, escreve mensalmente a coluna Estilo. Aficionada pelas histórias de terror, sobrenaturais e de mistério, também não dispensa aquela comediazinha romântica... Pushing Daisies, Jeannie é um Gênio, A Feiticeira, Riget, Lost in Austen, Wonderfalls, Samantha Who?, Copper, Harper's Island e Hannibal estão entre suas séries preferidas de todos os tempos! :)

14 Comments

  1. Gabriela Pagano

    Noossa, será? Nunca pensei nisso! Eu ia adorar.. Adoro um babado familiar nas séries! hahaha Mas, pensando bem, é uma hipótese plausível. Eles falam tanto, tanto desse pai que nunca apareceu.. Anunciam tanto esse personagem, que, quando ele finalmente aparecer, vai vir bomba, na certa! Só pode. Vou me apegar a essa hipótese também, Mica! ;p

  2. Graziela Leite

    Pensei a mesma coisa quando assisti!
    Acho muito suspeita essa ausência do pai do Sherlock e a forma como ele só se comunica por SMS. Por que ele iria ocultar até a própria voz?

    A minha hipótese é que ele está por trás de tudo isso só para se divertir a partir da genialidade do filho e para manipulá-lo, ao mesmo tempo.

  3. Kika

    Melhor episódio até agora! Show de Lucy e JLM! Mas sinceramente não acho que a Irene está morta.

  4. Gabriela Pagano

    também acho que não, Kika! :)) seria muito monótono se ela estivesse morta mesmo, né?! haha tô achando que o Holmes ainda vai voltar para o fundo do poço com essa história toda! e vai ser divertido!

  5. Rodrigo

    MUITO bom. O melhor episódio até agora sem duvidas…mas só eu fiquei com medo do rumo que será tomado: Sherlock = Patrick Jane; Moriarty = Red John e Elemntary = The Mentalist…

    As comparações entre os dois sempre foram inevitaveis, mas agora esta seguindo o mesmo caminho, consultor da policia, genial e dedutivo que quer vingar a morte da família!!!

  6. Kika

    Concordo! Por isso mesmo acharia interessante a Irene não estar morta. Nos livros ela é descrita como muito esperta.
    Quem sabe tudo isso não era pra manipular o Sherlock, armação dela e do Moriarty, com um propósito que ainda não sabemos?!

  7. Gabriela Pagano

    Concordo com você também! Mas quero acreditar que a CBS não iria explorar um Sherlock Holmes meramente vingativo, não tem a ver com o personagem, que é conhecido pela “falta de sentimento”. Seria muito chato mesmo, espero que não seja assim… =~ Mas também espero que o Moriarty entre mesmo pra história e não seja só um nome lançado ao vento e depois esquecido, como fazem por aí.

  8. Rodrigo

    Irene viva, Moriarty entrando na história e Sherlock sendo “O Sherlock” ,frio, racional e calculista, isso seria cenário para uma história perfeita de Sir Arthur Conan Doyle. Espero que continuemos por ai!!! rs

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