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Reviews

Castle – The Human Factor

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Série: Castle
Episódio: The Human Factor
Número do episódio: 5x23
Exibição nos EUA: 06/05/2013
93.333333333333
4.6
6

Uma semana após Still e minha cabeça ainda continua em flashes. Mas diferente do que aconteceu após o centésimo, eu não tinha depositado grandes expectativas no episódio dessa última segunda-feira. Confesso que, mesmo sem grandes esperanças, The Human Factor poderia ter saído um pouco mais do “mediano” e impactado em algumas ações, já que ele tomou como função abrir alas para a season finale. Entretanto, uma importante questão foi lançada na série e eu tenho certeza que o episódio serviu para preparar o terreno para a tempestade que vem por aí.

Leve. Se existe uma palavra que possa definir todo o episódio seria essa; leve. Claro que eu não estou ignorando o final dele, que por sinal me desapontou em ‘n’ pontos, mas isso fica para daqui alguns parágrafos. A questão é que de forma branda, a gente viu Castle se encaminhar para a última segunda-feira da sua quinta temporada. Com um caso curioso, que despertou um pouco da minha atenção, o episódio trouxe umas características da série que nós conhecemos muito bem. A primeira delas é esse menino que insiste em não sair do corpo do Castle, e eu nem preciso dizer que amo o fato dessa característica não ter sido perdida ao longo dos anos – ou preciso? E vocês podem analisar isso comigo. Estamos indo para o sexto ano da série, e o Castle continua com essa mania de perder alguns minutos da sua vida brincando. A diferença é que agora (para alegria geral da nação) a brincadeira, geralmente, “esbarra” na Beckett.

Além do fato do Castle ser chamado de pervertido, o bom humor entre os dois e as “tiradas” foram outra característica, de longa data, presente no episódio. Apesar deles terem virado um casal, e consequentemente terminado com a tensão do eles vão/eles não vão, aquele embate de personalidades que eu tanto amo (e vocês também, eu sei!) continua ali, intacto. Intactas também estão as teorias absurdas do Castle, e as caras da Beckett de quem acha tudo uma grande bobeira. Quantos não foram os sorrisos bobos que dei vendo os dois provocando um ao outro? Perdi até a conta.

É nessa hora que eu diria “brincadeiras a parte”, mas não, elas não terminaram. Como eu disse, o episódio foi leve, se agarrando a algumas cenas e momentos – momentos esses que, como sempre, fazem um episódio morno valer a pena. Eu achava que a Beckett já tinha esgotado sua taxa de “troll” por temporada, desde que ela se vestiu, sensualmente (só que não), de Nebula-9 para o Castle, lá em The Final Frontier. Mas ela adora provar o quão medroso ele é. E eu adoro o resultado disso.

Antes de tudo, eu confesso que chorei de rir com essa cena, e a risada da Beckett de quem saiu vitoriosa de uma batalha não tem preço. Mas o que eu mais gostei não foi a cara de medo do Castle, tampouco o sarro tirado dele. O que me deixou encantada foi mais uma cena da rotina deles para a gente por na nossa “sacola de momentos fofos”. Uma coisa que eu percebi, e que me fez acreditar que julguei muito cedo o Marlowe por demorar a mostrar as cenas caseiras, foi o fato de que ele simplesmente foi nos dando os momentos aos poucos, como quem libera, a cada episódio, uma parte do quebra-cabeça da vida deles. O que foi infinitamente melhor, porque ainda há tanto para descobrir do dia-a-dia de Castle e Beckett quanto já foi descoberto.

Nem só de cenas fofas viveu o episódio, e nem de perto esse foi o seu propósito. Desde o começo, a presença dos federais já dava pistas do que viria pela frente. Uma questão iria ser lançada, instigada, e, por que não, fisgada. Porém, a maneira como ela foi posta na série me desapontou um pouco. Eu já tinha visto a promo, então já sabia que a Beckett receberia uma oferta de emprego na capital, mas não sabia como ela reagiria quando ouvisse. E continuei não sabendo. Acho que, para puxar uma season finale que vai tratar da problemática se Beckett aceita ou não o emprego e como Castle lida com isso tudo, a falta de debate sobre a questão nesse episódio deixou a desejar. Não que eu quisesse que tudo fosse resolvido, ou que ela já soltasse a notícia para ele, mas faltou alguém para a Beckett contar. Faltou ela dizer algo além de “não, não foi nada”.

O surgimento dessa proposta de emprego dá à série um contraste muito interessante. Na temporada passada, no exato penúltimo episódio, Marlowe deixava um gancho para a season finale, que já indicava que o casal finalmente iria dar o primeiro passo. Quando Beckett diz que a sua parede está prestes a desmoronar, já ficava bem claro que a detetive estava parando de lutar contra seus sentimentos. Agora, eu poderia dizer que a situação é inversa. Há uma semana do último episódio, Beckett se deparou com uma questão que ela, provavelmente, terá trabalho de resolver, e eu vejo da seguinte forma: de uma maneira ou de outra, uma escolha feita por ela pode fazer erguer o muro que ela demorou tanto para por a baixo. E nós sabemos que, dessa vez, ele não seria construído por ela.

The Human Factor me desapontou no final, mas cumpriu seu papel de me deixar com incógnitas na cabeça. Para a season finale, eu vou com o coração na mão e as expectativas controladas. Não acho que o Andrew vá superar Still, mas tenho certeza que ele fechará essa temporada com chave de ouro. Quanto à posição da Beckett em relação a proposta, é tudo tão incerto que não me arrisco a dar um palpite. Aliás, só posso afirmar duas coisas para vocês: que lágrimas vão cair e que, de coração quebrado ou com brilho nos olhos, eu estarei aqui semana que vem fazendo a review de Watershed, encerrando esse nosso quinto ano. Até lá!

PS1: Será que terei que pintar plaquinhas e juntar a turma para fazer um protesto em frente a ABC pedindo a presença da Lanie em todos os episódios? Come on, Marlowe!

PS2: Como senti falta dos dois atirando juntos. Mas ainda acho um perigo o Castle ter uma arma que não seja de brinquedo.

Séries citadas:

Futura professora, 20 anos, estudante de Letras da UFF, monitora de Português do Colégio e Curso pH e amante de uma boa literatura. No TeleSéries é editora de reviews e reviewer de Castle e Bad Judge. É viciada em séries e dizem por aí que shippa praticamente tudo que se move. Fã incondicional de Roberto Carlos, ama também falar em 3ª pessoa.

Website: http://minhaasconfissoes.blogspot.com.br/

11 Comments

  1. luiz

    li em outros sites que um famoso casal de series se casaria ou ficaria novo no final da temporada , acho que esse casal sera castle e beckett na minha opinião a serie esta nos preparando para ver a evolução desse romance, ja imagino as confusoes desde dois noivos e fora que passados 4 temporadas esperando eles ficarem juntos seria um tiro no pe eles se separarem logo agora

  2. Ana Botelho

    Eu penso dessa forma, mas adicionando uma coisa. Não acho que toda essa questão dela ir trabalhar la em D.C ou não, vai acabar e ponto. Ainda acho que mesmo ela (talvez ou quase certo) não aceitando o emprego, isso pode gerar alguma consequencia. Isso se o Marlowe quiser começar a sexta temporada já no drama haha enfim, é um tiro cego tentar adivinhar o que o Marlowe pretende, mas já no meio do episodio de semana que vem a gente já sabera =))

  3. Bruno

    Achei muito estranho também, mas não fora da personagem, não contar a ninguém (nem ao Castle!) do convite do emprego.

    Imagine se ela aceita, perderia os amigos Espo e Ryan, que são parte importante da equipe.

    Castle não teria problema, ele pode escrever em qualquer lugar. Mas ele talvez não pudesse participar das investigações federais, afinal está no NYPD “de favor” por ser amigo do prefeito.

    Por outro lado, junto com os federais, ela poderia investigar aquele senador que gosta tanto.

    Onde você quer estar em cinco anos? É uma pergunta díficil para alguém como Beckett. Aliás, é uma pergunta díficil para qualquer um. Conheço muitas pessoas que vivem focadas no futuro “quando eu terminar o curso”, “quando arrumar um emprego”, “quando comprar um carro/casa”, ou seja, que negligenciam quase que inteiramente o presente. Beckett não faz isso, ela vive “apenas o presente”, tanto que não sentou ainda para discutir o futuro da relação com Castle.

    Relação esta, aliás, que é bem cômoda para ela. Ele é brincalhão, não leva nada a sério, trabalha com ela, não parece perceber a necessidade de nada mais sério, está sempre disponível… Quem não quer um relacionamento de “estepe”, assim??!

  4. bi

    Bom falando sobre a Kate não ter contado a ninguém sobre a proposta do emprego concordo que isso não está fora da personagem… até pq todo mundo sabe o quanto a Kate é fechada…. e não houve tempo pra ela dar aquela ligadinha pra Lanie e marcar uma daquelas conversinhas entre amigas que todos adoramos (alias espero por isso na season finale).

    Em relação aos dois está cada vez melhor ver essa dinamica domestica entre eles, e ainda saber que todas aquelas caracteristicas presentes em cada um continuam lá… pra nos fazer morrer de amores!!!

    Agora o que foi o Castle elaborando sua teoria da rebelião das maquinas enquanto o Espo fazia aquela cara no melhor estilo Beckett, enquanto o Ryan caia lindamente na labia do Castle… essa dualidade entre os dois me encanta!

    Castle jamais ficaria “satisfeito” com a Kate aceitando o emprego, pq ela se tornando uma federal alem do fator dele não poder mais acompanhar as investigações… ele ainda teria que lidar com o fato de que nem comentar os casos com ele seria permitido… passaria a ser “TUDO CONFIDENCIAL”.

    Confesso que não cheguei a ficar preocupada com essa proposta de emprego, pq sabemos muito bem que a série não pode mudar completamente de localidade e IDENTIDADE! Mas fiquei intrigada em como essa questão será desenvolvida e tenho certeza que o AM vai torturar um pouquinho o nosso coração shipper!

    PS.: BECKETT em DC sem Ryan, Espo e Lanie?? MORRO SE ISSO ACONTECER!!!

    PS.: Quer ajuda pra fazer as plaquinhas de protesto pela Lanie??

  5. suely

    Gente eu amo Castle mas não sei baixar… alguém sabe me dizer porque a Sony não está passando esta temporada no Brasil???

  6. Ana Botelho

    Concordo com você até a parte que a relação dela com ele é cômoda. Acho, na verdade, que no começo ela poderia ser sim tranquila quanto a essa questão, mas pelo o que a gente viu, ela tá sentindo falta de uma conversa, de uma definição, talvez de um maior pronunciamento dele, sabe. Mas isso deve ressurgir na série daqui um tempo.
    E quanto ao emprego em D.C., acho que foi só uma deixa para ver o que aconteceria com eles e como cada um reagiria. Não vejo Beckett fora do Precinct, nem agora, nem daqui 5 anos.

  7. Ana Botelho

    Eu concordo que ela seja mesmo fechada, mas não sei ao certo dizer como eu queria que ela contasse isso, mas queria que essa dúvida, essa “lampada acesa” na cabeça dela tivesse sido mais explorada. Talvez se o pedido fosse feito no meio do episódio, teria tomado um rumo diferente.
    E sim, quero ajuda com as plaquinhas! hahaha

  8. Bruno

    O problema foi a ordem trocada do episódio da bomba. O flerte aceito do episódio do ricaço, seguida a declaração de amor de Castle ao ficar ao lado dela até o fim quando ela achava que ia morrer sozinha, nos deixa sem saber se ela teve as dúvidas que teve antes da declaração mútua de amor, ou depois.

    Porque não tem como Castle demonstrar mais amor do que o que ele fez na situação da bomba. Castle é esse ‘meninão’ mas também está lá pra ela, como fez inúmeras vezes, inclusive os próprios flash-backs mostraram.

    Se Beckett precisa de uma “conversa” para perceber isso, por mais que eu também seja “shipper”, ela não merece Castle. Tem coisas que não precisam ser ditas.

    Vamos aguardar o episódio final e ver o que o showrunner reservou pra nós.

  9. Pingback: Saiba mais sobre o episódio final da quinta temporada de ‘Castle’

  10. Pingback: Destaques na TV – sábado, 16/11

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