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Opinião

Alice: um balanço antes do final da temporada

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Alice

Alice é o tipo de série que desperta a atenção do espectador logo de cara. Com estórias envolventes e personagens interessantes mergulhados em uma trilha sonora perfeitamente encaixada, tem todos os elementos para o sucesso. Alice é mais um investimento da HBO em séries originais brasileiras, e pode-se dizer que não há do que se arrepender. Assim como em Filhos do Carnaval e Mandrake, a produção é cuidadosa e muito bem feita.

A série traz aspectos diferentes do que estamos acostumados a ver em uma produção brasileira – a começar por uma premissa nova, atual. A história é atraente e focada nos desafios de uma jovem que vem de Palmas para São Paulo – inicialmente apenas para resolver alguns assuntos da herança de seu pai (que se suicidou). Alice se encanta pela metrópole, decide ficar, conhecer suas origens e construir uma vida.

Há simpatia com a personagem e na medida que vivenciamos sua história é possível até se identificar com alguns sonhos e situações enfrentadas por ela. Essa sensação de proximidade é muito bem trabalhada por meio das pequenas intervenções narrativas da protagonista. O recurso insere o espectador na trama, o envolve em aflições, felicidades e algumas vezes até há a impressão de conversar com Alice.

O enquadramento e fotografia são excelentes e dão um ar cinematográfico à série. O uso de contrastes, cores fortes quase “estourando”, imagens desfocadas e tomadas panorâmicas de São Paulo à noite – que mostram a imensidão e beleza da metrópole – criam uma identidade estética charmosa e atraente.

Em meio a todos estes detalhes quem se destaca mesmo é o elenco. É impossível não notar o trabalho incrível de Andréia Horta no papel de Alice. A atriz mostra muita competência ao dar à personagem um nível de veracidade admirável.

A HBO acerta em cheio na escolha do elenco, pois preenche os papéis principais com rostos quase anônimos – porém muito competentes – o que dá mais realismo à série. Os destaques são Vinicius Zinn (Nicholas) e a bela Luka Omoto (Dani). No elenco de apoio aparecem figuras mais conhecidas como Regina Braga e Walderez de Barros.

As histórias paralelas traçadas para os coadjuvantes, mantêm a trama interessantes e não focada apenas em um personagem. Além disso, há diversas participações especiais de peso como Eduardo Moscovis, Bárbara Paz e Jonas Bloch.

Os roteiros são em geral bem construídos, têm histórias interessantes e – sem duvida – facilitam o desempenho dos atores. Algo que sempre desperta a atenção são as constantes cenas de sexo. “Alice não é uma série, mas pornô de qualidade HBO”, como alguém (que por acaso não me lembro) comentou em tom de piada. Não há muito que dizer, pois as cenas são justificadas pelo contexto da série – afinal, os personagens são jovens. Sempre vão aparecer, apenas são mostradas de uma perspectiva diferente.

Outro ponto positivo é a abordagem de temáticas polêmicas de forma normal e sem muitos conflitos como o relacionamento amoroso da tia de Alice, Luli, e Dora – duas mulheres pouco acima da meia idade.

Mas, como nem tudo é perfeito, a série também tem problemas. O mais importante deles é a ineficiência em manter o interesse na história após o quarto episódio. É preciso certo esforço para continuar acompanhando Alice, pois os episódios demoram a engrenar – fato que segue até o sétimo capítulo.

A série cai em alguns clichês ultrapassados e até ofensivos como em Queda Livre, em que Irislene almoça com um sergipano que encontrou por meio de um site de relacionamentos. Durante o encontro o homem se comporta de maneira desrespeitosa, machista e se alimenta como um “cachorro”. Outro exemplo é o da cantora brasileira que vive na Europa por tanto tempo que ao retornar ao país acha tudo muito “pobre”, sujo, desprezível, cheio de pessoas incultas e inferiores.

A temática – Antes do lançamento de Alice, a HBO tinha altas expectativas em relação ao desempenho da série e já planejava dar longa vida a produção – embora ainda não tenha confirmado uma segunda temporada. Agora, antes do último episódio, pode-se dizer que Alice atingiu seus objetivos.

A série trouxe uma trama diversificada e com identificação – principalmente entre os jovens – fugindo das tragédias urbanas, sertões, favelas, sem deixar de ser real e totalmente possível. Afinal, quem disse que produção brasileira de respeito deve ter sofrimento e miséria?

Nesse aspecto, a série traz um ambiente novo e por isso conquista. As tramas são muito bem amarradas e plausíveis. Desde a chegada de Alice à São Paulo, tudo é construído para ser o mais real possível. Fica claro desde o princípio que a história vai se desenrolar na metrópole paulista e que a protagonista não voltará tão cedo à Palmas.

Andréia Horta em Alice

Os personagens são bem construídos e em meio a conflitos e situações cotidianas, os perfis se moldam. As histórias têm sempre a música como pano de fundo – há muitas festas e temas marcantes para os personagens. Enfim, a trilha caprichada ajuda o espectador a “sentir” o momento.

As tramas se desenrolam e vemos Alice crescendo na busca por seus sonhos, suas raízes. Ela amadurece e muda tanto que nem mesmo sua família a reconhece mais. É neste ponto que a protagonista começa a deixar de ser simpática.

A série tenta mostra como é fácil se perder em meio à sonhos e enveredar em caminhos obscuros e solitários. Na gana incessante de conquistar tudo – quando e sempre que quiser – Alice se perde. Cria conflitos e se afasta dos amigos, envereda nas drogas para ganhar a confiança daqueles que podem a ajudar nas escadas da sociedade.

“Os homens nascem bons, mas a sociedade os corrompe”, disse Rousseau há muitos séculos. Aqui o ditado encaixa perfeitamente. Alice parece enxergar apenas a si mesma e começa a passar por cima de todos, inclusive de seus amigos – principalmente Nicholas.

Esta figura de Alice não agrada, não cai bem. Claro que ninguém é sempre bom. Mas, também não se torna mau de uma hora para outra. Fica evidente na série que a personagem enfrenta algumas situações que a empurram para uma estrada não muito convencional, mas mesmo assim há um exagero.

No penúltimo episódio, em Queda Livre, vemos uma Alice completamente diferente da doce e simples jovem apresentada no primeiro episódio. A intenção de chocar as pessoas e mostrar onde a perda de foco pode levar funciona – principalmente devido à excelente atuação de Andréia Horta – mas acaba mesmo dando a impressão de que foi construída apenas para gerar o clímax de fechamento da temporada.

Neste episódio, ela se depara com duas situações limite. Alice vira mercadoria se oferecendo aos empresários italianos junto com a Wonderland. Acaba bêbada e drogada em um quarto de hotel com os “clientes” e duas stripers.

Ela consegue escapar e leva as duas mulheres para sua casa, onde se droga ainda mais junto com Marcela e Téo. Esquece do aniversário de Célia, mas é lembrada pela irmã. Chega ao ringue de patinação ainda sob efeito de alucinógenos e acaba se envolvendo uma situação que “destrói” a festa. Alice chega ao limite de sua estrada solitária. A garota decide ajudar e reúne os amigos de Alice no apartamento.

Alice está na banheira e Célia ajuda com o banho. É este o retrato final da personagem no episódio. Perdida, drogada, mas ainda com os amigos que afastou ao seu lado. Ela percebe finalmente que para ter o que deseja não é preciso abrir mão do que já conquistou.

A primeira temporada termina com a À Flor da Pele, em que personagem segue por outra direção para se encontrar. Porque se todos trilham caminhos tortos e fazemos escolhas erradas, então todos merecemos uma segunda chance – talvez valha à pena mudar. Em busca da simpatia de perdida!

* * *

O último episódio de Alice vai ao ar neste domingo, dia 14 de dezembro, às 22h, na HBO.

Séries citadas:

43 Comments

  1. Leonardo Toma

    Ótima review!

    Isso que você falou da dificuldade em acompanhar a série é totalmente verdadeiro. Eu realmente gostei da série e tinha a intenção de vê-la inteira. Mas sempre esquecia e nunca ficava aquela sensação de: “o que será que vai acontecer no próximo episódio?”. Parei de assistir no 8º, mas certamente vou tentar ver o resto quando reprisar.

    E fiquei chocado com a descrição do penúltimo episódio. A Alice chegou a esse ponto?…

  2. Gilberto Dutra

    Estrutura de produção HBO, bons atores, mas os roteiros…..

    Alguns episódios eram bobinho demais….

  3. Cesar Adriano

    Como diz o Vader, Nãããoooooo!!! Globo não! daí ela não vai poder nem dar entrevista pro teleséries.

  4. Gabriel Bonis

    Leonardo, ela chega a esse ponto sim e bem de repente.

    Gilberto, eu também achei alguns roteiros meio fracos, mas no final desses episódios sempre havia um fehamento bem feito. Isso dá uma levantada no episódio. Por isso eu também coloquei na review que “em geral” os roteiros são bem construídos.

    É realmente uma pena que a Andréia Horta esteja em uma novela e sem muito destaque. Eu digo novela, porque particularmente acho todas tão ruins que os atores nem têm como mostrar que são bons. Pra comprovar minha teoria é só assitir a Andréia em Chamas da Vida e comparar com ela em Alice. Nem tem o que dizer, muita diferença.

  5. raquel

    Não acho que as cenas de sexo estivessem no contexto, acho que o uso exagerado delas prejudicou muito a série. Assisti até o quinto episódio com expectativa que a série fosse acabar me cativando e desisti, pois acho baixaria ter que apelar para a pornografia para manter o espectador, esta série não precisava disso, parece até as novelinhas-povão da globo =(. é uma pena.

  6. Gabriel Bonis

    Eu acho que a maioria delas está no contexto da série, mas algumas exageraram um pouco.

  7. Pedro Luiz

    Alice vai deixar saudades.Andreaa Horta, que mineirinha linda!!!!!!!!

  8. Pablo

    Alice se perdeu (a personagem, não a série). Mostrou perfeitamente como São Paulo (ou Hospício Acizentado) lhe deu uma falsa sensação de liberdade e poder!

  9. Paulo Antunes

    Quando a Folha de São Paulo e o Estadão fazem elogios rasgados a 9mm:São Paulo, é jornalismo.
    Quando o TeleSéries elogia e faz críticas a Alice, é release.
    Cada um vê o que quer.

  10. Nanda

    ‘Afinal, quem disse que produção brasileira de respeito deve ter sofrimento e miséria?’

    Esse é um dos meus maiores problemas com produções brasileiras.

  11. Caio

    Excelente Review. Eu me apaixonei por Alice. É uma produção brasileira de nível inigualável. A nível técnico, é provavelmente a melhor produção brasileira de longe.

    SIm, Alice teve um grande problema com roteiro.Ficou arrastada, abusou de alguns clichês, mas ao mesmo tempo foi extremamente verdadeira. Mostrou uma realidade de São Paulo e da juventude brasileira ” real”, e não aquela que vemos normalmente na TV.

    Também acho que a série se apressou no final para mostrar a decadência de Alice, mas não acho que deixe de ser verossímel. É só pensar que em apesar 13 episódios passou-se um ano. Praticamente um episódio por mês. Achei toda a história, mostrando o fundo do poço para Alice, e no final a comovente historia de Alice sendo lavada pela propria irmã que ela tinha acabado de destruir a festa de aniversário linda. Só senti falta da Dani, ótima personagem subaproveitada.

    Agora, me tira uma dúvida, Gabriel: Você tem informações sobre a audiência de Alice? Se sim, ela foi satisfatória? A HBO planeja uma segunda temporada? Porqu eeu realmente acho que Alice é uma série que tem pano na manga para durar várias temporadas ( Só precisa dar uma levantada no roteiro ).

  12. Thiago Monteiro

    Bom, acompanho Alice desde o primeiro episódio e todo domingo às 01:00 estou na sala esperando a reprise.

    Não sei ao certo se gosto ou não da série, algo nela realmente me prendeu, porém muitos diálogos bem filmes brasileiros e situações que no meu ver foram forçados, fizeram com que eu não me simpatizasse de vez com a série.

    Sei que podem achar exagerado o que eu vou dizer, mas realmente uma mulher que viveu 26 anos em Palmas, com uma vida tranquila e tudo mais, iria para São Paulo e em tão pouco tempo se mostrar uma louca como muitas vezes Alice se mostrou? Parece que ela não estranhou nem um pouco o ambiente, não precisou se adaptar, nem nada, no primeiro dia foi para uma festa, dançou pra caramba, depois fez a mesma coisa em vários dias que sucederam… Não sei, a impressão que tenho é que pelo menos ela demoraria um pouco na adaptação….

    Como também o episódio em que ela quis gastar tudo o que não tem para dar uma festa para o pai que ela não tinha contato e que já tinha morrido.
    Soou de forma bem forçado tendo em vista que a cidade estava um caos e o prejuízo era dado como certo, mas ainda assim ela brigou para dar a festa em homenagem ao cara que nem ela ou ele fizeram questão de manter contato durante anos e anos.

    Outra coisa que me incomoda bastante são os diálogos e alguns cortes. Há cenas extremamente desnecessárias que mostram apenas o personagem sem dizer nada e corta rapidamente para outra cena. E isso aconteceu várias vezes durante os episódios.

    Os diálogos muitas vezes parece que são feito de forma improvisada ou bem mal trabalhados, há exagero de silêncio entre os personagens que chega a irritar.

    Mas no contexto eu chego a me agradar com Alice, afinal pra conseguir ver todos os episódios e ainda aguardar a season finale de hoje, alguma coisa teve que me prender. Talvez as narrações em off da Alice no começo e final de cada episódio ou a trilha sonora maravilhosa e viciante que muitas vezes fica na minha cabeça…

    Eu já fingir ser, muito melhor, eu já aprendi ser, pior… :)

  13. Silvestre Mendes

    Gabriel, concordo com você em gênero, numero e grau. Mas sabe o que mais me chamou atenção na série? Podemos dizer que é o primeiro drama Pós-adolescente exibido no Brasil nos ultimos anos. (Não sei se existe uma série pelo mundo com um “contexto” parecido com Alice). Diferente de outras séries do gênero “vida pessoal”, Alice tem 26 anos, vai casar, mora em Palmas e é feliz assim. A vida manda ela para São Paulo e São Paulo convida Alice para ficar. Ela é só alguém querendo se descobrir por completa. Assim como eu, você e várias pessoas. Existe um momento na série que você (Eu me senti assim) parece dividir com alguém (Alice) uma angústia tão pessoal, que nem imaginava fazer parte da vida de outra Pessoa. Alice é uma série sobre sair da adolescência e encarar o medo de frente, depois de todos os planos traçados para sua vida, mudarem na sua frente.

    Uffa, precisava desabafar. Hoje não vou ver o final de Alice, vou voltar do piloto até o último episódio. Vou me despedir de Alice aos poucos.

  14. Andrew Maxwel

    Tive a impressão de estar lendo um review de outra série e não Alice. Até que chegou o momento dos contras, que são impossíveis de se ignorar. Assisti a todos os episódios por pura falta do que fazer, mas devo admitir que a série me fisgou. Mesmo com diálogos a la Thiago Sampaio de tão óbvios e desnecessários, interpretações constrangedoras de alguns coadjuvantes (desculpa, você mencionou Vinicius Zinn como destaque positivo ou negativo? Espero que seja a segunda opção!) e personagens mais rasos que um pires, a história acaba engrenando e sendo enfim uma história – e não um monte de cenas sem conexão. A mudança de Alice foi fundamental, pois deixamos de vê-la como mocinha da novela das 6 para enxergamos a verdadeira essência da série. Inclusive essa nova Alice protagonizou uma das melhoras cenas da série: o vexame da personagem na festa de aniversário da irmã. É aí que tudo começa a fazer sentido. A metrópole nos muda ou nós mudamos a metrópole? A partir desse último episódio Alice vai encontrar a resposta para essa pergunta e, caso haja outra temporada, a história tende a ficar mais realista e menos o conto de fadas da menina atrás do coelho branco.
    Depois de ver o último episódio volto a comentar o que achei do arremate da série.

  15. Gabriel Bonis

    Caio,
    A informação que tenho da HBO é que o canal estava fazendo o levantamento desses dados. Mas, ainda não estão disponíveis. Tenho certeza que assim que tivermos acesso vamos publicá-los aqui.

    Thiago Monteiro,
    Acho que a questão da Alice se adaptar a cidade tão rápido é bem simples. Ela é paulista e morou nesse caos até os 7 anos de idade. E veio passar férias com o pai aqui aos 15 anos.
    Quanto a festa para o pai que ela mal conhecia, acho que cabe no contexto da série, porque a personagem dependia daquilo pra descobrir suas raízes, saber quem ela era. E outra, algumas pessoas só enxergam a importancia de alguns parentes depois que eles morrem. Talvéz não tenha sido tão absurdo assim.

    Andrew Maxwel,
    Alguns atores não vão bem em todos os episódios, é o caso do Vinicius Zinn. Mas, no geral ele foi bem sim. O problema é que as vezes as falas dele parecem meio falsas, decoradas.

  16. Andrew Maxwel

    Voltei. O último episódio foi meio estranho. Primeiro tudo parecia como num capítulo final de novela onde todo mundo vai ser feliz para sempre. Logo veio a verdadeira história sobre a morte(?) da mãe de Alice e o melhor diálogo da série. Simplesmente incrível o que Valderez e Andréia fizeram na cena. E as aventuras de Alice no Jalapão não me emocionaram. Enfim, fim de novela que se preze sempre tem casamento. Nesse caso foi o excêntrico matrimônio gay indiano de Luli e Dora, o cenário para as conclusões da história contadas por Alice. O episódio foi bem superior aos demais e elevou a série de regular para boa. É inevitável parabenizar a HBO pela iniciativa, pois mesmo não sendo uma série perfeita, Alice foi mais um exemplo de que podemos ter teledramaturgia de qualidade sem cair na redundância novelística.
    Bom, Gabriel, Vinicius Zinn é excelente perto de Felipe Massuia (o irmão de Alice). Sério, por que não dão um curso de interpretação pro garoto?

  17. Francisco Carlos

    Acompanhei toda a série e gostei, pena que toda série brasileira tenha sempre que mostrar os jovens de uma maneira geral como usuarios de drogas. Ali quase todos faziam uso de algum tipo de droga, não sou hipocrita de achar que isso não ocorra, porém, só acho que o uso não é tão grande assim.

  18. luiza

    Review muito bom,tenho acompanhado a série desde o inicio e gosto bastante.Acho que as cenas de sexo e drogas são bem contextualizadas e mostram a realidade.Tomara que tenha uma segunda temporada,assistindo essa série fiquei ainda com mais vontade de conhecer são paulo.Confesso sou caipira mesmo,estive em sp duas vezes no terminal rodoviário para ir a outros destinos,mas espero poder conhecer esta fascinante cidade em breve.

  19. Andre SIqueira

    Ateh o sexto episódio – show de bola… Depois os roteiros deixaram muito a desejar… No 11o melhorou um pouco… Ainda não assiti o 12o e 13o… Parabens para o elenco e algumas direções… Trilha e fotografia geniais…

  20. Naiara

    Morei a vida inteira em São Paulo e nem eu e meu grupo de amigos nos drogamos, portanto forçado é dizer que São Paulo é capaz de provocar isso, e uma série que mostra todo jovem assim. Então não é a realidade nua e crua…

    Ah sim, tenho 26 anos.

  21. Gabriel Bonis

    Não é que a cidade é capaz de fazer isso, mas as situações que algumas pessoas se envolvem em cidades como São Paulo.

  22. Gabriel Bonis

    Acho que a série pode até ficar entre as 15 finalistas, mas dificilmente chega a final

  23. Raquel

    Bonita e excitante a cena de Alice e Nicolas no último episódio.

  24. Laudo Kenji

    Olá!
    Fico muito satisfeito q ALICE, uma série dramática com produção 100% brasileira, seja realizada com a competência e qualidade da HBO.
    Eu moro no Japão e, infelizmente, estou desprovido de assistir esta série q recebeu críticas muito satisfatórias.
    Em se tratando de produção nacional, muitas pessoas sequer se sensibilizam com as dificuldades e as inviabilidades econômicas q poderão surgir com um empreendimento artístico q beira o ineditismo nos dias atuais.
    Séries nacionais nesta mer…@#$!¨%$…da do Japão, só se for as comédias da Globo.

    Parabéns HBO!

  25. Vania

    Eu gostei de Alice. Não pude acompanhar desde o princípio porque estava sem HBO e estou esperando a reprise.
    Tenho gostado das séries brasileiras, não me arrependo nunca de assisti-las, acho que é mais fácil se identificar com um personagem vivendo a realidade brasileira, para variar, muito válido.
    O ritmo foi leve mas os temas nem sempre.

  26. Kelly

    À exceção do cenário (finalmente saímos dos lugares comuns e chavões ao retratar o dia-a-dia de cidades brasileiras), essa série não me cativou. Assistia às reprises quando não tinha mais nada pra ver, geralmente às terças. Aos domingos, principalmente antes da sacanagem da WB com Sopranos, nem me lembrava da série… Por aí dá pra ver como foi cativante… rs

  27. michael candou cabral

    oi eu adorei o seriado foi uma experiencia fenomenal o personagem me envolvel totalmente eu daria tudo pra conhecer a andreia horta para pessoalmente agradecer pelo seriado incriveu que ela atuol sem ela o perssonagem seria um pouco sem graça ele se encaixou perfeitamente eu ficarei ancioso por uma segunda temporada eu mais valeu muito abrigado …

  28. Vitor Orrantia

    MARCELA (Gabrielle Lopez)!!!
    Fiquei impressionado com o trabalho dessa menina.
    A série foi recheada de bons atores, diretores, fotógrafos, enfim, artistas que possibilitaram o desenvolvimento da trama. Houve falhas sim, mas nada que outras temporadas não resolvam. Foi só um começo.
    Espero por mais anciosamente.

  29. Luciana Felicio

    Gente eu amei Alice! É uma séria muito especial, cheia de exemplos do “mundo cão” que é São Paulo! O elenco é espetacular, cara nova e de ótima qualidade. Nada de Globais chatos e famosos. É um tremendo espetáculo, desde os anseios de Alice, os relacionamentos de amor/amizade dos mais novos à os mais velhos , sem se deter em preconceitos ridiculos que vivemos e criamos muitas vezes.
    Parabéns à todo o elenco e direção!

  30. eduardo s

    a 1° temporada foi muito bem trabalhada, ia ser um erro não ter 2° temporada

    e lembrem-se, todas as séries da HBO feitas na américa latina, tiveram uma 2°temporada, inclusive as brasileiras…

  31. Daniel M. A

    Amei a série, achei muito conteporânea e jovem, nada que já tenha visto tanto na teve aberta como na tv a cabo.
    E ainda com um gostinho especial “brasileira”;

    Não tenho criticas apenas elogios.
    Meus Parabens aos realizadores

  32. Toalá Campos

    Eu PRECISO da segunda, terceira, quarta temporada… Realmente é uma pena ter parado na primeira. Uma série fui bem feita, muito melhor que várias séries Sony, Warner etc. A impressão que tenho é que não economizaram em nada, tudo de muito bom gosto, a fotografia é sensacional, trilha sonora, enredo, figurino etc. A série prende, encanta. Eu me sinto dentro dos episódios. Show!!!!! Parabéns à HBO, a todos envolvidos na série. Espero que continuem, pois tudo que é bom no Brasil, não vai para frente, tudo que é de mau gosto, é impressionante… perdura.

  33. Joana

    Olá! Sou portuguesa e acompanhei a série através da internet. Achei óptima! Está actualmante a passar na Fox cá na Europa e sei que muitas pessoas assistem e gostam muito. Gostei especialmente de ver uma série que finalmente mostra um lado verdadeiro do Brasil, e de terem escolhido São Paulo em vez do Rio de Janeiro. São Paulo é enorme, gigante mesmo! A banda sonóra também está brilhante! A personagem Alice é viciante, forte, bonita, foi a melhor escolha. Aqui também passam as novelas da Globo, que apesar da qualidade dos actores, as histórias são pura fantasia e desinteressantes. Outros filmes brasileiros que cá tiveram muito sucesso, como “A cidade de Deus” ou a “A tropa de elite”, são filmes que relatam a desgraça, a miséria, a insegurança. Mas na verdade já faltava uma série brasileira que não fosse relatar fantasia (novelas) ou a miséria do Brasil. O Brasil é enorme e tem muito valor, e com este tipo de série mostra o valor que tem. Gostei muito, espero que saia uma segunda season. Estão todos de parabéns pela qualidade da série. Já me apercebi que os brasileiros criticam muito tudo o q é brasileiro, mas não devia ser assim, deviam ter mais orgulho no vosso País, tem coisas fantásticas e pessoas maravilhosas.

  34. Marcela Graeff

    Olá. Please! Vc saberia quem fez o remix com com “Sangue Latino” de Ney Matogrosso, que rola no capítulo final de “Alice”?

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