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Reviews

Bones – The Diamond in the Rough e The Archaeologist in the Coocon

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Série: Bones
Episódios: The Diamond in the Rough e The Archaeologist in the Coocon
Número do Episódio: 8x10 e 11 Exibição nos EUA: 14/01/2013
92.888888888889
4.6
9

Há essas alturas você já deve ter ouvido que a volta de Bones foi um sucesso. Boa audiência, hashtag nos TTs mundial, duas boas histórias, um performance de novata no meio das veteranas.

Nesse meio tempo em que tivemos distantes, a série ganhou uma nona temporada (mais um ano para sofrer) e estão falando até em um décimo ano, episódio 200, acho que há motivos para comemorar, não?

Não se sinta bobo ou boba se você estiver sorrindo, felicidade não deveria incomodar a ninguém. Até porque há uma série de motivos para você ficar feliz, o maior deles é o que vou tentar descrever nesta resenha.

Mas também não se sinta mal se a sua expectativa não corresponde a tantos fogos de artifícios, provavelmente seu descontentamento tem fundamentos, antigos até, e só são perceptíveis por que você liga – ou ligou em algum momento – para os rumos da história. Acalme-se, há uma luz muito generosa no fim do túnel.

Altos

O famoso episódio da dança poderia ter sido um pastelão total. Graças ao bom senso, foi um episódio apenas engraçado. A promoção deste não fez jus ao segundo episódio da noite. Esse sim, um típico bom episódio de Bones. O que tenho chamado ultimamente de episódio de desenvolvimento de caráter. Já que tentam ensinar a Brennan alguma lição.

Há sempre pouca fé que ela vá conseguir se socializar direito, ser mais humilde, ou coisas desse tipo. Nesse episódio, ela não só mostrou para todos que eles estavam errados sobre ela, como, de maneira coerente, se mostrou a personagem mais humana na série.

Acredito que é isso o que ela é, as pessoas só estão ocupadas demais tentando julgá-las.

Esse foi o ponto alto dos dois episódios.

Outra coisa boa foi ver um pouco mais de Bones e Angela juntas. Foi bacana ver a Brennan tentando ajudar a amiga e a Angie reconhecendo isso.

Ah! Buck e Wanda, por favor!

Temos que fazer alguma coisa grandiosa quando acabar?

Não.

Por que não?

Porque nunca vai acabar, Bones. Tudo será sempre assim, apenas assim.

Mas também não posso deixar de citar que o tal segundo episódio, que quase ninguém deve saber o nome, trouxe a mensagem central da série: apesar da feiura do mundo, o amor sempre vence.  Nesse sentido, uma história complementou a outra, já que o momento ultra romântico da semana ficou mesmo no baile entre B&B.

Ah, o amor. Sabe aquele sentimento que te faz sorrir com os olhos, ter o sentido alterado pela empatia do outro, aquele descompasso no coração, a flexibilidade das ideias. Isso que B&B sentem um pelo o outro, e que  Emily e o David fazem questão de deixar bem claro que é isso mesmo.

Á isso, eu celebro. Ao momento em que, ainda atrapalhados, os movimentos não eram compatíveis, uma hora ele liderava, outra hora, a vontade de antropóloga se fazia prevalecer. Até o dia que os passos ficaram mais harmoniosos. O momento que já não importava mais quem estava no comando. Era só deixar fluir.

Baixos

Por que não fazem logo de Bones uma série menos episódica e mais contínua. Isso me incomoda bastante. Em um episódio, Angela estava morrendo porque queria deixar o laboratório e retornar para o mundo artístico, no outro, nenhuma palavra sobre o assunto. Certo que ela estava mais ajudando ao Clark, e que foi peça chave para que desvendassem o cenário que os ossos antigos se encontravam, mas mesmo assim.

Acho que esse é um ponto baixo para a série.

Os casos

Sustento que o segundo episódio foi bem superior ao primeiro. O caso do arqueólogo é um bom fundamento para isso. O jeito que o caso foi disposto em The Archaeologist in the Coocon ao fazer vários paralelos entre a vítima, a descoberta científica e a vida dos personagens. É uma coisa que sinto falta em Bones, e neste episódio foi feito muito bem.

A história me lembrou A Night at the Bones Museum e o The Shallow in the Deep ao tocar em alguns pontos: a genialidade da Brennan em sua profissão, a alta competitividade, e coragem de tocar em certos assuntos com tanta delicadeza, como a história do ancestral da Camile no episódio do navio negreiro. The Man in the Fall Out Shelter acho que resume bem esse sentimento. Episódio memorável em todos os sentidos.

Família entre espécies. Um tabu que parece coisa de homens das cavernas, não? Parece que não. Apesar do motivo do crime ter sido – como quase sempre – o egoísmo e inveja, a investigação tocou em um ponto bonito e penoso: como em pleno século 21, “raça” ainda importa.

O paralelo entre Angela e Hodings foi bem sútil, com a artista tendo a sensibilidade para “descobrir” que se tratava de uma família atípica. Uma coisa “nova”, imprescindível, como o Clark disse.

Cheguei a pensar, que por causa disso, o assassino era o irmão da xexena. Mas a humanidade avançou, e os motivos para um assassinato permaneceram os mesmo. O arqueólogo foi morto pelo ciúmes. Uma família foi destruída porque ainda somos incapazes de aceitar o diferente, ou um derrota.

Esse sim foi um bom caso.

Já a dançarina morta por causa da competição. Bom, esse foi quase uma repetição do que vimos no último episódio da sexta temporada. Além do que, não senti empatia alguma pela vítima. Foi quase como se ela não existisse. Notável somente pelo fato dela ser um esqueleto com brilhantes! o esqueleto mais bonito da série inteira! (se é que isso pode ser chamado de um feito memorável).

Foi muito óbvio quem era o culpado e as cúmplices. Além do que o caso motivou pouco desenvolvimento para os personagens.

B&B

Paratudo! Brennan e Booth se beijaram? Foi isso mesmo! Achei que casais casados na Fox não fizessem isso.

Ok, parei.

Apesar de ter achado lindamente brega a cena da valsa, eles são tão lindos! E quando a Christine aparece, me rendo por completo. Gostei da autocrítica da Brennan ao final de The Archaeologist… mas muito mais da cobrança que ela fez ao Booth para que o parceiro reconheça suas próprias faltas. Está na hora do agente perceber que ele não é tão perfeito assim. A Brennan tem mudado ao longo dos anos, desenvolvido, mesmo sendo ela do jeito que ela é, ainda assim de mostra mais maleável do que Booth. Sei que ele é o “cavaleiro de armadura brilhante”, mas, né?

The Diamond in the Rough e The Archaeologist in the Coocon

Nenhum dos dois episódios vão entrar em uma possível lista dos “dez melhores”. Alguns vão lembrar da cena final do The Diamond… e eventualmente vão achar bonito a reconstituição do assassinado da homo sapiens e do neandertal. Mas não houve nada de extraordinário neles.

Talvez uma coisa, uma coisa memorável. Difícil até. Recuperar a credibilidade. Uma vez alguém me disse que reputação é impossível de se reconquistar, é um trabalho duro, insistente, com 99% de chances de você falha tentando.

Com esses dois episódios, Bones mostrou estar mais do que pronta para terminar a temporada em grande estilo. Agradando os apaixonados e os descontentes. Elevando cada vez mais a credibilidade. E como em um longo casamento, fazendo dos pequenos gestos uma razão eterna para celebrar.

Eu disse que você teria motivos para ficar feliz com a série? É bem assim que eu me sinto, como se eu estivesse dançando uma valsa sem fim.

Até amanhã!

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

9 Comments

  1. Ju_Pauli

    1º eu diria que HH é um gênio! e sabe dar tapa com luva de pelica como niguem

    foram 2 episódios maravilhosos. acho que a 8ª temporada é uma das melhores do seriado se não for a melhor.

    Nesses 2 episódios HH encheu de analogia

    1º a dança de Buck/Wanda quando ela parou de lutar, parou de querer mandar e se deixou levar pelo Booth a mágica aconteceu: a cena mais linda do episódio! E isso foi uma analogia ao relacionamento B&B quando ela parou de lutar e se entregou B&b aconteceu!!

    no 2º episódio HH se superou em analogia!!! a relação dos homens da caverna (ai se a Bren/Clark lerem isso) com a relação B&B e de toda a equipe foi fantástica!

    Mostrando que há mais um tipo de família, mostrando que 2 especies diferentes podem sim viver juntas e mais que isso criar laços, se amarem e gerarem outra espécie lá estava B&B e seu relacionamento.

    o 1ª episódio foi hilário, solto dei boas risadas. O 2º mais sério o caso foi bom e se concentrou nas relações da equipe.

    O que posso dizer mais? ah sim! elenco maravilhoso, primoroso! mostra que vai alem de B&B eles são o centro sim mas eles não precisam estar em cena toda hora a equipe funciona perfeitamente todos tem química são um verdadeiro time!

    Eu preciso gritar um cala a boca pra quem anda desdenhando Bones!!! Bones é mais que o relacionamento B&B. Bones é o que vimos hoje nesses 2 episódios.

    eu concordo que viemos de uma temporada fraca e eu sinto por quem abandonou a série e sinto mais ainda quem abandonou pelo simples fato de que o HH omite certas coisas, que não há cenas mais hots. desculpe! Bones não precisa disso!!!

    Bones precisa do que mostrou nessas 2 horas. Bones é completa e pode deixar implícito que o seus protagonistas se pegam sem precisar efetivamente mostrar.

    HH eventualmente ira mostrar um pouco mas eu acho que sinceramente isso passou a ser irrelevante para a série principalmente quando vejo 2 episódios no estilo dos de hoje.

    Eu ainda não vi em nenhuma série onde o casal de protagonista tem uma relação tão verdadeira conversam de tudo da vida de nada em especial não mostram só se pegando ou revolvendo crimes ou tendo crises

    e alem disso há toda a interação com os demais personagens que possuem vida própria, história própria não dependem de B&B para ter um plot eles interagem sem a presença do principal e funcionam.

    Para aqueles que desistiram da série ou que falam que Bones já não é o que era meus profundos sentimentos mas infelizmente vc não sabe o que é série de qualidade!

  2. Márcia Pires Santana

    Clara a sua review é sempre um presente para nós fãs, pois reflete o amor por está série, um amor capaz de sempre enxergar os pontos positivos e negativos de cada episódio, e acredite sempre espero com ansiedade, é a cereja do bolo. Acho que a nostalgia tomou conta de mim. Foi praticamente impossível não ficar tocada esta semana pelos fãs de Fringe vendo a série chegar ao seu final e não tecer um paralelo com Bones que também se aproxima deste dia. É lógico que sonhar com os 206 episódios para compor o esqueleto desta série fantástica foi o que me alegrou. E se o episódio da dança não fez jus ao esperado pelo menos a frase final me tocou muito “Porque nunca vai acabar, Bones. Tudo será sempre assim, apenas assim.”

  3. Camila Nere

    Maria, eu também preferi o The Archaeologist in the Coocon
    muito melhor que o The Diamond in the Rough! O The Diamond in the Rough foi
    aquele típico episódio de comédia da série com a nossa amada Brennan com o
    nível sem noção alto!! Já o The Archaeologist in the Coocon foi um episódio que
    mostrou que a Brennan continua sendo arrogante muito competitiva e um pouco
    insensível e por mais que incrível que pareça? Eu gosto desse lado da
    personalidade dela. É o seu lado mais cientista. Mas ao mesmo tempo a Brennan
    consegue demonstra o quanto ela é flexível que ela consegue abrir mão da sua
    personalidade forte pelo bem de todos. Eu amo a Brennan!

    Tem como algum fã de Bones não gostar do Hodings? O Hodings
    a cada episódio ele melhora! O medo dele pela Brennan e a sua paixão pela
    ciência me faz ama-lo cada vez mais! E a paciência que ele tem com a Angela
    merece um prêmio! Dois pontos importantes que eu acho que tem que ser
    encerrado.

    1ª Já está na hora do Sweets sai da casa da Brennan e do
    Booth!

    2ª A história da Angela tem que se encerrar porque está
    ficando chato!

    Entra ano e sai ano, mas Bones continua sendo a minha série
    do coração! Eu amo o sexteto mágico com suas loucuras e genialidade e sua
    paixão pela ciência!

    Pode me chamar de louca, mas o meu amado Pelant estará de
    volta botando fogo na série!

  4. Paula™

    É sempre muito bom ler não só suas reviews como também os comentários.
    Não tenho nada pra acrescentar, já que os dois juntos são exatamente o que penso sobre a série.
    Parabéns mais vez!! :)

  5. thayná.

    Concordo plenamente com você, Maria Clara, quando diz que Bones deveria apostar mais em episódios contínuos, às vezes eles meio que se perdem, e isso seria algo tão interessante a ser feito na série!!
    Confesso que alguns momentos, você me fez ter um flashback da série, principalmente quando falou da representação da dança dos dois no final do 8×10 e concordo plenamente… o relacionamento de Booth e Brennan foi ali retratado e com a maestria digna de David e Emily e seus olhares.
    Também preferi o 8×11 ao 8×10, AMO quando Bones traz um pouco de História e arqueologia. Sem contar que também AMEI o jogo cênico da Emily com o Eugene na cena em que eles discutem acerca de quem deve ficar com os restos mortais.
    Enfim, acho que os dois episódios forma ótimos, conseguiram me entreter por duas horas e com um gosto de quero mais.
    É isso, e como sempre, obrigada pelas belíssimas palavras e pela poética review!

  6. Pingback: Bones – The Ghost Killer e Big in the Philippines

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