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Reviews

Dexter – Swim Deep

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Série: Dexter
Episódio: Swin Deep
Número do episódio: 7x05
Exibição dos EUA: 28/10/2012
95
4.7
1

Quem está com dó do Dexter levanta a mão o/

Imagina uma treta super tretada. Então, Dexter está bem no meio dela. Gosto de ver o Harry de volta conversando com o Dexter, já que ele é a única “pessoa” que sabe de todos os conflitos, conhece toda a situação e as pessoas envolvidas.

Dexter tem consciência de que Debra não irá conseguir aceitar seu modo de vida, mesmo que ela se esforce, é pedir muito dela. A cena de Deb surtando no elevador mostrou muito bem isso: ela tem que lidar com uma situação muito mais complicada do que ela pode suportar. Acho que até no fim da temporada, ou ela se demite da polícia e vai embora ficar longe de Miami, ou ela entrega o Dexter. Acho que a primeira opção é mais fácil de acontecer.

Continuando, agora Dexter sabe que Louis está morto. Mas ao invés de ser um alívio para a sua lista de problemas, ele acabou ganhando um inimigo pior ainda: Isaak Sirko. Só agora ele sabe que a máfia russa está atrás dele e que o chefe bonecona não vai sair do pé dele tão cedo. Acho Sirko um ótimo personagem: sempre sentado com as perninhas cruzadas, aquele monte de anéis nos dedos, bebendo vodka e cara de poker face. Praticamente um Steven Seagal!

E graças ao Masuka, Deb fica sabendo que Laguerta está remexendo o caso Bay Harbor Butcher. Laguerta até hoje não acredita que foi o Doakes e agora pode se apoiar nas teorias do Lundy. Mas ainda bem que Deb se infiltra nas investigações para livrar a cara do irmão.

Deb acabou levantando uma questão que eu não tinha pensado ultimamente: o propósito de Dexter é só matar os caras que saem impunes da justiça? Porque nas últimas temporadas ele faz exatamente ao contrário, oculta e manipula as provas da polícia para os criminosos saírem ilesos da justiça e se tornarem suas novas vítimas. Está aí uma grande contradição. O ego de Dexter faz com que ele traia o código de Harry e faz dele um criminoso e não a “mão esquerda da justiça”. Debra não consegue aceitar que o irmão atrapalhou o trabalho da polícia para ele dar conta dos assassinos. Quando a gente pensa que eles estão se entendendo, aparecem mais problemas e dá pra perceber que Deb nunca mais vai confiar no irmão.

Gostei muito da cena de Sirko esperando na sala da casa, com aquele monte de ferramentas para torturar e matar Dexter. Ele sempre demonstrando ser um cara paciente. Muito divo! Mas confesso que achei meio forçado aquela parte de ligar pra própria casa passando as coordenadas do restaurante. Sério, quem faz isso? Sirko foi muito bobo em acreditar na armadilha. Apesar de que eu acho que o mafioso curte esse jogo de gato e rato. Ao contrário de Dexter, Sirko sabe esperar a hora certa e é bem mais paciente.

Outra coisa que me deixou com o pé atrás foi a história do bar colombiano. Na boa, Dexter entra sossegado no bar e os malucos nem ligam, ele consegue escapar por uma janela MINÚSCULA e quando Isaak entra no bar, consegue matar os três colombianos! Super cena estilo Matrix desviando das balas. Esse cara saiu do patamar Steven Seagal para Chuck Norris. Mítico.

Acho que nessa temporada estão tentando resgatar bastante a épica quarta temporada. Semana passada tivemos a banheira de sangue e nesse episódio, a cena de Isaak entrando na delegacia encarando Dexter me lembrou MUITO o Trinity no episódio “Hello Dexter Morgan”. Ah, a inesquecível quarta temporada. Último comentário sobre Sirko: ele ainda não deixou claro sua relação com Viktor, então a minha teoria sobre os dois serem um casal gay ainda está de pé. Dexter da diversidade.

Gostei muito da evolução da Hanna McKay. Ela passa de personagem secundário sem graça para jovem-sexy-assassina juvenil. Dexter analisa os corpos e percebe que Wayne Randall levou a culpa por todos os assassinatos sendo que Hanna foi responsável por algumas mortes. Provavelmente Dexter vai deixar tudo como está e inocentar Hanna, já que quando Deb pergunta se ele tema alguma novidade sobre o caso do Wayne, ele nega. Está rolando um clima entre Dexter e Hanna, os dois perceberam que cada um esconde alguma coisa. Gostei do diálogo sobre o primeiro cadáver de cada um, acho que foi ali que um se identificou com o outro. Gosto quando Dexter tem um “cumplice” feminino, só não entendo porque elas sempre são loiras. A única morena que apareceu na série era louca de pedra, saudades Lila!

Fiquei com dó do Batista. Ele vai todo contente falar da teoria dele que o barman não se matou e foi tudo armação dos Koshkas para fechar o caso do Viktor. Daí Debra dá uma tesourada no cara. Lembro como se fosse hoje quando Deb foi falar com Laguerta do caso da prostituta morta e a chefe a manda esquecer disso, porque o Matthews estava envolvido. E hoje é Deb quem está assumindo o papel de Laguerta para preservar o irmão.

A única coisa que eu não gostei do episódio foi a parte em que Quinn aceita o suborno dos Koshkas. Sério, aquele lenga lenga dele com a Nadia já está um pé no saco e agora pra piorar, ele começa a aceitar grana dos caras da Fox Hole? Esse Quinn é só decepção. Pra quem um dia quase se casou com a Debra, ele decaiu lindamente na série.

Outra cena que gostei bastante foi o diálogo entre Dexter e Deb no quarto do hotel. Mesmo com todos esses problemas cabeludos acontecendo, um ainda se preocupa com o outro e gosta de lembrar os bons momentos da infância. Mas o diálogo final de Deb descrevendo os dois quando crianças, e ela correndo atrás do irmão sem nunca conseguir alcança-lo fechou o episódio perfeitamente. Porque não adianta, por mais que ela tente correr atrás do irmão, ele sempre está à frente dela e ela nunca irá conseguir pegá-lo.

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