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Reviews

Bones – The Crack In The Code

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Série: Bones
Episódio: The Crack In The Code
Temporada: 
Número do episódio: 7×06
Data de exibição nos EUA: 12/01/2012

“Você achou a nossa casa”, ela disse com um brilho nos olhos. Um brilho que na verdade era uma mensagem, um discurso inteiro refletido em azul e cinza. Bones e Booth tinham encontrado um lar, superado anos de um relacionamento complicado, quase impossível. Ela é uma mulher da ciência, e ele um homem de sonhos, mas ali, embaixo daquele teto inacabado eles puderem ser iguais, perfeitos um para outro, como tudo o que é inacabado e ainda cheio de possibilidades.

The Crack in The Code foi a resolução de um ciclo que tomou os primeiros episódios da sétima temporada. Tempo para que nos acostumássemos com o que não vimos acontecer, e tempo para mudar o que sustentava a série por sete anos. Bones e Booth juntos? Isso é uma realidade e a tensão entre os dois é coisa do passado. Mas como substituir o que segurava a série até hoje? Isso foi exatamente o que se viu nesse episódio – e a promessa do que será daqui pra frente.

The Crack In The Code

Acho que não ficava arrepiada assim com um episódio desde a época da Coveira. Mas agora é diferente, dentre todos os “vilões”, esse é o que tem mais potencial para causar danos irreparáveis. O que me chama a atenção é que nessa temporada eu reclamei que os casos pareciam fúteis demais, e aí eles me aparecem com esse caso? Onde o vilão parece ter um motivo claro, alvos claros também, e isso envolve todos os personagens, e mais do que tudo, ele é perigoso (e bonitinho)!

O mistério de Lincoln e dos corpos desmembrados, teorias conspiratórias, códigos, tecnologia, me deixou tonta de curiosidade. 5 agentes do FBI mortos, arquivos confidenciais vasculhados, uma garota e um jornalista, todos relacionados com o Pelant. O suposto assassino aparentemente conta com a ajuda de alguém de dentro do FBI/Jeffersonian para ajudá-lo e ele não escondeu que aquele jogo era algo “pessoal”.

No final das contas, o “caso” não foi resolvido. E pelo o que parece, não será tão cedo. E agora que tudo parece estar em paz, como lidar com a tragédia anunciada?

Altos & Baixos

Foram muitos pontos altos e um único ponto baixo: porque ainda insistem em falar da Daisy? Porque o Sweets precisa falar dela? Porque isso me incomoda tanto? São segundos desperdiçados nisso, nela, nessa baboseira sem fim. Porque não falar do Michael? Lamentar a falta do Vicent? A não ser que ela seja a ajudante do psicopata, eu não ligo para a existência dessa pessoa.

Dito isso, adorei como o episódio envolveu todos nas devidas proporções. Isso nos poupou ver incansáveis interrogatórios sem cabimento do Booth e do Sweets, e mostrou como o time pode trabalhar e superar desafios. Também mostrou uma solução sensata para a ausência da Emily Deschanel nas cenas – que teve o seu bebê um dia após encerrarem as gravações do episódio.

Os momentos “Missão Impossível” do episódio, quando alguém coloca um vírus de computador em um osso, quando Hodgela decifra um código baseado em seus conhecimentos, quando os “squints” explodem melâncias e corpos, quando a Brennan remonta um esqueleto, é são esses momentos  que fazem da série o que ela é.

Para não dizerem que eu tenho implicância com o Sweets, curti demais ele “traduzindo” os anúncios do jornal para a Brennan, já que ela tende a entender tudo de forma muito literal. Curti ainda mais ela dizendo que devido ao estado desenvolvido de sua gravidez era melhor se concentrar no “lab” e em encontrar uma casa.

Caroline é sempre bem-vinda! Às vezes penso, seria tão melhor ter um spin-off da Caroline do que ter o The Finder (não se apeguem).

O psicopata. Já tenho um medo natural de pessoas loucas, frias e calculistas, e esse tal de Pelant? Deus, que pavor. Ele não tem medo de mostrar o que sabe, do que é capaz e muito menos de dizer como ele pode escapar disso tudo, usando as falhas do sistema. Fiquei apavorada ao constatar que o alvo dele é o FBI, e que entre a lista de possíveis vítimas estão Bones e Booth. E aí é que está a beleza da coisa, agora que a “tensão” entre os dois personagens não é mais o centro da série, temos outra tensão para nos prender a Bones: o medo de que algo saia muito… mas muito errado para os dois.

E para finalizar, eu ri quando a Cam disse para o Hodgins não mencionar o Wilkes Booth para o Booth. Isso me lembrou o centésimo episódio e do primeiro beijo de B&B! É muito amor.

Melhor Cena

Posso morrer agora? Pessoal do Efeitos Especiais que me perdoe, mas a cena de ouro desse episódio ficou por conta da simplicidade do momento perfeito quando você descobre que é possível ser feliz.

Pode até não ser o ideal. Pode ser precipitado e ingênuo. Mas é. E é assim que começam as grandes histórias.

“Eu posso ver os ossos da casa… Eu posso vê-la completa”.

Adeus Brennan e Booth como os conhecíamos. Olá, novas aventuras e  possibilidades.

Em Outras Palavras

The Crack In The Code provou que – quando se quer – é possível sair da rotina da mediocridade mediana e surpreender a todos com um excelente episódio, uma ótima história interpretada por bons atores. E quando se tem tudo isso junto, uma cena, um olhar, faz toda a diferença. Essa é a essência de Bones. Uma série de crimes com corpo nauseantes. O amor é a essência de Bones.

Não ligo quando tentam rotular a série, quando dizem que já deveria ter acabado, que não existe mais química e que há shows melhores por aí. Não ligo, mesmo. Quando você consegue reconhecer sete temporadas de um seriado em um único olhar, essas coisas tornam-se pequenas demais. Demais.

10 Ossinhos para The Crack In The Code e mais 10 Ossinhos para os fãs que terão que esperar até o fim de março para acompanhar o resto da temporada!

Até lá, pessoal!

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

18 Comments

  1. Luna

    Ótima review para um episódio que, realmente, foi um divisor entre passado, presente e futuro desse adirável casal, além de apresentar um vilão psicopata com grandes potencial de desafio para a equipe (espero que ele permaneça ainda por alguns episódios).

  2. Monnycarvalho

    Se pudesse descrever meu surto com tanta sensatez com certeza seria o que escreveu. Episódio muito bom mesmo. Fiquei na tensão do inicio ao fim, mesmo com as cenas divertidas no Jeffersonian, amei ver Hodgela trabalhando juntos diretamente. Caroline pra mim faz diferença nos episódios, ela é demais. Já ‘amo’ esse psycho por me fazer temer pelo que ele seja capaz de fazer. E me emocionei com o momento lindo e tão simples deles dois no final. Brennan foi incrível ao falar do esqueleto da casa. *_* Muito bom o episódio e na mesma proporção a review.

  3. Anaisa

    Ahh, a review ficou excelente!

    Mas vem cá, os cinco agentes do FBI morreram mesmo? Porque eu tinha entendido que o sangue deles vieram de uma campanha de doação de sangue mesmo.Vou te falar que até agora eu tô pensando como que aconteceu todos os assassinatos. Porque é meio óbvio que ele conseguiu, de alguma maneira, sair da casa.
    Só eu que fiquei arrepiada na parte que o Pelant diz que a mensagem das vértebras era para o Hodgins? Medinho mesmo.
    E a melhor frase da temporada: “É perfeita… eu posso ver  os ossos da casa”.

  4. Mariela Assmann

    Essa review ficou perfeita. LINDA demais. Amei o episódio, já amo esse serial killer e acho o máximo que a liga da temporada, que substituirá a famosa tensão B&B, seja o risco de algo acontecer com nossos protagonistas. Isso levará o programa a um novo patamar, com certeza.  E, realmente, “Quando você consegue reconhecer sete temporadas de um seriado em um único olhar, essas coisas tornam-se pequenas demais”. Essa frase encerrou tudo, qualquer tipo de polêmica. Bones é Bones. Sem mais.

  5. Laura

    Quando você consegue reconhecer sete temporadas de um seriado em um único olhar, essas coisas tornam-se pequenas demais”

    Review impecável.

    Sem mais.

  6. Beatriz

    Esse episódio foi ótimo. Tem como não amar esses personagens?
    Sua review ficou perfeita demais!

  7. Renata Canfora

    cara mt bom esse ep, vc soh esqueceu de flar como a bones ficou auto-defensiva quando o both disse que o cara pode ser mais inteligente que ela rs’ ri demais disso…. 
    mas fora isso , o post ficou mt mais mt bom, parabéns. ^^ 

  8. Alis Mariane

    Como sempre a sua review arrasouu Clara!! Era tudo o que eu gostaria de dizer a respeito desse maravilhoso episódio de Bones!! Adoro um drama e uma tensão com esses seriais killers, e é isso que tava faltando em BONES!!! Como sempre a série continua arrasando na criatividade e na perfeição QUANDO QUER!!! 
    PERFEITO, PERFEITO , MIL VEZES PERFEITO!!! ESPERAREI POR ESSES MESES MUITO FELIZ E APAVORADA *___*  !!!

  9. Adriana

    ADOREI a review!!
    aliás, amei… você disse, simplismente, tudo o que eu achei desse episódio!
    não consigo descrever o quanto eu gosto/ não gosto de um episódio certas vezes e você sempre consegue fazer isso muito bem! ^^

  10. Abra sua mente!

    Fato: nenhuma serie de tv é feita para passar conhecimento.
    se você aprende muita coisa com uma series de
    tv, isso significa que o seu nível de conhecimento esta muito baixo.
    Explico: Todas séries são baseadas em formulas de livros classicos.
    Todas tem a mesma trama embutida (o mito do herói, as dúvidas de ordem social, etc.)
     já reconhecidos de qualquer pessoa mais madura. É por isso
    que series não tem muitos fã adutos e quando vc ficar mais maduro, vai achar
    todas séries infantis e bobias, e não vai ter paciência de assistir mais.
    Leia um bom livro!
    Att.

  11. Mariana

    “5 agentes do FBI mortos, uma garota e um jornalista, todos relacionados com o Pelant”

    Os 5 agentes estavam bem, só tinham doado sangue

  12. Clara Lima

    É sim, Mariana. Eu não tinha entendido isso. Foi a emoção. heheh

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