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Reviews

Doctor Who – Deep Breath

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Série: Doctor Who
Episódio: Deep Breath
N° do Episódio: 8x01
Exibição no Reino Unido: 23/08/2014

O Doctor: Um Doctor novo em folha. Bom, nem tão novo assim, já que Peter Capaldi é o ator com mais idade a encarnar o personagem. Ainda assim, tudo o que tivemos foi revigorante. Como já é tradicional, o Doctor enfrentou a confusão pós-regeneração e a maluquice habitual. Eram visíveis os trejeitos do Décimo Primeiro nas cenas iniciais e depois uma mescla de vários outros Doctors que precederam o Décimo Segundo. E esta regeneração em especial é bem diferente das demais. A energia que o Doctor recebeu foi emprestada pelos demais Time Lords (um segundo empréstimo, pois ele já vivia com a energia que River Song lhe deu lá em Let’s Kill Hitler) e antes de regenerar ele viveu por centenas de anos em um mesmo lugar, usando o mesmo rosto. De certa forma dá para entender as suas reações estranhas durante boa parte do episódio e mesmo a sua dificuldade em se aceitar. Não era apenas Clara que não o enxergava, o próprio Doctor olhava para si e não se reconhecia. A cena em que discursa para o homem mecânico é praticamente a confissão do que ele sentia. O quanto ainda há de si mesmo nesta nova regeneração? Ele ainda é o mesmo homem de 2000 anos atrás? Ou, 13 vidas depois ele já é outra pessoa, totalmente irreconhecível? E por que ele teria escolhido este rosto para si?

Muito inteligente esta preocupação com o rosto. Não apenas mostra que a série não ignorou a presença de Capaldi no episódio The Fires of Pompeii, como abre a discussão sobre o Doctor ter ou não a possibilidade de escolher quem será a seguir e se os rostos são totalmente novos ou são lembranças de outros seres que já encontrou ao longo da vida.

O web episódio pré-especial de 50 anos (The Night of the Doctor) nos diz que os Time Lords costumavam fazer uso da Irmandade de Karn para escolher qual seria sua próxima regeneração (inclusive é sabido que a regeneração do Segundo para o Terceiro Doctor foi induzida pelos Time Lords e dado a chance de escolher qual rosto iria ‘renascer’, a qual ele rejeitou). Pelo que eu entendo, sem a presença da poção feita pela Irmandade, a regeneração é aleatória, porém, a nível de subconsciente os Time Lords manipulam esta alteração dos seus corpo de modo a se adequarem a alguma necessidade que estejam enfrentando. Eles não sabem qual será o resultado, mas não é totalmente aleatório como parecia até então. Vendo por este ângulo dá para entender o porquê desde o Oitavo as regenerações vinham sempre rejuvenescendo o Doctor e fazendo-o mais e mais humano e atraente aos que o cercam. O Décimo Primeiro e sua alegria infantil, sempre flertando com alguém é resposta imediata aos sentimentos do Décimo e o seu medo de partir. Já o Décimo Segundo é a antítese. O Doctor passou por todas aquelas fases, viveu uma vida plena, recebeu um novo ciclo de regenerações e está pronto para um novo momento em sua história, por isso esta personalidade mais obscura, maluca, de aparência mais velha e imponente faz tanto sentido.

E que maravilhoso Doctor é o Décimo Segundo! Eu já gostava muito do Peter Capaldi de outros trabalhos, mas neste longo ano que precedeu a estreia da nova temporada, tive a oportunidade de passar a enxergá-lo como Doctor pouco a pouco por meio das entrevistas, imagens e toda esta comoção mundial que até hoje nunca tinha visto com Doctor Who. Quando ele abriu a porta da TARDIS e loucamente confundiu Strax com os sete anões, ele já era o Doctor para mim. Não houve um segundo de estranheza. Eu o aceitei de imediato. Mas foi ótimo vê-lo se encontrando ao longo do episódio, passando por vários momentos, reencontrando aos poucos suas memórias e sentimentos, colocando em ordem aquela abundância de conhecimentos que estão armazenados no seu cérebro. Ótima a cena inicial e o flerte característico do Décimo Primeiro, para depois perceber que não ele não é mais desse jeito. Também gostei da falta de sentido e indignação com o quarto na casa de Madame Vastra, e o seu reencontro com Clara no restaurante. O interessante de você ter um novo Doctor é que realmente não dá para saber o que sairá do forno. Ele sempre será uma surpresa. Fiquei de certa forma assustada quando ele deixou Clara para trás na nave dos homens mecânicos, nunca passou pela minha cabeça que ele faria aquilo, por isso tive medo de verdade que ele não aparecesse no momento que ela o mencionou ao ser interrogada. A luta com o homem mecânico (android, cyborgue…é um clockwork android, por isso fico com homem mecânico) no balão também foi angustiante, porque nós sabemos que o Doctor é capaz de matar, ele já o fez em outras vezes, mas não deixa de ser uma cena forte e deixada propositalmente na ambiguidade.

Mas creio que nenhuma outra cena foi tão poderosa quanto a que o Décimo Segundo vai até Clara após ouvi-la falando com ele mesmo ao telefone. Eu achei linda esta oportunidade que tivemos de dizer adeus ao Décimo Primeiro e de Clara poder assentar seu coração e aceitar que este que está ali diante dela, tão diferente na aparência, nada mais é do que o mesmo homem, com as mesmas lembranças, e com o mesmo carinho que sempre sentiu. A forma como ele a olhava pedindo que ela compreendesse e o aceitasse cortou meu coração, porque na verdade, tudo mudou para o Doctor, mas no fundo ele continua sendo quem sempre foi.

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A Companion: Toda regeneração traz estranheza, seja para o novo Doctor, seja para os fãs, mas acho que ninguém sente mais esta alteração do que uma companion que está presente durante o processo. Não importa se elas são surpreendidas, como Rose, ou se sabem o que irá acontecer, como Clara, a transformação em si sempre é difícil. Simplesmente não dá para olhar para um rosto totalmente estranho e aceitar plenamente que é a pessoa que conhecemos, pelo menos não facilmente. Sim, Clara tinha um conhecimento prévio invejável, já que ela teve a oportunidade de ver – e talvez até interagir, embora eu acho pouco provável, caso contrário o Doctor lembraria – todas as regenerações do Doctor, mas essa foi a primeira vez que ela precisou lidar com o seu Doctor partindo e um ser totalmente novo e meio amalucado ficando no lugar. E, para Clara, é ainda mais estranho pensar que alguém que está se renovando fique de repente mais velho. Sim, é fato que toda a celeuma sobre a aparência do novo Doctor tem exclusivamente o objetivo de fazer os fãs aceitarem que não importa qual o rosto está diante de nós, ele é a mesma pessoa. E, ao contrário do que algumas pessoas dizem, não creio que estas questões de Clara sejam para “acalmar o coração das fangirls”, mas sim para mostrar para a jovem audiência (especialmente a infantil) que um rosto antigo não é necessariamente uma coisa ruim.

Clara precisou lidar não apenas com a mudança na aparência do Doctor, mas principalmente com a mudança de atitude e por isso foi tão difícil enxergar naquele rosto estranho a mesma pessoa com quem vinha convivendo por tanto tempo. Por outro lado, tão logo o Doctor colocou a cabeça no lugar e a regeneração assentou melhor, os dois interagiram muito bem. Eu tenho cá comigo que a parceria dos dois será ótima. Desde o princípio senti uma química em tela muito maior entre Clara e o Décimo Segundo do que havia entre Clara e o Décimo Primeiro. Talvez, justamente pelo motivo que o próprio Doctor mencionou: o Décimo Primeiro vivia flertando com Clara, mesmo que o relacionamento dos dois nunca tenha sido amoroso. Não será esta a atitude do Décimo Segundo e por isso a dinâmica entre os dois será completamente outra.

Nesse episódio Clara esteve mais interessante do que praticamente toda a temporada passada. E eu acho um absurdo tentarem rotulá-la como mandona, egocêntrica, controladora etc. Clara não é assim, nunca deu qualquer demonstração de ser assim, muito pelo contrário, ela é uma das poucas companions que ouve o Doctor e faz o que ele manda. Ela tem opinião, por certo, e é inteligente, tem vontade própria e gosta de estabilidade, não é chegada a mudanças, mas mandona e centrada em si mesma? Acho que Stephen Moffat não tem muita ideia de como é a mulher que ele mesmo criou. Ou, talvez, o problema é que antes víamos Clara pelos olhos do Décimo Primeiro Doctor e para ele Clara era apenas a Garota Impossível, o seu quebra-cabeças pessoal. Pouquíssimo da personalidade de Clara transpareceu durante a temporada 7B. Quem sabe agora teremos a oportunidade de ver Clara pelo que ela realmente é.

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A Paternoster Gang: O que falta para criarem um spin-off com Madame Vastra, Jenny e Strax? Com o fim de Torchwood e The Sarah Jane Adventures, o público está mais do que receptivo para um novo spin-off, e este trio é bastante divertido e, bem desenvolvido, pode dar excelentes histórias. Por enquanto vamos aproveitando os personagens em Doctor Who, mas que seria legal uma série só deles, ah, isso seria.

Foi um pouco providencial que o Doctor e seu espécime feminino de dinossauro tenham acabado justamente na Londres Vitoriana, mas o público deixa passar essas “coincidências” em prol de uma boa história. E, como tudo que é estranho na cidade neste período da história londrina, a Paternoster Gang logo se envolve. Inclusive, gostei muitíssimo de como a polícia e eles são conhecidos e constantemente trabalham juntos.

Strax continua sendo o alívio cômico do grupo (como alguém pode um dia tê-lo levado a sério?), mas suas cenas foram ótimas neste episódio, embora eu tenha achado meio nojento aquele esfregão todo melado ‘limpando’ a cozinha da casa.

Muito apropriado o que Jenny disse para Clara sobre amar alguém diferente. Ela, mais do que ninguém sabe o que é isso. Por outro lado, Jenny já conheceu Vastra com aquela aparência, então ela só entende parte do que Clara está passando.

Também muito pontual o seu questionamento sobre o seu papel naquele casamento. Eu não duvido do amor de Vastra por ela, mas fica bem evidente quem ali dá as ordens. Acho bom Vastra começar a repensar a forma como age com Jenny, caso contrário daqui a pouco terá uma insurreição em seu lar.

Uma coisa que me incomodou foi a forma como Madame Vastra agia com Clara quando falava sobre o Doctor. Não é como se Vastra fosse uma especialista em regeneração, ela mesma só conheceu o Décimo Primeiro. Uma coisa é você ouvir falar, outra é você vivenciar a situação. A forma como ela agia dava a impressão de que já passou por isso muitas vezes e isso não é verdade. Não sei, mas para mim foi mais incômoda a atitude de Vastra do que as próprias dúvidas de Clara.

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Deep Breath: Se deixarmos de lado os personagens em si – que foram o grande diferencial de Deep Breath – o episódio não teve muita coisa. Logo após a regeneração do Doctor a TARDIS perde o controle, para aqui e acolá e numa dessas paradas é perseguida por um dinossauro, engolida e então viaja novamente para a Inglaterra Vitoriana, onde é cuspida. Cá entre nós, toda a cena com o dinossauro não teve nenhum propósito que não o de ser grandioso em tela. Embora eu tenha gostado, não posso deixar de dizer que este é um dos defeitos de Moffat, para ele tudo tem que ser grandioso, exuberante, parecido com trailer de filme e Doctor Who não precisa disso para ser bom.

Logo após a liberação da TARDIS, somos apresentados ao novo Doctor, que está confuso e ainda em processo de regeneração, sem lembrar muito bem quem é, quem conhece, o que gosta e essas coisas que já vimos em outras oportunidades. Entre uma coisa e outra, o dinossauro morre de combustão expontânea e o Doctor vai investigar. Na verdade era um assassinato realizado pelos homens mecânicos que precisavam do nervo óptico do dinossauro para instalar na nave que estava sem funcionar há anos (milênios? milhões de anos?). Esses homens mecânicos encalharam naquele parte do mundo e estavam há muito tempo tentando se reconstruir para chegarem ao Paraíso e têm usado partes humanas para esta reconstrução.

Separado de Clara durante a investigação da morte do dinossauro, o Doctor a reencontra em um restaurante após seguir uma mensagem no jornal. Ela não colocou a mensagem, ele tampouco e nem mesmo o Controlador dos homens mecânicos. Quem teria colocado a mensagem? Quem tem interesse na união do Doctor e de Clara? Quem é que deu o telefone do Doctor para que Clara ligasse lá em The Bells of Saint John?

Com os dois capturados pelos homens mecânicos, em meio a lutas, abandonos (posso repetir que eu fiquei realmente abismada com o atitude do Doctor?), reafirmações (e feliz quando ele deu a mão à Clara?), cavalaria (a Paternoster Gang chegando com estilo), o Doctor acaba na cápsula de fuga do Controlador dos homens mecânicos (construída nada mais nada menos do que com pele humana). Interessantíssimo que ele consegue ver que o homem mecânico e partes do restaurante pertenceram ao SS Marie Antoniette, a nave irmã do SS Madame de Pompadour (The Girl in the Fireplace), mas o seu cérebro ainda sofrendo os efeitos da regeneração não consegue fazer a conexão com o que já vivenciou.

O Doctor e o Controlador lutam, cada um afirmando que, enquanto um não poderia se auto destruir, o outro não poderia matar. Porém, o Controlador acaba transpassado no alto do Big Ben. A cena é extremamente forte, mesmo que nada mostre. O chapéu do Controlador caindo, os homens mecânicos tombando um a um, e por fim o corpo do Controlador transpassado com a música diminuindo lentamente, deixando no ar a sensação de perda e de tragédia.

É claro que isso significa que o grupo (a Paternoster Gang e Clara) que lutava fervorosamente pela vida lá na nave sob o restaurante acabou salvo no último minuto, mas ainda assim dá para sentir a tristeza do momento.

Como tudo resolvido, Clara se despede de Madame Vastra e retorna à TARDIS com o Doctor, mas ainda não tem certeza se será capaz de prosseguir com um Doctor tão diferente do que ela conhecia. Mas uma ligação providencial do Décimo Primeiro momentos antes de regenerar (eu sinceramente adorei a cena e como ela encaixou à perfeição com a cena da regeneração em The Time of The Doctor) acalmou o coração de Clara e ela finalmente aceitou que o rosto pode ser diferente, mas o Doctor é o Doctor e ambos precisam um do outro, ainda mais neste momento.

E por fim, o Controlador acorda em um jardim onde também está Missy, uma mulher desconhecida, mas que alega ser a namorada do Doctor (mais um mistério!) e que agora eles alcançaram a Terra Prometida.

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Observações:

* Este episódio foi escrito por Steven Moffat, que também escreveu The Girl in the Fireplace, então a correlação fez todo o sentido.

* O Doctor agora é escocês!! Ri muito dele dizendo que o sotaque das meninas estava todo errado.

* Maravilhosa a nova abertura. Totalmente diferente, mas perfeita para o novo Doctor.

* Achei a história de prender a respiração meio tola. Na primeira vez, quando Clara precisa passar por uma pessoa mecânica até que fazia sentido (mais alguém prendeu a respiração junto com ela? Eu prendi….mas soltei bem antes dela, o que me faz pensar que eu morreria bem mais cedo ou que o desespero nos faz conseguir coisas que jamais conseguiríamos em situações normais), mas depois, com eles no meio da luta e simplesmente prendem a respiração e os homens mecânicos param de atacar? Foi ridículo!

* Eu só posso imaginar o que a Clara sentiu quando o Doctor viajou com a TARDIS sem a levar com ele. Sim, ela acreditava que ele voltaria, mas ainda assim não deve ter sido fácil saber que ele partiu, porque acreditar que alguém vai voltar não é o mesmo que não ter a menor dúvida de que este alguém voltará. E o Doctor tem um certo histórico de deixar suas companions para trás.

* TARDIS foi redecorada. Toda nova, mas retornaram os círculos nas paredes. E aquela cadeira sempre esteve ali? Não lembro.

Séries citadas:

Michele Reis Martins, a Mica, é advogada e mantém o blog Esperando o Esperado. Fã de Arquivo X, Highlander, Buffy, Doctor Who e sci fi em geral.

3 Comments

  1. Edson

    Estou sem tempo e vou voltar para ler o artigo inteiro, mas preciso avisar que acho que acho que você deixou passar uma coisa: Em “The gil in fireplace” há uma referência ao uso de órgãos para reparação de uma nave, e não fica claro o porquê. Na minha opinião o dinossauro é um link gigante (sim, foi um trocadilho) para a era Tennant e a história de Popéia , quando o Doctor muda um ponto FIXO no tempo evitando a morte daquela família da qual Peter Capaldi fazia parte. Ainda temos muito o que descobrir, mas se eu estiver errado, corrija-me, por favor.

  2. MicaRM

    Eu não tenho certeza se ele chegou a mudar um ponto fixo no tempo naquela ocasião. Quero dizer, a destruição pelo vulcão ainda ocorreu, nada grandioso mudou, apenas uma família saiu às escondidas. Não havia nada na história que os mencionasse, mas não quer dizer que a fuga não poderia ter ocorrido.
    Desculpe, Edson, mas eu estou aqui quebrando a cuca tentando entender a sua relação do dinossauro com a coisa toda e não estou conseguindo. Você pode elaborar um pouquinho mais a sua teoria?

  3. Edson

    Dei saltos gigantescos na explicação kkk…

    Vou explicar: O nome da nave espacial dos ciborgues/robôs é SS Madame de Pompadour, aparentemente eles precisavam do cérebro da Madame de Popadour para consertar a nave.

    As estruturas dentro da cabeça dos ciborgues/robôs são similares as do vilão do Deep Breah, e o som das engrenagens é bastante característico. Apesar disto, o episódio (The girl in fireplace) não explica claramente o porquê da necessidade de que o cérebro seja dela. Mas, considerando o nível de inteligência de Pompadour podemos tomar isto como explicação. Até porque quando o ciborgue (Deep Breath) resolve trocar de olho, ele escolhe exatamente o do homem que afirma enxergar bem.

    Qualquer mudança no passado pode alterar o futuro drasticamente, por uma conveniência sempre achei que o Doutor conseguisse saber o que poderia acontecer e o que era um ponto fixo no tempo, como em “The Water of Mars” quando ele já sabe que tudo aquilo precisa acontecer. Ele tinha uma TARDIS para salvar uma família e cá entre nós não é um vulcão que iria ameaçá-lo. A única possibilidade é a de que fosse um ponto fixo.

    Talvez eu esteja sendo realista demais para uma obra de ficção, mas se quando o Doutor usa o relógio para fujir da “família” em “Human nature” e “The family of blood” ele ainda age com certas influências de quando era o Doutor, na prática isto justificaria a atração de Capaldi pela arte mais que moderna (a TARDIS) mesmo que ele não se lembrasse que era o Doutor, caso haja qualquer menção ao Valleyard neste Doutor, ele poderia ter comprado a TARDIS para atrair o Doutor e testar a sua “bondade”.

    De volta ao dinossauro, se em “The girl in fireplace” o cérebro seria raptado pelos mesmos ciborgues/robôs e o ciborgue vem desde o início do tempo (dominação de viagem temporal??) faz sentido que eles necessitem de um nervo óptico para consertar a nave. Mais que isto, faria sentido se a Melody Pond prometesse a eles este nervo, sabendo que isto levaria as ocorrências futuras. Isso, se a for a Melody… bem, só assistindo. Mas tirando tudo de louco que acabei de inventar, a aparição do dinossauro está justificada em:

    “Se queriam o cérebro de Pompadour, e vieram desde o início, podem querer o nervo do dinossauro. E se a presença do dinossauro tiver a ver com a mulher de preto que aparece no fim, o Capaldi em Pompéia (que foi salvo) não estava em Pompéia naturalmente, e portanto, é o Doutor (fingindo ou sem memória).”

    Até o fim dessa temporada tudo fica claro, mas ainda é cedo para explicar a aparição do dinossauro. Tanto para meus delírios quanto pra crítica visual kkkk.

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