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Castle – Head Case

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Série: Castle
Episódio: Head Case
Temporada:
Número do Episódio: 4×03
Data de Exibição nos EUA: 03/10/2011

Castle retornou essa semana com o episódio Head Case, que nos trouxe ao universo dos cientistas – malucos ou não. Eu não gostei do episódio. Achei apenas mediano. E o fato de eu não tê-lo amado se deve ao caso da semana, que não prendeu minha atenção. Quando eu assisti o vídeo promocional de Head Case, achei que a história do “crime sem corpo” renderia muito mais. Mas o corpo foi achado muito cedo, e o desenrolar da história não foi especialmente atrativo pra mim, embora tenha rendido alguns bons momentos.

A cena do crime foi encontrada de forma bem peculiar em Head Case. Lanie teve que se basear apenas no sangue da vítima, já que o corpo havia sido movido do local. Os detetives descobriram, com base em depoimentos de habitantes da área, que o crime havia sido cometido através de disparos. E, com base em marcas de pneu no local do crime, chegaram a uma empresa de criônica (vide P.S.1).

Depois de muita disputa pelo corpo – e pela cabeça – da vítima, de tumores cerebrais, de quartos de motel transformados em laboratórios  de pesquisa, de pombos mortos e roubo das informações da pesquisa científica, e depois de muitas idas e voltas nas investigações (os suspeitos foram de estudante para  investidor/produtor pornô e para cientista amigo), detetives e escritor conseguiram seguir a trilha certa.

No final das contas, nossa dupla querida tem a grande sacada: quem teria interesse em adiantar a morte de Lester, evitando a deterioração de seu cérebro pelo tumor cerebral? A esposa, é claro. Tudo isso porque o cérebro de Lester precisava estar preservado para a criopreservação funcionar. Então, a assassina apenas adiantou a iminente morte do esposo, pensando em ficar junto dele quando ambos fossem “reanimados”. Após a prisão, a “criminosa” ingere veneno, e acaba morrendo também (segunda semana seguida de inspiração “Shakespeariana” em Castle?). Seu destino: a criopreservação.

A outra “trama” da semana envolveu a questão “Alexis vai a Stanford”. Realmente aconteceu algo para impedir sua ida à universidade. Mas os roteiristas pegaram um caminho que eu não havia cogitado, já que é difícil imaginar a certinha e estudiosa adolescente sendo recusada por qualquer universidade. Achei bem interessante a rejeição, já que é uma das primeiras oportunidades que temos de ver Alexis sendo contrariada. E creio que a atitude “mimada” dela foi reflexo do fato de sempre ter tudo o que quer. É claro que não conseguir vaga na universidade pretendida mexeria com os sentimentos de qualquer um. Mas estou tendo problemas em reconhecer a Alexis das temporadas anteriores na Alexis atual. Ainda não consegui ter certeza da causa da mudança do comportamento dela, mas penso que vai alterar um pouco a dinâmica do relacionamento entre Castle e a filha. Afinal de contas, ele vai precisar a agir mais como pai – tanto aconselhando como repreendendo – e não o vemos fazendo isso muitas vezes.

O que eu realmente gostei no episódio? Primeiro, das cenas cômicas, que foram várias. O espanto – e o gritinho – de Castle quando percebeu a primeira cabeça no galpão, Castle e Beckett com Beau Randolph, Castle pulando das escadas de incêndio e “conquistando” a cabeça de Lester, Lanie tantando interromper o diálogo de Castle e Beckett. Segundo, das cenas fofas, que também foram muitas. A interação de Castle com Alexis, a forma como ele se preocupou com a filha e em não poder ajuda-la, foi bem bonitinho.

Falando em fofura, apesar de continuarem apenas parceiros e amigos, acredito que o relacionamento entre Castle e Beckett evoluiu. Se antes a insinuação dos sentimentos era sutil, atualmente é mais explícita. Especialmente por parte de Beckett, que está bem mais a vontade com a possibilidade.

Para o final do episódio, mais uma vez, ficaram guardados os momentos mais lindos. O assunto final, sobre o crime de amor, sobre estar amando ou estar insano (e a tênue linha que separam os dois) foi tudo. E mais ainda a sequência final, sobre as grandes histórias de amor e os reencontros em um futuro distante (ou seja, desfrutar a eternidade juntos). Tudo isso com aquelas expressões bobas e apaixonadinhas no rosto. Fofo demais. Conversa pra shipper nenhum colocar defeito.

E nesse momento, preciso fazer a seguinte reflexão: quanto tempo ainda é “seguro” para os roteiristas mantê-los afastados? É sabido que mesmo casais com muita química e com uma interação fofíssima (leia-se Booth e Brennan) precisam ficar juntos de fato – além das insinuações –, por que nem só de fofura viverá o homem (leia-se os fãs/a audiência). Então, no nível em que as coisas estão, acho que uma tentativa de relacionamento deve ser feita ainda nessa 4ª temporada, sob pena de passar do tempo.

Bom, já me estendi demais. Até a próxima semana!

P.S.1: a grosso modo (e me desculpem os médicos e os estudiosos da área pela definição capenga), a criônica é uma área da Criogenia/Criobiologia que visa preservar, em baixas temperaturas, humanos e outros animais que não podem ser mantidos vivos no atual estágio de desenvolvimento da medicina, na expectativa que isso seja possível no futuro. Os cientistas da área acreditam que a memória de longo prazo, a personalidade e a identidade são armazenadas no cérebro, e que não requerem atividade cerebral continua para sobreviver. Assim, quando for possível “reviver” o organismo “congelado”, tais dados continuarão preservados.

P.S.2: adorei ver um pouquinho mais de Lanie. Ela é boa para momentos de drama (conforme pudemos conferir na premiere dessa temporada), e melhor ainda para a comédia. São sempre ótimos os momentos dela com o Castle, especialmente.

P.S.3: ainda não gosto da Iron Gates. E acho que nunca vou gostar.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

7 Comments

  1. Anônimo

    minha impressão é que houve uma alteração no modus operandi [hahahaha!] dos roteiristas: a premissa do caso era bizarra como na primeira temporada, mas a abordagem está sendo mais tradicional. não sei se curto isso.

  2. Mônica Almeida

    Mariela, esse episódio não é um dos meus preferidos mas foi um bom episódio. Ele me lembrou ao mesmo tempo o filme Arquivo X – Fight the Future e Romeu e Julieta. Sim, porque depois que a mulher do assassinado disse que eles eram loucamente apaixonados (e loucos o suficiente pra querer congelar o cérebro depois da morte) eu passei a desconfiar dela. E eu tinha certeza que ela se mataria no final. E acertei!!!
    Os momentos fofos foram muitos, principalmente em relação a Beckett/Castle. E,sim. Os roteiristas têm que fazer os dois ficarem juntos ainda nessa temporada. Já basta o tempo que sofri com Arquivo X. E Bones,
    E quanto a Alexis, sei lá, talvez Stanford não a tenha aceito por ela ser muito novinha. Será?
    Eu adoro a Lanie. Gostaria de ver mais cenas com ela. Ah! E eu também não gosto da Gates e provavelmente nunca irei gostar.
    Parabéns pela review!

  3. Mariela Assmann

    Eu não curto isso. Torço pra que episódios ‘nesse estilo’ não virem a regra. Até concordo com a Mônica, o episódio não foi ruim. Mas achei longe de ser um episódio “a la” Castle.

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