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As Primeiras Impressões de ‘Copper’

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79.555555555556
3.9
9
Série: Copper
Episódio: Surviving Death
Número Episódio: 1x01
Exibição EUA: 19/08/2012

Uma boa ideia com uma péssima execução.

Copper é a primeira série da BBC America com um roteiro original. Há dez episódios ordenados para a primeira temporada, mas a pergunta que fica é: você realmente vai aguentar os próximos?

Obviamente, a série tinha tudo para se tornar um hit. A premissa não é original, mas é interessante. Só faltava mesmo uma melhor execução e desempenho do Piloto, que infelizmente não foi um bom jeito de começar a série.

Copper se passa em Nova York, em 1864, no notório bairro Five Points, bem conhecido por possuir diversos imigrantes e ser uma região instável. Somos apresentados ao detetive Kevin Corcoran (Tom Weston-Jones), um imigrante irlandês. A série o seguirá, enquanto o detetive navega pelas ruas corruptas de Nova York tentando encontrar justiça para os pobres e impotentes.

Nós logo descobrimos que Corcoran também tem laços com um filho de um rico industrial, Robert Morehouse (Kyle Schmid), ao ter lutado na guerra civil e Matthew Freeman (Ato Essandoh), um médico Africano-Americano, que secretamente auxilia-lo com as investigações forenses.

Um dos pontos positivos é descobrir que Kevin, que se mostrou bem malvado na primeira cena é, na verdade, um bom samaritano (quando quer, é óbvio). Não tem medo de tomar as rédeas da situação e passar medo em quem precisa para conseguir o que quer (positivamente falando).

De cara, há a tremenda necessidade de parabenizar a equipe de fotografia da série por conseguir mostrar como Nova York era naquela época, onde prostituição infantil era algo que obviamente acontecia praticamente no meio da rua, sem ninguém achar estranho.

O protagonista, cuja esposa está desaparecida, deixou uma boa primeira impressão. Mas aparentemente, todo o arco central da série será sobre o amor tórrido que vai acontecer entre o próprio e a menina, ou seja, pedofilia vai rolar solta.

Pareceu que o Piloto não era bem um piloto, já que não houve algumas das (básicas) características que uma série deve mostrar na primeira oportunidade: aprofundamento, ou pelo menos diferenciação de personagem, um roteiro interessante e no caso do procedural, um bom caso da semana.

Não tivemos uma boa apresentação dos personagens, até o protagonista mesmo não parecia muito certo do que estava fazendo ali. O roteiro, porém, foi um dos piores. Em séries de época (que não são chamadas épicas, ok?) o roteiro precisa fazer a maior parte do trabalho e destacar-se no meio de tantos outros elementos. Infelizmente, não foi o que aconteceu em Copper. O roteiro era raso, previsível e cheio de diálogos esquecíveis. A previsibilidade já aconteceria só pelo fato de que o assassino era um dos imigrantes ricos e influentes, ou seja, com certeza uma pessoa que NÃO era desse nipe ia levar a culpa por algo que não fez.

O passado do protagonista deverá ser uma das bases para a série em diante, principalmente qual é a sua relação na Guerra Civil e com a Condessa. Outro personagem que se sobressaltou foi o amigo chocolate, Matthew, que obviamente ainda vai sofrer muito em casa por possuir um amigo caucasiano.

Mas no final, Copper é realmente uma história de amor. Mesmo com alguns pontos positivos, no final, o Piloto se mostrou completamente arrastado, para uma resolução óbvia, com um péssimo roteiro. Fingiram que explicaram várias coisas, só que não explicaram nada. A série é cheia de potencial, só espero que a bagaça melhore daqui em diante. Seria bem triste se a BBC não conseguisse emplacar uma produção original americana, considerando que possui inúmeras britânicas. A originalidade e a criatividade só se encontram do outro lado do Atlântico?

Séries citadas:

Cinéfilo e viciado em séries. É também um podcaster, blogueiro e estudante de Letras e Jornalismo. Acompanha mais de 60 séries, sem contar as milhares que já passaram. Gosta de todo tipo de série, não discrimina. Usa o sarcasmo, a ironia e a acidez para lidar com as situações ordinárias. Pode ser encontrado no twitter pelo user @marcoacpontes.

Website: http://www.mundodaseries.com

9 Comments

  1. biancavani

    Caro Marco, acho que é a segunda série que temos opiniões bem opostas. Não quero “criticar a sua crítica” (rs), pelo contrário, adoro todas.
    Então, vamos lá: gostei muito de Copper. No que você viu falta de boa apresentação das personagens, eu vejo uma deliberada apresentação gradual, a qual aquele que está assistindo vai descobrindo aos poucos; o mesmo vale para a trama. Para mim, isso é até uma grande virtude.
    Na verdade (você que faz Letras sabe disso muito bem), a estrutura das histórias é sempre a mesma: antagonista, protagonista, adversidades do herói, etc. (os formalistas russos nos ensinaram isso direitinho, rs). É a forma que faz a diferença, que traz uma brisa nova, que nos surpreende e nos encanta. E, por enquanto, Copper está me encantando.
    Será que os atores estão perdidos ou ainda não conseguimos apreender o seu caráter? Ou seja, nós é que estamos perdidos porque assim o escritor pretende?
    Outra coisa: não tive essa impressão de um envolvimento romântico/sensual do protagonista com a guria. Para mim foi mais identificação que ele faz da menina com a filha morta (quer sua redenção, já que a filha não pode tê-la). Bem, vamos ver o desenvolvimento do enredo.
    Por último, achei muito interessante a história desse momento inicial dos USA, os imigrantes, as antipatias, a miséria dos pobrinhos, a prosperidade dos ricaços, a moral vigente. Enfim, dou nota 5 (porque é essa a nota máxima do site).
    Bem, nossa amizade continua, certo?

  2. Simone Silva

    Concordo plenamente com a biancavani,estou adorando a série,vi o 2º episódio e adorei mais ainda do que o 1º,e também não achei nada a ver essa de ter envolvimento amoroso com a menina,ele realmente se identificou com ela,por causa de sua filha,mas respeito o seu ponto de vista e sua primeira impressão,mas foi bem diferente da minha..

  3. biancavani

    Assisti ontem ao 2o. epi. Também adorei. Uau, aquela vingança foi de arrepiar! No início, quando a amiga do Corcoran levou a guria ao Salão da Condessa eu xinguei a amiga de “sua puta!”, mas como ela é mesmo, mudei para “sua desgraçada!”, rs. Foi superlegal, depois, ver que era um ardil…
    Mas você viu, Simone, que naqueles tempos a idade mínima permitida para o casamento, no caso do sexo feminino, era de 10 anos. Portanto, pedofilia não seria bem o caso: o código da moral varia no tempo. Até pode ser que alguns anos adiante Corcovan e a guria possam se envolver romanticamente, mas por enquanto estou apostando mais nele e a recém-viúva…

  4. Simone Silva

    Verdade biancavani,fiquei surpresa em saber da idade pra poder casar,e fiquei com uma raiva da prosti quando ela fez aquilo,depois deu aquela reviravolta,foi demais,achei só um pouco forte como ele fez pra menina se vingar,mas…era outro tempo,outros costumes,doida pra ver o 3,viu no final do episódio as próximas cenas?,vai ser quente.

  5. Simone Silva

    biancavani,vc tem Facebook?se vc tiver e quiser, me adicione,que eu te apresentarei a pessoas que também adoram Copper,como nós.

  6. biancavani

    Simone, não consegui encontrar você no Face (isso depois de um tempão procurando minha senha, rs), mas tudo bem.

    Como a série foi ótima! Perfeita! Maravilhosa!

    Que a chave para descobrir o assassinato da filha e o desaparecimento da mulher do Corky fosse o Maguire e a própria mulher do Corky caiu na minha cabeça como um raio. Foi demais!

    Outra coisa que me fez cair do sofá foi que Elizabeth estava envolvida na tentativa de incendiar NY, apoiando os confederados. Uau, esta personagem é ótima, uma falsa que a gente nem desconfia. Eu torcia para ela e Corky ficarem juntos, mas pelo jeito ficarão superinimigos… Mas nesta série não existe personagem só virtudes, todos tem um podrinho no caráter, rs. Até por isso esta série é tão legal. E, UEBA, vai ter outra temporada!

    Então tá, nos vemos nos comentários do Teleséries.

  7. Pingback: “Amarrem os espartilhos”: BBC America anuncia início das filmagens de ‘Copper’

  8. Nícholas Sampaio

    Discordo dessa critica, aliás essa foi a única critica negativa sobre essa série. Vou na linha de biancavani. Copper me surpreendeu muito e estou no aguardo da segunda temporada, que promete ser ainda melhor como mostra os trailers.

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