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Drama, cultura pop e ação nos chuveiros: o que esperar da nova temporada de ‘Orange is the New Black’

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Depois de muita espera, Orange is the New Black está de volta. E disposta a destruir muitos relacionamentos – e não só os da ficção! (ou vocês realmente acham que irão rolar muitos jantares de dia dos namorados hoje com 13 episódios novinhos em folha esperando pela geral na Netflix?).

Como muito fã da série, assim que a Netflix liberou os novos episódios – algumas horas antes do esperado – eu dei o play e me joguei na trilha sonora da Regina Spektor. A ansiedade para descobrir o que estava rolando em Litchfield depois daquela season finale cheia de eventos de tirar o fôlego era grande. A única coisa maior que ela era o sono, e acabei assistindo apenas Mother’s Day e Bed Bugs and Beyond. E é com base nesses dois episódios que conto pra vocês o que estou esperando dos 11 restantes: *que rufem os tambores* Drama! Referência de Cultura Pop! Sexo! Amorzinho! Flashbacks que explodem mentes! E MUITO MAIS!

Vou começar dizendo que espero, então, uma melhoria BEM grande na construção das histórias de flashback dos episódios. Embora eu tenha achado interessante a forma como eles foram construídos no episódio de dia das mães, o grande número de personagens contemplados deixou um gostinho de quero mais que eu não espero que seja saciado. Tivemos apenas vislumbres de várias infâncias e talvez fosse melhor terem focado em alguma história em específico, tipo a da Poussey. Quanto ao flashback do Bennett, achei ele superficial demais. Sim, sei que ele tem

Eu espero também acompanhar muita mudança de personalidade nessa temporada. O final da temporada passada criou um vácuo de poder na prisão e ele ainda não foi suprido. Isso mudou bastante a dinâmica de Litchfield e dá, de certa forma, uma liberdade para que as detentas sejam mais autênticas, por isso espero as mudanças. Some-se a isso os dramas pessoais que muitas delas estão enfrentando e SURPRESA!! Vimos uma Alex the hottest Vause abalada e arrependida, uma Poussey um tanto quanto deslocada, uma Crazy Eyes em negação, uma Red tentando retomar sua vida, um Bennett extremamente inseguro, uma Piper ENFIM chegando à uma conclusão sobre ela mesma. E foi bacana como a série brincou com todas essas inversões, assim como será ser interessante acompanhar a tentativa dos personagens de voltar ao status quo – ou sua rendição e aceitação da nova condição.

Outra coisa que eu espero dessa temporada é o desenvolvimento ágil de tramas. Eu temi que a série enrolasse demais com a revelação do grande segredo da Piper e fiquei bem feliz quando ele foi trazido à tona. Fiquei feliz também com a introdução do novo drama de Litchfield já no segundo episódio, e estou ansiosa para ver o que o Caputo fará quanto a isso. Gostei de ver a trama da Red – e da mentira outra mentira da Piper – já ganhando um rumo, e estou esperando para ver o renascimento daquela Red poderosa lá da temporada de estreia. Achei bacana que o plot da heroína já começou a ser desenvolvido. Em resumo: fico feliz quando os roteiristas não tem problema em “gastar” trama: isso geralmente significa que vem mais coisa boa na sequência.

Ah, e rezo que a história do Bennett e da Daya finalmente progrida. O plot tá se arrastando desde a primeira temporada e a história dos dois me faz ir do enjoo – as vez é doce e fofo demais – à raiva em alguns segundos.

O que eu tentei dizer nesse texto sem dar muito spoiler sobre os dois episódios que assisti – afinal de contas é mancada fazer uma review em um texto chamado de “o que esperar”, já que a pessoa não veio ler ele ESPERANDO spoiler – é que espero MUITO da nova temporada de Orange is the New Black e esses dois episódios me deixaram com um gostinho agridoce na boca.

Minha série querida, amada e idolatrada salve salve está de volta e estou exultante com isso. Gostei muito do que vi mais acho que esperava mais. Isso fez diferença no meu grau de excitação pra assistir ao restante da temporada? De forma alguma. Continuo pensando em estratégias pra sair mais cedo do trabalho (BRINCADEIRINHA) e evitar todos os programas sociais para os quais me convidarem (TOTALMENTE VERDADE) até eu ter aquela overdose de OITNB e começar a sofrer de síndrome de abstinência. Afinal de contas, reclamar da espera de um ano e se amaldiçoar por não ter sido capaz de economizar episódios é uma das melhores partes de ser fã de séries da Netflix.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

1 Comment

  1. paty

    Assisti toda a temporada,gostei muito mas esperava mais,não sei se é porque estranhei já que nesta temporada não teve um vilão,foi mais sobre as meninas e situações da cadeia..a Piper me surpreendeu muito,a Piper vira Alex e vice versa,essa parte gostei muito.Depois do ultimo episódio,o que esperar da nova temporada?!

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