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Reviews

Castle – The Blue Butterfly

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Série: Castle
Episódios: The Blue Butterfly
Temporada:
Número do Episódio: 4×14
Data de Exibição nos EUA: 06/02/2012

Assim como ocorreu com Till Death Do Us Part, o episódio do casamento de Ryan, a ABC promoveu muito The Blue Butterfly, o tão esperado episódio noir. Seria coincidência o fato de que nenhum dos dois me deixou plenamente satisfeita? É a velha história da bandida expectativa…

Desde a estréia dessa 4ª temporada eu venho dizendo que, apesar da mesma qualidade, ela não se compara à 3ª, que foi muito boa. E qual o motivo disso? Castle não tem os casos mais complexos, nem é um seriado que trabalhe com as evidências de forma diferenciada – como Bones e a linha CSI. Então porque o seriado faz tanto sucesso e é tão querido? Por causa dos seus personagens, e da interação entre eles.

Por mais que adoremos todos os outros personagens, e que o show não funcione sem ele, é inegável que os ingredientes principais da receita são Beckett e Castle, e toda sua química e tensão sexual. E foi na 3ª temporada que a relação se “aprofundou”, que ambos descobriram a paixão, e que Castle inclusive revelou seus sentimentos.

E nessa 4ª temporada, qual o progresso? Castle evoluiu como “pessoal fiel”, conforme dá para verificar em vários episódios, e está cada vez mais protetor com Kate. Já Beckett conseguiu admitir que está apaixonada por Castle e que se considera pronta para um eventual relacionamento.

Mas tudo isso pra quê? Pra vermos mais e mais e mais momentos fofos de trocas de olhares e afagos, sem que as coisas progridam consideravelmente? São coisas agradáveis de ser ver, é óbvio. Que fique bem claro que não estou reclamando da existência desses momentos, também fico olhando pra telinha com cara de paspalha. Só acho que está ficando cansativo vermos só isso, muitas vezes de forma perdida no meio de um episódio. É aquela velha história de jogar migalhas shippers pra deixar os fãs com um sorriso bobo.

É óbvio que quero ver beijo em Castle. Mas quero ver um beijo Casckett. Se é pra ser no imaginário, em sonho ou seja lá qualquer outro tipo de “realidade alternativa”, que seja entre Castle e Beckett. Não quero ser enrolada com beijo de Stana e Nathan interpretando outros personagens. Sim, porque apesar de ser tudo fruto do imaginário – que eu amo de paixão – de Castle, ele apenas estava colocando o rosto deles em outras pessoas, com outras histórias. E se é pra mostrar beijo, que seja um BEIJO. E não aquilo que nos foi apresentado no final de The Blue Butterfly, especialmente depois de tanto “quase beijo”.

Feito o desabafo – podem me chamar de exagerada e impaciente -, falarei do episódio. E, sem medo de parecer contraditória, depois de tudo dito acima, vou tecer alguns elogios.

Não foi o melhor episódio noir que já assisti (Brown Betty, de Fringe, é melhor, na minha opinião, por exemplo), mas foi um bom episódio, com cenários e figurinos bem desenvolvidos. Ou seja, The Blue Butterfly cumpriu seu papel noir e encheu os olhos da audiência (bem baixa, por sinal).

E a imersão dos detetives e seu agregado no mundo dos 40’s nos proporcionou o melhor do episódio: o caso. Ou melhor, os casos.

Pra mim, eles foram intrigantes e instigantes, rodeados de glamour, com os personagens clássicos dos melhores casos policiais dos idos de 1947: um gângster e seus capangas, um investigador e sua atenciosa e protetora secretária, uma cantora de um movimentado bar, a ingênua moçoila que deseja ser amada, e a jovenzinha que culpa a moçoila pela ruína de sua família. Tudo interligado por uma bela jóia, que estava perto de fazer inveja ao Heart of the Ocean (Titanic). E que, no final das contas, era falsa e valia… nada.

As cenas dos “dias atuais” foram muito boas, também. Adorei a empolgação de Castle com o caso. As cenas dele lendo o “diário” são ótimas, assim como sua constatação “Porque estou narrando?” Também achei delicioso ver como seus companheiros foram entrando na história também, se empolgando. Especialmente Kate e Ryan. Também, quem não se empolgaria em investigar uma morte causada por um colar de 1 milhão de dólares, amaldiçoado e que já pertenceu à amante de um oficial nazista?

Ri tanto quando Castle deixa escapar um Kate ao invés de Vera! Que divertida a expressão da Stana, e ver Beckett zoando Castle, pois ele estava imaginando os dois nos “papéis principais”. E o desespero de Beckett pra saber o final da história, quando acabaram as informações do diário? Demais!

Adorei também todo o linguajar da época. Especialmente o “bacana” (ri do “Ryan” dizendo “você demora pra aprender”, quando na verdade teve que repetir a palavra tantas vezes). Espo com suas expressões latinas, e “Lannie Sinclair” com seus fellas e nhami-nhami.

E, no final das contas, o envolvimento com o caso de 1947 era tanto que Kate foi misericordiosa o suficiente para não desmascarar o casal simpático de velhinhos apaixonados: o detetive Flynn e sua amada Vera (que é toda ‘romanticazinha’ e o considera o creme do seu café – e SIM! Castle é o creme do café santo de toda manhã da Beckett), que viveram felizes para sempre com muitos filhos, netos e bisnetos. Uma história de amor com um quê de conto de fadas, mesmo.

Enfim, um bom episódio – belo e divertido -, mas que não foi tudo que eu imaginava de um Castle noir. Semana que vem irá ao ar Pandora. Com esse nome, deve ser um episódio daqueles. Será que a caixa de Pandora será, enfim, aberta? Só nos resta esperar.

P.S.: a audiência caiu um tanto, mas não há motivos para nos alarmarmos. Além da estréia de Smash, outros fatores contribuiram para a queda. Os números devem se normalizar na próxima segunda.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

8 Comments

  1. Patricia Melo

    Ótima review, concordo com a maior parte também esperava bem mais desse epi pela propaganda massiva que a ABC fez, mas no final foi bem legal de assistir com a ótima adaptação aos anos 40 e aquele figurino maravilhoso. Também não aguento mais essa enrolação dos dois e espero que castle não faça igual Bones que enrolou tanto que acabou com a paciência de todo mundo.

  2. Juliana Prado

    Não fiquei frustrada com o episodio, era óbvio que não ia acontecer nada entre os verdadeiros Castle e Beckett. AM já disse que eles não vão começar um relacionamento sem ter antes revelado os segredos e que isso ia acontecer antes do fim da 4ª temporada, então acredito que na 5ª é quando vamos ver o começo desse namoro tão aguardado. Seria até incoerente com tudo que eles apresentaram da Kate até agora se ela se jogasse de cabeça em algo sério com o Castle sem antes pesar todos os prós e contras.

    A própria Stana já falou que pra Kate se envolver com o Rick é pra ser algo “pra sempre”, e ela não iria começar nada sem antes ter certeza de que o namoro não ia acabar como os dois casamentos fracassados dele.

    Tenham um pouco de paciencia. Castle não é Bones. A relação que foi construida entre eles dois chegou a um ponto em que não tem abertura pra que eles se envolvam com outras pessoas. Confio no Andrew Marlowe, ele ainda não me decepcionou.

  3. Therezinha Tucci Therê

    Todas  as  vezes  que  esperamos  demais  de  um  capítulo  ele  não  nos  agrada.
    Concordo  com  vc,    ele  foi  apenas  mediano.
    E  quem  queria    ver  o  esperado  desenlace  na  relação  de  Caskete,  ficou  como  eu,  mais  uma  vez  decepcionada.
    Houve  o  beijo  que  tanto  aguardavamos,  mas  não  entre  eles  mas  sim  entre  dois  personagens  interpretados  por  Nathan  e  Stana  e  isso  pra  nós  não  valeu.

    Agora  teremos  na  próxima  semana,  mais  um  capítulo  duplo,  onde  vai  aparecer  mais  uma  ex- namorada  de  Castle.  
    Só  espero  que  ele  não  se  comporte  novamente  da  mesma  maneira  que  o  vimos   agir   no  capítula  em  que    babou   pela  Serena.
    Isso  já  está  nos  cansando.
      
    Mais  uma  vez  foi  um  ótimo  review,  vc  não  deixou  escapar  nada.

  4. Therezinha Tucci Therê

    Quero  só  comentar  mais  uma  coisa.
    Não  sei  se  vc.  percebeu,  que foi  durante  a  gravação  desse  capítulo  (quando  Becket  e  Esposito  interrogavam  Cley  Belasco  sobre  o  assassinato   em  questão)  que  deu-se  aquele  acontecimento (muito  explorado  pelo  You tube) em  que  Joan Huertas  rouba  um  beijo  de  Stana  e  que  ela  reagiu  daquela  maneira  completamente  inesperada  atirando-se  sobre  ele.
    Procure  rever  a  cena  (do  interrogatório)  á  que  me  refiro      e  depois  me  diga –  se  estou  certa  ou  não.
    Therê

  5. Mônica Almeida

    Mariela, só hoje assisti a esse episódio. Gostei, mas não achei uma maravilha. Já vi episódios noir muito melhores. O caso foi legal, mas eu desconfiei desde o começo que o casal não havia morrido. E quando apareceram o ‘garçom’ e sua esposa tive certeza que eram Joe e Vera. Queria um clima mais caliente entre eles. Aquele beijo foi meio sem graça.Pra mim o melhor do episódio foi o Ryan de 1947 e seu sotaque irlandês. Espero que o próximo episódio seja mais interessante.

  6. Pingback: Destaques na TV – Quarta, 29/8

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