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‘Castle’: um balanço da sétima temporada

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Quando a sétima temporada de Castle começou, duas coisas passaram pela minha cabeça: vai ser uma temporada maravilhosa e eu não vou atrasar nenhum episódio. Chegamos ao fim da season com a belíssima e gloriosa renovação da série, mas das duas coisas citadas acima, nenhuma delas foi concretizada inteiramente. Digo isso porque minha vida ficou uma bagunça e as reviews semanais atrasaram. Peço desculpas a vocês, leitores, que nada têm a ver com isso, e lamento também o fato desta sétima temporada ter escorregado e errado em pontos cruciais que impediram esse ano de ser o melhor de todos.

No final do sexto ano, com Castle sumindo no dia do casamento, eu pensei “meu Deus, é o 3XK, ele está de volta, é ele, tem tudo a ver com aquela música que escutamos no episódio da médica que faz plástica”. Fiquei animada e esperei ansiosamente pelo retorno da série. Com a nova temporada, iniciada com Driven, eu cheguei a dizer que os dois, com a confiança e amizade mútua que tinham, iriam atrás das pistas, ao longo da temporada, que esclarecessem o sumiço do escritor. E isso realmente aconteceu, por mais um ou dois episódios. A sensação que ficou foi a de que os escritores esperaram um momento certo para falar mais da história, talvez até estender para mais uma temporada, porém, com os boatos de uma não renovação, a história precisou ser finalizada e o foi, da pior forma possível como veremos daqui a pouco.

Em contraposição ao esquecimento do sumiço de Castle como se ele não tivesse sido APENAS o gancho de uma temporada para outra, tivemos (aí sim eles acertaram) um dos mais bonitos episódios de todos os anos: The Time of Our Lives. Sempre disse que o pedido de casamento e como eles conduziam os preparativos nem um pouco condizentes com o que eu tinha em mente para um casal como Caskett. O que ficava para mim é que o pedido tinha vindo sem o pacote completo, sem a devida carga emocional. Então, com o sumiço do noivo, o casamento foi adiado, chegando ao dia em que os dois decidiram se casar sem festão, sem muitos convidados, numa cerimônia pequena, bonita, a cara dos dois. E como em todo bom episódio da série, para deixar nossos coraçõezinhos batendo de puro amor, tinha que ter aquele elemento simbólico, nesse caso, In My Veins. Se esse não foi o melhor episódio da temporada, chegou perto.

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Após o casamento, a série resolveu acrescentar ao roteiro algo que ainda não tinha sido experimentado: como seria ver Castle trabalhar separadamente da NYPD? Por mais curta que tenha sido a fase de investigador particular do Castle, achei enriquecedor para o show trabalhar com isso. O deslocamento do ator para fora do departamento fez com que outros personagens, principalmente os secundários, pudessem se sobressair, como foi o caso de Ryan, que incorporou o escritor na delegacia e até suas características de criar teorias loucas ele colocou em prática (pena que não deu muito certo haha).

Outro ponto alto da série, mesmo com a minha crescente impaciência por não ver nada sobre o sumiço do Castle, foi a dupla de episódios Resurrection e Reckoning. Por mais tenebroso que Jerry Tyson seja, quem aqui não estava louco para ver o 3XK de volta? É claro que serial killers nunca são legais, mas geralmente dão uma ação a mais à série e eu já estava, desde aquela música em Disciple, doida para que ele aparecesse novamente. “We’ll meet again”, a música falava. E eles realmente se reencontraram.

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No episódio duplo, confirmamos o que já imaginávamos desde a temporada anterior: Tyson estava junto com a cirurgiã plástica. Na doença em que eles viviam, a doutora “preparava” as vítimas para que 3XK as matasse. Os dois, juntos, bolaram um plano para pegar Beckett e Castle, mas é claro que o escritor, com toda a sua inteligência, conseguiu passar os dois para trás. O que mais me cativou nesse episódio foi a atuação do Nathan, que abrilhantou ainda mais a história, e em como foi dinâmico o fechamento do caso. Fiquei feliz em não ter mais que me preocupar com Tyson e ansiosa para ver o que vão bolar para a próxima temporada para substituir o plot do serial killer.

Como vocês podem perceber, a sétima temporada de Castle contou com episódios pontuais e muito bons, é quase como dizer que eles tinham a faca e o queijo na mão para fazer desse ano o melhor de todos, porém isso não aconteceu. Por mais que os desfechos do casamento e do 3XK tenham sido bem construídos, os casos no total foram fracos, as participações especiais idem. No entanto, o que mais me incomodou foi a postura que os escritores tiveram com a história do sumiço do escritor. Passando por um episódio que em nada acrescentou à história, que foi Habeas Corpse, mas que foi muito engraçado e bom para reafirmar a química entre Espo e Ryan, chegamos finalmente ao desfecho, EM APENAS UM EPISÓDIO, de todo o gancho da temporada. Com vocês, Sleeper.

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A partir de um noticiário na TV, Castle passou a ter sonhos e a relembrar sobre seu sumiço, no dia do casamento, que o deixou fora por dois meses. Confesso que eu esperava um desfecho melhor para a história. A sensação que ficou foi “o que a Al-Qaeda tem a ver com o show?”. Entendo que nem sempre a história precisa rondar a temática da série, mas quando Rick sumiu na temporada anterior, eu jurava que tinha algo a ver com eles, com a infância de Castle, com, sei lá, qualquer coisa, menos Al-Qaeda. O que ficou pra mim foi: como eles já tinham resolvido a história do 3XK, talvez por achar que a série não fosse renovada, estava faltando “vilão” para ser o culpado e eles tentaram expandir a história e isso, ao meu ver, não ficou bom. A única coisa boa do episódio foi rever o Dr. Burke, que me fez voltar à memória a época em que Beckett recebia conselhos sobre como “deixar o muro cair”. Uma pitada de nostalgia me invadiu, confesso.

Logo após o desfecho da história de Castle, como quem quer concluir algo para que não ficasse nada solto caso a série não fosse renovada, tivemos In Plane Sight, que assim como Habeas Corpse, em nada acrescentou de importante à série. Com mais um caso fácil de resolver, o único ponto que podemos ressaltar foi uma maior participação de Molly Quinn, que cresceu muito como atriz e esteve um pouco abandonada durante a temporada. Aliás, o sétimo ano somente reforçou algo que eu já havia reclamado: por que não temos mais espaço para os personagens secundários? Ah, nem cheguei a comentar ainda, mas o que foi o “desfecho” de Esplanie? Será que não deveriam dar mais atenção às histórias pessoais de Lanie, Espo e Gates? Oitava temporada está aí pra isso, amém.

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Is he dead?, e foi assim que Martha, com sua elegância que sempre acrescenta, iniciou Dead from New York, o 150º episódio da série que, na verdade, em nada acrescentou à história do show. No entanto, isso não fez com que o episódio não fosse agradável demais e mega delicinha. Óbvio que a graça do episódio ficou em ver Martha participando mais da série, assim como sua relação com Castle, que há tempos não era explorada. Além disso, as cenas de ciúme do escritor com Beckett também nos rendaram boas risadas. Se a ideia era comemorar a marca à qual chegou a série, posso dizer, sem dúvidas, que conseguiram. Amo episódios assim e digo mais: sinto falta de um musical em Castle. Por que não expandir nossos horizontes. Fica mais essa dica para a oitava temporada.

Ao fim, tivemos a apresentação de uma season finale um tanto quanto diferente: não tivemos um gancho tão forte, não tivemos um episódio de tirar o fôlego, mas coisas importantes foram feitas e ditas e, por mais que não tenha sido a melhor, acho que conseguiram fechar bem a temporada, de maneira simbólica e simples, com o que eles tinham em mãos.

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Em Hollander’s Woods, descobrimos o que levou Castle a escrever seus livros: um assassinato de uma mulher, na floresta, por um homem de máscara assustador. E enquanto eles tentavam achar o cara que havia praticado esse crime – e tantos outros, como descobriram mais para frente -, Beckett aguardava a resposta sobre sua prova para ser Capitã de departamento. Confesso que desde que essa ideia se instaurou na série, eu tenho estado muito ansiosa para vê-la em outra realidade que não seja a de detetive. Porém, fiquei realmente impressionada quando ela recebeu a proposta para ser senadora e mal posso esperar para ver qual será a resposta de Kate. Com um desfecho fofo e meigo, bem ao estilo da série, trazendo de volta passagens simbólicas para nós, fãs, como o nosso querido “always” e o “you’ve no idea”, Castle termina a temporada evidenciando como aquele grupo se tornou uma família e, definitivamente, é essa família que eu quero ver reunida na próxima temporada, independente do rumo que a carreira de cada irá tomar.

Então, não sei se vocês concordam, mas Castle realmente não teve uma ótima temporada, o que não fez da sétima algo ruim. O casamento, o fim de Tyson e a season finale foram momentos incríveis. No entanto, o desfecho do sumiço de Rick, bem como os enredos de quase todos os episódios e a falta de exploração dos personagens secundários (isso não é de hoje, infelizmente), fez com que esse sétimo ano ficasse, sim, um pouco atrás de muitos outros maravilhosos, como, por exemplo, a quarta temporada. Mas como nós tivemos uma chance de fechar com chave de ouro uma série tão importante (realmente acho que a oitava é o fim, por mais que me doa), eu espero ver, em setembro, mais Martha e Alexis, mais Gates, mais Espo e Lanie, mais serial killers, mais envolvimento do casal, mais luz na hora do beijo e mais casos envolventes. Fico no aguardo disso tudo e espero que vocês estejam aqui quando a série voltar para que a gente continue trocando ideias como sempre. Até lá! :)

Séries citadas:

Futura professora, 20 anos, estudante de Letras da UFF, monitora de Português do Colégio e Curso pH e amante de uma boa literatura. No TeleSéries é editora de reviews e reviewer de Castle e Bad Judge. É viciada em séries e dizem por aí que shippa praticamente tudo que se move. Fã incondicional de Roberto Carlos, ama também falar em 3ª pessoa.

Website: http://minhaasconfissoes.blogspot.com.br/

6 Comments

  1. Fátima Beatriz

    Ana, senti saudades das reviews!!! E o balanço que você fez da temporada é perfeito. Episódios bons mesclados com não tão bons assim. E um arco que se finalizou de forma abrupta. E o episódio final muito bonito, que encerraria a série de forma muito boa. Mas ainda bem que teremos a oitava temporada e com novos showrunners. Vamos torcer para que consigam melhorar esse show que amamos. Até setembro!!!

  2. Juliana Mello

    Dona Botelho, balanço perfeito até á próxima temporada ????

  3. Ana Botelho

    Fátima, tive séries problemas para conseguir colocar em dia, mas prometo que farei diferente na oitava temporada, organizarei melhor meu tempo.
    Em relação ao texto, que bom que você curtiu! Acho que todos nós, fãs de Castle, esperamos uma renovação da série também em termos de casos, ideias e tudo mais! Te vejo em setembro :)

  4. Buia Fernanda

    boa tarde!
    realmente o balanço que você fez, foi otimo, mais posso dizer, ja assisti os dois primeiros episodios da 8 temporada e me deixou com muita vontade de ver os proximos, se continuar no mesmo nivel será inesquecivel… também espero ver mais cenas de Ryan e Espo, Espo e Lanie, Marta e Capitã Gates, a 8 temporada promete.

  5. Marcela Mello

    Eu realmente não entendi se o caso do sumiço do castle foi resolvido…

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