Log In

Reviews Spoilers

Bones – The Sin in the Sisterhood

Pin it

Série: Bones
Episódio: The Sin in the Sisterhood
Temporada:
Número do Episódio: 6×12
Data de Exibição nos EUA: 03/02/2011

Oscar Wilde foi um grande escritor irlandês. Ele conhecia muito bem o ato de pecar. Em muitas ocasiões, escreveu sobre o assunto, com a maestria de um pecador. “Não peca quem ama mais”. Claro que não, por amor, tudo é justificável, não é? Mas há uma coisa, que não justifica uma atitude tão infundável, a burrice. Para isso, o jovem irlandês uma vez disse: “Não existe outro pecado que não seja a estupidez”. Mas e se quando você ama alguém, seu cérebro manda mensagens confusas baseadas em um desnível hormonal… por isso, suas ações não sejam as mais corretas. Você erra, você peca. Mas então você aprende. “Não podemos voltar ao santo. Temos muito mais a aprender com o pecador”. Oscar Wilde não viveu o bastante para se deleitar com as aventuras de Bones, mas ele sabia o que era um pecado, desse modo, vamos nos concentrar na estupidez de quem amou, errou e ainda pode aprender algo com isso.

Caso

Um caso nada convencional. Aliás, o caso era apenas mais um homicídio, sem motivos aparentes. Paixão? Sim, é sempre um bom motivo. Religião? Também. Dinheiro? Não era bem o fato. Suspeitos? O vizinho, o pai, o trio de esposas-irmãs… é, isso mesmo, um trio de esposas que eram irmãs do mesmo homem, da vítima! Aí é que entra o elemento surpresa, somos levados a pensar que o pobre fazendeiro safado tinha sido morto por uma das esposas, ou pelo vizinho fanático, quando na verdade, o assassino era o pai, envergonhado pelas filhas traídas.  O estranho ficou por conta do motivo, e isso prova que três é bom, mas quatro já é uma quadrilha.

Casais

Finamente alguém mais vai ocupar esse lugar da resenha além do casal oficial, Angela e Hodgins – já que Booth e Brennan nunca vão ficar juntos, né, Hart? Esse lugar feliz que está aberto para todos que amam, e com sorte, sem intromissões – né, Hart? – podem ficar juntos. Há tempos que eu torço pela Cam. Até mesmo quando ela entrou na série e caiu nas garras do Booth, eu já torcia por ela. Espero que o doutorzinho seja capaz de dar à ela o que ela merece. Cam e Paul foram também o centro do episódio, que no meu ver, teve como tema o amor. Será que um profissional atarefado não tem tempo para relacionamentos? Será que a vitima não tinha tempo para suas três esposas? Bom, quando a gente quer, faz o negocio dar certo, as agendas estão aí para isso.

Estagiário

Alguém arrumar uma história pro Wendell, por favor. Não precisa ser profunda, dramática, com ramificações. Esse papel dele de colírio já se esgotou. Ele é meu squint mais gato preferido, por isso não gosto quando o ficam fazendo de linguiça só para encher o episódio.

The Sin in the Sisterhood

Ah, o amor. Seja ele fraterno, proibido, nas entrelinhas, declarados, esforçado, seja ele como for, é capaz de loucuras. Ed – a vítima -, era mesmo um tolo, por amar, e acreditar que aquilo seria o bastante. Não entendi bem porque ele estava tendo um caso. Concordo com o pai das mulheres, acho que três esposas já estavam de bom tamanho. O episódio foi interessante, mostrou as várias facetas de um relacionamento. Estamos preparando o terreno para que o casal não-oficial mais querido da série se junte em algum momento nessa temporada? Espero que sim. Uma amiga disse para eu confiar no Hart Hanson… ainda não confio, mas confio na minha amiga.

Cam e Paul precisavam só de um empurrãozinho para decolar. Sinto uma vibração boa dos dois. Apesar do ginecologista não ter um personagem recorrente na série, ele me conquistou desde o primeiro momento. Cam, sua boba, não deixe o homem escapar.

Outro aspecto interessante sobre o episódio é que há muito tempo eu não sentia uma cooperação tão grande entre o FBI – com Booth, sua intuição e um infalível método de investigação – e a equipe do Jeffersonian. Passo-a-passo, eles foram desvendando o caso. Descobriram juntos o que poderia ter causado a morte do fazendeiro promiscuo e quem era o assassino. Não foi um grande caso, apesar da curiosa relação polígama, mas foi legal.

O que eu aprendi? Que milho é uma gramínea, Booth e Brennan precisam de mais cenas no carro – de preferência com risadinhas bobas – e que amar e pecar é normal. E que até podemos amar mais de uma pessoa, mas no final das contas, só há uma pessoa a quem amamos mais. Não  é, Agente Booth?

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

2 Comments

  1. Pingback: Tweets that mention Bones – The Sin in the Sisterhood -- Topsy.com

  2. Anônimo

    Oi, Clara,
    No momento estou vendo a 5a. temp., e só dei uma espiadinha na sua resenha porque, como todos sabem, a curiosidade é uma assassina dos gatos. Po que será que você disse que Brennan e Booth nunca ficarão juntos? É spoiler (e neste caso não diga mais nada) ou especulação sua?
    Realmente, os estagiários deram um tremendo up em Bones. Gosto muito de todos, e se fosse obrigada a escolher um predileto, diria que é o inglês. O estagiário negro também é excelente.
    Ainda bem que desisti na 3a., mas voltei a assistir esta série. Tenho me divertido bastante com ela.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account