Log In

Reviews

Castle – After The Storm

Pin it
Série: Castle
Episódio: After The Storm
Número do Episódio: 5x01
Exibição nos EUA: 24/09/2012
86.933333333333
4.3
15

Setembro, esse lindo, chegou. Veio tipo um zumbi de The Walking Dead, arrastando uma perna, mas chegou.  E depois de mais um longo hiato, a Fall Season deu as caras. Agora, nossos dias passam a ter menos horas disponíveis, o número de horas que passamos em frente ao computador cresce alarmantemente e nossa vida social, já capenga, se torna praticamente inexistente. Mas quem se importa? Ah, a Fall Season!! Aquela época do ano na qual as pessoas terão certeza da nossa insanidade. E a pergunta “porque tanta alegria em uma segunda-feira?” ecoará em várias mentes. Mal eles sabem que ela, nossa queridíssima série, está de volta. E com chave de ouro, senhoras e senhores. Que rufem os tambores, Castle voltou.

Vocês todos sabem que sou “viúva da 3ª temporada”, e que na temporada passada não poupei críticas à série sempre que achei necessário. E dessa vez, não será diferente. Mas acalmem seus corações. Essa é uma review de amor. A única coisa que estou achando necessária, nesse momento, é celebrar o bom trabalho de Marlowe e sua equipe. Eles fizeram uma premiere para fã nenhum colocar defeito – um defeitinho e outro, talvez, só pra não perder o costume. Mas who cares? -. Entra no meu top 10 de Castle, facinho.

Como vocês devem lembrar, uma das minhas críticas à 4ª temporada era a uma certa enrolação em duas histórias: o caso de Johanna e o caso Casckett. E esse episódio foi a cereja no meu bolo. Por que, em continuação à Always, After The Storm conduziu muito, muito bem, ambos os “casos”.

Já de início o temor pela maldição Moonlighting começou a abandonar nossos pobres corações shippers. Aaaaah, aquela cena inicial. Tão quente, tão fofa. Castle fez exatamente a pergunta que preocupava boa parte da audiência. Havia sido um ímpeto de Beckett, proporcionado pelas circunstâncias? Não. Definitivamente não. Alguém lembra de um certo muro? Ele ruiu, sobrou só pó. Alguém lembra de um certo medo de se envolver, de se entregar. Ele virou determinação, vontade de dar um passo adiante, em direção ao futuro, por mais indeterminado que ele seja. De ser feliz, enfim. Sim, vocês deveriam ter feito isso há quatro anos atrás (ou não, já que naquela época a série não tinha a solidez que tem hoje, talvez o passo fosse muito grande para as pernas curtas da principiante). Mas agora, isso já não importa mais. Porque uma linha foi cruzada.

Nessas alturas, nem nos importávamos se alguém teria que passar o episódio inteiro escondido dentro do closet. Castle e Beckett haviam se tornado em um casal. Daqueles em início de relacionamento, tentando não dar o passo maior do que a perna. Que aproveita qualquer lugar ou superfície para a prática de “exercícios físicos”. Daqueles que está chegando a um novo nível de cumplicidade no olhar.

Chegamos a um novo nível, definitivamente. A cada troca de olhares entre Rick e Kate, era como se uma frase inteira fosse dita. Frases irônicas, frases sarcásticas. Frases fofas. Mas isso já acontecia antes. A maior novidade foi Beckett aceitando ser “protegida” por Castle, emocionalmente falando – e até fisicamente, vide a cena da explosão -, e mais, procurando proteção. A cena do abraço deixou isso bem claro. Nossa menina cresceu e aceitou que não é auto-suficiente. E o final do episódio foi um sinal gritante disso.

Me deixou muito feliz perceber que a dinâmica das coisas não mudará mais que o necessário agora que temos mais do que amigos e parceiros dividindo a tela (e a cama também, se é que vocês me entendem). Isso reforça minha certeza que essa quinta temporada tem todos os elementos para ser a melhor, disparado, do seriado. A pegada cômica esteve bem presente no episódio. As reações de Castle e Beckett à chegada de Martha – que tem um dom sobrenatural de empatar -, a fuga de Beckett sem o soutien, a cara de Castle se explicando “naturalmente” para Ryan, e, é claro, os papos cheios de segundas inteções entre nossa duplinha dinâmica foram ótimos, e deram uma leveza que o episódio pedia, para contrabalancear com os momentos de tensão.

E se o fato do nosso casal ter virado um casal, de fato, já valeria pra deixar o episódio 5 estrelas, o desenvolvimento do caso veio para fechar tudo com chave de ouro. Tá certo que eu achei muita informação pra 40 e poucos minutos – bem que poderia ter rolado uma premiere de duas horas, né? – mas gostei do ritmo eletrizante da coisa toda. Quando percebi, o episódio tinha passado, muita coisa tinha acontecido. E eu queria mais.

Teve muita coisa boa em After de Storm, em relação ao caso. A começar pela solidez de caráter, e pela aparente solidão, de Ryan. Com Esposito suspenso e Beckett desempregada, ele passou a ser o único que poderia usar o aparato policial para ajudar a amiga. E ele não decepcionou em nenhum momento. Enfrentou Gates, de seu jeito, escondendo que passava informações das investigações para Castle e Kate, e não esmoreceu nem mesmo quando um magoado Esposito manteve o revólver na sua cara. E mais, soube ter fé no caráter de Beckett quando isso foi necessário. Muitos pontos pra ele.

Esposito estava suspenso. Mas isso não significa que ele não deu um jeito de ajudar os amigos nas investigações. Ele usou seus contatos militares, livrou a vida de Castle e Beckett – “o que vocês deveriam ter feito há quatro anos?” -, e permaneceu no time, apesar da mágoa com Ryan. É claro que senti falta do bromance entre Javi e Ryan, mas foi interessante vê-los trabalhando “separados”, e tentando voltar à relação amistosa. E depois de passar por isso, eles devem voltar ainda mais próximos.

E até Gates fez vista grossa ao passeio de Castle, Beckett e Javi ao local da explosão, e foi muito bacana com Beckett, apesar de determinar que ela cumprisse a suspensão, assim como Esposito. Iron Gates pode ser osso duro de roer, mas não esperem que ela deixe os seus comandados na mão. Isso não acontecerá.

E no final das contas, como suspeitávamos, era um peixe realmente grande que estava por trás do assassinato de Johanna. Um Senador. Um Senador com aquele carisma apelativo cara de pau que boa parte dos políticos tem. A sucessão de descobertas que levaram ao Senador foi um pouco rápida, talvez. E digo em ritmo mesmo (à propósito, a licença poética ao episódio vai pro “quebra-cabeça” de micro pedacinhos de papel explodidos, que foram montados rápido demais porque, por milagre, os pedaços que se encaixavam estavam próximos uns dos outros). Mas achei a conclusão – inconclusiva, diga-se de passagem, no sentido que foi deixada uma porta aberta para esse plot ser novamente aproveitado na série – muito, muito satisfatória. Johanna foi morta para que as maracutaias do Senador – segundo ele em prol do Bem Maior, no melhor estilo Grindelwald de pensar – permanecessem incógnitas. E apesar de tomar conhecimento de todo o aspecto vil da coisa, Beckett manteve o sangue-frio, a mente aberta. E chegue a pensar que o NAMORADO deu umas dicas de pôquer pra Kate, por que AI.MEU.DEUS aquele blefe! Brilhante, Beckett. Se a arma não significava nada perto do poder do “intocável”, o raciocínio dela tomou conta da cena. E o poder mudou de lado. Só resta saber até quando.

Gostei também de como jogaram com Smith dentro do episódio. O caráter dele era meio dúbio. Ficou bem claro que tudo que ele fez foi por “dever” ao Montgomery. Como ele nem conhecia Beckett, não se esforçaria para ajudá-la. Não mais do que já tinha se esforçado, não contra um “peixe grande”. E colocar as esperanças de Beckett em uma peça de xadrez tão ambivalente foi uma sacada muito interessante, porque sempre havia uma esperança de que o simpático senhorzinho ouvisse a voz da consciência e ajudasse Kate. E era o que pensei que aconteceria, no hospital, depois das palavras de Castle. Adorei estar enganada. Adorei que se chegou ao ponto final, por outras vias. E que ponto final.

Alguém não ficou tenso ao ver Becks saindo do seu apartamento, armada, e “invadindo” o ambiente do Senador? Apesar de eu ter certeza que ela não mataria ele a sangue-frio (talvez em uma troca de tiros), eu não conseguia deixar de temer que ela optasse pelo caminho obscuro. E adorei completamente ver a versão mais badass de Beckett dar as caras no embate com o Senador. No final das contas, todos fomos um pouco Ryan-Esposito-Castle, tentando compreender o porquê dela matar o Senador, embora ainda acreditando que ela não fosse fazer isso. E os 3 personagens meio que simbolizaram o público, porque sua crença foi construída, junto com a nossa. Hesitávamos em confiar, hesitávamos em duvidar. E no final ficamos todos aliviados com a decisão de Becks.

Sim, pessoas. Uma linha foi cruzada. Com maestria, com bravura. Ao optar pela sua segurança, pela segurança dos que ela ama, ao invés de uma forma crua de vingança, Kate demonstrou que ela cruzou a linha imaginária que a impedia de seguir adiante, deixando o passado no lugar que lhe cabe. Ela conseguiu tirar o caso de sua mãe do centro de sua vida. E por quê? Por que ela vê uma perspectiva de futuro. Ela acredita na felicidade. E nós, acreditamos na felicidade dela.

Como eu disse na abertura dessa review, eu acredito muito no potencial dessa temporada. Especialmente porque, na minha opinião, não teremos nada de mesmice nela. O fato de Castle e Beckett serem um casal traz inúmeras possibilidades lindas a serem exploradas. Somando-se a isso os elementos que já amamos no show, o resultado não deverá ser nada menor do que ótimo. Pensem no que será o 100° episódio do show! Só não pensem demais, para sobreviver bem até lá.

Então, só me resta dizer: bem vinda, quinta temporada. Adoramos receber você.

P.S.1: ^ essa é a cara das shippers, depois desse episódio.

P.S.2: assim como o caso Johanna Beckett não ficou completamente encerrado, no sentido de que o Senador sempre pode descobrir o blefe de Kate e resolver matá-la, acho que podemos voltar a ver Smith no futuro. Sei que Castle não é Fringe, e que eu deveria guardar minhas viagens pra review de sábado, mas fiquei com a pulga atrás da orelha com a morte dele, especialmente porque ele disse que sumiria do mapa pra não ser pego. E qual forma melhor de sumir do mapa do que “morrer”? A ausência de imagens do “assassinato” me fez ter ainda mais certeza da minha insana opinião.

P.S.3: mal posso esperar pra ver Lanie interagindo com o novo casal do pedaço.

P.S.4: Marlowe e Shonda Rhimes devem ter se encontrado pelos corredores da ABC e trocado figurinhas. BAM. Cena épica no elevador. Kate Backett safadinha. Certeza que o período de suspensão da detetive será muito bem aproveitado. Quem sabe a inspiração não é tanta que Castle muda de ramo e desbanca E.L. James e Anaïs Nin?

P.S.5: minha única frustração foi que o pai de Castle não estava ligado ao caso Johanna. Eu podia jurar que esses dois plots se cruzariam. Se bem que como ainda não sabemos nada sobre Castle pai, talvez no futuro possamos descobrir que a ligação estava lá. Vai saber, né?

P.S.6: sei que deve estar faltando muito elemento importante nesse meu texto, já extenso demais. Mas ainda não to conseguindo raciocinar direito. Então, dêem aquele descontinho amigo pra essa que vos fala.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

6 Comments

  1. Juliana Slupko

    Seu Ps1 é exatamente o que eu penso, na verdade, toda essa review traduz o que senti ao ver o ep. De como ficou pasma e chocada quando Kate deixa a cicatriz no Senador.

    E que venhaa 5 temporada com muito amor

    Maravilhoso

  2. Wesley Lopes

    Excelente review…..episodio espetacular… sem dúvida alguma esta será a melhor temporada de “todas” as series… ja viram a promo do 5×02… me digam que estou errado.

  3. Mônica Almeida

    O que dizer sobre essa season premiere e essa review? Simplesmente ótimas! Teve de tudo no episódio. Drama, comédia, suspense e claro, romance. Só senti falta da Lanie e tenho certeza que a rusga entre Ryan e Esposito não vai durar muito. Afinal, se o Ryan não tivesse avisado à Gates, a Kate poderia ter morrido. Essa temporada tem tudo pra ser incrível. Então, Marlowe, não nos decepcione.

  4. Luciana

    AMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI ESSE TEXTO!!!! somente detalhes de uma fã pela série, ameeeei seu ponto de vista (como sempre) e só faltou uma coisa, o nome da série deveria ser BECKETT pq né….. hahahha página nos favoritos jaaaaaaaaaaaaa

  5. Therê

    Quantas saudades, que espera longa, tanto do seriado como de seus review’s Mariela. Boas vindas, queria muito ver seus comentários.
    Mas valeu á pena aguardar tanto tempo, o capítulo esteve fantástico. É desse jeito que queremos ver Casket com muitas emoções e com muito amor pra dar.Desta vez me enganei, pensava que seria Castle quem iria levar o café na cama pra Kate, mas ela se adiantou e demonstrou que não tomou nenhuma atitude impensada. Ela tb. o ama e muito.E não foi só amor que esse capítulo nos trouxe, mas principal/ muita emoção. Será que Becket pode confiar na promessa do senador e ficar livre de qualquer perigo?Tivemos tb. a parte jocosa, que foi muito bem explorada.Adorei tudo..Estive vendo o promo do próximo episódio e fiquei preocupada. Será que Castle vai ter uma recaída?

  6. Pingback: Destaques na TV – Segunda, 8/7

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account