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Balanço de Temporada – Glee

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Essa temporada não foi fácil pra Glee e eu (ainda) nem estou falando dos bastidores. É só observar o grande aumento do fator “encheção de linguiça” durante esses 20 episódios. Eu sei, não é fácil preencher o espaço que um personagem principal deixa, mas talvez insistir no erro seja um dos piores defeitos da série. Por exemplo: todo mundo já sabe que essa história de Sam e Mercedes não funciona, mas eles insistem em querer botar lenha nessa fogueira que não aquece nenhum fã da série (metáfora ruim, porém verdadeira).

Tudo bem que Sam voltou pra Ohio e vai tentar criar um novo Glee Club por lá, mas isso a gente também já viu acontecer. A sexta temporada do seriado só estreia em 2015, então o sentimento é de esperança. Espera-se que os produtores tenham tempo o bastante pra reconstruir plots e os fazer agradáveis aos olhos do telespectador, mas quando a quinta temporada estreou, tudo o que queríamos era um tributo a Cory. Uma temporada que respeitosamente pudesse celebrar os momentos que não só Finn, mas os outros viveram juntos. A série cumpriu bem esse papel por 2 ou 3 episódios, mas foram só 2 ou 3. O resto todo da temporada foi como se estivéssemos assistindo a uma paródia ruim.

Mesmo com um preconceito já formado antes de assistir a qualquer episódio (isso desde a quarta temporada), eu ainda conseguia relevar muita coisa e até me divertir assistindo aos episódios. A coisa ficou realmente difícil de aturar, pra mim, no episódio 5×14. Bash foi um dos piores episódios que eu já assisti, não só de Glee, mas de todas as séries que já vi e não estou com medo de ser radical quando digo isso.

É lógico que não posso ser injusta. Houve momentos maravilhosos durante a temporada, assim como o episódio que dizia adeus ao New Directions. Souberam dar um fim ao que já não cabia mais ali. Lembro que escrevi que aquele episódio seria o fim perfeito para a série e vou continuar afirmando o mesmo. Glee é um grande sucesso, mas alongar ainda mais as temporadas é um erro que a Fox comete. Os boatos são que a sexta temporada tenha só 13 episódios, e a minha torcida é para que eles sejam verdade.

Apesar da evidente chateação com a qual escrevo esse balanço, sobra dentro de mim também um sentimento de comoção. Eu espero que os tão esperados só 13 episódios da nova temporada consigam trazer algo bom de volta para o seriado. Que consigam dar um fim que uma saga de 5 anos merece. Porque já dizia nosso querido Finn Hudson “The show must go all over the place, or something” e Glee deve ir até o infinito e além de um jeito a ser lembrado carinhosamente como algo que mudou a vida de muita gente, inclusive a minha. Nos vemos ano que vem!

Séries citadas:

19 anos, mora em São Paulo, ama futebol e estuda Jornalismo. Está no TeleSéries desde 2011 e assiste mais séries do que os seus dedos da mão podem contar. Ama todas, mas Everwood, Friends e The O.C. sempre vão reinar em seu coração.

4 Comments

  1. Thiago FLS

    Estou de saco tão cheio de Glee que enrolei quase duas semanas para ver o season finale. Agora que assisti, ele só serviu para consolidar minha opinião de que a quinta temporada foi péssima, e a série teve muita sorte mesmo de ter sido renovada por dois anos ao final da quarta temporada.

    Se os roteiristas tiverem um pingo de autocrítica e derem uma olhada na progressão da audiência ao longo da temporada (que começou com 5 milhões de espectadores, culminou com 7 na homenagem a Cory Monteith e fechou com menos de 2 milhões), verão que alguma coisa deu muito errado, e não foi só a triste perda de um dos atores mais importantes e queridos pelos fãs.

    Os dois primeiros episódios, que desperdiçaram o catálogo dos Beatles com números pouco inspirados e subtramas piores ainda, já deram uma ideia do que estava por vir, e o pior é que eles foram escritos antes da tragédia. Nem mesmo a ideia precipitada de jogar fora todo o núcleo de Lima e agradar meia dúzia de corneteiros que só se importavam com o núcleo de Nova York, desvirtuando a própria premissa da série, serviu para estancar a hemorragia de espectadores.

    Na minha opinião, “The Quarterback” foi o único bom momento da temporada, apesar de ser um episódio que ninguém queria que tivesse acontecido. Eu quase curti “100” e “New Directions” também, mas não consegui porque fiquei chateado com o foco excessivo nos personagens que estavam se formando, enquanto Marley e os outros foram marginalizados.

    Quando penso que os caras tinham um achado como Melissa Benoist no elenco, e o único número musical de destaque que deram a ela durante toda a temporada foi a constrangedora “Wrecking Ball” de Miley Cyrus (aliás, todo aquele episódio do “twerking” foi um desastre), chega a dar raiva. No final, acho que o que acabou com Glee não foi só a morte de Monteith, mas a falta de coragem dos produtores para fazer uma renovação de verdade na série. Espero que a última temporada realmente tenha no máximo 13 episódios, pois assim eu sofro menos.

  2. Guto

    Para mim Glee foi boa até a segunda temporada. De lá pra cá foi ladeira abaixo. Alguns musicais legais, outros chatos demais. Minha pergunta. Já que mudaram tudo para Nova York, porque não fizeram logo isso quando todos se formaram? Introduziram novos personagens que depois tiveram desfechos ridículos. Só assisto porque acompanho desde o começo, mas pode ter certeza que minha coleção ficará somente até a segunda temporada.

  3. Revista Isto é Pop

    Eu sempre espero para ver quando sair o DVD da temporada… Mas pelos comentários e pela audiência sei que as coisas estão indo de mal a pior.
    Glee errou quando resolveu investir apenas em alguns personagens e criar outros, descartando outros importantes – como a Quinn, Puck. Outro grande erro foi ocultar a vida dos protagonistas originais na inda para faculdade…

  4. Juninho

    Matéria um pouco exagerada!

    Concordo em partes com a analise da Julia, exemplo o relacionamento desnecessário entre Sam e Rachel, e o fato de alguns episódios foram pra encher linguiça como o tributo a rivalidade entre Katy e Gaga, o episodio ridículo dos muppet, e o twerk (sei lá se assim que escreve),discorda completamente sobre bash .Depois de Frenemies a série tornou a ganhar folego e graças a Deus tiveram a decência de focar a série em New York, dai tudo melhorou, e tivemos episódios memoráveis como o episodio da estreia da Rachel na Broadway. Infelizmente já era tarde, os fãs não queriam mais saber da série já que o protagonista estava morto e o de tanto o roteiro focar em quem não tinha importancia as pessoas perderem o prazer pela série.

    A Quarta temporada foi excelente se olharmos do angulo NYC,.infelizmente ela se perdeu na metade do caminho ao entregar basicamente todos os episódios nas costa do personagens mas sem graça da série.

    Enfim apesar do final regular, já que por algum motivo ainda sem uma explicação plausível tivemos a ausência de uma das melhores personagens da série: “Santana”, tivemos um termino bom,focando em quem realmente é a alma da série: “Rachel”.

    Apesar de tudo já estou com esse sentimento saudoso pelo termino da série e espero que ela volte a conquistar parte do publico que perdeu nessa sexta e ultima temporada.

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