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A volta de ‘True Detective’ e seus novos perturbadores protagonistas

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True Detective estreou no ano passado, foi uma das séries mais aclamadas de 2014 e, por conta do sucesso, o seu segundo ano também já era uma das estreias mais aguardadas de 2015. No último domingo (21), a série voltou às telas da HBO com a missão de manter o bom nível e repetir o sucesso da 1ª temporada.

Para esta 2º temporada, a série não conta com os atores Matthew McConaughey e Woody Harrelson, que deram vida aos detetives Rust e Marty. Quem entra como destaque é quarteto formado por Rachel McAdams, Colin Farrell, Taylor Kitsch e Vince Vaughn.

A diferença entre a temporada anterior e a nova já começa pela observação de que dobrou o número de protagonistas. Apesar de terem menos tempo de tela, todos tem bastante espaço no primeiro episódio e podemos perceber o quão problemática é a vida de cada um deles. A história por trás dos personagens mostrada em boa parte da estreia e jogada logo de primeira ao espectador, deixa claro que seus demônios pessoais vão interferir nas investigações e na relação entre eles no decorrer da temporada.

Sobre os personagens Ani Bezzerides (Rachel), Ray Velcoro (Farrell), Paul Woodrugh (Kitsch) e Frank Semyon (Vaughn) ainda vemos a influência de H.P Lovecraft, escritor americano que usa fortemente a insanidade mental, pessimismo e cinismo, usado como referência desde a temporada anterior.

True Detective - The Western Book of the Dead

O crime da temporada em si só é mostrado nos minutos finais, em uma cena simples, mas empolgante, que junta pela primeira vez três dos quatros protagonistas, até então desconhecidos entre si. Os três policiais farão parte da investigação. O quarto elemento, Frank Seymon, é um empresário corrupto que é vê sua vida diretamente afetada com o assassinato e por isso também busca estar a frente da solução do caso.

Estamos assistindo a outra série policial, desta vez ambientada na atualidade, sem viagens cronológicas, longe dos mistérios de seitas, desenhos, rituais e paisagens rústicas. Mas esta enorme diferença entre as duas temporadas não quer dizer que a atual seja ruim.

O que se pode tirar do episódio inicial, sem muita ação por focar nos protagonistas, é que muitos momentos de tensão serão desencadeados por motivos internos de cada um. Mas mostra que virá uma ótima história repleta de conflitos pessoais, corrupção, ameaças e um crime sendo investigado por uma nova equipe de anti-heróis.

3 Comments

  1. Paulo Serpa Antunes

    Eu vi o pessoal bem empolgado com a série no Twitter no domingo de noite, mas eu confesso que fiquei meio frustrado.

    Achei que o roteiro segurou demais pra colocar as peças nos seus lugares. Abusaram da nossa disposição de assistir a série.

    E o grande problema desta temporada é que Colin Farrell não é Matthew Mcconaughey. Isto é evidente.

    Dos personagens, adorei ver o David Morse como líder espiritual e achei a Kelly Reilly linda e poderosa demais.

  2. Claudia Braga

    Gostei dos personagens, acho que essa temporada tem potencial!

  3. Paullo Mendonça

    Gostei muito o primeiro episódio assim também como dos personagens, agora é esperar para ver o desenrolar da história.

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