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Reviews

Castle – Knockout

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Série: Castle
Episódio: Knockout
Temporada:
Número do Episódio: 3×24 
Data de Exibição nos EUA: 16/05/2011

Tiros. Socos. Romance. “Shippers” aos montes. Ação. Muita ação. Expectativa. Lágrimas. Tensão. Um senhor Cliffhanger. E 13,21 milhões de pessoas assistindo, só nos EUA. É assim que se faz um final de temporada. A “season finale”, essa, que coroou uma temporada perfeita, certamente uma das melhores e mais constantes de 2010/2011.

E o que falar desse episódio tão maravilhoso? Estamos todos na lona, nocauteados pela genialidade de roteiristas e produtores. Que palavras usar para descrever esse excelente desfecho (?), que fará todos arrancarmos os cabelos aguardando a chegada de setembro?

Bom, tenho uma tarefa difícil em minhas mãos, mas vou tentar ordenar os pensamentos, pra que nada escape nesse momento de profunda agitação. Assim, peço desculpas antecipadamente, pois essa review tende a ficar incrivelmente longa, já que não há um segundo sequer do episódio que mereça ser desconsiderado.

Em Knockout, a trama da morte da mãe de Beckett voltou a ser o centro da história.  O episódio inicia com a visita semanal da detetive à Lockwood, assassino de Raglan, um dos policiais ‘do mal’, que com suas trapaças, desencadearam a morte da Beckett-mãe. Vemos Castle sentado no Precinct, desolado e apreensivo, à espera da companheira. Mal ele imaginava que essa visita desencadearia toda a ação do episódio.

Na penitenciária, conduzida pelo Oficial Ryker (cuja participação foi vital para o desenrolar dos fatos), Beckett descobre que Lockwood saiu da solitária.  Prontamente, o atirador mata Gary Macllister, outro dos policiais, apesar dos esforços de Beckett, e dos agentes da penitenciária, para evitar o crime.

Nosso time favorito de investigadores logo descobre que alguém de dentro da penitenciária auxiliou o preso, o que deixa Kate visivelmente satisfeita, já que lhe fornece uma nova linha de investigação. Para descobrir ‘quem segura a coleira’ de Lockwood, Castle e Beckett vão à acusação do assassino, e assistem de camarote ele ser resgatado por seus comparsas, com direito à explosões, Beckett protegendo Castle, e fuga de helicóptero.

Tal fato atordoa ainda mais uma já estranha Beckett. E é nesse momento que a mais triste das tramas do episódio começa a se delinear. Foi realmente estranho ver o Capitão Montgomery ordenando a morte de Lockwood, o único que poderia, naquele momento, dar pistas do assassino da mãe de Beckett. Ali senti que o indesejado, e até então impensável, aconteceria.

O episódio segue com a descoberta de que a morte de Macllister foi, na verdade, parte do plano de fuga de Lockwood, e de que há um terceiro policial envolvido com as tramóias de Raglan e Macllister (sentiram o drama né? 3ª policial e o “Captain” determinando a morte do único que poderia das pistas concretas? Isso não poderia acabar bem).

Pausa dramática: aí acontece o 1° momento “shipper” do episódio. Jim, pai de Beckett, procura Castle, revela que a filha gosta muito do escritor, e pede que, se ele nutre o mesmo sentimento por ela, a convença que sua vida vale mais do que a batalha que está travando. (Vamos combinar que o “shipper” do sogro vale mais que ouro). Só que Castle não encontra meios de convencer Beckett. É como se, pela primeira vez, lhe faltassem palavras.

Na sequência, os investigadores descobrem que quem favoreceu a fuga de Lockwood foi o Oficial Ryker. Mas o agente da penitenciária é encontrado morto, sem fornecer maiores detalhes de sua participação no caso, o que parece deixar os investigadores, mais uma vez, frente a um beco sem saída. Como última alternativa, Beckett ordena que Esposito e Ryan (com o reforço sempre bem vindo de Castle) investiguem tudo sobre o ex-parceiro de Raglan e Macllister.

Como sempre, Castle tem uma de suas sacadas geniais, e descobre que os arquivos policiais da época dos eventos que desencadearam a morte da mãe de Beckett foram todos adulterados, para trocar o nome desse policial misterioso por outro, de um policial já morto. Como o escritor percebe que o cerco está se fechando cada vez mais, e que Beckett tem grandes chances de ser morta antes de capturar o assassino da mãe, ele pede que Montgomery afaste a detetive do caso (Sério, Castle? Você ainda não aprendeu que afastá-la não significa tira-la do jogo?). O capitão não só se nega a afastar sua protegida, mas ainda avisa Castle (olha o 2° momento shipper aí, gente!) que apenas ele pode impedir Kate de trocar sua vida pela captura do criminoso.

O escritor, sem saída, acaba procurando Kate. Como um bom jogador de pôquer, coloca as cartas na mesa. Apela para o sentimentalismo de Beckett. Afirma que as pessoas que a amam sofrerão com o desfecho da história, mas não se inclui, primeiramente, na lista. Cita Josh. E é colocado na parede pela parceira (e você, Castle?). Admite, então, que não sabe qual o status do relacionamento deles, já que, apesar de tudo pelo que passaram juntos (beijo, perseguições, congelamento), não falam no assunto. Como cartada final, o escritor expõe para Kate, claramente, a personalidade dela, e acerta na mosca: a detetive está submersa na trama da morte da mãe, e tem medo de sair dela; não se prende em ninguém; joga fora seus relacionamentos. Mas Beckett, mais uma vez, opta pela saída menos dolorosa: afastar Castle, mesmo que fique óbvio que essa não é sua real vontade (vide a cara de desapontamento dela quando Montgomery acata seu pedido de afastar Castle da delegacia).

Chutado, Castle desabafa com a mãe, que tenta extrair dele o motivo de tanto desapontamento e irritação. Marta, sabiamente, anota que, para um escritor, ele tem bastante problema com palavras, quando se trata de seu relacionamento com a detetive.

O próximo momento do episódio é muito triste. É quando temos certeza de que Montgomery é, infelizmente, o tão procurado 3° policial. É quando percebemos que o querido capitão, amado e admirado por seus detetives, fez uma escolha errada na vida (que tentou compensar protegendo Beckett, através de um acordo com os criminosos). E nesse momento, ainda que com a verdade escancarada diante de nossos olhos, foi difícil aceitar que Montgomery pudesse entregar Beckett aos “bad guys”.

Enquanto o “Captain” se preparava para o que viria a seguir (carregando a arma e se despedindo da família), Ryan e Esposito seguem nas investigações em busca do antigo parceiro de Raglan e Macllister, descobrindo o que nós já sabíamos: a traição de seu capitão. Creio que, naquele instante, os detetives representaram muito bem o conflito de emoções que nós mesmos sentíamos: aceitação e negação, crença e desgosto. Ryan tenta abrir os olhos de Esposito, que reluta em aceitar a verdade. A troca de socos que veio na seqüência traduziu as batidas do nosso coração. No final, se obrigam a aceitar os fatos, percebendo que Beckett corre perigo.

A detetive recebe a notícia desoladora quando está no hangar, cara a cara com Montgomery. O Capitão tenta se explicar, alega que Raglan e Macllister eram como heróis para ele. Fala que participar da morte (na verdade efetuar os disparos) do agente federal foi seu único erro, e que ele buscou reparar o mesmo sendo um ótimo policial, e dando o exemplo para seus comandados. E para provar seu arrependimento, oferece sua vida em troca da vida da detetive. Beckett não aceita a decisão do capitão prontamente. Oferece à ele seu perdão (foi de cortar o coração). Se propõe a ficar e lutar. Mas, com a ajuda de Castle (que ‘rapta’ Kate, sob ordem do Capitão), Beckett é levada do hangar. Foi realmente triste ver Montgomery lutando sozinho, sendo alvejado. Foi desesperador escutar o pranto de Beckett (sei que agora não é o momento, mas confesso que achei fofo ver Castle carregando ela nas costas, e segurando-a contra o carro). Quando a detetive retorna para o interior do hangar, encontra Montgomery morto. Sim, nosso querido e redimido “Captain” se foi, mas levou Lockwood e muitos outros junto com ele.

E, entendendo a redenção de Montgomery, Kate propõe que ele seja enterrado como o herói que era, e não como um traidor. Castle, Esposito e Ryan aceitam manter todo o lado negro da história apenas entre eles, e fazem questão de, juntamente com a detetive, carregar o caixão do “Captain”.

Pronto, pensei. Agora é só esperar passar esse minuto final de episódio, e roer as unhas até setembro. Mas a série ainda nos reservava mais uma surpresa. Enquanto Beckett faz o discurso de despedida (que querida ela olhando para o Castle quando fala que pode sempre contar com pessoas ao seu lado, independentemente do momento), é atingida por um tiro, que Rick não consegue impedir. E ali, deitada no gramado, nos braços de Castle, Beckett escuta do tão esperado eu te amo, antes de cerrar os olhos. E assim, no meio da confusão, no meio do turbilhão de emoções, acaba o episódio. E nesse momento, todos nós desejamos que setembro comece na próxima segunda-feira.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

7 Comments

  1. Edivaldo Duarte

    Cara Mariela, parabéns pela Review !!!!!! Eu assití a este episódio na própria Segunda-feira e estou ainda estupefarto e ao mesmo tempo estasiádo!!!!!! Posso dizer também que mim sinto felizardo por ter descoberto esta Série meio que por acaso e mim tornado desde então um seu fiel seguidor ao longo destas 3 temporadas!!!!

    Primeiro digo que fiquei estuperfato pelo desenvolvimento da estória da morte da mãe de  Beckett, com o envolvimento do Cap. Montgomery sendo o terceiro Policial e da forma como a sua participação na Série foi concluída com sua morte; com o mesmo se redimindo salvando a vida da sua protegida e tambem pelo grande final com a declaração do Castle após a Kate ser baleada !!!!

    E segundo digo que fiquei estasiado por comprovar que esta Série é a única na qual poderíamos ter diálogos tão inteligentes e maduros quanto ao travado entre Castle e Kate sobre o envolvimento dela com o caso e sobre os sentimentos que ambos sentem um pelo o outro !!!!!!!

    Vai ser difícil esperar até Setembro sem procurar por Spoilers sobre o que vai ocorrer no início da Quarta Temporada de Castle !!!!

  2. Luciana

    Mariela, você realmente explanou meus sentimentos com relação a esta série. Será realmente uma tortura esperar até setembro. Penso no dia em que ficaremos órfãs de Castle!!! Um abraço, Luciana.

  3. Mônica Almeida

     Oh, my dear Lord! Que episódio foi esse? Fala sério! Não choro em final de temporada desde Being Human UK, há mais de um mês. Nem o final de Smallville conseguiu arrancar lágrimas de mim, mas esse episódio foi fantástico! Triste, chocante, perfeito!
    Eu comecei a assistir a Castle por causa de uma revista (não lembro qual) que dizia que a série era estilo Bones. Mas Castle superou Bones há muito tempo. Adorei as atuações de todos os atores. O capitão se despedindo da família (já comecei a chorar dali), o pai da Beckett conversando como Castle, a Martha conversando com o filho, a briga do Ryan edo Esposito (amo os dois), o Castle segurando a Beckett, o enterro do capitão, o Esposito protegendo a Lanie dos tiros (tão fofo) e aquele final incrível. Desde Arquivo X que não escrevo uma fic, mas juro que me deu vontade de escrever uma.
    Mariela, a review ficou show!

    “Please! Stay with me, ok? Kate…I love you. I love you, Kate.”

  4. Maria Regina

     Vao ser os 4 meses mais longos no universo das séries. 
    Que episódio espetacular! Gostei de todo pedacinho dele. Toda conversa, todo olhar, todo entendimento entre todas as personagens foi cheio de emocao. Sentia-se os sentimentos de todos transbordando o tempo todo. Foi um episodio mesmo marcante.
    E parabens, Mariela, pelo seu review. Muito bem escrito.
    E que setembro chegue logo.

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  6. Vania Barcellos

    émados, estou meio confusa. Assisti a série Castle hoje dia 21/09/2011, terminando com a detetive caída no chão por conta de um tiro. E vocês informam que a nova temporada começa em setembro? Essa não é a nova temporada? Vocês dizem que assistiram na 2a. feira. Em que canal? Eu assisto na 4a. no AXN, que horário é esse de vocês? É, tô desatualizada mesmo. Amo essa série.

  7. Mariela Assmann

    Vania, dia 19/09 começou a 4ª temporada nos EUA. A série é exibida, lá, nas segundas-feiras, pela ABC. Ainda não sei quando a nova temporada estréia no Brasil! =)

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