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Castle – Child’s Play

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Série: Castle
Episódio: Child’s Play
Número do episódio: 7×04
Exibição nos EUA: 20/20/2014
Nota do episódio: 9.3

Há algumas coisas que me chamam a atenção em Castle. Claro que se eu fosse citá-las todas, a review passaria de algumas (muitas) páginas, mas posso aqui falar de duas: a capacidade de me surpreender e a simplicidade com que os episódios são feitos. De maneira simples, Child’s Play dosou muito bem o humor e o suspense. De maneira surpreendente, um episódio que eu jurei ser mediano foi infinitamente significativo pra mim. Isso é Castle, Brasil. Beijinho no ombro.

Como já é de costume, o episódio começa com uma cena caseira mega fofa – e quando digo que é de costume, longe de mim querer dizer que o óbvio ficou chato, ou que a fórmula está vencida, até porque os números de audiência provam que fórmula boa é pra ser usada mesmo. Mas voltando à cena, há nela um “quê” de família, um laço que vem sendo construído por Alexis, Martha, Castle e Beckett desde a quinta temporada. Sempre que me deparo com cenas assim eu lembro daquela Kate insegura por não saber se conseguiria encaixar-se numa família já montada. Hoje, a intimidade adquirida por ela é tão grande que imaginar a família de Castle sem Beckett é imaginar o Piupiu sem o Frajola.

Claro que além do sorvete compartilhado, a introdução do episódio serviu para nos mostrar o plot que seguiria paralelo ao caso: Alexis, ainda traumatizada com o sumiço do pai, meio que inverteu os papéis e agora estava exagerando na preocupação com Castle – o que chamou a atenção de Beckett, óbvio. Mas deixemos Alexis para depois e falaremos de Anton, a nossa vítima.

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Quando eu disse que a série me surpreende, é exatamente do caso que eu estava falando. Ao ver, no início, a história de um vendedor de sorvete assassinado, jurei que o episódio seria um daqueles medianos, que servem para nos deixar respirar numa temporada que já começou elétrica. Mas como a gente sabe que não se deve julgar o livro pela capa, fui assistindo e, surpreendentemente, o caso virou a mesa e foi até pro lado da máfia russa. Anton, de 22 anos, vendia sorvete e estudava design gráfico numa espécie de faculdade comunitária. Quando os projetos dele foram deletados e uma possível ligação com um policial foi estabelecida, o caso começou a tomar proporções mais interessantes. De qualquer forma, é apenas quando Ryan percebe que havia alguém dentro da van que Anton usava, e que esse alguém era uma criança, que eu comecei a me animar. Amo casos com crianças envolvidas e, definitivamente, amo casos com crianças e Castle envolvido junto.

A partir de então, com toda a simplicidade do mundo e de maneira mais sutil impossível, que no meio do suspense surgiu aquela dose diária de humor já rotineiro das nossas segundas-feiras. Como a testemunha era uma criança, e crianças na maioria das vezes apenas confiam em crianças para contar algo, nada mais justo que colocar uma outra criança – mesmo que crescidinha – para lidar com essas de 8 anos. A cara da Beckett ao pensar em Castle foi tão engraçada e as cenas seguintes tão hilárias que, ao final da sequência, eu estava com as maçãs do rosto doloridas de tanto tempo que eu fiquei com o sorriso aberto sem perceber. Está vendo como é simples? Explorar uma característica já conhecida de Castle de uma outra forma que não seja a dele jogando videogame ou brincando com Alexis é genial e, ao mesmo tempo, super simples. E ainda pudemos descobrir que: Castle sofre bullying de crianças com seus livros, ele sabe muito bem construir um palácio imaginário, fica super bem com asas de fada e será um ótimo pai para os futuros filhos com Beckett. Ah, claro, nunca deixa de entrar numa briga de caretas.

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E enquanto Castle lutava arduamente naquele campo de batalha chamado segunda série do fundamental, o caso de Anton ficava ainda mais complexo. A ligação com o policial foi confirmada, e eles dividiam no correio um cofre que, obviamente, servia de troca de alguma coisa. A questão é que Jaffe, o policial, também foi morto – possivelmente pelo menos assassino – e quando Dmitri Kalenkov, que era mais outra pista, também foi encontrado morto, o caso parecia, então, entrar num beco sem saída. Até que duas coisas aconteceram: Castle recebeu um desenho indicando que a testemunha estava mesmo ali na escola e o pessoal da NYDP descobriu que Anton usava suas habilidades de design gráfico para criar passaportes. Por quê? O bom moço queria apenas ajudar imigrantes russos que estavam no país sem condições de voltar para casa.

No entanto, ao criar os passaportes, Anton esbarrou com a foto de Polkovnik, um homem procurado pela Interpol e que fazia parte de um passado que Anton gostaria de esquecer. Dessas descobertas para o fim do caso foi um pulo: Castle e Beckett descobriram que o desenho era de Jason, mas a testemunha mesmo era a irmã do menino, coincidentemente a professora de Anton. Havia, então, uma foto de Polkovnik a qual Rick e Kate procuravam, sem sucesso, na casa de Natalie, até descobrirem que estava na máquina de Jason, na escola. Como Polkovnik estava debaixo da cama, soube para onde eles iriam e, como de costume, tivemos aquela luta básica que quase tira a gente do sério porque SEMPRE batem na Kate. Mas como contamos com a mente brilhante de Castle, as bolinhas usadas para derrubá-lo agora serviram para prender um bandido procurado mundialmente.

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“Mas parte de ser adulto é perceber que nem sempre é possível proteger quem você ama.” 

Como eu tinha dito, Alexis, por ainda estar traumatizada com o sumiço do pai, passou a mimá-lo e a querer protegê-lo de qualquer forma, invertendo os papéis de pai-filha. Claro que no início é bonitinho, mas essa preocupação toda não é saudável e Beckett percebeu isso, Castle também. Então, como bom pai que é, o escritor foi – numa das cenas mais bonitas que eu já vi dos dois – acalmar a filha, dando conselhos que são muito úteis para quem está começando a entrar na vida adulta. Alexis ainda não sabe lidar com todas as responsabilidades e pressões que a passagem dos anos traz para as nossas vidas e é assim mesmo. Para a felicidade dela, há alguém em casa que, mesmo brincalhão e 90% criança, sabe quando parar e falar sério, sabe quando precisa se impor como pai, como figura que está ali para auxiliar no crescimento da filha. Castle pode ser tudo o que você quiser ou imaginar, mas é de conhecimento geral a sua dedicação como pai e mesmo eu não sendo fã da Alexis, tenho – e devo – admitir que cenas como essas quebram meu coração em mil quadradinhos.

Bem, o tempo tá passando rápido, estamos indo já pro quinto episódio, e tudo o que eu tenho pra dizer até agora é: essa temporada está gostosa demais. Eu não sei que pó mágico é esse que faz de Castle uma série tão completa, mas continuem usando, queridos produtores. Child’s Play foi uma surpresa boa nessa minha manhã de sábado (sim, só consegui assistir hoje) e tenho certeza que o próximo vai manter o nível lá nas alturas. Até semana que vem =)

Ps1: Até agora não consegui descobrir se Beckett gostou ou não do sorvete estranho lá do Castle haha

Ps2: As cenas do Castle na escola me lembraram muito aquele filme Um Tira no Jardim de Infância, com Arnold Schwarzenegger. A diferença é que Castle sofreu muito mais bullying.

Ps3: Juro que eu não queria que os filhos viessem cedo, mas agora fiquei curiosa para saber como Castle lidaria com um recém-nascido e toda a sua evolução. Porém, se a série acabar na sétima, provavelmente veríamos apenas a gravidez e o nascimento :(

Ps4: Um mês para o período da faculdade terminar e as reviews saírem bem mais rápido. Rezem por mim!

Séries citadas:

Futura professora, 20 anos, estudante de Letras da UFF, monitora de Português do Colégio e Curso pH e amante de uma boa literatura. No TeleSéries é editora de reviews e reviewer de Castle e Bad Judge. É viciada em séries e dizem por aí que shippa praticamente tudo que se move. Fã incondicional de Roberto Carlos, ama também falar em 3ª pessoa.

Website: http://minhaasconfissoes.blogspot.com.br/

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