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Balanço de Temporada – New Girl

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Que temporada fofa essa segunda de New Girl! E melhor que a primeira (que já havia sido boa), na minha opinião. Talvez porque o arco central (que acabou sendo o relacionamento de Nick e Jess) tenha sido melhor desenvolvido, de forma que sempre havia curiosidade pelo que viria na sequência. E o fato de já conhecermos bem melhor os protagonistas contribuiu bastante para isso.

A primeira temporada acabou com uma dúvida: como as coisas ficariam após Nick quase abandonar os amigos para morar com Caroline? Bom, muita coisa mudou no princípio da temporada. Mas não em razão da quase partida de Nick. A questão foi o desemprego de Jess.

Jess desempregada – ou subempregada – foi muito divertido. Jess deprimida sempre é divertido de se ver (chega a soar meio cruel falar isso, mas é verdade), porque ela é muito caricata no seu sofrimento. Mas foi interessante também ver ela tentando se reerguer (nem que para isso ela precisasse se enturmar com os “adolescentes” do apartamento da frente) e recebendo o apoio dos amigos nesse processo. Jess amadureceu um pouco nessa temporada, em virtude disso tudo. Notem bem: um pouco. Porque não dá pra se dizer que Jessica Day é madura (alguém ouviu Operação Cupido por aí?). Resumo: continuo achando que Zooey Deschanel é muito supervalorizada. Não acho ela essa coca-cola toda. Mas ela cumpre bem o seu papel de divertir, ainda que Jess peque pelo excesso, boa parte do tempo.

Vimos mais de Winston, e já simpatizo muito mais com o personagem. É inegável, contudo, que ele continua sendo o mais fraco dos personagens de New Girl, mesmo que tenha ganhado mais histórias nessa temporada (como a visita da família, um emprego e menstruação psicológica). Mas preciso admitir que New Girl funciona bem em razão da química entre todos os personagens. Então, até o elo mais fraco dessa corrente é necessário para que tudo corra bem. E os episódios que centraram na parceria entre Winston e Schmidt (o que deve ser uma tendência na 3ª temporada, confirmando-se o casal Nick e Jess) foram bacanas, o que prova essa teoria.

Nick cresceu bastante nessa temporada. Vimos mais do passado dele, e isso nos permitiu entender muita coisa de sua personalidade. E tudo isso foi necessário para que ele tomasse a decisão da season finale. Ele deixou de ser o cara que não vai adiante em nada para ser o cara que corre atrás do que quer. Foi fofo, bonito. E durante a temporada ficou bem evidente que Jess, Winston e Schmidt são vitais para o bom funcionamento de Miller. Já tinha uma queda pelo Nick, mas agora é paixão. Oficialmente.

Mas apesar do crescimento de Nick como personagem, Schmidt continua sendo o favorito. Ele possuiu boas histórias, sozinho ou acompanhado. Os flashbacks do “fat Schmidt” são ótimos. A introdução da Elisabeth na história também foi, porque resgatou pontos (humildes) da personalidade de Schmidt que estavam perdidos no meio de tanta auto-confiança. O relacionamento dele com Cece é ótimo e sempre rende momentos perfeitos. E o relacionamento dele com Nick rende momentos melhores ainda. Ou seja, Max Greenfield se destaca no bom elenco de New Girl.

Outro ponto forte dessa temporada foi o envolvimento amoroso de Nick com Jess. O casal é fofo e teve shippers desde sempre. E o final de temporada foi um presente para o pessoal que torcia para a união dos dois. Apesar de, como uma boa shipper, torcer pelo envolvimento deles há um bom tempo, admito que a temporada ficou bem mais interessante ao explorar, primeiro, o “namoro platônico” dos dois, e passando pelo envolvimento de Nick com milhares de garotas e, especialmente, com a stripper Angie, e pela tentativa de Jess de virar adepta do sexo casual e pelo seu relacionamento com o pediatra fofo Sam. Isso tudo fez com que a espera não fosse torturante. Pelo contrário, foi agradável e divertida. E de certa forma todo o desenvolvimento dessas tramas amorosas deu a bagagem necessária para que os roteiristas pudessem tratar o novo casal como trataram: com maturidade.

É óbvio que em se tratando de Nick e Jess sempre haverá alguma bizarrice envolvida. Mas foi bacana ver os dois tentando agir normalmente depois do beijo e sendo extra fofos depois da primeira noite. Espero que a terceira temporada aborde os dois como casal (e não os separe logo), porque a união pode trazer muitas situações engraçadas entre eles e alterar de forma interessante a dinâmica no apartamento (como o episódio sobre a vaga na garagem deixou bem claro).

E além de Nick e Jess como um casal, espero que a próxima temporada traga de volta Cece e Schmidt como um casal. Eles se amam de verdade, há bastante tempo, e são perfeitos juntos. A comicidade absurda de Schmidt contrasta perfeitamente com a personalidade de Cece.

De resto, só nos resta aguardar pelas novas aventuras e trapalhadas dessa turma que veio para ficar. Espero que por bastante tempo.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

1 Comment

  1. Meize Martins

    falou simplesmente TUDO! <3 Amo New Girl desde o primeiro episódio. É uma comédia pura, sem apelações. Os personagens são realmente engraçados e, além da Jess, kk, nada é muito 'forçado'. Eu chorei quando o Nick puxou a Jess para o beijo. Existe casal mais fofo ? Awn. Não vejo a hora de chegar a terceira temporada.

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