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Spoilers

A Semana lá Fora: a estreia de Glee e os finais de temporada de 24 Horas, One Tree Hill, Desperate Housewives e NCIS

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One Tree Hill - Remember Me As a Time of Day

Acabou? Pois é, a temporada 2008-2009 chegou ao final na semana passada trazendo os últimos episódios finais de temporada das grandes redes. Então, fechamos esta edição da coluna A Semana lá Fora, com o coração apertado, morrendo de saudades das dezenas de shows acabam de entrar em férias e só retornam daqui há quatro meses (ou mais).

Nesta edição, trazemos reviews de 11 seriados que encerraram a temporada (a grande maioria de forma vibrante): Desperate Housewives, CSI:Miami, Two and a Half Men, How I Met Your Mother, 24 Horas, Criminal Minds, Gossip Girl, One Tree Hill, Southland, 90210 e NCIS.

Completando a coluna, confira como foi a pré-estreia do dramédia musical Glee e a premiere do reality show So You Think You Can Dance.

One Tree Hill: Remember Me As a Time of Day (6×24)
Exibição: 18/5/2009
MVP: Sophia Bush

Desde do primeiro minuto tivemos emoções e durante todo o episódio, o coração ficou apertado. Lucas carregando sua esposa no hospital, o nascimento da filha deles, a espera pela recuperação de Peyton e a chegada de Karen. O relacionamento de Julian e Brooke crescendo cada vez mais e se tornando profundo a cada segundo.

Mas a cena que mais me emocionou, foi Nathan entrando em casa com a expressão de que tudo que lhe restava era a sua família. Com lágrimas nos olhos ele revelou a esposa que o sonho dos dois tinha se realizado. E a reação de Jaime foi a mais espontânea já vista. Nathan, Haley e Jaime Scott são praticamente um só coração. Sonhos, tristezas, alegrias, decepções, tudo de bom e ruim, mas juntos são invencíveis.

E tivemos o melhor anti-herói de todos, Dan Scott, com o melhor técnico, Whitey Durham. Senti arrepios quando os dois se olharam e se abraçaram. Ainda há tempo.

Porém o melhor discurso foi da Victoria, declarando seu amor para a filha. A chegada dela em One Tree Hill e suas maldades foram o melhor nessas duas últimas temporadas. E realmente acredito que foi o amor perdido que a tornou tão distante e foi o amor pela filha que nunca criou que a redimiu.

Aparentemente o ciclo se fechou, mas One Tree Hill é uma série que constantemente inova e, com isso, renova as suas histórias e nos traz agradáveis surpresas.

Tivemos o final feliz que todos esperavam e torciam. Lucas e Peyton juntos com a sua linda filha, Sawyer Brooke Scott. Victória finalmente se tornando a mãe que Brooke merece. Nathan realizando seu sonho de ser um jogador da NBA e podendo partilhar essa conquista com sua família. Mouth e Millie como o casal perfeito. Dan e sua redenção.

E agora? O que será de One Tree Hill na sua sétima temporada? Faz tempo que não temos uma série teen com uma vida tão longa. Vocês se recordam da última? (Bárbara Reis)

Gossip Girl - The Goodbye Gossip Girl

Gossip Girl: The Goodbye Gossip Girl (2×25)
Exibição: 18/5/2009
MVP: n/a

Imagine se todos os seus segredos estivessem a ponto de virem à tona? A guerra foi declarada. Todos querem saber a verdadeira identidade da Gossip Girl, uma vez que a faculdade está chegando e ninguém quer sua vida privada exposta dessa maneira. Serena começou com tudo isso, a partir do momento em que a Gossip Girl resolveu invadir a cerimônia de entrega dos diplomas, provocando uma pequena discussão entre os formandos. Mas ela foi mexer com a pessoa errada. A “maldita” Gossip Girl sabe os segredos de todo mundo. Enquanto Blair estava disposta a declarar o seu amor por Chuck, eis que ela surge e ataca novamente com uma bomba de fofocas de uma só vez, seja definindo a personalidade dos personagens ou, ainda, os amassos que Blair deu com o tio de Chuck, Dan dormindo com a professora, Serena e os seus casos europeus, Nate recebendo dinheiro de uma mulher casada e Chuck dormindo com Vanessa. Tudo isso feito em apenas uma cena, foi o suficiente para esfriar o clima entre Blair e Chuck.

Aliás, decidi dedicar basicamente um parágrafo para falar sobre os dois. É inegável o fato de que ambos fazem, no momento, o casal queridinho das séries de TV. Apesar de tudo, das indecisões de Blair e da fuga de Chuck, os dois ainda conseguiram ficar juntos porque esta é a força do amor, mais shakesperiano que isso impossível. A cena final com os dois se beijando, valeu muito mais por sua construção. Pudemos ver uma intensa briga do casal, a comoção de Blair em dizer “eu te amo”, falando com aquele sentimento de também querer e ser amada de volta. Porém, esta season finale ainda tinha muita coisa a dizer. Se alguém estava se perguntando por Georgina Sparks, eis que ela surge indo para a mesma faculdade de Blair e Dan, já solicitando a sua “amiga” Waldorf como colega de quarto. Além disso, também teve Jenny se tornando rainha. E, pra finalizar, tem o meio-irmão de Dan estudando no mesmo local que ele, além do casamento entre Rufus e Lily. Assim, que venha a terceira temporada! (Vinícius Silva)

Texto publicado originalmente no weblog Sob a Minha Lente.

90210 - One Party Can Ruin Your Whole Summer

90210: One Party Can Ruin Your Whole Summer (1×24)
Exibição: 19/5/2009
MVP: sem condições

Difícil falar sobre a season finale de 90210. Mais difícil é realmente entender porque ela foi renovada depois de uma temporada tão cheia de defeitos – enquanto Privileged foi cancelada. Não consigo me lembrar de nenhum episódio que tenha sido realmente bom do começo ao fim.

Aqueles em que Adrianna e Navid apareceram mais foram com certeza os mais próximos de serem realmente bons e não tenho como negar que eles talvez sejam o mais próximo que tenho de personagens favoritos. Mas, neste episódio, ver Adrianna alucinando com Brenda foi de dar pesadelos – terrível aquela roupa de Cleópatra.

E o que dizer se meus momentos preferidos foram causados pelos pais de Annie e Dixon ficarem chapados após terem comido um brownie com maconha trazido pelos nerds da escola? Quem diria.

Fico na dúvida se a cara de Annie chorando após ser expulsa da festa por Naomi, após a loira ter sido enganada, de novo, pela própria irmã, não foi mais assustadora que a Cleópatra…

E o carro no final? Dylan McKay ou Brandon Walsh? Qual é a sua aposta? A placa lembra alguma coisa? (Simone Miletic)

Desperate Housewives: Everybody Says Don’t (5×23) e If It’s Only in Your Head (5×24)
Exibição: 17/5/2009
MVP: Marcia Cross, Neal McDonough e Richard Burgi

Há meses eu vinha cogitando (e escrevendo inúmeras vezes no Twitter e no Séries Addict sobre a possibilidade) em abandonar a série.

Eu gosto muito de Desperate Housewives, especialmente de grande parte do elenco (alguns me irritam muito, mas os demais compensam) e resisti muito à idéia de não acompanhar até o final uma estória a qual eu já fui fiel por cinco anos. Mas se antes eu adorava Desperate Housewives porque Marc Cherry pegava os clichês e os renovava de maneira divertida, ultimamente eu não tenho conseguido ignorar a repetição irritante desses clichês.

Assim que o segredo de Dave foi revelado, eu disse a um amigo que na finale o vilão tentaria matar Susan ou MJ (os ambos) e a terrível provação mostraria a Mike o quanto ele ainda amava sua família, fazendo-o retornar ao lar. A trama deu mil voltas e tentou nos despistar de mil formas de seu destino óbvio, mas no fim Cherry preferiu mesmo a resolução óbvia e previsível e, como já é a quinta vez, eu cansei. (Thais Afonso)

Two and a Half Men - Baseball with Better Steroids

Two and a Half Men: Baseball with Better Steroids (6×24)
Exibição: 18/5/2009
MVP: Ryan Stiles

A melhor idéia dos roteiristas em toda essa temporada: trazer Mia de volta, pena que apenas no último episódio e apenas em aparições bem curtinhas.

Não em entendam mal, se Chelsea ficasse por uns dois ou três episódios, quem sabe uns cinco, fazê-la ser amiga de Alan, jantar com a mãe deles, teria funcionado. Ia ser engraçado, quem sabe uma nova versão de uma história que tem se repetido nestes seis anos, mas ia funcionar.

Afinal, TAHM é sobre isso: dois irmãos, um mulherengo e o outro azarado e um menino não mais tão engraçadinho.

Mas quem deu um show foi Ryan Stiles, de quem sou fã desde The Drew Carey Show e Whose Line is it Anyway?. Cada aparição sua foi de fazer rir mexendo a barriga, principalmente na hora em que ele quebra o nariz – depois de ter quebrado a perna e os braços.

Alan praticamente nada fez, a não ser escrever um roteiro sobre um homem extraordinariamente bonito e um meteoro em direção da Terra, seja qual for o cenário. Como ele é bom mesmo é em comédia física ficou faltando o seu momento no episódio. (Simone Miletic)

How I Met Your Mother: The Leap (4×24)
Exibição: 18/5/2009
MVP: Neil Patrick Harris, Jason Segel e Cobie Smulders

A minha primeira pergunta ao assistir o episódio foi: cadê a barriga da Cobie (risos)?! Ao que parece o episódio foi gravado em janeiro, portanto Cobie ainda estava bem magrinha.

Esse não foi o melhor episódio da série. HIMYM, como muitas outras séries esse ano, não conseguiu fazer uma finale com cara de finale, mas isso não quer dizer que o episódio foi ruim.

Ted, depois da saga com a cabra, finalmente decide virar professor e ficamos sabendo que será por conta dessa escolha que finalmente conheceremos a mãe dos seus filhos. E, fica explicada a importância do reencontro com Stella já que, indiretamente, ela é a responsável pelo novo emprego. Marshall, mais uma vez, estava engraçadíssimo.

E, finalmente, o momento mais esperado por mim: Robin e Barney se beijaram. E foi tudo de um jeito nada romântico, como deveria ser. Afinal, estamos falando de dois personagens com muito medo de ser envolver e que prezam a solteirice como poucos. Tudo foi muito engraçado: desde o ‘Mosby’ até o beijo realmente acontecer; e eles deixando para ‘discutir o assunto depois’, como se fosse a coisa mais natural do mundo. (Tati Leite)

24 Horas - Day 7: 7:00 A.M. - 8:00 A.M.

24 Horas: Day 7: 6:00 A.M. – 7:00 A.M. (7×23) e Day 7: 7:00 A.M. – 8:00 A.M. (7×24)
Exibição: 18/5/2009
MVP: Kiefer Sutherland, Cherry Jones e Gleen Morshower

Um erro comum dos fãs de seriados é criticar uma temporada inteira apenas pela análise de sua season finale. Logo, se o desfecho é de nos deixar boquiaberto, os erros de um ano inteiro são jogados pra debaixo do tapete (House?) e a última impressão é a que fica. Honestamente, espero que isso não aconteça com o sétimo ano de 24 Horas.

A temporada foi sensacional, mas perdeu ritmo na reta final, algo rotineiro na série que fica refém da obrigação de montar uma história fechada em 24 episódios. Assim, o que começou com o julgamento de Bauer e passou por sangaleses, invasão da Casa Branca, Jonas Hodges, Tony Malvado e Jack Moribundo, quase terminou como “As Loucas Aventuras de Kim Bauer”.

Não é a toa que os fãs querem a cabeça da filha de Jack: as mais absurdas situações acontecem com ela (vocês viram a equipe de gravação aparecendo na cena do capotamento?) e a coisa fica meio ridícula, sem sentido. Também sem sentido foi essa mudança de caráter de Tony, que, após perder a mulher (quando Almeida disse que Michelle estava grávida, sabia que o final seria melodramaticamente mexicano), acabou virando um psicopata.

E Jack Bauer? Debilitado por causa do patógeno acabou fora de ação e confirmou que 24 Horas não vive sem ele. Portanto, mesmo no leito do hospital e tendo se confessado com um muçulmano, esperem por ele no oitavo dia. Logo não houve ganchos.

Renee (Bauer de saias) vai virar torturadora? Allison (melhor presidente desde Palmer) perdeu a família? Aaron Pierce e Chloe (dois dos melhores coadjuvantes) retornam? Não interessa. Como no desfecho do dia dois, vários meses se passarão no enredo. Daí, o dia oito transformará os momentos finais do dia sete numa vaga lembrança. Ao menos espero que, apesar das falhas das últimas horas, as pessoas não esqueçam que essa sétima temporada foi sensacional. (Thiago Sampaio)

Southland: Derailed (1×07)
Exibição: 21/5/2009
MVP: Shawn Hatosy e Regina King

Não foi à toa que a NBC resolveu renovar Southland. Existem grandes chances de terem um grande sucesso nas mãos. Mais que uma série policial é uma série sobre policiais. E, a princípio, sem romantizar a profissão. Os problemas aparecem o tempo todo. A vida dos policiais, independentemente da posição ocupada, está longe de ser simples. Como diriam alguns especialistas, a série é crua.

Eu passei o episódio inteiro tensa, esperando que alguma coisa acontecesse com a Janilla. Principalmente ao descobrir que o namorado dela se reaproximou para entregá-la para a chefe da quadrilha. Regina King encontrou de vez o tom da sua personagem – o que eu já esperava acontecer porque talento ela tem – e conseguiu cumprir sua missão. E são nos detalhes que vemos que Southland, apesar de ser uma série de TV aberta, não terá receios em ser politicamente incorreta. Pelo menos foi o que pensei quando Lydia entrega a uma arma a Janilla, que tem apenas 15 anos, e manda que ela use, caso precise.

Ainda tivemos Brown lidando com Dewey, o que quase resultou na morte dela. Sal as voltas com a filha adolescente, ao mesmo tempo em que, junto com a sua mulher, tenta fazer com que Clarke reate com a esposa. E é justamente de Clarke que vem a grande surpresa: o parceiro de Lydia é baleado ao ir convidar o vizinho para um churrasco. Estava no lugar errado, na hora errada. A cena pega de surpresa porque todos os ganchos haviam sido lançados. E é mais uma série que nos deixa com a possibilidade de uma baixa no elenco. (Tati Leite)

CSI:Miami - Seeing Red

CSI:Miami: Seeing Red (7×25)
Exibição: 18/5/2009
MVP: Emily Procter

Uma coisa que me irrita profundamente nos seriados em geral é quando por uma questão de química e pressão do público, os autores resolvem juntar a casal e, de repente, criam alguma grande tragédia ou uma briga estúpida – que geralmente envolve a descaracterização de um dos lados.

Não era melhor então deixar separado e juntar no final?! É tão difícil assim escrever sobre duas pessoas se relacionando sem grandes dramas?! Parece que sim. Custavam deixar Calleigh e Eric felizes?! Precisava a pobre ficar achando que matou o próprio namorado?

Houve tempo que eu gostava mais de CSI:Miami que CSI. As histórias eram bem amarradas, mas, com um tempo, foi virando um novelão de sci fi (pelo menos do modo como encaro a maioria das provas que eles analisam naquelas máquinas super modernas).

Toda essa história com os russos ficou um tanto longa. E o final com o desaparecimento de Delko serviu apenas para que eu me perguntasse por que tudo acontece com ele. E quando você assiste um episódio e a melhor coisa é porque o Brian Austin Green fez uma participação especial, sendo que a personagem dele nem teve grande destaque assim, realmente alguma coisa tá errada. Só espero que o Delko esteja vivo e não precise fazer mais uma cena em coma no hospital. (Tati Leite)

NCIS - Aliyah

NCIS: Aliyah (6×25)
Exibição: 19/5/2009
MVP: Cote de Pablo e Michael Weatherly

Há vários episódios sentíamos que o encerramento da temporada de NCIS não seria agradável. E, de fato, Aliyah foi incrivelmente opressivo, embora ver Ziva prisioneira e torturada no norte da África não tenha sido tão impactante quanto o desmantelamento da equipe no término da temporada passada.

O que mais me impressionou nesta temporada é que ela começou questionando lealdades e terminou da mesma forma. Ziva não sabia mais em quem confiar, pois Michael a traíra, o pai a traíra, Tony não fizera diferente e muito provavelmente ela sentia que traíra a si mesma. E a própria Ziva teve sua lealdade questionada. Gibbs sempre confiou nela cegamente, em especial devido ao assassinato de Ari pelas mãos da agente. Mas e quando essa atitude foi colocada em xeque? E se o Diretor Vance tiver razão? E se desde o início ela foi plantada especialmente para garantir a confiança de Gibbs? Eu não quero acreditar nisso, mas não deixa de ser um pensamento interessante.

Quanto a Tony, ele finalmente admitiu que tudo o que fez foi por Ziva, o que me deixou ainda mais triste com a atitude da agente israelense em resposta. E é incrível como as pessoas tendem a subestimar o rapaz, não? O diretor do Mossad caiu direitinho na conversa de Tony e isso porque ele tem esse jeito de que não leva nada a sério, quando na verdade está sempre antenado e preocupado, principalmente com sua equipe.

E a grande incógnita é Vance. Nem o próprio Gibbs consegue compreender por que desconfia do diretor, mas os instintos de Gibbs raramente falham, o que nos faz levantar inúmeras questões. E agora? Qual será o desenrolar da próxima temporada? (Mica)

Criminal Minds: To Hell… and Back (4×25 e 4×26)
Exibição: 20/5/2009
MVP: Paul Rae, Garret Dillahunt e Sharif Atkins

O que mais chamou a atenção nesta temporada de Criminal Minds foi a maneira como, até 52 Pickup (4×09), os roteiristas pareciam determinados em desenvolver e explorar os personagens principais, criando momentos de descontração e camaradagem entre eles. Então, se há algo de que eu senti falta nessa finale, foi disso. Eles até tentaram: uma piadinha da Prentiss, um desabafo de Morgan, a sequência final. Mas eu ainda senti falta deste elemento.

Se os roteiristas Chris Mundy e Ed Bernero conseguissem inserir um aspecto mais pessoal dos agentes, ou pelo menos de um agente, seria mais fácil experimentar todo o horror da situação. Ao invés disso, eles apostaram nos personagens especiais e Paul Rae, Garret Dillahunt e Sharif Atkins brilharam como o assassino retardado, o maquiavélico mentor e o ex-soldado desesperado para vingar sua irmã. Foi fácil entrar na mente de cada um deles e, tirando Mason, o sociopata interpretado por Dillahunt, foi impossível não empatizar com aquelas figuras e sentir muito pela forma trágica como suas vidas acabam naquela fazenda.

Tudo foi excelente e acho que a parte mais excitante foi seu final, com Hotch sob a mira da arma de Foyet, o Reaper. Para mim ficou óbvio em Omnivore (4×18) que ele voltaria nessa finale e que iria atrás de alguém da BAU. Mas eu fiquei surpresa, já que imaginava que esse alguém seria Morgan, cuja identidade ele roubara. Eu não acho que Hotch morrerá, mas não posso deixar de especular sobre o que vai lhe ocorrer. Seria ele baleado como Penélope em Lucky? Ou raptado como Spencer em Revelations? Ou algo totalmente novo e inesperado? Espero que seja a terceira opção. (Thais Afonso)

Glee - Piloto

Glee: Piloto (1×01)
Exibição: 19/5/2009
MVP: Lea Michele

Vou ser sincero, Ryan Murphy nunca fez parte da lista dos meus produtores favoritos. Nip/Tuck é um lixo, e o que havia de crítico e contestador na série acabou lá pela segunda temporada, se tanto. E confesso que não lembro muita coisa de Popular, já que na época eu estava muito ocupado com os romances de Dawson’s Creek pra prestar atenção em outro drama teen.

Mas Glee acaba de chegar para rever os meus conceitos. Em poucas palavras: Glee é o melhor episódio piloto da TV americana dos últimos dois anos.

Já que estamos falando de uma série sobre um coral de uma escola de ensino médio, vamos nos manter as metáforas (e metáforas são importantes, como narra Rachel em sua primeira cena): os números musicais, o timing de comédia, a direção de atores, a edição ágil, o casting inexpressivo, tudo funciona como uma grande orquestra, arranjada de forma magistral por Murphy.

Como não há espaço para destacar todos os aspectos da série, vou abordar apenas um dos detalhes acima: o casting. Glee conseguiu reprisar Friday Night Lights, tirando excelentes performances de um mix de caras novas (Lea Michele, a Rachel, é incrível) e de atores do time B de Hollywood, possivelmente nos papéis de suas vidas (Jane Lynch, Jessalyn Gilsig, Jayma Mays e Stephen Tobolowsky arrebentam).

Glee é uma típica série da Fox e, como típica série da Fox, o medo é que ela não passe da 13ª semana – e eu já prevejo que, na melhor das hipóteses ela irá se arrastar por umas quatro temporadas, fugindo do cancelamento sempre no último minuto, como Arrested Development e Boston Public.

Mas, antes de pensarmos nisto, Glee tem outros dois desafios pela frente:

1) manter o nível texto e a qualidade das performances musicais dentro de um ritmo mais apertado de produção.

2) fazer o pessoal que odeia High School Musical entender que isto é uma sátira e uma crítica à juventude, ao sistema de ensino e à sociedade americana; e ao mesmo tempo mostrar ao pessoal que adora High School Musical que ironia não é uma ofensa.

O primeiro passo foi promissor. (Paulo Serpa Antunes)

So You Think You Can Dance: Auditions #1 and #2 – Brooklyn and Denver (5×01)
Exibição: 21/5/2009
MVP: Natalie Reid

So You Think You Can Dance começou a sua quinta temporada essa semana, e foi um ótimo começo! Ao contrário da maioria de reality shows do tipo, SYTYCD resolveu focar em suas melhores audições, mostrando poucas audições realmente ruins. E os espectadores que, como eu, estão cansados de ver gente querendo aparecer, agradecem!

Em Nova York os destaques são: Gabi Rojas, dançarina contemporânea que foi criada no circo e sofre de artrite reumatóide, o que eu sinceramente espero que não a atrapalhe muito, pois a menina é ótima; Peter Sabasino, um sapateador de família italiana; e Nobuya Naghama, que parecia mais um daqueles que só queriam aparecer, mas surpreendeu como um ótimo locker (gênero de hip-hop), assim que subiu no palco.

Já em Denver tivemos o retorno de Natalie Reid, a melhor amiga de Katee Shean (melhor dançarina da quarta temporada), que disputou a última vaga feminina do Top 20, e que voltou ainda melhor esse ano; e de Brandon, que disputou a última vaga masculina do Top 20, e continua ótimo. É impressionante como o garoto é forte e ainda assim, flexível.

E finalmente, a controvérsia do episódio foi o casal de dança de salão formado por Mitchel Kibel e Misha Belfer. Os dançarinos (um hétero e outro gay) confundiram os jurados, e Nigel foi além, fazendo piadinhas e comentários que muitos considerariam homofóbicos. Nigel, disse aos rapazes que eles provavelmente estavam alienando uma boa parte da audiência. Além disso mandou o casal pra coreografia dizendo que precisava vê-los dançando com mulheres, e quem sabe, eles poderiam até gostar. Já Mary e Sonya tentaram explicar ao casal que o fato deles se revezarem no papel feminino e masculino, tornava a dança confusa. Eu achei os comentários de Nigel um pouco exagerados, mas, concordo com Mary e Sonya sobre a dança ter se tornado confusa, até pelo fator “surpresa”, mas com as mudanças que o mundo tem passado não vou me admirar se casais do mesmo sexo se tornarem comuns em dança de salão. (Julia Mathias)

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

52 Comments

  1. Bia

    OI
    Como vcs assistiram a 6ºtemporada de OTH? Até hj só passa a 5º na FOX.

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