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Reviews

Castle – The Wrong Stuff, Hong Kong Hustle e At Close Range

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Série: Castle
Episódios: The Wrong Stuff, Hong Kong Hustle e At Close Range
Número dos episódios: 7×16, 7×17, 7×18
Datas de exibição: 23/02, 16/03 e 23/03/2015

Sim, eu sei, estou absurdamente atrasada com as reviews. Sempre prezei a entrega em dia, até porque sei que tem gente que gosta de ler e acompanhar, como a minha leitora Fátima, por exemplo (saudade, inclusive, e me perdoe pelo atraso). Mas em uma tentativa de conciliar os papéis de estudante, monitora de Português, reviewer, namorada, filha e futura mestranda, ando encontrando algumas barreiras – e uma enorme falta de tempo. No entanto, colocarei as reviews em dia da seguinte forma: hoje escrevo uma review tripla e, na semana do dia 20, faço a dupla já com o episódio dessa mesma semana, para, dessa forma, ficar em dia. Dito isso, sem mais delongas, espero que você, querido leitor, ainda esteja aí para ler as minhas considerações sobre esses três episódios que começou com uma “amaciada” nos ânimos após o desfecho do caso do 3xk.

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Logo após um episódio duplo de tirar o fôlego, Castle resolveu trazer calmaria às nossas telinhas – calmaria até demais, eu diria. É que The Wrong Stuff veio pra amenizar o clima, mas trouxe um caso tão batido e um roteiro tão fraquinho que deixou a desejar. Posso estar sendo injusta, mas pra mim o episódio que tratou de um assassinato dentro de um simulador de Marte foi o mais fraco da temporada (pelo menos até agora). Óbvio que, sem dúvida, nenhuma temporada é feita somente do clímax, há sempre aqueles episódios em que a história é mais calma, o roteiro menos criativo, os personagens menos envolventes.

A falta de atratividade no episódio permitiu, no entanto, algumas boas cenas de humor. Sempre disse e volto a dizer: a série sabe muito bem preservar sua essência inicial e nunca abandonou o lado cômico, principalmente quando estamos falando de Richard Castle. O escritor continua bobo, com teorias engraçadíssimas e projetos ambiciosos e, ao mesmo tempo, incabíveis. Não é que ele tinha se inscrito pro simulador? Imaginem esse homem em Marte, gente? O que ele faria eu não sei, mas de uma coisa tenho certeza: se o caso pra gente foi um pouco chato, pra ele foi apenas mais um aguçador de seu imaginário fértil.

Além disso, o episódio introduziu uma questão importante: Castle finalmente percebeu que a casa estava tornando-se pequena. Alexis com seus amigos, Martha com seus pretendentes, Castle e Beckett formando uma nova família, obviamente que havia, ali, um conflito iminente de vontades/expectativas que, em algum momento, culminaria na saída de alguém do apartamento do escritor. E foi exatamente o que aconteceu.

Martha decidiu sair de casa e ter a sua própria. Desde que mundo é mundo e Castle é Castle, vemos Martha no apartamento do escritor, junto com Alexis, formando a tríade familiar mais fofa da televisão americana. A saída da atriz do apartamento do filho não só representa uma postura radical da personagem, mas também um sinal  claro na trama: ei, queridos telespectadores, Castle e Beckett estão começando, de fato, a montar sua família. Fiquei imensamente feliz pela atitude e não poderia esperar nada além disso da sogra mais meiga do mundo.

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No episódio seguinte, uma frase de Beckett foi como uma bomba explodindo em um ambiente completamente sem som. Quem aqui poderia dizer que a detetive sentia-se incompleta e, talvez, arrependida por largar aquele emprego na capital? Hong Kong Hustle contou com a participação especial da atriz Linda Park interpretando a multitarefada detetive/inspetora/mãe/esposa/rainha Zhanga, de Hong Kong. Acontece que, se o ego de Beckett já estava ferido ao ver, no jornal, que um amigo de escola havia alcançado patamares maiores que ela, a presença de Zhanga – que, supostamente, conseguia manter uma casa com filhos e marido e ainda ser maravilhosa EM TUDO que faz – só serviu pra alimentar o processo de comparação e inferiorização.

Porém, é fácil de entender o que se passa na cabeça da detetive. Beckett é infinitamente maior que o espaço da NYPD pode dar. Kate é maravilhosa naquilo que faz, senão a melhor de NY, mas parece não compreender ou não achar que seus esforços estão sendo retribuídos da maneira que merecia ou, então, que está colocando suas forças no local certo. Mudar, por exemplo, seria uma ideia, caso ela já não tivesse tentado antes e descoberto que o mundo “lá fora” é sujo e ilegal, o que, definitivamente, não corresponde com a moral da nossa detetive.

O que fazer, então? A resposta é evidente: mesmo o espaço sendo menor, Beckett está exatamente onde deveria estar, pelo menos por enquanto. Na NYPD ela pode colocar em prática tudo o que sabe, correr atrás da justiça, ser a melhor no que faz sem ultrapassar sua moral e, o mais importante, consegue ser a melhor sem deixar de ser ela mesma. E é exatamente nesse ponto que Beckett percebe, no jogo das comparações, a sua maior diferença com Zhanga: ela sabe até onde pode ir pelo trabalho e o que, ao final do dia, deve prevalecer. A presença da inspetora no episódio foi crucial para fazer Beckett compreender que ela merece, sim, evoluir na sua carreira, mas que isso virá com o tempo, sem que nenhuma etapa seja avançada, sem que nada de importante e essencial seja deixado para trás.

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Logo após a presença da inspetora, tivemos a grande felicidade de assistir a um episódio voltado para o Ryan, coisa que amo, vocês sabem. Então, é nesse ritmo de dar vez/voz aos personagens secundários (tão importantes quanto os principais), que At Close Range surgiu nessa sétima temporada.

Desde que Sarah Grace nasceu Ryan vem fazendo bicos, trabalhos extras, geralmente como segurança. Dessa vez, quem arrumou o dinheirinho extra foi seu cunhado, Frank, e novamente o nosso detetive trabalharia como guarda-costas de alguém. No entanto, as coisas não andaram  bem como ele esperava e, infelizmente, uma mulher foi morta enquanto ele deveria protegê-la. É claro que não demorou para ele se culpasse e corresse atrás do criminoso como um gato atrás do rato. Era preciso resolver aquilo para que sua consciência pudesse dormir em paz.

Gostei de como a trama do caso se desenvolveu, principalmente porque o assassino não era quem eu imaginava. Aliás, amo casos em que eles anunciam voz de prisão a pelo menos três pessoas e, no fim, não era nenhuma delas. Deixa um suspense, sabe? Porém, entre essas pessoas acusadas estava o próprio cunhado de Ryan, fazendo com que o detetive estivesse ainda mais inserido no caso – agora pessoalmente. É nesse contexto que foi criada a cena – considerada por mim, pelo menos – que mais reafirma o caráter de Ryan: ao ficar cara a cara com o cunhado, após este ter confirmado uma pequena participação no crime, ele não titubeou em prendê-lo. Eu não esperava outra coisa dele, mas gostei de terem realçado essa característica do personagem na série. Além disso, nesse episódio fomos mais a fundo da família do Ryan, só faltando analisarem mais a vida da Gates (alô, produção!).

Já no finalzinho do episódio, depois de terem descoberto que a braço direito do deputado que havia feito os disparos, Castle também faz uma descoberta significativa que, possivelmente, foi inserida nesse episódio pra fazer um gancho futuro (ou nem tão futuro assim). Como eu havia dito, o tempo de Beckett virá e ela não quer deixar ao acaso, quer dar uma mãozinho nesse destino estudando para a prova de capitã. Será que teremos uma nova comandante no departamento? Será que acontece na próxima temporada?

Muitas perguntas ficaram em aberto com esse episódio e espero que sejam respondidas logo. Porém, uma coisa me assusta: se ser capitã fosse o destino final da carreira da Beckett, os produtores terem investido nisso quer dizer que o fim da série se aproxima? Em todo final do show, pela demora em assinar o contrato de mais uma temporada, eu fico nesse nervosismo de não saber o que vai acontecer no dia seguinte. Mas enquanto a gente sofre nessa espera, continuemos aqui e na semana do dia 20 tem review dupla para que eu, enfim, possa ficar em dia com vocês. Agradeço a paciência e até lá :)

PS1: #Beckettparacapitã

PS2: Sobre Castle ser fã de One Direction: HAHAHAHAHA, OKAY.

Séries citadas:

Futura professora, 20 anos, estudante de Letras da UFF, monitora de Português do Colégio e Curso pH e amante de uma boa literatura. No TeleSéries é editora de reviews e reviewer de Castle e Bad Judge. É viciada em séries e dizem por aí que shippa praticamente tudo que se move. Fã incondicional de Roberto Carlos, ama também falar em 3ª pessoa.

Website: http://minhaasconfissoes.blogspot.com.br/

2 Comments

  1. Fátima Beatriz

    Oi, Ana. Realmente, sentimos falta das reviews mas dar para entender, é claro, o motivo do atraso. E se a Fátima que você menciona sou eu, puxa!!!, estou envaidecida!!! Voltando à nossa série favorita: os episódios realmente foram meio mornos, mas isso sempre acontece depois daqueles que são tão impactantes como foram os dois anteriores, resolvendo a mitologia 3XK. Agora, o do Ryan, realmente foi bom por ter centrado em um personagem e ator que gosto muito. Fora os olhos azuis do Nathan, os do Seamus também mexem comigo, KKKKKKK. Ansiosa, como você, pela notícia da renovação para a 8ª temporada e esperando que não finalizem a sétima de maneira ataboalhada e corrida. Castle não merece e, muito menos, nós, os fãs. Bjs

  2. Ana Botelho

    É você sim! :)
    Também espero que não resolvam terminar uma história inteira de forma corrida em dois últimos episódios. Que pelo menos na gente tenha uma temporada completa pra um final decente, né?
    Falando dos episódios, também achei meeeega mornos, mas é super normal isso também. Agora, nessa reta final, espero aventuras e episódios de tirar o fôlego.
    Mais uma vez agradeço a sua leitura e presença nos comentários. Na semana do dia 20 volto com os dois episódios pra ficar em dia! Até lá, beijos :)

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