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Reviews

Dallas – Revelations

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Série: Dallas
Episódio: Revelations
Nº do episódio: 1×10
Exibição nos EUA: 08/08/2012
100
5
2

Montanha-russa. Quando penso em Dallas penso no sinuoso e inconstante caminho de uma montanha-russa. Para quem começou a aventura de assistir uma série que propõe a continuação de um clássico, quem começou essa aventura do topo, merece acabá-la com um alto nível.

E Dallas acabou em alto nível.

Cynthia Cidre voltou ao comando do roteiro da série no episódio final, o que para mim fez toda a diferença, já que a minha maior birra durante a temporada era a tentativa dos roteiristas em forçar o “twist”, a vontade de surpreender o espectador. Claro, sei que é assim que funcionam as novelinhas, mas a cada cinco minutos ficava um pouco estressante. Às vezes, tinha a impressão que era obrigatório fazer isso mesmo que não fizesse sentido algum. ALGUM.

O que vimos no episódio final foi uma história sólida, e me perdoem, mas acredito que Dallas começou realmente apenas no décimo capítulo. Será que toda a temporada foi um prelúdio do que estar por vir? Da verdadeira nova geração em busca de poder e das riquezas do rancho de Southfork?

Se isso foi apenas um prelúdio, confesso que estou ansiosa para o espetáculo começar. Mas vamos ao ato final desta introdução.

Clichês. O que seríamos sem eles? (pergunta retórica). Quando o episódio anterior terminou com o tiro e a provável morte misteriosa, fiquei boquiaberta! Não pelo fato em si, mas pela ousadia de usar tal artimanha no roteiro! Rebecca matou o irmão/amante! (Game of Thrones crossover?) Na lata! Até o momento eu simpatizava com ela, mas tudo ficou muito estranho. Na verdade, ela foi a personagem coringa da primeira temporada da nova Dallas. Daquelas que não sabemos se é vilã ou mocinha…. do jeito que eu acho que deve ser. Cansei dessa guerra entre bons e maus.

Por falar em bons… Bobby sai do hospital. Por que Bobby estava no hospital? Alguém me explica que ideia mais anos 80 de dar ao Ewing um câncer? Nunca gostei dessa parte da história, e essa necessidade de ser bomzinho do Bobby me deixa mais a vontade para torcer pelo Sr. Sobrancelhas.  Sim, porque mamãe pode dizer que não, mas em briga de irmãos, sempre há um favorito.

Mas ele saiu do hospital, decidido por o irmão mais velho no xilindró. Talvez Bobby não seja tão do bem assim… mas enfim, nesse meio tempo eles resolvem dar trégua e fazer de tudo uma festa.

Confesso que eu fiquei emocionada, para não dizer morta de chocada, quando achei que a história caminhava para uma reconciliação. Sei que a série iria acabar… provavelmente iria… mas não seria bacana ver os Ewings juntos contra outro mal? John Ross pedindo a Elena em casamento, Bobby Filho com a Rebecca, todos juntos e felizes. Hm, acho que isso é pedir demais.

Até porque logo o castelo se desfez, John Ross perdeu o amor da vida dele, o seu negócio, e ainda poderia ir para a cadeia. BAM! Agora sim temos um motivo para vingança… o sentimento que move as terras do Texas.

Devo confessar também que achei muito desconfortável a Elena aceitar se casar com o Pequeno John numa manhã e na outra está na cama louca de amor pelo Bobby Filho. Cadê a coerência nos sentimentos, minha gente? Cadê o amor? Aliás, a Elena não fez sentido nessa temporada. Toda hora mudava de ideia, de humor, de motivos, parecia a Carrie em Homeland. (Queremos crossover?) Não faz sentido eu achar o Chris o vilão da história, mas eu acho.

Também não faz muito sentido aquela história da Sue Ellen, mas Dallas me deixou tão confusa que acho que eu não faço sentido também… A Anne se sujeitando a gravar uma conversa para safar a ex-Ewing das falcatruas não condiz com o medo exagerado que ela demonstrou ter do seu próprio ex. Mas não vou negar que eu gostei deste twist.

O único personagem que fez sentido para mim nessa história toda foi o John Ross. Não porque eu estou apaixonada por ele, mas porque ele desde o princípio queria algo e no final ele conseguiu exatamente o que queria. Apenas deu um ou dois tropeços no meio do caminho. Tropeços esses que J.R. fez o favor de “paitrocinar”.

Todo mundo odeia a Rebecca. Até os deuses do clichê! Mas morri de rir quando foi revelado que ela era na verdade: (tan dan daaan) Neta do Cliff Barnes! Arquiinimigo da família Ewing.

E com isso terminamos, pessoal. Até o próximo capítulo!

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

3 Comments

  1. biancavani

    Realmente, a personagem mais inconsistente em Dallas é a Elena: briga com um, cai na cama do outro, em uma alternância ad nauseum. Como se não existisse vida inteligente no Texas fora dessas possibilidades…
     O John Ross também foi minha personagem preferida, talvez porque o Chris seja tão sem graça. Se bem que Junior cometeu alguns deslizes, fez merda, eu esperava mais dele.

    Então era este o Ás escondido na manga para nos ganhar definitivamente: Rebbeca, com aquele jeito de meiguinha arrependida, no fundo um esquema ardiloso para acabar com os Ewing! Cool! Contem comigo na segunda temp.!

    Adorei as resenhas, MC. Tks.

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