Log In

Reviews

Alcatraz – Johnny McKee

Pin it
Série: Alcatraz
Episódio: Johnny McKee
Número do episódio: 1×07
Exibição nos EUA: 20/02/2012

Sujeito tímido, nerd, gosta de química e tem poucos amigos. Conhece alguém assim? Pode ser aquele seu colega estranho do Ensino Médio, mas dificilmente ele se compara a Johnny McKee, o prisioneiro que dá nome ao sétimo episódio da primeira temporada de Alcatraz. Morador da cela 142, na faixa Broadway, onde ficava o bloco de celas da Rocha, McKee cresceu em Oregon, era fã de Jules Verne (Júlio Verne) e sofria com brincadeiras dos valentões da escola. Uma dessas brincadeiras marcou a vida dele e o fez usar o conhecimento em química para outros fins que não as aulas que chegou a ministrar na faculdade.

McKee se especializou em envenenar pessoas, matou mais de 70 em 1958, a maioria homens. Cianeto era a droga favorita, no reencontro de 15 anos da turma do Ensino Médio ele se passou por zelador e colocou Zyklon A, um pesticida a base de cianeto, nos sprinklers (equipamento que combate incêndios usado em edifícios). Foram 42 pessoas mortas. A brincadeira que motivou a raiva ocorreu pelas mãos da “menina mais bonita da escola”, como descreveu McKee. Virginia Winters, ou Ginny, foi a isca e o time de futebol os responsáveis por atirar bombinhas que deixaram McKee com sequelas pelo resto da vida. Resultado: 15 anos depois o time de futebol morto por envenenamento e Ginny atingida por uma garrafa de corante ácido que explodiu na cara dela.

Descrito por Dr. Diego Soto como “um cara muito mau”, McKee é movido pela vingança e após 50 anos volta e segue perseguindo valentões em São Francisco. Trabalha como barman em um clube em Chinatown onde é insultado por quatro jovens. Resultado: quatro mortes por envenenamento instantâneo e um vídeo que vai parar no Youtube. Modernidade que não existia nos anos 60 e fiquei surpresa quando vi o computador da (ainda em coma) assistente Lucy, localizar McKee através de um rastreador automático que pelo jeito compara rostos que aparecem nos vídeos da internet com todos os 63’s catalogados.

Fiquei surpresa porque atualmente isso é muita tecnologia para quem estava vivendo até “anteontem” em 1963. Já que nesse episódio tivemos certeza que Lucy é a Dra. Sengupta que trabalhou em Alcatraz nos anos 60 com um estudo de sonhos e memória. Quando Emerson Hauser vai visitar Lucy, atualmente em coma no presídio, Dr. Beauregard diz que Hauser pode ajudar na recuperação da médica, segundo ele o “amor” é uma boa razão para acordá-la até onde a ciência pode fazer efeito. Dessa forma entendemos que Hauser deveria ser “namorado/amante” de Sengupta, mas não estava com ela e Dr. Beauregard em Alcatraz quando alguma coisa aconteceu naquele 21 de março de 1963. Enquanto os médicos mantiveram o mesmo rostinho, Hauser envelheceu consideravelmente se lembrarmos do guarda que chegou no presídio e descobriu o “sumiço” dos 63’s.

Voltando ao nosso 63’s da vez, o McKee de 50 anos atrás já preso em Alcatraz segue sendo um nerd com raiva dos valentões. Michael Cullen, um dos prisioneiros mais temidos pelos outros prisioneiros da Rocha, procura McKee para que ele mate o bibliotecário do presídio, o vendedor de facas clandestino Grindle. McKee se aproxima do bibliotecário, compra uma faca dele que serve para matar… o valentão Michael Cullen durante uma sessão de cinema no presídio. McKee ainda aparece nos flashbacks aceitando participar do projeto da Dra. Sengupta, de apagar memórias ruins que podem ser a causa do “espírito assassino” dos prisioneiros. Podemos dizer que o estudo de Sengupta não funcionou.

Quando voltou, solto pelas ruas de São Francisco, McKee não parou no envenenamento da boate em Chinatown. Ele consegue um emprego para cuidar de piscinas em um clube de ricos mauricinhos, bem o tipo dele. Resultado: corpos de homens boiando na piscina e um tipo de veneno que demora a ser detectado por Rebecca Madsen e Soto. Em Alcatraz nos anos 60, McKee usava erva moura encontrada na própria ilha da Rocha, a planta foi trazida da Etiópia e era a única coisa que crescia naquelas terras. Agora McKee se isola em uma escola abandonada (olha o trauma da adolescência) para produzir fosgênio, que em baixas concentrações tem cheiro assemelhado a feno e grama, é solúvel na água, causa sufocamento e era usado como arma química na Primeira Guerra Mundial.

 

McKee ainda tentou um ataque ao metrô em São Francisco, em um trem lotado de homens uniformizados. Todos voltando de um jogo de futebol? Bem provável. Ao contrário do episódio passado que não entendemos porque Paxton Petty volta querendo explodir todo mundo, temos claro o motivo de McKee do início ao fim: envenenar o maior número possível de homens valentões e fãs/jogadores de futebol. Um ponto a mais pra esse episódio, que ainda conta com o affair de Soto e Nikki, a moça do necrotério fã de quadrinhos. Manjado? Sim, mas vamos ver nos próximos episódios se isso dá um caldo. Acho que Madsen poderia ter um amor na vida dela também, depois de conviver com tanta tragédia na família serviria para nossa heroína parecer mais humana e menos uma máquina de descobrir o que aconteceu com os 63’s. Eu faria ela se apaixonar por um dos prisioneiros. Rá!

Falando nisso, quem ajudou na captura de McKee, foi Jack Sylvane, o bonitinho com cara de mau do episódio piloto. Ele era vizinho de cela de McKee e deu um ar interessante para o episódio, principalmente porque Hauser não deixou Madsen ir até as celas e organizou uma sala separada para que eles conversassem assistidos por Hauser e dois seguranças muitos estranhos que Madsen não conhecia. Já rolou uma sintonia porque Sylvane lembrou que Madsen participou da sua captura no cemitério e não atirou nele. Sylvane perguntou se caso ele não ajudasse seria entregue de novo ao Dr. Beauregard. Claro que Madsen não entendeu nada (nem nós) e Hauser não respondeu. Segundo Sylvane, há 50 anos atrás eles não precisavam de desculpas para fazer qualquer coisa que quisessem com os prisioneiros e parece que isso ainda continua. Madsen pergunta ainda a Sylvane sobre seu avô e ele fala que Tommy Madsen passava muito tempo na enfermaria, onde tiravam muito sangue dele, e que Tommy falou de um “buraco sobre o buraco”, na faixa das celas. Madsen parece não entender e Hauser não saber de nada, mas assim mesmo encerra a conversa dos dois. Sylvane ainda tem tempo de dizer que Rebecca tinha os mesmos olhos de Tommy.

Alcatraz conseguiu neste episódio mesclar muito bem a história do prisioneiro com a rota central do seriado. Temos participações efetivas de Madsen, Hauser e Dr. Soto no roteiro e eles não ficam aparecendo, como em muitos momentos de episódios anteriores, apenas coadjuvantes ou alternando participações efetivas. A equipe aparece trabalhando mais próxima, apesar de Hauser continuar escondendo várias informações de Madsen e Soto, como o porquê de Rebecca não poder entrar na faixa das celas de Alcatraz para falar com Sylvane.

Acredito que os doutores Sengupta e Beauregard devem ter sido uns dos primeiros 63’s a voltarem, por isso Hauser já sabia que os prisioneiros retornariam. E voltaram bem antes porque tiveram tempo para se organizar e inclusive conhecerem o Youtube. Porquê quem quer que esteja enviando os 63’s de volta, se existe alguém, enviou os médicos primeiro? Ainda não deu pra entender esse critério de ordem de quem volta e em que local acaba retornando. Mas essas incógnitas todas são a chave para se gostar de Alcatraz, não espere entender tudo em um episódio só, faça a digestão aos poucos. Lembre que estamos nas mãos de J. J. Abrams e ele não vai nos entregar a refeição preparada em um prato completo.

PS 1: Ficou matutando na minha cabeça uma das últimas cenas, a conversa de Sylvane com Hauser quando o prisioneiro devolve a foto da mulher e diz que se sente muito diferente: “ – Eu não sonho mais.”

PS2: Descobrimos que Hauser fala chinês fluentemente e o vendedor da lojinha de Chinatown ainda diz que ele tem um Q.I. sombrio. Além disso, ele é um ótimo hacker e usando o computador da sala em Alcatraz sumiu com todos os vídeos que estavam na internet mostrando as mortes por envenenamento na boate de Chinatown.

Séries citadas:

é Jornalista, Publicitária, Gaúcha, Capricorniana de 84. Além de escrever no TeleSéries, trabalha como coordenadora de imprensa na Prefeitura de Taquari e assessora de imprensa no Campeonato Gaúcho de Rally 4x4. Fã de cinema, esportes, literatura, música e séries de televisão. Começou a assistir seriados com E.R. e Arquivo. X. Gostaria de ter estudado em Hogwarts, jogado quadribol e tomado cerveja amanteigada, mas se contenta com um gol do Grêmio e uma Heineken. Nunca ganhou um prêmio importante, mas já levou pra casa um Kikito de chocolate de Gramado/RS.

Website: http://www.alineben.blogspot.com

3 Comments

  1. Vera Rigoli

    Oi Aline! 
    Gosto de ALCATRAZ e tbm assisto a vários seriados, mas á tres anos o meu seriado favorito é SONS OF ANARCHY, voce ja assistiu?

  2. alineben84

    Oi Vera! Ainda não assisti Sons Of Anarchy, mas já li sobre ele e está na minha lista de próximos a serem vistos… hehehe. Teu comentário só reforça minha vontade de assistir. :)

  3. Aline Ben

    Oi Vera! Ainda não assisti Sons Of Anarchy, mas já li sobre ele e está na minha lista de próximos a serem vistos… hehehe. Teu comentário só reforça minha vontade de assistir. :) 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account