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Cane vai discutir a política na América Latina

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Jimmy Smits em CaneO jornal Miami Herald publicou uma matéria ontem (17/5) dando grande destaque ao drama Cane, que estréia em setembro na rede CBS. Não poderia ser diferente: a série está sendo gravada em Miami e vai colocar uma lupa sobre a cultura latino-americana.

Estrelada por Jimmy Smits e um grande elenco de atores latinos, Cane irá mostrar a vida de uma rica família cubano-americana, que fez fortuna com a produção de açucar e rum. Segundo o produtor Jonathan Prince (de American Dreams) a série:

É como O Poderoso Chefão se Vito Corleone tivesse passado o negócio da família para Michael, mas Sonny e Fredo ainda estivessem vivos e furiosos com isto.

O seriado vai abordar a vida dos cubanos exilados nos Estados Unidos e fará referências a situação política atual da América Latina:

Haverá uma série de cenas da família na mesa de jantar, discutindo entre outras coisas o que acontecerá quando Fidel Castro morrer, quem irá assumir seu lugar, e se se for Raúl, o que isto significa. E isto estará no programa porque é um dos assuntos que os cubano-americanos realmente discutem na vida real na hora do jantar.

A matéria foi citada hoje na coluna Toda Mídia, de Nelson de Sá, no jornal Folha de São Paulo. No texto, Sá traduziu o nome da série literalmente: Cane virou “Cana”.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

40 Comments

  1. João da Silva

    Se a série for anti-Fidel Castro e contra a ditadura comunista de Cuba já vai ser bom o suficiente.

  2. Marcos

    Bem , foi dada a largada para a série mais chata deste e de qualquer século. Dirceu , Chico e Genoíno irão conferir, tenho certeza!

  3. Thomaz Jr.

    Um drama que não seja nem medico, nem policial, nem sobrenatural, nem sci-fi. Já tem o suficiente para eu poder gostar.
    Tomare que vingue.

  4. Patricia E.

    [Dirceu , Chico e Genoíno irão conferir, tenho certeza]

    Só se for pra falar mal, porque a série irá tratar de imigrantes cubanos, em sua grande maioria anti-Castro. ;)

    Quanto à temática, como o Thomaz colocou, ao menos ela foge das categorias “médico”, “policial” e “sci-fi e fantasia”, o que pra quem não gosta de nenhum destes gêneros por si só já seria interessante. Aliás, seria interessante pra qualquer um que queira conferir algo diferente, independente de seu gosto pessoal.

  5. Lucas Barreto Gomes Leal

    não acho que essa série vai ser partidaria de A ou B acho que ela vai bater nos dois lados, vai saber jogar contra e a favor do Castro…o que vai ser MTO legal…
    é tipo Battlestar Galactica, não mostra quem são os bonzinhos se são os cylons ou os humanos…acho que aqui vai ser semelhante!!!
    eu devo conferir…mas se for uma série pró-Castro ou uma série anti-Castro eu não vou ver não…de panfletagem politica eu já tenho as minhas opiniões formadas e estou com o saco cheio!
    ;)

  6. Lucas Barreto Gomes Leal

    bleh escrevi um comentário mais não foi…vamos de novo
    eu disse que espero que a série não seja pro-Castro ou contra Catro mais sim que mostre os dois lados da questão, como Battlestar Galactica que não tem um posicionamento a favor ou contra os cylons…ou seja espero que essa série seja assim…se começar a ser um panfletarismo politico pro ou anti Castro eu com ctz não vou ver…

  7. Cesar

    Os latinos são sempre estereotipados nas séries: são bandidos, ou empregados, ou “hot”. Mas a vida para eles lá é muito mais complicada do que parece. A série tem tudo para conquistar este nicho importante do mercado.

    Tenho minhas dúvidas se irá agradar ao americano médio. Tudo que foge da cultura deles é meio rejeitado pela grande massa. Mas há 26% de latinos. Não é um público desprezível.

  8. sandra

    Pode fazer sucesso com os latinos ou “spanish” como os americanos falam, mas aqui duvido, apesar de sormos considerados latinos, a nossa cultura não tem nada a ver com o resto da America Latina. Eu, por minha vez, não vou ne me dar ao trabalho de conferir. Boa sorte à série, vai precisar.

  9. João Nilson

    [Um drama que não seja nem medico, nem policial, nem sobrenatural, nem sci-fi. Já tem o suficiente para eu poder gostar.
    Tomare que vingue. ] x2

  10. Patricia E.

    Infelizmente o que a Sandra falou é verdade. Nós sabemos tanto sobre a cultura de nossos vizinhos e dos latinos do resto do continente quanto os gringos. Resta saber se a audiência da série não ficará restrita à comunidade latina ou se eles irão tratar de temas mais universais e, portanto, de maior apelo pra quem “é de fora”.

  11. Raphaela

    Não é nem pela premissa da série é que tenho dúvidas e sim o dia e horário em que será exibida na CBS.SÓ citando as últimas que ficaram no posto Judging Amy, Close to Home ( que inicialmente era exibida nesse horário e foi para as sextas para escapar do cancelamento), Smith, 3 lbs todas canceladas. Outra dúvida mesmo é se o americano “anglo-saxão” vai se interessar pelo tema “latino”.

  12. Rubens

    Cesar escreveu:
    |Tenho minhas dúvidas se irá agradar ao
    |americano médio. Tudo que foge da cultura
    |deles é meio rejeitado pela grande massa

    Pois eu tenho duvidas se irá agradar ao brasileiro médio, já que a cultura latina espanhola também nao tem praticamente NADA a ver com a gente, nem mesmo costuma atrair a atenção dos brasileiros. Como a Sandra disse muito bem, a nossa cultura não tem nada a ver com o resto da America Latina.

    Eu também sequer irei conferir essa série, acho a cultura latina um porre, e os produtores certamente irao explorar aquelas musicas chaterrimas, as roupas cafonas, as galinhas no meio da rua… Eu, heim? Tô fora! :-)

  13. Patricia E.

    [“musicas chaterrimas, as roupas cafonas, as galinhas no meio da rua”]

    Os velhos estereótipos que nos foram passados através de filmes e séries durante anos e anos…

    A série irá se passar nos EUA, pois trata-se da vida de exilados cubanos, então acho difícil vermos galinhas no meio da rua. ;) Mas com certeza a música estará na trilha e sim, teremos roupas cafonas e maquiagem pesada e muito, muito laquê nos penteados das peruas latinas! :D Sem falar na fotografia amarelada ou com cores estouradas — cortesia de Traffic; desde então praticamente tudo quanto é cena que se passa em um país latino tem essa fotografia.

    Mas a cultura latina é muito mais que isso, basta olhar pra filmes e produções de nossos vizinhos, muitos deles reconhecidos bem além de suas fronteiras.

    O tema da série não me atrai, mas talvez dê uma espiada.

  14. Laura Gomes

    Mais ou menos João da Silva. O grande problema do governo norte-americano para suspender o embargo contra Cuba é exatamente este. Receio de que os americanos conheçam a Ilha e vejam o lado positivo da política de Fidel. Podem falar o que quiserem, mas quem conhece Cuba sabe que não é muito fácil simplesmente sair metendo o pau em tudo.Tem muitos problemas, é claro, mas tem coisas fantásticas também, eis a questão. Quisera eu poder trocar alguns problemas que eles têm com os nossos!
    Eu acho um barril de pólvora uma série americana pretender cutucar a política latino-americana neste momento. Acho que é tudo o que eles, norte-americanos, precisam para angariar mais antipatias no continente. Pelo que eu saiba, o antiamericanismo ainda vence fácil entre os latinos, pelo menos entre os que vivem fora daquele país.

  15. Cesar

    Rubens,

    A questão não é agradar aos brasileiros, mas sim aos americanos, uma vez que a decisão de manter ou cancelar uma série está baseada na audiência deles!

    E concordo com a Patrícia: a “experiência” que temos com “latinos” é aquela que vemos na tv, no cinema. Mesmo os latinos são muito diferentes entre si. Argentinos não são Colombianos que não são Mexicanos. Cada um tem seu jeito. Não dá para jogar todos no mesmo saco, como o cinema tenta mostrar (a TV é mais realista, em média). Aliás, para os Americanos, NÓS, a despeito de toda diferença cultural, somos Latinos também, e colocados nesse mesmo saco.

    Esta questão é muito mais complexa do que imaginamos. Os latinos são importantes e rejeitados, ao mesmo tempo, nos EUA. A maioria é muito simpática, especialmente quando descobrem que você é Brasileiro. Entretanto, esta mesma maioria transforma seus bairros em grandes “malocas”, o que deixa claro porque a maioria dos Americanos não gosta delas. São barulhentos, bagunceiros e parte do crime passa, infelzimente, por eles (por uma questão econômica, não genética).

    Acho a premissa da série boa. Mas temo que não tenha vida longa.

  16. eliane

    eu já visitei alguns paises latinos como argentina, mexico,peru, o que vi foi lugares lindos e muito interessantes,o que quase não vi foi galinhas nas ruas, laque nos cabelos , a não ser na periferia,mas acredito que isso é comun em paises pobres, como o brasil por exemplo, onde nas periferias e nas favelas não se encontra mais galinhas nas ruas,pois já foram para a panela há muito tempo,o que se vê e é muito pior,é muito feio,sujeira,pobreza,fome e violencia.

  17. eliane

    antes da revolucão cuba era o prostibulo americano,onde os ricos gastavam o seu dinheiro em casinos e com protitutas,o povo muito pobre vivia a margem disso tudo,em um governo corrupto do sr fulgencio batista,colocado no poder pelos americanos,ate aparecer o sr fidel castro que ao subir no poder se perdeu ou se lambuzou,tanto é que foi abandonado pelo grande che guevara, mas o que importa foi a coragem do sr fidel que subiu no muro e mostrou a lingua ou o dedo ao grande gigante malvado.

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