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As primeiras impressões de ‘Nashville’

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Série: Nashville
Episódio: Pilot
Nº do Episódio: 1x01
Exibição nos EUA: 10/10/2012
78.75
3.9
8

Conheça Nashville, o lugar onde a música country acontece. Lugar onde as estrelas nascem e, eventualmente, caem. Lugar de muito talento, ambição e sorte. Lugar no qual pretendo ficar por muito anos, por muitas temporadas.

A espera da mais badalada estreia dessa Fall Season foi cheia de boas expectativas. Não só pelo elenco de peso, mas também pela temática. Quem me conhece, sabe que sou fã de música country desde sempre. E fico feliz por ter uma produção que mostre esse lado do gênero. É um mundo à parte, romântico, de corações partidos e muita poesia.

Mas essa história não é sobre música, é sobre duas mulheres que são regatadas por suas canções. Rayna James, estrela da música que tem 40 anos e começa a ver a carreira desmoronar. E Juliette Barnes, estrela em ascensão, determinada em substituir a cantora mais velha. Rayna é filha de um figurão de Nashville, “ovelha negra”, conseguiu se desvincular do pai por causa de seu talento e sucesso. Já Juliette, tinha tudo para ser um nada, mas seu carisma no palco e suas canções melosas a transformaram na sensação do momento.

Não há de fato uma luta entre o bem e o mal. Há motivos e há meios. É nesse cenário que Nashville acontece. Uma cidade, um palco, um ringue. Porque não há nada como a união de música e poder.

Terminei o primeiro episódio maravilhada com a série. Não é à toa que dei 5 estrelas para a performance da estreante. Não poderia imaginar outra coisa, mas sempre há o risco de transformarem uma boa história, com boas pessoas, em um fracasso total.

Não houve nada nesse episódio piloto que não gritasse sucesso. Os motivos para continuar vendo Nashville vou listar em seguida.

Connie Briton e Hayden Panettiere fizeram um trabalho de construção de personagem como há tempos eu não via. É fácil, para um ator, construir personagens caricatos como monstros ou gente famosa, mas conceber algo do zero e com tanta personalidade é algo incrível. Reconheço em Rayna o talento, força e brilho que me lembrou Faith Hill, já o carisma adolescente de Juliette me lembra a Taylor Swift (salvo que a cantora não é um monstrinho como a personagem de Hayden). São pessoas que conhecemos do cenário musical country e fazem da série mais verdadeira. Além da aparência, o talento vocal das suas atrizes realmente faz a diferença aqui.

Connie atua com maestria, uma mulher forte e justa, que também tem fraqueza e insegurança. Já Hayden, dá o ar sapeca e safado que Juliette precisa. Já consigo ver a torcida pela mais velha, e o repúdio pela mais nova. Mas acredito que ainda há muito chão para rodar nesta turnê. De qualquer modo, não se fica indiferente a performance das duas atrizes.

A música de Nashville é realmente alguma coisa. Se sair um CD com a trilha sonora da série, aceito, sem pestanejar, o presente. São musicas originais e cheias do que há de melhor no country: uma voz poderosa e sentimentos verdadeiros. Ah, claro que no country, as letras são feitas para conquistar o público romântico, como uma cantada certeira em fim de festa. Ninguém consegue resistir.

A canção entoada por Scarlett e Gunnar no final do episódio If I Dind’t Know Better, tão sexy, tão envolvente, que desejei que aquilo nunca parasse. É interessante ver um talento nascendo no famoso  The Blue Bird Cafe, como acontece na realidade. Local onde revelou pessoas como Garth Brooks e até hoje recebe estrelas consagradas em seu palco, que está sempre aberto para novos cantores também.

A referência de Rayna à música Rose Colored Glasses na voz de John Conlee merece uma menção honrosa. É bacana saber que pessoas como Conlee são lembradas na série. Um tanto como educacional para os que ainda não conhecem muito esse cenário musical.

Falando em cenário, sempre quis ir à Nashville, por motivos óbvios. Vendo que a cidade está integrada na história, me faz não querer perder o bonde. Estou totalmente a bordo dessa série.

Ah, sim. A história pode não ser a mais original, mas funciona. Luta por amor e poder, bem Shakespereano, não acham? Além da briga pela popularidade entre as duas cantoras, foi apresentado o drama familiar de Rayna, sua desavença com o pai e discordância pela repentina campanha do marido. Além disso, as histórias de amor parecem saltar a tela. Esperem grandes emoções.

Nos resta agora ficar de olho no poder de manipulação de Juju (suposta neta de J.R. de Dallas – brincadeira) e contar quantos caras ela irá dormir até conseguir o que ela quer.

Bom, é isso, y’all! Não percam Nashville essa semana! E nos vemos na próxima review!

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

5 Comments

  1. Márcia Pires Santana

    Clara, após ler sua preview, não resisti e assistir ao piloto. Muito legal!, acho que é mais uma para viciar. Gosto muito da acústica do country e as músicas são realmente maravilhosas.

  2. Paullo Kidmann

    Nossa maria Clara é muito bom saber que alguém gostou tanto de Nashville como eu mal posso esperar por mais episódios, adorei a Review e ri demais com o “Y’all” hahahahha Eu tow torcendo muito pela série e que saia uma trilha sonora né pelo Amor de Deus eu já preciso!!!

  3. Pingback: ‘Nashville’ garante temporada completa

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