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As primeiras Impressões de ‘The Royals’, a primeira série do canal E!

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O TeleSéries foi um dos poucos sites a falar sobre The Royals. Mais precisamente demos duas notas falando sobre as principais contratações da série: Elizabeth Hurley e William Moseley, isso lá em 2013. Um ano e seis meses depois, o autor dessas duas notícias retoma o assunto com o objetivo de dar as primeiras impressões do episódio piloto.

Sei que estou um pouco atrasado, já que a The Royals estreou em 15 de março e já contabiliza três episódios televisionados, mas não tenho tanta certeza se vou guardar um espaço na minha agenda, tão “disputada”, para uma série como essa.

Nossa, se a pessoa parou de ler o meu texto no parágrafo acima, ficará com impressão errada sobre a série, que lá no fundo, bem no fundo, têm as suas qualidades. Mas não acho que ela deva ser o foco da sua atenção. Um guilty pleasure talvez, mas até pra isso ela tem outras concorrentes de peso, né Kimmy e iZombie?

Essa enrolação toda para falar do piloto é um reflexo direto da enrolação que o episódio foi. Um amontoado de informações jogas no ventilador, com vários plots apresentados superficialmente e metralhados no telespectador com o único objetivo de prender a atenção. Sem sucesso. Peguei-me diversas vezes olhando o celular e contabilizando os minutos para o fim.

Não entendi muito bem o porquê dessa corrida desenfreada, já que dois meses antes da estreia, o canal E!, que está lançando a série nos EUA, a renovou para a sua segunda temporada. Logo eles não precisavam correr tanto assim. Contudo, tenho a desconfiança de que o episódio já estava pronto antes desse anuncio e voltar atrás agora acarretaria mais custo, ou seja, era melhor deixar do jeito que estava.

E continuando a falar sobre a qualidade do episódio, só eu ou mais alguém achou ele mal acabado? Notei diversas falhas de continuidade, principalmente quando o personagem Moseley estava na tela. Hora Liam estava sofrendo a morte do irmão com barba, no minuto seguinte estava flertando com Ophelia de cara limpa. Hora Eleanor tinha os cabelos pretos e num passe de mágica estavam mais claros. Coisas que passariam despercebidas se a história tivesse sido bem costurada, mas não foi.

Os pontos altos, tecnicamente falando, foram: trilha sonora, locações e fotografia. Todos os cenários estavam à atura da realeza e a produção foi impecável. Mas infelizmente isso não o suficiente segura um episódio de mais de 50 minutos.

Agora vamos falar do enredo. Descreveria The Royals como um emaranhado de clichês, que você sabe de onde vem e pra onde eles vão. A sensação é a mesma de quando você assiste uma comédia romântica, que mesmo antes de começar você já sabe o que vai acontecer, principalmente o final. Caso eles queiram inovar e serem surpreendentes, optando por seguir o caminho não óbvio, a gente relembra e mostra que Revenge está aí pra isso.

The Royals

Falando em Revenge, Liz Hurley parece ter bebido da mesma fonte de Madeleine Stowe (a Victoria Grayson), porém sem a mesma graça, simpatia e principalmente elegância. Pra quem estava interpretando uma Rainha que acaba de perder seu filho primogênito, ela deixou muito a desejar.

Se tem uma coisa que me deixa irritado em séries são os filhos problemáticos dos protagonistas que estão ali para encherem linguiça e darem trabalho desnecessário. Dana de Homeland e Carl de The Walking Dead são exemplos clássicos desse tipo de personagem. Quem tem esse papel em The Royals é Eleanor. Já não fui com a cara dela na primeira cena e fiquei torcendo pra ela escorregar daquela varanda.

E quando eu achava que tudo estava perdido, eis que no plot mais óbvio de todos – o amor estilo Dama e Vagabundo invertido – é que estava a maior surpresa da série. Liam é príncipe e Ophelia a filha do chefe de segurança da realeza. Eles se “conhecem” em uma festa da faculdade e acabam indo pra cama. Só que surge um sentimento e os dois passam a se conhecer melhor. Só que tudo muda de figura quando Robert, irmão mais velho de Liam, morre e ele passa a ser o sucessor direto do trono.

Contudo quem salva essa parte da história é a novata Merritt Patterson. Sua Ophelia tem uma presença marcante e não leva desaforo pra casa. Um papel extremamente difícil e que foi excelente conduzido por Patterson, que inclusive deixou Hurley no chinelo no embate entra as duas.

E se você achou pouco, ainda tivemos o irmão do Rei querendo roubar a coroa (Rei Leão style), as primas distantes, o segurança que preteriu a família ao trabalho e muitos outros clichês. Resumindo, o canal E! é mais conhecido por seus reality shows, vide as Kardashians, ou seja, possuem uma larga experiência em roteiros e deveriam ter aplicado melhor esses conhecimentos adquirido aos logo dos anos no piloto de The Royals.

Observações:

– Outro ponto positivo no elenco foi Vincent Regan. Seu Rei lembra um pouco o Conde de Grantham (Hugh Bonneville) de Downton Abbey.

– Se o objetivo da Rainha era intimidar Ophelia, o tiro saiu pela culatra. E vamos combinar que Vicky nunca perdeu a postura em nenhum embate que ela teve com Emily em Revenge. Se a majestade quiser, têm as três primeiras temporadas no Netflix.

***

The Royals estreou nos EUA no dia 15 de março e é a primeira série de ficção do canal E!. Ainda não há previsão de sua exibição no Brasil.

Séries citadas:

Carioca, formado em Atuária e Estatística pela UERJ. Deixa os números de lado quando se trata de séries. Sem nenhuma experiência no mundo jornalístico, chegou ao TeleSéries com muita vontade de aprender e hoje faz parte do time de colaboradores de notícias e resenhas. Acompanha: Scandal, How to Get Away with Murder, Homeland, The Walking Dead, The Americans, Nashville, Parks and Recriation, Modern Family, Orphan Black, Devious Maids e atualmente está alucinado com The Good Wife. Já sonhou morar em Everwood, trabalhar na redação do News Night with Will Mcavoy, ser um bombeiro em Third Watch e ter como vizinhas às garotas Gilmore.

10 Comments

  1. Paullo Mendonça

    Eu até gostei dá série, vou continuar assistindo como puro guilt pleasure Felipe!! Concordo com quase tudo e realmente seu texto foi esclarecedor, havia coisas que eu nem havia notado hehehe abraço.

  2. biancavani

    Achei legalzinha, meio exagerada, um tanto repetitiva, mas estou acompanhando. Aliás, a partir do 5o. epi parece que esses pontos que não gostei melhoram um pouco.

  3. M.

    A partir do episódio sete, as coisas mudam de figura. Quando comecei a assistir, achei a história bobinha e clichê, mas depois as coisas melhoram demais e tudo fica envolvente. Sobre a princesa Eleanor – Eu, que assisti os dez episódios da temporada, achei a personagem com mais personalidade dali. Enfim, acho que tudo vai muito pelo ponto de vista. Pessoas que assistem séries de suspense e ação, não percam seu tempo. Assim como diversas séries “jovens” como Glee e Gossip Girl que tiveram muita audiência e muitas pessoas gostaram e gostam, essa tem o mesmo estilo. Na minha opnião, é tudo uma questão de gosto.

  4. Robson Pedroso

    Eu gostei muito da série, porém gostaria de assistir a primeira temporada completa online…aqui no Brasil irá ao ar o episódio 3 nesta terça (07/07)…se puder passar o link para ver grátis online, agradeço!

  5. Baptista Albino

    Como já dito aqui, a série passa a ficar melhor a partir do 5° episodio!! Os primeiros foram cheios de clichês e nada de surpreendente, mas os seguintes me deixaram com ânsia pela próxima temporada.

  6. Baptista Albino

    Como já dito aqui, a série passa a ficar melhor a partir do 5° episodio!! Os primeiros foram cheios de clichês e nada de surpreendente, mas os seguintes me deixaram com ânsia pela próxima temporada..

  7. Nilse

    Achei a série mais ou menos, a Eleanor é o que salva em minha opinião, os outros personagens não são muito complexos. A segunda temporada começa a ficar mais interessante a série, pra quem gosta do estilo de Gossip Girl vai adorar.

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