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[ADEUS À YANG] – Cristina Yang, o tubarão que aprendemos a amar

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Uma das personagens mais queridas da história recente da televisão se despede amanhã (15) das telinhas. E em definitivo, muito provavelmente. Cristina Yang, uma das médicas do quinteto original de Grey’s Anatomy, passou 10 anos conquistando – e ampliando o seu espaço – nossos corações. E sua partida deixará um espaço insubstituível.

Já falamos sobre a bela relação entre Yang e sua person Meredith aqui. Mas antes de acenarmos um último adeus, cabe relembramos sua bela trajetória “solo”.

E impossível começar esse texto falando de algo que não a competência extrema de Cristina. A marca de Yang sempre foi ser muito, muito boa no que faz. Não é à toa que ela fez as operações mais complicadas com a maior taxa de êxito.

Ela operou Derek enquanto sua melhor amiga entrava em colapso e seu namorado era baleado, resultando em uma das cenas mais devastadoras de Grey’s Anatomy. E o salvou.

 

Cristina Yang é tão boa no que faz, que foi indicada para o Harper Avery, o prêmio cobiçado por todos os médicos de Grey’s Anatomy que querem ser alguém na vida. E a cena da revelação do vencedor ilustra muito, muito bem quem é Cristina Yang: autoconfiante. Talvez até demais.

 

E Ela nunca fugiu de uma boa briga para estar no lugar que merecia estar: nas melhores cirurgias. Mesmo que para isso precisasse peitar o Chefe de Cirurgias. E mais meio mundo.

 

E tanta autoconfiança as vezes rendia cenas engraçadas, na qual uma Cristina bem bitch resolvia mostrar ao mundo que é badass e que sabe disso.

 

Mas houve um momento, em específico, no qual toda essa autoconfiança, toda essa crença em ser uma Deusa da Cardio, deu uma balançada forte. Nesse momento a perda de um paciente falou muito, muito alto. E o coração de gelo de Yang se quebrou. Foi quando ela descobriu que o paciente que não conseguiu salvar era o Henry, marido de Teddy. Ninguém menos do que sua mentora.

 

Certamente, um dos momentos mais delicados de Grey’s Anatomy para Cristina foi quando ela teve que dar a notícia para a Teddy.

 

Mas foi longe de Seattle que o processo de “humanização” dela foi potencializado, após Cristina tentar fugir das tragédias que rondam o hospital. Foi com a morte de seu mentor em Minessotta que Yang percebeu que apenas ser uma boa médica não resultaria no futuro que ela espera. Ser uma boa pessoa precisava fazer parte do pacote. E ela sofreu, bastante, para entender isso.

 

Foi então que Yang voltou à vida. Que resolveu encarar os problemas de frente, no lugar ao qual julgava pertencer. E junto à sua “pessoa”.

 

Mas Cristina também teve seus momentos de desespero.

Lá no começo da segunda temporada, após perder o bebê do Burke, ela colapsou. Chorou, chorou, chorou. Nem Meredith deu jeito na situação…

 

… mas tudo se resolveu quando o Burke conseguiu confortá-la.

 

E foi por causa do Burke – ou melhor, da mãe dele – que uma pequena grande tragédia se abateu sobre Cristina Yang. Afinal de contas, perder as sobrancelhas assim, prestes a subir ao altar, é um caso sério.

 

Mas nem só de gravidez extra-uterina e sobrancelhas depiladas foram feitas as tragédias de Yang. Ela também foi esganada. Quem lembra da emblemática cena do Owen quase matando a Cristina por causa de um ventilador de teto? E quem lembra de ter querido esganar a Cristina quando ela abriu a porta do banheiro?

 

Após o tiroteio no hospital, Yang sofreu por mais de meia temporada com um severo transtorno pós-traumático. Daqueles BEM sérios. Tão sério que ela inclusive decidiu deixar de ser uma cirurgiã para virar… uma bartender. Com direito à bebedeira e à lap dance.

 

E nós sabemos o quão importante para ela era operar, ser a melhor na sua área, contar com a melhor supervisão possível. Afinal de contas, quem aí esqueceu que ela inclusive ofereceu o Owen para a Teddy só para não perder a mentora?

 

O que importa é que Cristina foi resgatada do bar. E foi – quem diria – através de uma pescaria com seu “cunhado” que isso aconteceu.

 

Outra coisa que nós sabemos é que Yang não sabe lidar muito bem com os próprios traumas e problemas. Geralmente ela fica em choque, ou sob forte estresse. Daqueles que fazem com que sua maior preocupação, em um cenário quase que apocalíptico, seja a perda de um tênis.

 

Depois do acidente de avião, Cristina ficou por um bom período em choque. A vida acontecia ao seu redor, enquanto Meredith tentava trazê-la de volta e sua única reação era atirar vasos de flores nos curiosos.

 

Ela levou um bom tempo para voltar à vida. E quando o fez, graças aos cuidados de Owen, pudemos perceber o quão danificada ela estava.

 

Depois disso, Yang passou pelo temor da perda de Meredith, no final da 9ª temporada. A cena dela e do Derek tentando permanecer fortes e acreditar na sobrevivência de Meredith foi uma das mais lindas da série.

 

E para esses momentos de desespero, Yang sempre tinha uma solução. Quem olha para ela e vê apenas a médica “insensível” e badass, o tubarão, não consegue imaginar que ela tem seus momentos de descontração, que funcionam quase que como uma auto-ajuda. E que eventualmente ela coloca outras pessoas na roda. Como Burke…

 

… ou sua parceira de dança favorita: Meredith!

 

Até dançar sozinha estava valendo. O importante era dançar.

 

Aliás, ela também cantou para superar seus problemas. Quem canta, dizem, seus males espanta.

 

E quando nada disso funcionava, os tubos de ventilação do hospital estavam sempre prontos para soprar um vento quente e renovador diretamente sobre Yang.

 

Pelos vídeos acima dá pra perceber que quase toda vida de Yang aconteceu dentro do hospital. Afinal de contas, ela sempre priorizou à vida profissional à pessoal. Mas Yang também teve seus bons momentos “fora do hospital”. Afinal de contas, por Owen ela ensaiou ser uma pessoa diferente. E o casamento deles deu certo, pelo menos por um bom período de tempo.

 

E o casamento que deu errado resultou em um reencontro, 7 anos depois, que ficará na memória dos fãs. Como um momento de triunfo. De vitória. De realização de objetivos. De coroação de uma jornada que Yang quis para si.

 

E é essa a imagem que levaremos. De que Cristina é uma médica MUITO competente no que faz. Que não conhece limites. Que ama operar e que é imensamente feliz com isso. Uma médica – e uma mulher – plena e completa.

 

E se Yang estiver feliz… bem, nós também estaremos. Ainda que com lágrimas nos olhos e com o coração na mão, já sem nossa cardiologista favorita para cuidar dele.

oh2

*Esse especial foi produzido com a ajuda de Ana Botelho.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

3 Comments

  1. Raquel Perez

    Mariela, esta foi uma das mais bonitas homenagens que vi a uma personagem, uma atriz e uma série, EVER!! Novamente, meus parabéns a você e a Ana Botelho. Beijos salgados, pois as lágrimas teimam em cair…

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