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Reviews

Breaking Bad – Thirty-Eight Snub

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Breaking Bad

Série: Breaking Bad
Episódio: Thirty-Eight Snub
Temporada:
Número do Episódio: 04 x 02
Datas de Exibição nos EUA: 24/07/2011

Esse episódio me fez lembrar de Lost, mas calma, ninguém viu luz alguma e não há candidato a nada. O que eu lembrei foi de uma expressão que era muito usada quando um episódio da série era mais fraco: “típico episódio de transição”. Lembro que foi engraçado um dia que alguém disse: “mas essa série só tem episódio de transição?”

No entanto, Breaking Bad é um pouco assim. Cada episódio é um pequeno pedaço de algo que vai se construindo aos poucos, para culminar em algo tremendamente explosivo. É uma série com o ritmo perfeito, onde a lentidão não é ruim e a ação chega nos momentos ideais.

Falando agora do episódio, ele foi marcado pelas reações de três pessoas: Walt, Jesse e Mike. Três homens ligados ao assustador Gus e todos perfeitamente cientes do que ele é capaz. Já adianto que, de longe, a que mais gostei foi a de Jesse Pinkman, que comprou uma nova aparelhagem de som e, junto com os amigos, inicia uma festa louca, repleta de drogas, bebibas e pizza.

Breaking Bad

A festa só é interrompida brevemente pela visita de Andrea, que tem o tipo de conversa que gosto de ver na série, pois mostra o lado bom de Jesse Pinkman, uma vez que ele está ciente que o dinheiro que deu para ela pode ser usado em drogas, mas quer acreditar que Andrea fará diferente. Muito boa a cena!

Por fim, depois de uns três dias a festa finalmente acaba, mas Jesse ainda insiste para os amigos continuarem com ele. Quando os dois vão embora, Jesse senta ao lado da caixa de som e tudo fica claro. Por causa dos últimos acontecimentos, Jesse não suporta mais o silêncio. Simplesmente perfeito!

Já o protagonista da série resolveu comprar uma arma para “defesa”, e procurou ninguém menos do que Bobby Singer. Que o sujeito era especialista em todo tipo de criatura sobrenatural eu já sabia, mas não estava ciente de que nos intervalos das caçadas de Dean e Sam Winchester o sujeito vendia armas com numeração raspada por aí.

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Perdão, mas por assistir muitas séries e filmes, não consigo evitar essas associações quando vejo o ator de um lugar trabalhando em outro, portanto, não poderia evitar a piadinha com a participação do ator Jim Beaver, de Supernatural.

O fato é que Walt compra uma arma, pequena para tentar passar despercebido, e está querendo encontrar-se com Gus. Não, ele não quer apenas se defender, mas fazer o mesmo que foi feito com Gale: atacar antes de ser atacado. No entanto, no laboratório Mike lhe diz que ele nunca mais verá Gus, mas o químico não desiste e vai até a casa do chefe, mas recebe um telefonema de Mike, advertindo-o para que se afaste. A obsessão de Walt em matar Gus está tão grande que ele quase mata Tyrus, o substituto de Victor.

Breaking Bad

Determinado, Walt procura Mike no bar, deixando claro em palavras o que próprio já deve pensar desde a morte de Victor: ele também não está seguro. Sim, pois nas cenas de Mike nesse episódio, aparecendo no bar com olhar preocupado, deixaram bem evidentes sua preocupação, mostrando que seu espanto diante da morte de Victor foi algo como: “poderia ter sido eu”.

No entanto, ao menos inicialmente, a idéia de Walt não é bem recebida por Mike, que agradece a bebida oferecida com uma sequência de socos e chutes no químico. Apesar disso, ainda acredito que ele será um aliado importante.

Entre os outros personagens, tivemos Skyler tentando comprar o lava-rápido, procurando colocar em prática a idéia de lavagem do dinheiro do marido, mas o dono do estabelecimento está magoado com Walt e a tarefa não será das mais fáceis. Já Marie continua sofrendo com a condição do marido e, não sei se foi só comigo, mas me deu a impressão de que ela vai trair Hank com o rapaz da fisioterapia. Vamos ver, mas seja como for, a cena do policial caminhando até o quarto foi excelente e muito forte.

No mais, duas coisas engraçadas, a insistência de Hank em dizer “não são pedras, são minerais” me lembraram muito o “não são pedras, são aerolitos” do episódio clássico do Chapolin e me fazia rir toda vez que ele dizia. E, claro, o comercial hilário de Saul passando na Tv, com direito a explosão de avião e tudo.

Séries citadas:

Edvando Tertuliano, o Eddie, é bancário e ator de teatro e assiste mais séries do que o tempo permite, mas consegue dar conta de todas. Sua série do coração é Friends, mas também é fã de dezenas de outras, incluindo Fringe, Dexter, Breaking Bad e The Big Bang Theory, e está sempre em busca de novidades...e de coisas antigas também (Arquivo X, por exemplo).

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