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Reviews

Alcatraz – Cal Sweeney

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Série: Alcatraz
Episódio: Cal Sweeney
Número do episódio: 1×04
Exibição nos EUA: 30/01/2012

Nessa altura do campeonato quem acompanha Alcatraz já conseguiu perceber algumas características peculiares do seriado e também, eu garanto, se sentir muito confuso. A produção é de J. J. Abrams (Jeffrey Jacob Abrams), o mesmo de Lost, Fringe e Super 8. Já deu para ver da onde vêm tanto mistério e confusão?

O último episódio mostrou que muita coisa ainda está por ser apresentada na série e outras situações ainda nem começaram a ser solucionadas pelo responsável da investigação, o agente do FBI (Federal Bureau of Investigation) Emerson Hauser (Sam Neill, de Jurassic Park 1 e 3). Hauser também não revela muito a falta, ou mesmo a existência, de informações aos “convidados” na investigação, a detetive do Departamento de Polícia de São Francisco, Rebecca Madsen (Sarah Jones) e o especialista na história de Alcatraz, Dr. Diego Soto (Jorge Garcia, o gordinho Hurley Reyes, de Lost).

De criação de Steven Lilien, Bryan Wynbrandt e Elizabeth Sarnoff, a série traz para a televisão histórias que giram em torno da prisão de Alcatraz, em uma ilha na Baía de São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos*. Lá, há quase 50 anos, em 21 de março de 1963, 302 prisioneiros foram transferidos de Alcatraz e a prisão fechada devido aos altos custos de manutenção. No entanto, como sabemos pela abertura da série, “não foi isso que aconteceu”.

Neste quarto episódio somos apresentados a Cal Sweeney (Eric Johnson), prisioneiro #AZ2112, um ladrão que assaltou mais de 20 bancos nos anos 50, sempre roubando cofres pessoais. Como está acontecendo com todos os prisioneiros de Alcatraz de 1963 (os 63’s), Sweeney está voltando à ativa e com a mesma carinha de 50 anos atrás ele seduz mulheres que trabalham em bancos e através delas chega aos cofres. No entanto, desta vez acontece algo diferente e ele além de roubar os objetos, Sweeney vai até a casa das vítimas e assassina os donos dos cofres.

Assim como nos primeiros episódios, flashes ajudam a entender o contexto da vida de Cal Sweeney, o recurso também foi muito usado em Lost e era item principal da edição do extinto Cold Case. Através dos flashes voltamos aos anos 1960 e descobrimos um Sweeney trabalhando na lavanderia de Alcatraz e com “negócios”, não muito bem explicados, com o então vice-diretor do presídio, E. B. Tiller (Jason Butler Harner)*. Sweeney fica muito incomodado quando Tiller revista sua cela e leva uma caixinha de metal com ele. Aí voltamos para mais uma característica de nossos amigos 63’s, um trauma de infância que acabou transformando-os em assassinos, ladrões e enfim, cidadãos dignos de Alcatraz. Sweeney perdeu toda a família em um incêndio quando tinha 10 anos e a única coisa que não queimou foi uma caixinha de metal. Rá! Fechamos um nó.

Foi por causa dessa tal caixinha que Sweeney se infiltrou entre os prisioneiros que iriam trabalhar em um jantar do aniversário de Tiller na casa do diretor de Alcatraz, Warden Edwin James (Jonny Coyne). Na ocasião conhecemos a irmã deficiente de Tiller, Geri, e temos a honra de presenciar uma estranha conversa entre outros dois personagens intrigantes da série: Dra. Sengupta (Parminder Nagra, de E.R.), psicóloga em Alcatraz nos anos 60, mas também conhecida (com a mesma carinha conservada) como a assistente de Hauser nos tempos atuais, Lucy Banerjee e o médico do presídio, o Dr. Beauregard, que igualmente não pareceu mudar nada em 50 anos. Sendo assim, eles foram parar no mesmo lugar que os 302 prisioneiros? E o “tio” de Madsen, Ray Archer (Robert Forster), ex-carcereiro da prisão? Esse sim deve ter mudado nesses anos, afinal Madsen ficou sob seus cuidados depois que seu avô foi parar no lugar misterioso junto com os 301 prisioneiros de Alcatraz. Sim, 301, porque ao contrário do que Madsen sabia, ele era um prisioneiro e não um guarda, fechando a conta dos 302. E para piorar a situação, ele foi o responsável pela morte do parceiro da nossa personagem central, que, se não me falhou a memória já tem um trauma de infância (perdeu o avô) e um trauma na vida adulta (o mesmo avô matou seu parceiro). Respirem fundo.

Nesse episódio começou a me saltar aos olhos e ouvidos o efeito de transição utilizado em Alcatraz para passar de um ambiente para outro, o barulho das celas do presídio se fechando e um leve efeito de vídeo mostrando as celas se movendo entre as cenas. Adorei. Outro item que começa a chamar a atenção é a conexão de Madsen com seu parceiro, Dr. Soto, em alguns momentos até meigos que podem vir a sugerir um affair no futuro ou apenas aquela parceria incondicional entre companheiros de trabalho que capturam bandidos maus. Por enquanto não chega nem perto de um Fox Mulder + Dana Scully (Arquivo X), ou Kate Beckett + Rick Castle (Castle).

Se a saga continuar mostrando a captura de um prisioneiro por episódio, ainda temos 298 episódios na conta. Isso me lembra que Madsen, além de dois traumas na vida, um parceiro nerd e inseguro e um agente do FBI de métodos discutíveis em seu encalço, ainda tem que capturar mais 298 dos mais perigosos criminosos que os Estados Unidos já viram que estão soltos e voltando ao convívio comum. Sem esquecer que um deles é seu avô que matou seu parceiro e também que até agora ninguém tem a menor ideia do porque os prisioneiros estão voltando exatamente como eram há 50 anos atrás, e muito menos porque Hauser sabia que isso aconteceria e já tinha uma sede montada dentro de Alcatraz para trabalhar na captura dos 63’s. Outro ponto sem nó é a tal chave estranha. De novo, assim como aconteceu com Jack Sylvane no episódio piloto, Cal Sweeney foi pego com uma chave que ninguém sabe o que abre, nem Hauser.

 

Muita linha ainda vai costurar a história de Alcatraz e os próximos episódios devem esclarecer muitas dúvidas, ou pelo menos algumas. Se lembrarmos de Lost, podemos esperar que o seriado tenha muitos pontos de interrogação por muito tempo nas nossas mentes, por isso eu sugeriria paciência com o nosso J.J. Abrams. Sugestões sobre o review? Eu agradeceria, mas por enquanto fico por aqui e espero que os próximos episódios de Alcatraz possam me esclarecer alguns pontos obscuros da história do seriado. Por enquanto, é um bom exercício de estratégia mental. Bem-Vindos à Alcatraz.

* O seriado está sendo gravado em Vancouver, Canadá.

** Tiller é o desafeto do primeiro 63’s que conhecemos no episódio piloto, Jack Sylvane (Jeffrey Pierce). Nos dias atuais, o vice-diretor e a sua versão de 50 anos depois foi morta por Sylvane com seu rostinho conservado desde os anos 60.

Séries citadas:

é Jornalista, Publicitária, Gaúcha, Capricorniana de 84. Além de escrever no TeleSéries, trabalha como coordenadora de imprensa na Prefeitura de Taquari e assessora de imprensa no Campeonato Gaúcho de Rally 4x4. Fã de cinema, esportes, literatura, música e séries de televisão. Começou a assistir seriados com E.R. e Arquivo. X. Gostaria de ter estudado em Hogwarts, jogado quadribol e tomado cerveja amanteigada, mas se contenta com um gol do Grêmio e uma Heineken. Nunca ganhou um prêmio importante, mas já levou pra casa um Kikito de chocolate de Gramado/RS.

Website: http://www.alineben.blogspot.com

2 Comments

  1. Célia Regina

    E a moça que está em coma? Ela era a psiquiatra na época do fechamento de Alcatraz. Outro mistério.

  2. Aline Ben

    Ah, é verdade. A Dra. Sengupta é um dos mistérios dos quais ainda não surgiram mais dicas. Na Alcatraz de 1963 ela era uma psicóloga e atualmente aparece como a assistente de Hauser, Lucy Banerjee. No episódio 1X05 ela não é citada, e pelo que sabemos segue em coma. O negócio agora é esperar os próximos episódios.  

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