Log In

Especiais Opinião

Conheça ‘GCB’, a nova série da Sony

Pin it

GCB, ou Good Christian Belles, como era conhecida anteriormente, ou até mesmo Good Christian Bitches, seu primeiro nome, é a nova atração da grade do canal Sony. A série estreia no Brasil nesta terça-feira (29/5), às 22h. GCB já teve toda a sua primeira e única (já que foi cancelada) temporada, com 10 episódios, exibida nos EUA pela emissora ABC.

GCB é baseada em uma série de livros chamados Good Christian Bitches de autoria de Kim Gatlin e conta a história de Amanda Vaughn (Leslie Bibb), ex-menina má do colégio, que acaba de se tornar viúva em uma situação escandalosa e volta para os subúrbios de Dallas, no Texas, onde cresceu, para reconstruir sua vida com seus filhos e morar com sua mãe, com quem não tem muito contato. Agora ela terá que lidar com as cristãs bitches dos título original que eram suas vítimas no colégio e que vão fazer de tudo para tornar sua vida um inferno. A líder das “boas samaritanas” é Carlene (Kristin Chenoweth), uma das principais vítimas de Amanda na escola e que está dispota a fazer o possível para que Amanda sofra, mesmo que para isso ela tenha que desrespeitar seus tão cultuados mandamentos da bíblia.

Se você é fã de séries como Desperate Housewives, não irá se decepcionar com GCB. Com aquele clima novelesco que mistura gêneros como humor, drama e suspense, a série tem ritmo e sabe fazer rir com um humor físico e rápido, além de boas sacadas para piadas envolvendo religião, crença e hipocrisia. Outro destaque é o elenco incrível, liderado por Leslie Bibb e  Kristin Chenoweth. Bibb, que já fez Popular lá atrás, fica sempre bem no papel da mocinha da história. Já Chenoweth, nasceu para ser Carlene. Com um timing incrível para comédia, como já tinhamos presenciado em Pushing Daisies, uma voz incrível de Broadway – que se encaixou perfeitamente no papel – e um visual de Barbie, sua Carlene é a própria personificação das socialites texanas e isto gera momentos impagáveis.

O que também agrada em GCB é o desenvolvimento dos personagens que, apesar de tudo, se provam nada mais nada menos que humanos, sempre lutando sobre aquela linha do bem e do mal, mesmo com o exagero, proposital, diga-se de passagem, da contrução e das atitudes de cada um. É o tipo de humor mais antigo que existe, o humor baseado em estereótipos, mas que neste ambiente funciona perfeitamente.

Os coadjuvantes também são primorosos. Não tem como deixar de citar o trabalho maravilhoso feito por Annie Potts (Law & Order: SVU) como a mãe de Amanda, Gigi. Ela constrói uma mulher de força que mesmo vivendo sob os costumes daquele lugar, consegue se livrar dos problemas morais que os acompanham. As outras cristãs do título, que juntas com Carlene formam o grupo decidido a acabar com Amanda, são Sharon (Jennifer Aspen, de Rodney), que era linda na época da escola, mas que acabou engordando com o tempo; e Cricket (Miriam Shor, Big Day), que teve o namorado roubado por Amanda; e Heather (Marisol Nichols), a única que não tem nada contra Amanda, mas segue o caminho das outras.

Se GCB tem um grande problema é a sua temática. Fazer piada com um grupo religioso tão grande e influente resultou em perseguições à série desde seu início (por isso as várias mudanças de título) e em audiência baixa. Hipocrisia impede que as pessoas riam de seus próprios estereótipos e com isso a esperança da ABC de ter uma nova série no estilo de Desperate Housewives nos seus domingos foi para o ralo. Mas um conselho, vejam e divirtam-se com os dez episódios desta única temporada.

Séries citadas:

Jornalista apaixonado por cinema, música e televisão. Buffy the Vampire Slayer foi o primeiro grande vício, mas antes já acompanhava Friends e Barrados no Baile. Ama Desperate Housewives, True Blood, Community, Game of Thrones, Glee, Happy Endings, Revenge, Shameless e The Good Wife, entre tantas outras. Não resiste a uma comédia, mas também não dispensa um bom drama.

Website: http://behindthescenes-takes.blogspot.com.br/

11 Comments

  1. Pingback: Destaques da Semana – Brasil – 28 a 3/6

  2. Beto Carlomagno

    Algumas coisas ficam abertas Maria Regina. A série só foi cancelada depois que terminou sua primeira temporada, por iss eles não tiveram como concluí-la da maneira certa.

  3. Paulo Serpa Antunes

    A trajetória desta série é o típico erro clássico que a ABC comete.
    A impressão que dá é que o canal sempre cede a pressões.

    O casting é ótimo. Eu vou assistir ao piloto, certamente.

  4. Claudia Braga

    Gente eu gostei, mas perdi uns 20 minutos porque cheguei tarde da faculdade, vou procurar uma reprise pra ver bem direitinho, gostei do elenco, da estória, das intrigas etc.. achei o piloto bem melhor que muita série badalada por aí.

  5. Halana

    Nossa estou amando as entrigas causada pela ex-gavalina são de mais, mesmo que a Amanda tenha mudado as suas amigas de colegio não esqueceram oque ela fez de errado no passado ainda tem muita coisa para rola e uma pena quesó tenha 10 episodios
     

  6. Regina

    Pra quem é verdadeiramente religioso, este seriado é uma blasfémia. Com religião não se brinca.

  7. Elaine Shiga

    Adoroooooooooooooooooooooooo a série !!!  pena que acabou fique triste !!!! p.que fazem isto começam uma série e para …….

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account