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‘American Idol’ sai do ar em 2016, encerrando uma era da televisão americana

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Dia 11 de junho de 2002 American Idol estreou nos Estados Unidos. Criação de Simon Fuller – conhecido pelo sucesso de todos os seus ‘produtos’ –  e adaptado do britânico Pop Idol o reality show musical tinha a proposta de modernizar os antigos shows de calouros. A competição tinha uma série de fases e possibilitava ao público escolher por telefone o novo ídolo americano.

Sucesso de público e crítica o American Idol não só caiu nas graças dos telespectadores americanos, mas também dos anunciantes, tornando-se assim o programa musical que arrecadou a maior cota de publicidade nos Estados Unidos, o que o levou a ser descrito pelos executivos dos canais rivais como “o show mais impactante da história da televisão”. Isso se deve ao fato do AI ter inaugurado, com a participação do público, uma nova maneira de fazer televisão em tempos de convergência midiática, ofertando ao telespectador tudo que ele procurava.

Procurando surfar na onda deste sucesso vieram The X Factor – levando com si Simon Cowell (o jurado ‘malvado’ do AI) – e The Voice, trazendo novidades aos formatos já manjados dos shows de talentos tradicionais, aos quais o American Idol muito se aproximava. Entretanto, a velocidade das transformações nos dias de hoje é muito rápida e as pessoas anseiam sempre pelo novo, deixando o American Idol obsoleto, o que ocasionou na migração da audiência para estes novos programas e uma diminuição na qualidade do AI temporada após temporada.

Entretanto, o fato é que o reality show musical inaugurou uma nova forma de fazer televisão e deixa um legado imenso, tanto em forma de programas – reinaugurando os shows de calouros – ou na forma de música, dando ao mundo talentos como Kelly Clarkson que até hoje é lembrada pela minha geração como a primeira ex participante de reality show musical a fazer sucesso, e Carrie Underwood, que é, em números de vendas e turnês, a mais bem sucedida de todas as ex participantes de realities de música e vencedora de 7 Grammy Awards, o maior prêmio da indústria da música. Nenhum outro programa do gênero consegue emplacar vencedores (ou mesmo candidatos) da maneira como o AI conseguiu.

O programa que já fez muito sucesso e teve muitas estrelas consagradas sentadas em sua bancada, como Mariah Carey, J Lo, Steven Tyler, Keith Urban e Ellen DeGeneres não teve a coragem e ousadia necessárias para inovar e se reinventar, e, por isso, se despedirá melancolicamente de seus fãs em 2016, após sua 15ª temporada, mas não sem antes marcar seu nome na história da televisão americana e no coração de todos aqueles que são amantes de boa música.

Séries citadas:

Relações Públicas e Mestre em Comunicação Midiática pela UFSM. Não esconde sua paixão por reality shows, sendo fã especialmente de The Voice, Survivor e The Amazing Race. Suas séries preferidas são Friday Night Lights e The O.C, mas também nutre um profundo amor por Friends e Sex and the city. Atualmente assiste Orphan Black, Orange is The New Black, Broadchurch, Faking It, Girls e Nashville... Suas paixões mais recentes são The Affair, How to Get Away With Murder e Scandal (cujas 4 temporadas completas assistiu em apenas 20 dias).

Website: http://www.assmanncomunicaçãoestrategica.wordpress.com

1 Comment

  1. Batista Filho

    American Idol <3 já nos deu tanta coisa boa, uma pena o fim que ele tá tendo, mesmo assim seu brilho ainda é muito grande!

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