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A Game of Thrones – The Exhibition já começou, e o TeleSéries esteve lá

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Quando Game of Thrones estreou, em abril de 2011, todos perceberam que a série vinha para ficar. E logo o sucesso estrondoso da adaptação televisiva da série literária A song of Ice and Fire, de George R. R. Martin, mostrou que não importa quanto tempo o inverno demorar para chegar, a audiência sintonizará a HBO tentando descobrir quem, afinal, sentará em definitivo no trono de ferro.

E a cada semana, os fãs se sentem mais e mais ambientados em Westeros. A escolha de locações foi feita a dedo pela HBO, para dar mais realismo aos cenários. E quando a natureza “fica devendo”, os efeitos especiais dão conta do recado e transformam “casebres em castelos”.  Com tudo isso, os mais imaginativos se sentem perambulando pela Estrada do Rei, tremendo de frio além da muralha ou passando fome e sede em uma longa jornada com o khalasar.

E a HBO resolveu dar uma ajudinha ao exercício imaginativo dos fãs. Em 9 de março de 2013 estreou Game of Thrones – The Exhibition. A mostra iniciou em Toronto, no Canadá, e depois passou por Nova York, nos EUA.

Felizmente os fãs brasileiros – que tem o privilégio de assistir aos novos episódios da série no mesmo dia que estadunidenses – foram agraciados com a visita da super exposição (a HBO lamentou não poder levar a mostra a outras cidades, ou atingir a um número maior de fãs. Mas como o material exposto será utilizado nas gravações da quarta temporada, e Amsterdam e Belfast fazem parte da rota da mostra, isso se tornou inviável).

Oficialmente, a exibição (gratuita – e cujo primeiro lote de ingressos esgotou em incríveis 40 minutos – e que vai até 30 de abril) começou hoje. Mas na tarde de ontem, 24 de abril, a HBO apresentou a mostra a imprensa. Liam Cunningham (Davos Seaworth) e Alfie Allen (Theon Greyjoy) estiveram presentes.

Teoricamente a exibição é uma mostra que apresenta ao público mais de 70 peças originais usadas nas gravações das três primeiras temporadas de Game of Thrones. Teoricamente. Porque na realidade é um passeio por Westeros. Uma visita deliciosa ao universo fantástico criado por Martin e reproduzido com muita competência por Benioff, Weiss e equipe.

Logo na entrada, flâmulas com os brasões das principais casas dos Sete Reinos indicam que você está entrando em território no qual reina a disputa, o jogo do poder. O mapa de Westeros ajuda a dar a impressão de que é por aquele território que você está andando. E poucos passos são necessários para que você se transporte para Winter is Coming (o piloto de GoT). Já na chegada estão exibidos os figurinos utilizados pelos Stark. E da forma como eles estão expostos, o visitante tem a impressão de que está chegando com a Comitiva Real e é recebido pelos lobos do Norte. Emocionante, para não dizer demais.

E por uma hora (o tempo que dura a visita à exposição), essa sensação de pertencer a Game of Thrones não passa. Isso porque cada canto do espaço destinado à mostra é dedicado a despertar lembranças.

Melisandre nos relembra que “A noite é escura e cheia de terror”. E o copo e a urna utilizados pela feiticeira de vermelho, em exposição, bem como o script da cena do nascimento do seu filho com Stannis, nos informam que a escuridão e o terror podem vir do Senhor da Luz e de seus seguidores. E limites são ultrapassados nesse processo. Que o diga Sir Davos, que permaneceu leal mesmo após ter os dedos decepados (e eles estão em exposição!!), e que agora habita uma masmorra em Pedra do Dragão.

Os figurinos de Jon Snow, Mance Rayder e Ygritte e sua aparência de quem acabou de sair de uma nevasca chegam a propiciar um arrepio na espinha. Mas não pensem que o arrepio é de frio, exclusivamente. Não, há muito mais por trás desse arrepio. Porque a velha ama nos informou, certa vez, que “o medo é para o inverno. Quando a neve cai de uma centena de metros de profundidade”. E a neve está caindo com tanta intensidade que é impossível não temer os perigos do além-muralha.

Alguns passos para o lado e as cores fortes e quentes indicam que estamos chegando em território dela. Nascida da tormenta, sangue da antiga Valiria. Estamos em território da Khaleesi Daenerys Targaryen, a mãe dos dragões. E eles estavam lá! Uma reprodução, em tamanho real, de um dos dragões utilizados na segunda temporada. E ainda outro, maior e mais aterrorizante. Creio que muitos visitantes pensarão – os mais ousados, gritarão – Dracarys, esperando que o monstrengo ganhe vida e saia soltando fogo pelas ventas, tamanha é a perfeição do material exposto. Ah, e preparem seus corações. Khal Drogo pode ser visto feliz, sorridente e VIVO em algumas fotos espalhadas pelas paredes. De doer o coração.

Um pouco mais adiante uma cabeça espetada em uma “lança” nos relembra que “um rei não pede, ele ordena”. Mais uma vez, revivemos o choque. Talvez o maior de todos os episódios. E o ódio pelo mais platinado dos Lannisters é tamanho que a vontade é rasgar o figurino (belíssimo, diga-se de passagem. Como todos os figurinos expostos, aliás, criação de Michele Clapton, a figurinista-chefe de Game os Thrones. Até os croquis expostos são muito bacanas) de Joffrey em pedacinhos. Sob o “olhar” da cabeça de Ned Stark se exibem os figurinos dourados e vermelhos dos Leões. E lado a lado, duas armaduras que impressionam, ambas pelo tamanho. A pequenina, de Tyrion, e a gigantesca, de Jaime. Ambas impressionantes. É impossível não admirar a imponência da família dos louros e bonitos.

São muitos os objetos expostos, e eles também despertam lembranças. Uma carta, de Theon para Robb, que nos faz lembrar do tempo que ambos eram “irmãos” e andavam juntos pelo Norte, antes do Greyjoy levar à risca o ensinamento “nós tomamos o que é nosso” e virar as costas para os seus “captores”. O “chicote” dos bons mestres de Astapor, que nos lembra do momento épico do episódio passado, And Now His Watch is Ended. A máscara da mulher misteriosa de Qarth, que imediatamente nos relembra do roubo dos dragões e da dolorosa jornada “psicológica” de Daenerys para resgatá-los. Ovos de dragão, que nos lembram do excepcional desfecho da primeira temporada, com Fire and Blood. As bolsinhas de couro utilizadas por Tyrion para guardar moedas e diamantes, que nos lembram das várias negociações empreendidas pelo espero e amável duende. Várias coroas, que nos lembram de vários reis. Várias espadas (sim, a gigantesca Gelo e a pequenina Agulha estão em exposição, ladeadas de várias ferramentas e armas dothraki e da Garra Longa, do Stark bastardo). E um jarro de fogovivo, que nos transporta diretamente para Blackwater.

Ah, a Batalha de Água Negra. Talvez um dos maiores presentes dos organizadores da exposição seja um ambiente interativo no qual os visitantes podem, munidos de arco e flechas devidamente embebidas em fogovivo, explodir a frota de Stannis (que realmente explode no telão à frente, se sua mira for bacana e você acertar o tiro). Claro, tudo de brincadeirinha. Uma brincadeira BEM LEGAL.

Além de todos os figurinos, adereços e objetos expostos, os organizadores da exposição ainda dedicaram um espaço à arte produzida por fãs. Desenhos feitos por admiradores de GoT estão expostos, e revelam a visão que os aficcionados pela série têm de seus personagens favoritos. Além disso, livros, miniaturas e pops (os lindos bonequinhos) dos personagens do seriado também ganharam lugar de destaque, e com certeza todos os fãs lamentarão, na saída, o fato de não haver uma loja oficial acompanhando a exposição (os organizadores informaram que as leis brasileiras dificultam um pouco a venda de objetos). A vontade é, certamente, a de levar tudo para casa.

Mas isso não é possível. Contudo, certamente, os visitantes – que segundo cálculos da organização da Exibição, serão mais de 15 mil – não sairão de mãos vazias. Levarão para casa as lembranças de participar de um evento único e inesquecível (pra ser nota mil, só faltou vermos mais dos Lobos dos Stark e de Snow). Levarão consigo, para o resto da vida, a impressão de ter, por uma hora, pertencido à Westeros, ao universo de Game of Thrones. Lembrarão, eternamente, que participaram da Guerra dos Tronos. E venceram.

Abaixo, algumas fotos da Exibição. Elas foram tiradas por Diego Mercado (obrigada pela companhia, pelos cliques, e por dividir os “surtos” de desbravar Westeros comigo, Diego!):

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

16 Comments

  1. Gabi Assmann

    Muito legal! Adorei. Parabéns Mariela pelo relato tão detalhado e HBO pela iniciativa.

  2. Rose

    Parabéns Mariela pelo texto. Muito bom. E também a HBO pela iniciativa.

  3. Patricia Emy

    Me senti lá na exposição ao ler o teu texto! :) Nem dá pra descrever a sensação de poder ver tudo de perto e se sentir dentro daquele universo.

  4. Diego Mercado

    Mandou bem demais no texto, Mariela! Apesar de ser bem específico em relação ao que foi o evento, só estando lá mesmo pra medir a intensidade que um evento desses traz pra um fã!

    E que venham os próximos!

    Um beijo!

  5. Diego Mercado

    Mandou bem demais no texto, Mariela! Apesar de ser bem específico em relação ao que foi o evento, só estando lá mesmo pra medir a intensidade que um evento desses traz pra um fã!

    E que venham os próximos!

    Um beijo!

  6. Raquel Perez

    Mariela, que beleza de texto!!! Você descreveu esta exposição dos deuses de forma tão brilhante, que é como se eu estivesse lá à espera do inverno e de tudo que ele nos trará. Que enorme privilégio poder ter participado disto. Parabéns!!!

  7. Mariana Cervi Soares

    Parabéns pelo excelente texto Mariela! A tua descrição deixa a gente com mais vontade ainda de visitar a exposição. Com certeza, uma sacada muito inteligente da HBO fazer uma ação dessas, ainda mais gratuita, realmente chamando os fãs para a visita. Muito legal!

  8. FlaviaRibeiro

    Show, Mari! Até eu que não vejo a série fiquei com vontade de ir!

  9. Carol Cadinelli Mauler

    Caraca, Mariela, chorei. Sério. De verdade. Eu queria MUITO ter estado lá, sou fã incondicional da série, e eu realmente me senti lá lendo o teu texto. As fotos do Diego tornaram a experiência ainda mais realista (Haha, não sabia que você conheciam/trabalhavam com o Diego, ele é demais!), e não consegui segurar as lágrimas.
    Arrasou, arrasou, arrasou, arrasou. Obrigada por proporcionar essa experiência a mim e a outras tantas pessoas que leram e se sentiram como eu.

  10. Carol Cadinelli Mauler

    Arrasou nas fotos, viu? Haha, pois é, ler seu nome no post foi surpresa pra mim *-* Cara, tu foi lá, ou *—* MUITA MUITA inveja (inofensiva, diga-se de passagem) de você.

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