Log In

Reviews

Boss – Backflash

Pin it
Série: Boss
Episódio: Backflash
Número do episódio: 02×06
Exibição nos EUA: 21/09/2012
62.333333333333
3.1
3

Waaal. Waaal. PQP, waaal. A minha ideia para as resenhas do Boss sempre foi a de ser sucinto e ao menos parecer inteligente. Waaal. Hoje eu não vou conseguir. Backflash me deixou sem palavras. Foi uma das melhores horas que passei diante da TV nas últimas semanas. Um destes episódios que te faz lembrar porque você assiste séries de TV – especialmente nesta semana de season premieres, repleta de pilotos de qualidade duvidosa e season premieres mornas.

Kane foi para o Canadá, pra um tratamento experimental e relâmpago. Pra quem, como eu, é obcecado por verossimelhança, é meio difícil de engolir esta história. Mas a verdade é que isto importa menos quando o roteiro funciona perfeitamente. Kane luta contra as vozes na sua cabeça enquanto que flashbacks (ou blackflashs?) revelam detalhes de seu passado – sua responsabilidade pelos conflitos raciais em Chicago no passado, o que fez para tirar o pai de Connie de cena, o filho que não reconheceu – todas as ações que o tornaram o monstro que é hoje.

O episódio, apesar disto, não é de Kelsey Grammer e sim de Connie Nielsen. Apagada na temporada, por razões óbvias, Meredith retorna e mostra porque é a primeira dama de Chicago – criando fatos para a imprensa e tomando as rédeas de situação em um momento de crise.

Mas Backflash é perfeito não por conta de performances, mas por mostrar como a série funciona como um grande quebra-cabeça, onde as peças se encaixam com precisão e naturalidade. Emma (e todos nós) descobrimos que o avô é mantido em estado catatônico por influência de drogas, Ian provavelmente é o filho de Kane e Kitty e Sam agora sabem que Ezra Stona é Rosebud. Tudo funciona como um máquina, como uma orquestra, levando Boss a um nível de excelência em roteiro que eu não via desde o primeiro ano de Damages. Pensando bem, até que consegui dizer bastante sobre o episódio. Waaal.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

4 Comments

  1. Márcio

    kkkkkkk, tudo bem Paulo? Eu escrevi na sua última resenha que esse episódio era de cair o queixo, pelo visto você também achou o mesmo. É uma série sensacional, pena que é pouco vista nos EUA e aqui acho que nem passa em canal por assinatura ainda.

  2. Pingback: Destaques na TV – Quinta, 31/1 e Sexta, 1/2

  3. Raquel Perez

    Paulo, minha paixão por essa serie é tamanha que acabei lendo sua review antes de ver o episódio de hoje. Amei o que você escreveu e me fez mais do que nunca ansiar pela noite de 6ª f. Gosto muito quando você compara a excelência de Boss com a primeira temporada de Damages, que eu qualifico como um marco no mundo das series nestes últimos anos.
    Que falta que fazem roteiros dessa magnitude.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account