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Dia do Repórter – Robin Scherbatsky: glamour e pagação de mico

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Hoje é o Dia do Repórter. Sim, é o dia desse profissional que tem um trabalho glamuroso… e recheado de muita dor de cabeça e pagação de mico. Sim, nem tudo que reluz é ouro, e muitas pessoas que não estão profissionalmente ligadas ao Jornalismo não compreendem exatamente quais as funções de um repórter. Tem gente que acha que é só entrevistar, outros acham que é só escrever. Tem ainda os que acham que o repórter passa o dia todo sentado na sua mesa (no ar condicionado e a salva de chuvas e ventanias) sem ter que encarar o mundão lá fora atrás de pautas e matérias (e torrar no sol ou se afogar na chuva). Mas o pior de todos é aquele que acha que ser repórter é como ser um ator, que é só segurar o microfone na frente da câmera e o trabalho está pronto.

NÃO! Não é assim. Quer ter uma ideia do que é, realmente, o cotidiano profissional de um repórter? Então lhes apresentamos o personagem perfeito para isso. Ladies and gentlemen: Robin Scherbatsky!

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Há nove anos acompanhamos de perto as aventuras jornalísticas dessa repórter canadense que se mudou para Nova York só para nos fazer rir de suas peripécias – televisionadas ao vivo. O pessoal que assiste How I Met Your Mother desde o início sempre se divertiu com as trapalhadas da Robin. Mas os fãs da série que também são repórteres, além de se divertirem a valer com as cenas, sentem também aquele algo a mais: uma mistura de vergonha alheia com um sentimento de solidariedade. Afinal, todos já passados por tudo (ou quase tudo) aquilo, pelo menos uma vez na vida. Dureza.

Tá certo que dificilmente ouviremos falar de repórteres – e podemos considerar o mundão todo – que tenham feito um parto ao vivo no meio da madrugada (novamente, tudo devidamente televisionado). Também não sei se conseguiremos encontrar alguém que tenha ido para o Japão apresentar um telejornal em inglês, que, por algum motivo que nunca saberemos, tinha um tufão super potente soprando na cara da apresentadora. Ah, as belas surpresas da profissão.

Mas, por outro lado, é impossível não se identificar com Robin quando ela acha que os amigos assistem ao jornal que ela apresenta – sim, aquele mesmo que passa às 4 da madrugada! Poor thing. Também não podemos deixar de nos identificar quando ela consegue ser apresentadora de um jornal, só que ele passa às 4 da madrugada. Quem disse que seria fácil?

E a gente também se identifica quando ela finalmente consegue uma grande chance em uma história de relevância nacional, mas pra isso tem que deixar de ir na festa com aquele carinha que ela tava super afim. Aparentemente, a sorte na carreira e a sorte no amor não são parceiras de jornada.

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Entendemos também quando o mico fica pequeno demais e ela paga um king kong ao perder o equilíbrio e cair uma pilha de cocô de cavalo ao vivo. Também a compreendemos quando todo mundo acha que ela dormiu com aquele superior super chato e garanhão que por algum motivo a trata bem. Aaaah, e a gente tamém sente a dor na consciência da Robin quando ela se sujeita a certas situações que jurou que nunca se sujeitaria. mas emprego é emprego e a gente tem que fazer o que surge. Ou largar o glamour da reportagem pra lá. É até compreensível se jogar forte no álcool, depois dessas.

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E não é nem preciso dizer que TODO repórter se sentiu lado a lado com Robin quando ela passava pelos perrengues da profissão, sem contar que também entendeu o lado dela quando ela se viu sem emprego (afinal, aquele tufão na cara na TV japonesa não tava valendo a pena) – até uma certa sensaçãozinha de alma lavada e “fui vingada” rolou.

Outro momento “espelho”, que nos fez enxergar um pouco de nós mesmos na cara bonita da Robin, foi quando, para não perder o visto americano, ela teve que pegar qualquer trabalho, indo até trabalhar de favor na pré-escola. Sim, pessoas. Robin fez um bico. E qual de nós, repórteres, nunca complementou a renda sofrida dando aulas no cursinho de inglês mais próximo?

Por fim, a cereja no topo do bolo: todos nós, repórteres ou não, sabemos como é custoso ligar a TV e ver um ex apresentando um jornal e começar a brigar com a TV (ou a beijá-la?). É, Robin. A vida não é fácil.

A “Profissão Repórter” é desse jeito mesmo; todo mundo acha que é muito divertido e excitante, mas é difícil e estressante. Não podemos, entretanto, tirar o mérito desta belíssima carreira. Robin nos mostra também o lado bom de ser repórter, como… é… teve aquela vez que… Pois é. O lado bom foi correr atrás de uma pauta e esqueceu de voltar.

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Brincadeiras a parte, é realmente muito legal ser repórter. Isso sem contar é uma sensação deliciosa de dever cumprido quando acaba o dia de trabalho e a gente vai pra casa sabendo que algumas pessoas assistiram/leram/ouviram sua matéria e se informaram, mesmo que a matéria seja sobre um menino que ficou preso numa máquina de brinquedos e que não vá fazer diferença na vida de ninguém.

E é por causa dessas deliciosas desventuras em série (e também pela saudade que logo todos sentiremos delas) que ilustram tão bem a vida dos repórteres que Robin foi escolhida pelo TeleSéries como musa da profissão. E, falando de Robin e sua relação com a amada profissão, cumprimentamos à toda a categoria. Parabéns para nós, repórteres!

Séries citadas:

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