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Dia do Cinema Brasileiro: séries que viraram filmes e filmes que viraram séries

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Por muito tempo, chamar alguém para ir ao cinema “ver filme brasileiro” era “programa de índio”. Os cineastas e as produtoras nacionais precisaram driblar com muita criatividade – e, literalmente, bom humor – o preconceito existente entre os espectadores, acostumados às grandes produções de Hollywood. Aos poucos, os filmes nacionais, especialmente as comédias, conquistaram corações e sorrisos.

Atualmente, as produções feitas no Brasil já são bem aceitas por quase todos e, nos últimos anos, a quantidade de filmes brasileiros lançados cresceu bastante – no começo, as produções eram escassas. Não é só isso. Segundo o Filme B, que monitora as salas de cinema no Brasil, entre 2012 e 2013, o número de espectadores do cinema nacional aumentou em 280% (foram mais de 13 milhões de ingressos vendidos no primeiro semestre desse ano, comparados a 3,5 milhões no mesmo período em 2012).

E se amor e ódio caminham juntos, cinema e televisão, também. Muitas das séries que a gente acompanha, religiosa e semanalmente, na TV, nasceram em uma sala de cinema. A Mulher Invisível é um exemplo disso, para quem quiser ver. O caminho inverso também é permitido: vários são os seriados que, devido ao sucesso televisivo, ganharam longas-metragens (você comprou seu ingresso para A Grande Família – O Filme? Saiba que muita gente, sim).

Diante de tantos ganhos para o cinema e a TV do Brasil nas últimas décadas, que tal, no Dia Nacional do Cinema Brasileiro, a gente celebrar a data com um balde de pipoca? Se vai ser filme ou série, você decide.  Independente da escolha, uma coisa é certa: a qualidade está garantida e você não vai querer seu dinheiro de volta.

# Filmes que viraram séries

 

A Mulher Invisível

O filme foi lançado em 2009, com direção de Cláudio Torres (O Homem do Futuro) e foi visto por mais de 2 milhões de espectadores – na época de seu lançamento, ele figurou entre os cinco filmes mais vistos no Brasil. Estrelado pelo “queridinho do público” Selton Mello e pela linda Luana Piovani, a história girava em torno de Pedro (Mello), um rapaz que tinha acabado de se separar da mulher e tinha atraído os olhares de uma nova vizinha, que tentava investir, sem muito sucesso, em um romance com ele. É que, nesse meio tempo, Pedro começou a ver Amanda (Piovani), uma espécie de mulher perfeita: gostava de futebol, era loira, linda e sarada… Se não fosse um problema: ela era fruto de sua imaginação! Ele, claro, foi à loucura com a situação e passou a achar que a nova vizinha também não existia de verdade. O longa-metragem fez enorme sucesso em seu lançamento e, dois anos mais tarde, virou série de TV.

A primeira temporada foi ao ar em maio de 2011 e apresentava algumas alterações no elenco e história. Pedro, agora, era casado com Clarisse (Débora Falabella foi escalada para o projeto), que tinha que lidar com uma terceira pessoa na relação: Amanda, “a mulher invisível”. O casal tinha uma agência de publicidade famosa, mas a paixão de Pedro pela mulher, literalmente, de seus sonhos dificultava o cotidiano no trabalho e em casa. Selton Mello dirigiu diversos episódios da série, que chegou a vencer o Emmy Internacional, em 2012, na categoria Melhor Série de Comédia. Mesmo diante da boa recepção, o seriado teve apenas duas temporadas, um total de 13 episódios e, apesar de nunca ter sido oficialmente cancelado, não tem capítulos inéditos desde dezembro de 2011. Segundo a Rede Globo, que exibiu o programa, a série estava “suspensa” pela indisponibilidade do elenco – Falabella foi protagonista de Avenida Brasil, em 2012, e Piovani teve um filho. Atualmente, Sento Mello é o diretor da série Sessão de Terapia, no canal GNT.

 

 

E Se Eu Fosse Você

E Se Eu Fosse Você é mais um exemplo de filme tão bem-sucedido que deu origem à uma série de TV. Bom, neste caso foram dois filmes. Ambos dirigidos por Daniel Filho e escritos pela equipe composta por Adriana Falcão, Daniel Filho, Renê Belmonte, Carlos Gregório e Roberto Frota.

Estrelados por Tony Ramos e Glória Pires, os filmes contam a história de Cláudio e Helena, um casal aparentemente como outro qualquer: ele publicitário, ela professora de música. Em uma noite, após uma discussão acalorada, ambos vão dormir e acordam na manhã seguinte em corpos trocados: Helena está no corpo de Cláudio e vice-versa (Sexta-Feira Muito Louca, alguém?). E agora?

O que se segue são algumas horinhas de diversão garantida, com o casal assumindo a vida um do outro e se envolvendo em situações inusitadas e engraçadíssimas. Ponto para a atuação perfeita de Tony Ramos e Glória Pires. O primeiro filme estreou em 2006, e o segundo, em 2009. Se Eu Fosse Você 2 se tornou, merecidamente, o segundo filme mais assistido do Brasil, com pouco mais de 3,5 milhões de espectadores, perdendo apenas para Tropa de Elite 2.

Alguns anos depois, eis que a Fox decidiu produzir uma série homônima, que estreou no último dia 16 de outubro, baseada nos filmes de enorme sucesso, mas com um enredo um pouco diferente.

Com 13 episódios, a série conta a história de Heitor (Heitor Martinez), um advogado especialista em divórcios, e Clarice (Paloma Duarte), uma terapeuta holística. A confusão toda acontece quando os dois, que nunca se deram bem, passam a dividir o mesmo espaço de trabalho quando Demócrito, o avô de Clarice e sócio de Heitor, morre e deixa para ela como herança sua parte nos negócios.

O elenco da série conta ainda com Antônia Fontenelle, Bianca Rinaldi, Saulo Rodrigues, Jarbas Homem de Mello e MV Bill.

 

Ó Paí, Ó 

Salvador, Bahia. Em um animado cortiço do centro histórico no Pelourinho, tudo é compartilhado pelos seus moradores – pessoas simples porém cheias de vida e alegria –, especialmente a paixão pelo carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana. No último dia de Carnaval, ela, evangélica fervorosa, incomodada com a farra de seus condôminos, resolve fechar o registro de água do prédio, causando grande transtorno a todos. É nesse cenário que conhecemos Ó Paí Ó – O Filme, comédia musical escrita e dirigida por Monique Gardenberg, baseada em uma peça de Márcio Meireles, e com trilha sonora assinada por ninguém menos que Caetano Veloso.

Fazendo o movimento inverso da maioria, dessa vez o filme precedeu à série de tv. Aliás, Ó Paí Ó – O Filme, que estreou em 30 de março de 2007 – e contou com um elenco talentosíssimo, composto essencialmente por atores do Bando de Teatro Olodum (que também encena o texto no teatro desde 1992), e inclui nomes consagrados como Lázaro Ramos, Wagner Moura e Dira Paes – serve como episódio piloto para a série.

Estreando na Rede Globo em 31 de outubro de 2008 com roteiro de Guel Arraes e Jorge Furtado, e direção-geral de Monique Gardenberg, Ó Paí Ó foi exibida em 10 episódios divididos em 2 temporadas.

Embora ambos tenham um tom bastante cômico, filme e série apresentam um lado desconhecido e negligenciado de Salvador, mostrando seu enorme contraste social e abordando temas como violência, drogas, preconceito e racismo.

 

Menino Maluquinho

Desculpem-me se isso parece ofensivo, mas quem nunca passou algumas horas em frente à TV, só para ver O Menino Maluquinho, não sabe o que é ser feliz! E quem nunca colocou uma panela na cabeça, só para imitar o protagonista do filme, não sabe se divertir. Brincadeiras à parte, O Menino Maluquinho, longa protagonizado por Samuel Costa em 1995, é, com certeza, um dos maiores clássicos do cinema nacional. O filme era dirigido por Helvécio Ratton e tinha Patricia Pillar, Roberto Bontempo e Othon Bastos no elenco. A história do menino que gostava de andar com uma panela na cabeça, fazer versinhos e viver a vida de forma divertida conquistou tanto o público que, em 1997, ganhou uma sequência, intitulada Menino Maluquinho 2 – A Aventura.

Vale lembrar que os filmes são inspirados nas histórias em quadrinho de Ziraldo, que queria criar um “Napoleão feito menino”, um “maluco criança”.

Mas quem pensa que essa figurinha carismática ficou esquecida nos anos 90, não se deixe enganar! Entre março e julho de 2006, a TVE produziu a série Um Menino Muito Maluquinho, dessa vez estrelada pelo então ator mirim Felipe Severo. Na história, a versão de 30 anos do protagonista narrava as histórias ocorridas quando ele tinha entre 5 e 10 anos. A produção – criada por Anna Muylaert e Cao Hamburguer (dupla responsável pelo filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias) buscava ensinar assuntos referentes à arte, amizade e valores éticos, tendo sido indicada ao Emmy em 2007. Além da TVE, a Rede Cultura, Disney Channel, TV Brasil, e, atualmente, TV Educação, exibiram a série.

(Alguns episódios estão disponível no canal da TV Brasil no Youtube)

 

# Séries que viraram filmes

 

 

A Grande Família

A Grande Família é um dos seriados mais antigos e duradouros na grade recente da Globo. A série – que, na verdade, é um remake de um seriado de mesmo nome que foi ao ar, pela Globo, entre 1972 e 1975 – é transmitida desde 2001 e mantém quase todo o elenco de sua temporada inicial. Uma das (tristes) exceções é Rogério Cardoso, “o avô” da família, que morreu em 2003. A série narra o cotidiano da “Família Silva”, que, como o próprio nome sugere, é a família de todo mundo: eles moram em um bairro de classe média no Rio de Janeiro, liderados por Lineu (Marco Nanini), um pai trabalhador e exigente, Dona Nenê (Marieta Severo), uma mãe dedicada, Tuco (Lúcio Mauro Filho), o filho de seus “trinte e poucos” anos e preguiçoso, Bebel (Guta Stresser), a filha espevitada, e Agostinho (Pedro Cardoso), o genro malandro. Pedro Cardoso até recebeu uma indicação ao Emmy Internacional, em 2008, pelo trabalho no seriado. Andrea Beltrão, Natália Lage e Evandro Mesquita são outros atores que fizeram parte do elenco regular do programa, exibido tradicionalmente nas noites de quinta-feira pela emissora carioca.

Diante de todo o sucesso popular atingido pela série televisiva, era natural que uma versão nos cinemas fosse produzida. A Grande Família – O Filme chegou às telonas em 2007, com direção de Maurício Faria (Verônica). Na história, Lineu se sente mal e, após uma visita ao médico, tem a certeza de que vai morrer em breve. Deprimido com o fato e sem querer contar a novidade à família, ele decide romper a tradição e não ir ao baile em que, muitos anos atrás, conheceu Nenê. Ela, então, convida um ex-namorado para lhe fazer companhia e a confusão está feita. Já na tela, o espectador acompanha três maneiras diferentes de Lineu tentar fazer com que a família não sinta sua perda. É como se o longa-metragem recomeçasse três vezes seguidas, com destinos diferentes. Assim como a série de TV, o sucesso popular do filme foi gigantesco e liderou as bilheterias brasileiras na semana de lançamento. Após 15 dias em cartaz, já tinha atingido a marca de 1 milhão de espectadores; índices que atingiram a casa dos 2,5 milhões após fechar o primeiro mês. Na época de seu lançamento, foi considerado a sexta maior abertura na história do cinema brasileiro.

 

Os Normais

De perto, ninguém é normal. Quem aí não lembra de Os Normais? Do tema de abertura – Doida Demais, por Lindomar Castilho – ao impecável timing cômico do elenco, a série exibida pela Rede Globo entre junho de 2001 e agosto de 2003 é talvez o maior exemplo recente do sucesso desse formato na TV brasileira. Criada por Fernanda Young e Alexandre Machado, e dirigida por José Alvarenga Júnior, a comédia acompanhou a vida de Rui (Luiz Fernando Guimarães), um botafoguense pra lá de sossegado, e sua noiva Vani (Fernanda Torres), uma vendedora de roupas completamente neurótica, ao longo de 71 episódios distribuídos em 3 temporadas muito engraçadas. As atuações brilhantes do casal protagonista garantiram o enorme sucesso e popularidade da série, que foi adaptada para o cinema não somente uma, mas duas vezes – além de ter 4 boxes de dvds lançados até 2006.

Os Normais – O Filme estreou em 24 de outubro de 2003, mais uma vez com roteiro de Fernanda Young e Alexandre Machado e direção de José Alvarenga Júnior. O filme conta a história – em um gigantesco flashback – de como Rui e Vani se conheceram. Contando com participações de Evandro Mesquita e Marisa Orth, o filme teve cerca de 3 milhões de espectadores, se tornando a terceira maior bilheteria do cinema brasileiro naquele ano.

Já o segundo filme, Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas, estreou em 28 de agosto de 2009, com a mesma combinação de roteiristas e direção, e mostra Rui e Vani completando 13 singelos anos de namoro. Para que o relacionamento não entre em crise, o casal decide “apimentar” a relação e encarar um ménage à trois, com direito à participação de uma prima de Vani (Drica Moraes), uma campeã de kickboxing (Daniele Suzuki), uma bissexual (Cláudia Raia), uma francesa (Mayana Neiva) e uma garota de programa (Alinne Moraes). Desnecessário dizer que o que se segue é pouco mais de 1 hora de diversão.

 

Cilada

De cilada, a série Cilada só tem o nome. A série criada pelo humorista Bruno Mazzeo, em 2005, e primeira produção própria do Multishow, fez tanto sucesso na grade da emissora que, mais tarde, virou quadro do Fantástico e até… Filme!

O seriado tinha uma premissa bastante simplista: mostrar como pequenas situações do cotidiano poderiam se transformar em verdadeiros problemas. Bruno Mazzeo, é claro, estava no centro da confusão. Segundo o humorista e filho de Chico Anysio, a ideia do seriado surgiu enquanto ele ainda era roteirista de A Diarista, da Rede Globo, e tinha vontade de trocar de posição, aparecer em frente das câmeras.

A série chegou a virar quadro de 10 minutos no Fantástico, onde repetiu o sucesso conseguido na TV paga, e chegou ao cinema em 2011, quando, mais uma vez, atraiu grande público e liderou as bilheterias na semana de lançamento. No longa, chamado Cilada.com, o personagem de Mazzeo está em uma festa de casamento com a namorada (Fernanda Paes Leme), até que, durante uma apresentação de fotos exibida em uma telão, algumas imagens revelam que Bruno traía a namorada. Ela, revoltada, divulga um vídeo de sexo deles no Youtube. O filme, dirigido por José Alvarenga Júnior (Os Normais – O Filme), levou quase 3 milhões de pessoas ao cinema e faturou 28 milhões de reais.

No segundo semestre de 2013, o Multishow voltou a reprisar os episódios da série, a pedido dos espectadores.

 

Cidade dos Homens

Uma das séries mais comentadas na grade da Rede Globo, ficou no ar entre 2002 e 2005 e se passava em uma comunidade carente do Rio de Janeiro. A ideia do seriado surgiu depois de um especial de fim de ano do programa Brava Gente, também da Globo, cujo episódio Palace II era inspirado pelo livro Cidade de Deus, do escritor Paulo Lins. O episódio foi dirigido por Fernando Meirelles, que, dois anos mais tarde, foi responsável pelo filme Cidade de Deus, que concorreu ao Oscar. Apesar de não haver uma ligação direta entre o filme Cidade de Deus e a série Cidade dos Homens, muita gente associa as duas histórias. A série ficou no ar por quatro temporadas e revelou jovens atores, como Darlan Cunha (Laranjinha), Douglas Silva (Acerola), Jonathan Haagensen (Madrugão) e Roberta Rodrigues (Poderosa). O seriado mostrava o cotidiano de meninos pobres sob o ponto de vista de Acerola e Laranjinha, que precisavam lidar com uma realidade de drogas e violência em bairros carentes do Rio de Janeiro, e foi indicada a alguns prêmios internacionais, como o Emmy.

Em 2007, a produção ganhou uma versão cinematográfica, com direção de  Paulo Morelli e produção de Fernando Meirelles. O filme, que tinha basicamente o mesmo elenco da série, apresenta Acerola e Laranjinha, agora, na maioridade – Acerola tem um filho de dois anos com Cristiane, que decide ir embora para São Paulo e deixar o filho com ele. Laranjinha faz sucesso com as mulheres. O filme, no entanto, não conseguiu atrair grande público para as salas de cinema e foi visto por pouco menos de 300 mil pessoas (a expectativa era de que se atingisse a casa do milhão).

 

Confissões de Adolescente

Tudo começou nos idos da década de 90, quando Maria Mariana resolveu escrever um livro – ou melhor, um diário – que contasse, sem papas na língua, as dores e as delícias de ser adolescente. Quem nasceu entre o final da década de 70 e a década de 80 com certeza não ficou imune ao sucesso estrondoso das memórias desta adolescente carioca, que abordou sem pudor nenhum temas controversos como drogas, sexo e aborto. A repercussão do livro foi tamanha que ele logo foi adaptado para o teatro e para a tv, em uma série dirigida por Daniel Filho e transmitida pela TV Cultura (e posteriormente pela Band e pelo Multishow), que estreou em 22 de agosto de 1994 e teve 40 episódios distribuídos em duas temporadas. Essa, inclusive, foi a estreia de Deborah Secco como atriz, em um elenco que incluía também nomes como Camila Capucci, Georgiana Góes, Daniele Valente e a própria Maria Mariana (além de Luiz Gustavo, como pai das quatro irmãs).

Em 10 de janeiro de 2014, poderemos conferir a adaptação da série para a grande telona, também dirigida por Daniel Filho. Confissões de Adolescente – O Filme acompanha um novo grupo de irmãs – Tina (Sophia Abrahão), Bianca (Bella Camero), Alice (Malu Rodrigues) e Karina (Clara Tiezzi) –, que, assim como o grupo original, passa pelas dores, amores e aventuras da adolescência. O elenco conta ainda com Cássio Gabus Mendes como Paulo, o pai das meninas.

 

O Auto da Compadecida

O Auto da Compadecida foi uma minissérie de 4 capítulos exibida pela Rede Globo entre 5 e 8 de janeiro de 1999. Baseada na peça homônima de Ariano Suassuna – e com várias referências à O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, também do autor paraibano –, a microssérie de maior sucesso da emissora teve roteiro de Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, e direção de Guel Arraes.

A obra, centrada no vilarejo de Taperoá, sertão da Paraíba, na década de 30, conta a história de João Grilo (Matheus Nachtergaele) e seu inseparável amigo Chicó (Selton Mello), dois nordestinos sem eira nem beira que andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, o filme “mais arretado do mundo”. Durante a minissérie, somos presenteados com um “Juízo Final” muito diferente de tudo o que você já viu, com direito à um Tribunal de Almas e um Jesus negro – além do diabo, claro. O destino de cada um dos excêntricos personagens é decidido pela aparição de Nossa Senhora, a Compadecida – interpretada pela extraordinária Fernanda Montenegro –, e traz um final surpreendente. O elenco conta ainda com nomes como Marco Nanini, Lima Duarte, Luís Melo, Rogério Cardoso, Diogo Vilela e Denise Fraga, entre outros.

O filme, lançado em 15 de setembro de 2000, também foi dirigido por Guel Arraes, e consiste numa versão mais enxuta da minissérie. Uma das grandes obras-primas do teatro, da televisão e do cinema nacionais, é presença garantida na lista dos cinéfilos que apreciam o que de melhor a cultura brasileira tem a oferecer.

 

Pronto, apague a luz.

*Especial idealizado por Gabi Guimarães e Gabriela Pagano.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

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